sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Servidores da Cagepa arrancam em nova greve reajuste salarial


Pelo terceiro ano consecutivo, os funcionários da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) realizaram uma greve para garantir ganhos na sua campanha salarial. A greve, deflagrada pelo Sindicato dos Urbanitários da Paraíba (Stiupb), com sede em Campina Grande, desta vez, contou também com a adesão do outro sindicato que representa a categoria na Capital João Pessoa. Aí não teve jeito. Durante os três dias de paralisação (de 10 a 13 de julho), todas as atividades de leitura e distribuição das contas, serviços comerciais de atendimento e cobrança, corte e ligação de água, instalação e substituição de hidrômetros, retirada de pequenos vazamentos, desobstrução de esgotos e serviços de bombeamento foram suspenso, mantendo-se em funcionamento apenas 30% dos servidores do setor de consertos de grandes vazamentos e do controle das máquinas para distribuição da água à população.


Os trabalhadores exigiam um reajuste salarial de 9%, além de 18% no ticket alimentação. A empresa, depois de três meses de “negociações” no Ministério do Trabalho, deu a aviltante proposta de 5% de reajuste salarial, dividido em cinco parcelas de 1% ao mês e mais 5% de reajuste no ticket alimentação, dividido em duas parcelas de 2,5%, e tudo isso deixando para trás os retroativos referentes à data-base de maio!

Com a pressão e a repercussão na imprensa, ao final, houve uma melhora nos termos do acordo, ficando a nova proposta com um reajuste salarial de 5%, retroativo a maio, mais 1% em janeiro, totalizando 6%, além de um aumento de R$ 551 para R$ 580 no ticket alimentação, também retroativo a maio, acrescidos de mais R$ 10 em abril de 2014.

Além das reivindicações econômicas, a categoria apresentou pautas políticas, como demissão imediata dos comissionados (cabides de emprego), a denúncia da Parceria Público-Privada para o setor de saneamento, que está sendo gestada dentro da empresa, bem como o fim das terceirizações nas atividades-fins e a defesa de uma Cagepa capaz de prestar um serviço de qualidade ao povo paraibano.
Para Wilton Maia, presidente do Stiupb, “esta greve foi uma ação de resistência, pois a política do Governo da Paraíba para seus servidores é de arrocho salarial, de reajuste abaixo da inflação. Ainda conseguimos reduzir as perdas econômicas, mas o mais importante desta greve foi a unidade construída entre as entidades representativas da categoria no Estado. Só unidos em torno da luta os trabalhadores podem conquistar algo debaixo deste sistema e defender o patrimônio público da sanha dos grandes empresários”.

Redação PB

0 comentários:

Postar um comentário