segunda-feira, 30 de setembro de 2013

MLC e Movimento Olga Benário fazem ato na porta da Delphi e conquistam vitórias


Na última quinta-feira (26), o Movimento Luta de Classes e o Movimento de Mulheres Olga Benário realizaram uma panfletagem na fábrica metalúrgica Delphi, na cidade de Itabirito, Minas Gerais. Há pouco mais de uma ano faleceu a trabalhadora Débora Heloísa, de apenas 21 anos de idade, vítima do descaso por parte da empresa que só após de três ataques cardíacos prestou socorro à operária. Desde então o MLC tem feito um trabalho de denúncias e visitas à porta da empresa, mostrando às trabalhadoras, maioria na empresa, e aos trabalhadores, a necessidade de se organizar e lutar para melhorar as condições de trabalho e de vida das trabalhadoras e trabalhadores.

Mas esses não são fatos isolados na Delphi. No mês de setembro o MLC recebeu uma denúncia de que uma trabalhadora grávida exercia seu trabalho de pé e cobrindo dois postos de serviço, fazendo um enorme esforço físico, pois a empresa estava em férias coletivas. O resultado disso é que a trabalhadora perdeu o bebê com cinco meses de gravidez. Um dia após confirmar a notícia a trabalhadora estava assumindo o mesmo trabalho estafante que exercia dias antes de perder seu filho.


Infelizmente isso não é um fato isolado. Outras trabalhadoras também perderam seus filhos pelas péssimas condições de trabalho na fábrica. Por essas e outras denúncias o Movimento Luta de Classes e o Movimento de Mulheres Olga Benário foram até a porta da empresa, distribuíram um material de denúncia e falaram às trabalhadoras e trabalhadores a necessidade de denunciar os absurdos executados por parte da empresa.

Com o ato na porta da empresa, a chefia já operou algumas mudanças. Já na sexta-feira a empresa anunciou que se algum funcionário passar mal, disponibilizará ambulâncias com motorista para levar ao hospital. Por incrível que pareça nem isso existia na metalúrgica, o que fez com que a funcionária Débora Heloísa demorasse muito para ser atendida. Outra mudança conquistada são as condições para mudar de posto. Agora basta solicitar e num prazo de quinze dias levar o atestado à empresa para a justificativa da mudança. A trabalhadora que perdeu o bebê tentou fazer isto, mas barrou na negativa da empresa.

Essas mudanças são poucas ainda, mas comprovam a necessidade de organizar e apoiar as atividades dos Movimentos. Só assim daremos um basta na superexploração que acontece nesta empresa, e caminharemos rumo a melhorias mais significativas ainda. Basta as trabalhadoras e trabalhadores pressionarem mais a empresa e contando com o apoio do Movimento Luta de Classes e do Movimento Olga Benário.

Movimento Luta de Classes - Minas Gerais

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