Greve de trabalhadores deixa França paralisada

As greves na França contra o projeto de Reforma Trabalhista do governo de Hollande se estenderam a vários setores

Déficit da previdência social é farsa!

Com argumentos incontestáveis, Denise Gentil destroça os mitos oficiais que encobrem a realidade da Previdência Social no Brasil

Sindicalistas de todo o país aderem à Unidade Popular

Em um ato público realizado em Maceió, Alagoas, sindicalistas de vários estados aderiram ao Partido Unidade Popular pelo Socialismo

PL\4330 volta à pauta no Congresso Nacional

O movimento sindical deve colocar a luta contra o PL 4330 como uma batalha de vida ou morte para a classe trabalhadora.

Apesar de comum, assédio sexual no trabalho é pouco denunciado no Brasil

Vergonha, medo e dificuldade de provar a agressão levam as vítimas a preferir o silêncio.


quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Explosão em usina da Gerdau deixa dois mortos e 10 feridos em Ouro Branco, Minas Gerais



Uma explosão na usina da Gerdau, em Ouro Branco, Região Central de Minas Gerais, a 116 quilômetros da capital, deixou dois mortos e 10 feridos. O acidente ocorreu na manhã desta terça-feira, dia 15 de Agosto. Peritos da Polícia Civil estão nas instalações da metalúrgica levantando as causas da explosão, que teria ocorrido em um alto forno.

A investigação, segundo informações da corporação, ficará a cargo da Polícia Civil de Congonhas, já que essa unidade da Gerdau está localizada nesse município. A Polícia Militar de Ouro Branco (PM) e o Corpo de Bombeiros ainda não foram comunicados sobre o fato.

A Gerdau confirmou, por meio de nota, que "ocorreu na manhã de hoje um acidente com duas mortes na sua usina em Ouro Branco. A Empresa está prestando assistência às famílias das vítimas e trabalhando para detectar as causas do acidente. Mais informações serão disponibilizadas no decorrer do dia."

No entanto, já noticiamos aqui no site do Movimento Luta de Classes outro acidente na mesma empresa que vitimou 3 trabalhadores. Não podemos naturalizar as mortes daqueles que precisam vender sua força de trabalho para dar o que comer a sua família. Nem cair em argumentos patronais colocando a culpa nos trabalhadores. É necessário aumentar a vigilância da segurança do trabalho dentro das fábricas garantir a vida de nossa classe. 

Fonte: Estado de Minas

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Governo ataca trabalhadores da única fábrica sob controle operário no Brasil




A Flaskô é uma empresa produtora de bombonas plásticas atuante no ramo de transformação de plástico desde a década de 1980. Sob gestão patronal, a fábrica consolidou-se no ramo químico, mas, nos anos 1990, devido a uma série de problemas, sua administração entrou em processo de falência. Enquanto a gestão patronal vendia as máquinas e não investia mais na fábrica, os operários perceberam que algo de ruim estava por vir.
Neste momento, os trabalhadores começaram a investigar os documentos arquivados e perceberam que uma série de direitos não estavam sendo cumpridos por parte da gestão patronal. FGTS, INSS e salários estavam atrasados e, por mais de 10 anos, os direitos garantidos pela CLT não estavam sendo cumpridos. Descobriram também que o buraco era muito mais embaixo: não apenas as dívidas trabalhistas não estavam sendo cumpridas, mas o pagamento de terceiros também estava atrasado.
Os trabalhadores identificaram dívidas de mais de R$ 150 milhões deixadas pela gestão patronal, dentre elas as dívidas de energia com a CPFL de cerca de R$ 700 mil. Frente a um cenário crítico e delicado tanto para os trabalhadores como para a fábrica, os trabalhadores decidiram se mobilizar para ocupar o território fabril, sob uma organização que visava à garantia social dos direitos e a transformação da propriedade da fábrica em propriedade social.
O momento da ocupação, que ocorreu em 2003, foi uma virada de página na história da fábrica. Os trabalhadores decidiram pelo controle e gestão operária.

Pressão e boicote

Quase 14 anos se passaram desde então. Atualmente, no cenário de crise econômica e recessão que assola o país, a realidade da fábrica não é diferente das demais fábricas e indústrias brasileiras. Um ator expressivo nesse cenário é a CPFL, concessionária de energia elétrica na região.
As negociações com a CPFL começaram em 2008, quando foi feito um acordo de uma dívida da época patronal. Também foi feito outro acordo em relação às dívidas da gestão operária. Entre 2008 e 2016, a Flaskô foi alvo de diversos ataques da CPFL, entre eles ameaça de cortes de energia, tendo em vista as dívidas contraídas. Em outubro de 2016, os trabalhadores da Flaskô fizeram uma manifestação na sede da CPFL contra o corte no fornecimento de energia. Naquele momento, os trabalhadores e o movimento por moradia da Vila Soma se juntaram para protestar contra a represália gerada pela empresa. A partir desta situação, os trabalhadores conseguiram voz para reivindicar um novo acordo que substituiu as duas negociações anteriores e, além disso, sob orientação da CPFL, as contas de cada mês, a partir de agosto de 2016, ficaram em aberto e deveriam ser pagas somente após janeiro de 2017.
Assim, no dia 14 de março foi feita uma reunião com o intuito de se discutir propostas de parcelas que fossem exequíveis e acordadas com a CPFL, enfatizando que a Flaskô sempre quitou os acordos assumidos. É explicado pela CPFL que apesar do débito da Flaskô ser grande, é relativamente pequeno em relação a outras empresas inadimplentes, como, por exemplo, a Mabe, que entrou em processo de falência com dívida que ultrapassa R$ 3,5 milhões, e que mesmo assim a negociação estava ocorrendo. Isso gerou uma expectativa para os trabalhadores de que as negociações seriam retomadas. Assim, foi marcado para o dia 21 de março uma nova reunião, mas que foi cancelada. Na espera de uma contraproposta da CPFL, os trabalhadores aguardavam uma nova agenda de negociação. No entanto, ocorreu o corte de energia alguns dias depois.

Resistência


No dia 30 de março, os trabalhadores da Flaskô foram surpreendidos com a brutal medida da CPFL de cortar o fornecimento de energia sem comunicação prévia e em desconformidade com o teor das negociações que vinham sendo feitas.
Essa ação unilateral e inconsequente poderia ter resultado em uma tragédia, pois a fábrica estava produzindo, com operadores de máquinas realizando seu trabalho, com matéria-prima dentro das máquinas, causando danos ainda a serem calculados.
Na tarde do mesmo dia, receberam por e-mail uma suposta carta da CPFL apresentando que havia recusado a proposta da Flaskô, sem apresentar alternativas e comunicando o corte já depois de o terem realizado.
Então, em uma reunião na CPFL, num verdadeiro clima opressor e hostil, com mais de 20 seguranças particulares contratados para intimidar os trabalhadores, eles foram informados de que aquela era a posição definitiva da CPFL, de que não haveria religação da energia enquanto não houvesse o pagamento do valor integral da dívida (cerca de R$ 1,6 milhão e não dando qualquer alternativa para a Flaskô. Tal ato mostra a arrogância e o elitismo de uma empresa privatizada que detém o monopólio do fornecimento e distribuição de energia na região. Se vangloria como uma empresa de responsabilidade social, mas agride frontalmente uma experiência reconhecida por seu caráter social.
Os trabalhadores em assembleia decidiram se mobilizar e publicaram uma nota fazendo “um apelo para que todos os apoiadores se insiram ainda mais nas campanhas em defesa da Flaskô e que juntos possamos enfrentar mais este golpe contra o conjunto da classe trabalhadora. Viva a luta dos trabalhadores da Flaskô! CPFL, religue a luz e volte às negociações com os trabalhadores!”.
A nota pública na íntegra, dentre outras informações sobre o controle operário e a luta de classes, pode ser acessada pelo site www.fabricasocupadas.org.br.
Alice Oliveira, Aline Romanini e Cícero Hernandez 

fonte: Jornal A Verdade

terça-feira, 11 de julho de 2017

Senado aprova Reforma Trabalhista, agora é aumentar mais ainda as lutas da classe trabalhadora


Para pressionar ocupação do senado, Eunício apagou as luzes
Mesmo com a ocupação de quatro senadoras na mesa da presidência do senado, e o presidente Eunício de Oliveira apagando as luzes. Mesmo com mais de 40 milhões de trabalhadores e trabalhadoras em greve no dia 28 de Abril, e mesmo com mais de 200 mil pessoas em Brasília no dia 24 de Maio, os senadores aprovaram o texto base da Reforma Trabalhista. Agora a noite, aprovam os destaques sobre os pedaços da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT.
Essa votação, cujo placar foi de 50 a favor, 26 contra e 1 abstenção, evidencia mais uma vez o caráter patronal e reacionário do Congresso Nacional. Pouco importam a opinião da classe trabalhadora e de todo o povo brasileiro, pois o dinheiro das propinas que enchem os bolsos e malas de alguns destes senadores, lhes agrada mais.

A burguesia de nosso país está dividida entre nomes como Rodrigo Maia, Henrique Meireles ou João Dória, candidatos à substituir Temer, para darem cabo àquilo que Temer não tem sido capaz de fazê-lo, acabar com nossos direitos e aumentar as regalias deles e de seus alidos patrões e banqueiros. O que os unifica é a aprovação das reformas, que são a pedra de toque de seus interesses.Por isso, a luta contra as reformas deve ser a ordem do dia do movimento sindical brasileiro, derrubando seja quem for para que não se concretizem.

O fato é que as Reformas são decisivas para a continuidade do governo golpista de Michel Temer. A força da pressão da nossa classe fez o governo dos banqueiros tremer e não conseguir encaminhar como queria, a votação das Reformas Trabalhista e da Previdência. 

Em torno desta pauta, milhares de trabalhadores e trabalhadoras cruzaram os braços e realizaram uma das maiores greves da história de nosso país. No entanto, é necessário aumentarmos as lutas, o número de greves, e continuar envergando este governo até quebrá-lo. 

Por tudo isso, é de fundamental importância não negociar migalhas de um ataque sem precendente e sim intensificar as lutas, conscentizando mais os trabalhadores e as trabalhadoras que só por nossas mãos, virá um futuro melhor, mais digno e com direitos de quem produz todas as riquezas que existem. 

Renato Amaral
Movimento Luta de Classes