terça-feira, 3 de setembro de 2013

Agosto: mês de greves no Rio Grande do Norte


O mês de agosto foi protagonizado por várias categorias do serviço público que deflagraram greves no Rio Grande do Norte. Mesmo enfrentando todo tipo de ameaça do governo estadual de Rosalba Ciarlini, os professores, trabalhadores da saúde, policiais civis e funcionários do Instituto Técnico-Científico de Polícia Civil - ITEP mantiveram-se firmes e desenvolveram suas lutas em torno das reivindicações de cada uma das categorias.

Até mesmo as Associações representativas dos servidores da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros realizaram ato público em defesa da melhoria dos serviços de segurança pública e das condições de trabalho.

Os delegados da Polícia Civil do Rio Grande do Norte decidiram, na quinta-feira 22 de agosto, entrar em greve por tempo indeterminado. Os profissionais, que já estavam em "estado de greve", realizaram assembleia e decidiram suspender os serviços. A Adepol diz que a pauta de reivindicações diz respeito exclusivamente às condições de trabalho e ao funcionamento da Polícia Civil no Estado. Segundo os delegados, os cortes nos investimentos estão inviabilizando o funcionamento das delegacias. 

Em ação conjunta as categorias em greve já realizaram atos para pressionar o governo a abrir negociação. No último, o movimento decidiu acampar na frente da residência da governadora como resposta a perseguição do governo contra o movimento, ameaçando com o corte de ponto e usando a justiça burguesa para ir contra os servidores em greve.

Os médicos do município de Natal e do Estado decidiram no dia 27 deflagrar também uma greve para defender suas reivindicações. A principal reivindicação da categoria é melhor condição de trabalho, com equipamentos e insumos básicos nas unidades de saúde.

No dia 29 de agosto os professores da rede estadual fecharam acordo com a secretaria de educação do governo do RN e decidiram em assembleia suspender a greve arrancando do governo algumas conquistas.Entretanto, o governo continua intransigente e tem se recusado em apresentar uma proposta que atenda as reivindicações dos trabalhadores da saúde e da polícia civil até o momento.

Essa dura realidade não é por acaso. O descaso com os serviços públicos que deveriam atender as necessidades básicas dos trabalhadores e seus filhos é a expressão de uma política que privilegia apenas as grandes obras, como da copa da FIFA e o aeroporto de São Gonçalo, pois estes beneficiam as grandes empresas empreiteiras. Por outro lado, os pobres vivem em meio à insegurança e sem garantia de seus direitos humanos básicos atendidos.

Todo esse processo de luta foi fortalecido no ato do dia 30 de agosto. O dia nacional de luta foi convocado pelas centrais sindicais. Com a participação de diversos sindicatos, partidos de esquerda e movimentos sociais a passeata saiu da praça Gentil Ferreira e foi em caminhada até a praça Sete de Setembro em frente a Assembleia Legislativa onde se encerrou o ato.

Por enquanto..., a luta continua!

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