sábado, 17 de agosto de 2013

Supermercados lucram bilhões com carestia e exploração


O Lucro dos supermercados não para de crescer. De acordo com relatório do DIEESE, em 2012 o faturamento do setor foi de R$ 242,9 milhões e o volume de vendas no segmento de hiper e supermercados teve crescimento de 8,9% com a receita nominal obtendo um aumento de 16% diante de 2011. O crescimento dos lucros dos supermercados é maior que o do Produto Interno Bruto do Brasil, que em 2012 teve um aumento de 0,9%.

Apenas o grupo Pão de Açúcar faturou R$ 57,2 bilhões e encabeça a lista das empresas do setor supermercadista que mais lucram. Em seguida, apareceram o Carrefour e o Wal-Mart (proprietária da bandeira Hiper Bom Preço), com R$ 31,5 bilhões e R$ 25,9 bilhões, respectivamente. O Cencosud (no Brasil, além do GBarbosa, a Cencosud adquiriu as bandeiras Mercantil Rodrigues, Perini, Bretas e Prezunic) aparece em quarto lugar, com faturamento de R$ 9,7 bilhões, aumento real de 47,2% em relação a 2011 (R$ 6,6 bilhões), a maior variação entre os cinco primeiros do setor. Em quinto lugar, surge o Zaffari, que faturou R$ 3,3 bilhões.

Estes cinco grupos, Pão de Açucar, Carrefour, Wal-mart, Cenconsud e Zaffari são donos de 52, 6 do total do faturamento do setor. Porém tanto lucro não é do acaso. Os trabalhadores deste setor estão entre as categorias que recebem os piores salários do país. Para ter uma ideia, a média do maior salário em 2012 era de apenas R$ 869,00, sendo que a imensa maioria da categoria recebe apenas um salário mínimo.

Mas não basta pagar baixos salários, segundo dados do MTE, os trabalhadores em supermercados ocupam a 4ª posição entre os trabalhadores que mais sofrem com doenças e acidentes de trabalho, perdendo apenas para frigoríficos, as fábricas de roupas e atendimento hospitalar.

Nas visitas aos supermercados, sempre recebemos denúncias do desrespeito das empresas aos trabalhadores. O descanso obrigatório quase nunca é respeitado, chega-se a passar oito horas sem se alimentar e ir ao banheiro tornou-se um luxo, inúmeros funcionários sofrem de infecção urinária por passar horas sem liberação para ir ao sanitário após terem solicitado.

Além disso com a utilização do banco de horas, as horas-extras não são pagas devidamente aos trabalhadores. A ausência dos equipamentos de proteção aumentam os riscos de acidentes, inclusive com produtos quimicos, o que tem deixado diversos trabalhadores incapacitados de trabalhar, e o que é pior: na maioria destes casos os supermercados sequer pagam o tratamento e a indenização.

Na ganância por mais lucros, os supermercados contratam um número de funcionários muito inferior à demanda necessária, de forma, que cada empregado cumpre o serviço de três e se não der conta da tarefa é humilhado publicamente ou rebaixado de função. A pressão psicológia é tão brutal que não são os funcionários que sofrem de estresse emocional.

O nível de exploração é tão grande, que de acordo com os dados do Caged em 2012 (Cadastro Geral de Desempregados, do Ministério do Trabalho e Emprego), o desligamento por iniciativa do trabalhador é o principal motivo de desligamento no segmento, equivalente a 43,4% do total.

Além da super exploração sobre os trabalhadores, o preço das cestas básicas cresceram na maioria das capitais do Brasil. No primeiro semestre de 2013, 18 capitais apresentaram alta nos preços da cesta básica. As maiores elevações situaram-se em Aracaju (21,57%), João Pessoa (20,02%) e Recife(19,17%). Os menores aumentos foram verificados em Florianópolis (6,00%), Belo Horizonte (6,05%) e Vitória (8,50%).

Toda esta realidade só aponta a necessidade da união dos trabalhadores para transformar esta realidade, o único compromisso dos capitalistas é com o lucro. Enquanto as empresas multinacionais monopolizarem o comércio de alimentos no Brasil a exploração sobre os trabalhadores e a carestia só tendem a aumentar.

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