terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Altamiro Nobre, do Sintufal, fala sobre a experiência da participação no 9º ELACS no México


Entre os dias 4 e 6 de outubro, ocorreu na Cidade do México (MEX) o 9º Encontro Latino Americano e Caribenhos de Sindicalistas – ELACS. Evento que reuniu lideranças do movimento sindical do México e de mais seis países.
A direção colegiada do Sintufal, fruto de um debate sobre a importância da formação política no movimento sindical, enviou o seu coordenador Altamiro Nobre e apoiou a ida de outra liderança sindical, Magno Francisco  do Movimento Luta de Classes, para representar Alagoas.
Altamito Nobre é coordenador de patrimônio e secretaria, trabalha há 30 anos no setor de manutenção do HU e desde que entrou na UFAL participa do movimento sindical. Já participou representando a base de diversas atividades da FASUBRA, Marchas e Comandos de Greve.
Questionado sobre a experiência de ter ido a outro país a serviço da luta dos trabalhadores, afirmou: “Essa foi uma oportunidade única que tive. Pela primeira vez na história, o Sintufal enviou um diretor que cruzou as fronteiras para trocar experiências sindicais e participar de um evento tão importante. Fiz questão de levar comigo a bandeira do Sintufal e fazer ser conhecida dos outros países e outros estados as nossas lutas, compartilhamos conhecimentos. Fico orgulhoso de finalmente termos hoje no sindicato pessoas que se identificam com movimento sindical e sabe o que é investir na formação política”.
Com o tema, “As lutas e perspectivas dos diversos setores de trabalhadores frente à crise”, o 6º ELACS serviu para debater a situação do capitalismo no mundo e a ofensiva da classe dominante e de seus governos em retirar direitos históricos dos trabalhadores. “Os problemas sociais que vivemos e estão se agravando é consequência da crise econômica que os países vêm passando, imposta pelo capitalismo e os Estados Unidos. Os povos estão sendo massacrados, as industrias estão demitindo e os direitos estão sendo cortados, assim como, os investimentos em saúde, educação e saneamento básico”, completou o sindicalista.
As lutas dos trabalhadores em diversos países têm sofrido retaliações e perseguições aos grevistas. “O governo tenta aprovar a lei de greve para impedir a luta do movimento sindical que a cada dia mais cresce, é vergonhoso ver um governo dito de esquerda cortar ponto de servidores públicos em luta”, disse Altamiro que compreendeu que essa não é uma realidade exclusiva do Brasil.
“Rafael Correia, presidente do Equador, pôs na cadeia sindicalistas e lideranças dos movimentos sociais que estavam à frente de mobilizações contra o governo. Essa é uma tática usada para tentar frear a luta dos trabalhadores em todo o mundo”, completou.
Altamiro defendeu a importância da união e da conscientização no evento. “Precisamos urgentemente educar todas as categorias, inclusive os técnicos administrativos para ter mais força e enfrentar o governo sabendo o que realmente a gente está fazendo. A experinecia de nossa últimas greves demonstram que quanto mais conscientização e engajamento mais direitos são conquistados, agora, quando a categoria está desunida e não participa agente sai da greve com quase nada”, ressaltou Nobre.
Os problemas e perspectivas de como construir o movimento sindical esteve sempre como foco do evento. O coordenador Altamiro Nobre relatou que seu pronunciamento no evento foi para denunciar a ação daqueles que não constroem as lutas e se colocam contra ações que conscientizam de transformações.
“Está sendo muito difícil haver um enfrentamento dos sindicatos com o governo. Existe gente que se infiltra dentro dos sindicatos e não carregam a bandeira como um sindicalista deve fazer, o interesse dele é outro. A gente tem que educar mais, fazer cursos de capacitação e política sindical, para que a categoria se conscientize que tem haver mudanças e até uma revolução se for preciso para que se mude esse quadro”, finalizou o coordenador do Sintufal.

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