COVID 19 - Governo bolsonaro burocratiza acesso a renda mínima

Milhões de trabalhadores ainda não tiveram acesso ao benefício.

Fim da campanha genocida de bolsonaro

Justiça determina fim da campanha genocida de Bolsonaro

Nova organização da feira do eldorado prejudica feirantes

Trabalhadores e trabalhadoras feirantes da famosa Feira do Eldorado, localizada em Contagem/MG, sofreram um verdadeiro golpe neste final de ano.

Dia 13 de agosto é mais um dia de mobilizações por todo o país!

Está marcado para o dia 13 de Agosto novas mobilizações contra as medidas do governo de Jair Bolsonaro (PSL)

Karl Marx - Sindicatos: Seu Passado, Presente e Futuro

É necessário que a classe trabalhadora se arme com a teoria para avançarmos na luta pelos nossos direitos e por uma nova sociedade.


segunda-feira, 29 de julho de 2013

Eletricitários terceirizados fazem greve por tempo indeterminado em Minas Gerais


Após 1 ano e 7 meses tentando negociar melhores condições de trabalho e salários com os donos da empresa ECEL, contratada pela CEMIG (Companhia Energética de Minas Gerais) que atua na região de Ipatinga/Vale do Aço, quase a totalidade dos mais de 100 trabalhadores decidiram cruzar os braços e voltar a trabalhar somente quando alguns anseios inadiáveis forem atendidos.

A empresa não paga as horas-extras dos trabalhadores. Quando os serviços acumulam, ela paga os trabalhadores apenas a produtividade, desconsiderando o tempo de prorrogação da jornada de trabalho. Os trabalhadores também acham um absurdo receberem por produtividade, pois trabalham em atividade de risco e atrelar o salário à quantidade de serviços executados é uma ação criminosa e imoral da empresa. Os trabalhadores tem que produzir na correria, o que aumenta os riscos de acidente.

A empresa também não paga o tíquete alimentação há 15 dias. Os salários são irrisórios: a maioria dos trabalhadores recebe salário mínimo, 4 a 6 vezes menos do que um eletricista do quadro próprio da CEMIG.

Alguns companheiros estão sofrendo assédio moral na empresa e os trabalhadores, de maneira solidária e comovente, colocaram este como um dos principais itens da pauta.

Hoje (19) pela manhã esses eletricitários se reuniram na portaria da CEMIG e protestaram, impedindo a saída dos veículos. Depois, entraram em contato com órgãos de imprensa local e deram entrevistas, saindo em seguida pelas ruas da cidade panfletando e denunciando suas mazelas.

O mais surpreendente é que essa greve está ocorrendo quase que de maneira isolada pelos trabalhadores, apenas com apoio do Sindieletro – Sindicato dos Eletricitários de Minas Gerais, que não detém a representação legal dos terceirizados, mas entende que esses trabalhadores fazem parte da mesma categoria. Os trabalhadores também reivindicam que a empresa reconheça a representação do Sindieletro.

A ECEL se reuniu com advogados e pretende impetrar ações para prejudicar os grevistas, mas os trabalhadores estão dispostos a continuar a greve na semana que vem, até a vitória!

“Se a ECEL não pagar, a luz vai acabar”, é o grito de ordem.

Diego Palmares