Greve de trabalhadores deixa França paralisada

As greves na França contra o projeto de Reforma Trabalhista do governo de Hollande se estenderam a vários setores

Déficit da previdência social é farsa!

Com argumentos incontestáveis, Denise Gentil destroça os mitos oficiais que encobrem a realidade da Previdência Social no Brasil

Sindicalistas de todo o país aderem à Unidade Popular

Em um ato público realizado em Maceió, Alagoas, sindicalistas de vários estados aderiram ao Partido Unidade Popular pelo Socialismo

PL\4330 volta à pauta no Congresso Nacional

O movimento sindical deve colocar a luta contra o PL 4330 como uma batalha de vida ou morte para a classe trabalhadora.

Apesar de comum, assédio sexual no trabalho é pouco denunciado no Brasil

Vergonha, medo e dificuldade de provar a agressão levam as vítimas a preferir o silêncio.


segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Negociação T.I. em MG: até o momento, nem 40 horas semanais, nem aumento real




Na segunda rodada da mesa de negociação da data-base setembro/2011, alguns pontos importantes foram discutidos e aprofundados, mas o patronal ainda se mostra irredutível quanto às principais reivindicações deste ano: a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução do salário, e o aumento real.

Apesar das 40 horas já ser prática em diversas empresas de MG, e de também já constar em convenções coletivas da categoria em vários outros estados do país, o patronato mineiro - o mesmo que reclama que os profissionais de MG estão migrando para SP e RJ (por que será?) - se mostra inflexível nesta questão.

Argumentar contra a redução da jornada na categoria de TI é uma tarefa dificílima, que deixaria qualquer sofista grego, mestres da retórica, em dificuldades. Algumas das razões apresentadas para a não redução, como a que se trata de matéria política (!!!), ou de que o senado brasileiro é que deve resolver esta questão (!!!), não convencem ninguém.

Outra discussão encaminhada nesta mesa foi a do ticket refeição. O valor atual de R$9,00, apesar da valorização que conseguimos nos últimos anos, ainda é muito baixo. Por isso a proposta é que este ano o ticket tenha um reajuste maior do que nos anos anteriores, e que as empresas que já praticam um valor superior a este da convenção também apliquem determinado percentual de reajuste no valor facial. Esta cláusula visa evitar o congelamento do benefício naquelas empresas que já pagam acima do mínimo da convenção.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O povo se mobiliza contra o governador Fora-da-Lei




Desde 1988 os professores públicos do Brasil aguardam a regulamentação do artigo 205 da Constituição no qual determina-se, como forma de remuneração dacategoria, o PISO SALARIAL PROFISSIONAL NACIONAL. Em 2008, após 20 anos de espera, o PISO SALARIAL finalmente tornou-se uma possibilidade real através da lei 11738 de 16 de julho de 2008. Sabemos todos dos problemas deste diploma legal, afinal em seu texto consta uma jornada absurda de “até” 40 horas permitindo-se aos governos o pagamento proporcional ao tempo citado.

Contudo a lei 11738, cumprindo as determinações constitucionais, valoriza a escolaridade, o tempo de serviço e cria uma carreira especifica para a educação acrescida de uma política de reajuste salarial. Neste mesmo texto legal ficou determinado o conceito de piso salarial, ou seja, o salário base acrescido das vantagens relativas ao tempo de serviço e escolaridade.

Entretanto, as forças políticas conservadoras, sempre interessadas em manter em dia o pagamento dos compromissos com os banqueiros do Brasil e do exterior, movimentaram-se contra esta conquista dos professores e através de seus subordinados, em diferentes governos estaduais, tentaram impedir a aplicação da lei 11738 alegando a sua inconstitucionalidade. A manobra contra os trabalhadores da educação foi efetivada através da ADIn 4167 e conseguiu retardar a aplicação plena da Constituição por mais 3 anos.

Em abril de 2011 o Supremo Tribunal Federal (STF) apontou o obvio: A Lei 11738 cumpria uma determinação constitucional e deveria ser aplicada em sua totalidade. De forma rasteira, aproveitando-se do período entre a promulgação da Lei 11738 e o julgamento da ADIn 4167, o governo de Minas Gerais tratou de cassar os direitos dos professores estabelecendo em janeiro de 2011, através de uma lei inconstitucional, uma política salarial na qual as vantagens históricas dos professores não eram incluídas na remuneração total.

Este golpe do governo mineiro, todavia, foi desmascarado e declarado ilegal, imoral e inconstitucional em 24 de agosto de 2011 quando o Supremo Tribunal Federal publicou a sua decisão apontando com clareza absoluta que O PISO É CONSTITUIDO DO SALÁRIO BASE MAIS AS VANTAGENS. O governo de Minas Gerais ignora a decisão do STF e através de uma campanha milionária de publicidade, mente ao povo alegando pagar acima do determinado em lei. Ai está a legitimidade do movimento dos professores.

A greve dos professores de Minas Gerais supera os interesses particulares de uma categoria e representa o grito do conjunto dos trabalhadores diante da clara ameaça a manutenção dos direitos incluindo até aqueles garantidos através das decisões da Justiça. O quadro é preocupante e mobilizar para a vitória da greve dos professores passou a ser tarefa de todos. Hoje o governo desrespeita a lei prejudicando os professores e amanhã, quem o governo desrespeitará?

Em Minas Gerais ocorre, sem a menor dúvida, uma crise institucional apontando para perigos que geralmente desembocam no autoritarismo. O governador rasgou a Constituição e sinaliza com um golpe contra os professores para burlar a lei. A Mobilização do povo torna-se a única resposta possível e os professores encontram-se hoje a frente desta luta. 

Nenhum passo atrás!
A greve continua! Anastasia a culpa é sua!

Movimento Luta de Classes - MG

Sindicato patronal insulta a categoria de T.I. em mesa de negociação





Na primeira rodada de negociação entre o SINDADOS-MG e o sindicato patronal, ficou ainda mais claro o que todos já vinham percebendo: a desvalorização do profissional de TI.

Apesar da enorme expansão do setor nos últimos anos, a patronal, com muita coragem, ousou repetir o surrado argumento de todos os anos: de que a conjuntura não está "boa" e que não possibilita um aumento real. Ou seja, sua proposta de aumento real foi ZERO. Um insulto à categoria!

E como se não bastasse, também não querem reduzir a jornada para 40 horas semanais, como já acontece em outros estados e até mesmo em diversas empresas no estado de Minas Gerais.

Mas contra números não há argumentos. Vejam as pesquisas abaixo, a prova definitiva de que há condições no setor para aumento real e redução da jornada:

Empresas de TI garantem expansão do setor de serviços durante crise, aponta IBGE

Serviços de TI devem crescer 46% no Brasil até 2014

Serviços de TI devem movimentar US$ 22,4 bi neste ano na AL

É necessário e urgente que a categoria intensifique sua mobilização para que possamos arrancar grandes conquistas este ano. Mobilize-se, mobilize seus colegas de trabalho, vista-se mais uma vez de verde na segunda-feira próxima (05/09/11), dia da próxima rodada de negociação, e use também uma camisa verde como avatar no seu Facebook, Orkut, Twitter e outras redes sociais.