Greve de trabalhadores deixa França paralisada

As greves na França contra o projeto de Reforma Trabalhista do governo de Hollande se estenderam a vários setores

Déficit da previdência social é farsa!

Com argumentos incontestáveis, Denise Gentil destroça os mitos oficiais que encobrem a realidade da Previdência Social no Brasil

Sindicalistas de todo o país aderem à Unidade Popular

Em um ato público realizado em Maceió, Alagoas, sindicalistas de vários estados aderiram ao Partido Unidade Popular pelo Socialismo

PL\4330 volta à pauta no Congresso Nacional

O movimento sindical deve colocar a luta contra o PL 4330 como uma batalha de vida ou morte para a classe trabalhadora.

Apesar de comum, assédio sexual no trabalho é pouco denunciado no Brasil

Vergonha, medo e dificuldade de provar a agressão levam as vítimas a preferir o silêncio.


domingo, 27 de maio de 2018

TRABALHADORES CONTRA A ALTA DOS COMBUSTÍVEIS E EM DEFESA DA PETROBRAS


A greve dos caminhoneiros que se espalha com força por todo o Brasil é justa e legítima. Mostra que o povo brasileiro não aceita este governo corrupto e incompetente, que age em favor apenas dos grandes capitalistas.

O que está ocorrendo em nosso país é insuportável. Em 17 dias de maio, ocorreram 11 aumentos do preço da gasolina: o preço da gasolina subiu 16,08%; já o óleo diesel acumula alta de 12,3%. Desde que a nova política de preços para os combustíveis (com reajustes diários) foi adotada pelo governo, ocorreu aumento de 50% desde julho do ano passado.

Quem ganhou com esses aumentos? Os acionistas da Petrobras! Quem são eles? Banqueiros e grandes fundos de investimentos. O resultado é uma alta generalizada dos preços para aumentar os lucros dos que já são ricos.

Tudo isso é consequência da irresponsabilidade dos senhores Michel Temer e Pedro Parente (presidente da Petrobras), que desejam privatizar mais refinarias e sonham em vender de vez a empresa ao capital internacional. A Petrobras é estratégica para a economia e o desenvolvimento da Nação e deve deter novamente o monopólio da extração e do refino do petróleo brasileiro.

E O QUE DEVEM DEFENDER OS TRABALHADORES NESTA CONJUNTURA?

Para o Movimento Luta de Classes (MLC) torna-se mais que necessário o controle popular sobre os preços na economia nacional. Também não podemos deixar que os ricos e seu governo decidam congelar por 20 anos os investimentos em educação e saúde, imponham desemprego e arrocho salarial para milhões de trabalhadores, mas apliquem aumentos nos preço dos combustíveis de acordo com a variação do dólar, ou seja, de acordo com o que o governo imperialista de Donald Trump quiser.

O MLC defende ainda as conquistas históricas e o aumento salarial da categoria dos petroleiros, que vem sendo cada vez mais atacada pela direção do fantoche da burguesia Pedro Parente.

A luta de rua mostra que devemos organizar os trabalhadores para lutarem por seus direitos e realizar uma nova Greve Geral, como a de 28 de abril de 2017, para revogar a Reforma Trabalhista, sepultar a Reforma da Previdência e exigir controle dos preços e aumento nos salários.

Fora temer e os banqueiros!
Não à privatização da Petrobras!
Controle popular da economia!

MOVIMENTO LUTA DE CLASSES
24 de maio de 2018

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Nota sobre o Reajuste dos Servidores Municipais de Itabirito


Servidores de Itabirito na luta pelo reajuste
Depois de mais de 4 anos sem reajuste salarial, a Prefeitura de Itabirito enfim anunciou o tal reajuste para os servidores do município. Os chorados 10% saíram, cumprindo uma parte do seu compromisso, já que seria necessário um reajuste de mais ou menos 26% para corrigir a inflação do período.

Os servidores pedem o mínimo que é o reajuste previsto na constituição federal e no estatuto do servidor. Ou seja, o 10% é reajuste, não é aumento salarial!

Mesmo com o valor abaixo do necessário, este reajuste valoriza as recentes movimentações dos servidores de Itabirito, que encheram a Câmara, fizeram reuniões e organizaram assembleia.

No contexto atual, a Prefeitura é clara: não reconhece o Sindicato. Não reconheceu também uma comissão mista formada por servidores, sindicato e vereadores sugeridos pela bancada aliada. Se não reconhece, não dialoga. Mas esta ação nos mostra o contrário. Este anúncio do reajuste nos mostra algo diferente. Que a Prefeitura nos ouve. E mais, que a Prefeitura nos responde. Um recado em formato de anúncio: esfriem logo esse começo de uma organização trabalhista.

Também, é de se entender. Trabalhadores organizados lutam pelos seus direitos com muito mais força e credibilidade.

Desorganizem-se, separem-se. Esse é o recado. Não muito novo, já que Ações para Dividir não é novidade, como conversas extra oficiais, represálias, entre outras.

A Prefeitura quer dividir o movimento dos servidores. Mas não vai. Este é só o começo. Façamos desse pequeno reajuste uma pequena vitória. Façamos desse anúncio instrumento de força.

O povo de Itabirito reconhece a importância do servidor. Afinal, são trabalhadores concursados e capacitados servindo os trabalhadores da cidade. Só quem trabalha sabe reconhecer um bom trabalho realizado. A luta do servidor é a luta de todo trabalhador de Itabirito.

Em terra de diálogo escasso, que a resposta a este reajuste seja a união mais forte da categoria. Seja em demandas de todos ou de setores. Organizados é que lutamos pelos nossos direitos. Esse é só o começo!

"Trabalhadores de todo o mundo, uni-vos!"

Movimento Luta de Classes

Trabalhadores informais são maioria no mercado de trabalho



            Basta uma volta pelo Centro para constatar o quanto o número de vendedores ambulantes aumentou no Recife nos últimos três anos, com gente vendendo de tudo. Muitos entraram nesse mercado informal há pouco tempo, depois que perderam seus empregos de carteira assinada. É a face mais evidente do atual mercado de trabalho, como mostrou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios-Contínua (Pnad-Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última quarta-feira, com os números de 2017. A informalidade atual, no entanto, não é necessariamente ruim quando substitui o desemprego pura e simplesmente. Afinal, é melhor um emprego ruim a emprego nenhum, como analisa o professor de economia do Insper, Sérgio Firpo. “Não dá para dizer que houve piora no emprego justamente porque a informalidade veio para substituir o desemprego.”

A taxa de desocupados no Brasil está em 12,7%, o que representa 13,2 milhões de desempregados. É a maior desde 2012, quando se iniciou a taxa histórica. O que também chamou a atenção é que foram fechados 658 mil postos de trabalho formais no ano passado. Com isso, a informalidade cresceu, e superou o número de vagas com carteira assinada.

Segundo o IBGE, somando os trabalhadores que atuam sem registro em carteira, que são 11,1 milhões, e os que resolveram trabalhar por conta própria (23,1 milhões), o total é maior do que o número de trabalhadores registrados. São 34,2 milhões de informais para 33,1 milhões de registrados.

Para a economista Amanda Aires Vieira, professora da faculdade DeVry/FBV, isso acontece por conta de um fenômeno chamado histerese de mercado. “Quando a economia vai mal, o emprego formal é o último setor a sofrer as consequências, porque demitir é caro”. Mas, por outro lado, explica Amanda, quando a economia começa a se recuperar, o emprego também é o último a reagir porque os empresários preferem produzir mais com o mesmo número de funcionários, até que um aumento real da demanda justifique novas contratações. Ela acredita que a reforma trabalhista, aprovada há 3 meses, e que prometia facilitar o registro de empregados, ainda não provocou efeitos significativos no mercado.

Caio Augusto, 26 anos, é um desses trabalhadores jogados na informalidade. Ele trabalha na calçada da Rua Floriano Peixoto, Bairro de São José, bem ao lado da estação Centro, do Metrô do Recife. Caio trabalhou até novembro do ano passado como auxiliar de serviços gerais em uma fábrica de bebidas. Hoje, cumpre a jornada de oito horas diárias no “estabelecimento”, que pertence a um primo. São três tabuleiros, que exibem de brinquedos a acessórios para celular. Caio recebe uma comissão de 20% pelas vendas, numa espécie de terceirização da informalidade. “Ganhava um salário mínimo lá na firma, mas se pudesse, voltava hoje mesmo para o emprego”, diz o rapaz.

Vizinha de calçada de Caio, a ambulante Alecsandra Gomes da Silva, 42, tem outra visão da informalidade. Depois de atuar por 17 anos no comércio formal, indo de vendedora a gerente de loja de shopping, ela se viu demitida. Há quase quatro anos montou sua barraca de produtos naturais e de beleza. Alecsandra não lamenta ter ido parar, literalmente, na rua. “Aqui eu faço o meu horário e não tenho patrão”, orgulha-se. Ela não revela quanto consegue apurar por mês, mas garante que é bem mais do que recebia como assalariada.
Previdência

Para a economista Amanda Aires, a informalidade não é boa para ninguém, por tirar garantias fundamentais do trabalhador, como férias e 13º salário, e ainda provocar déficit na Previdência, pois a maioria dos informais não paga contribuição ao INSS. Para se ter uma ideia, 1,4 milhão de trabalhadores deixaram de contribuir para a Previdência desde 2014.

Extraído do sítio http://jconline.ne10.uol.com.br