Greve de trabalhadores deixa França paralisada

As greves na França contra o projeto de Reforma Trabalhista do governo de Hollande se estenderam a vários setores

Déficit da previdência social é farsa!

Com argumentos incontestáveis, Denise Gentil destroça os mitos oficiais que encobrem a realidade da Previdência Social no Brasil

Sindicalistas de todo o país aderem à Unidade Popular

Em um ato público realizado em Maceió, Alagoas, sindicalistas de vários estados aderiram ao Partido Unidade Popular pelo Socialismo

PL\4330 volta à pauta no Congresso Nacional

O movimento sindical deve colocar a luta contra o PL 4330 como uma batalha de vida ou morte para a classe trabalhadora.

Apesar de comum, assédio sexual no trabalho é pouco denunciado no Brasil

Vergonha, medo e dificuldade de provar a agressão levam as vítimas a preferir o silêncio.


quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Paralisação e passeata na Atento - Madureira


          Mais uma vitoriosa paralisação das trabalhadoras em teleatendimento foi realizada no Rio de Janeiro. Após a Contax ser obrigada, pela força de duas paralisações nos principais sites do estado (Niterói no dia 4 e Mackenzie no dia 26), foi a vez da Atento, pagar o mesmo preço e ver as atividades do site Madureira paradas por achar que continuaremos submetidos as abusos que ela comete.
         As duas maiores empresas do setor de teleatendimento no Brasil, duas das maiores exploradoras do setor no mundo (2ª Atento e 4ª maior do mundo Contax), acharam que poderiam deixar os trabalhadores sem respostas a pauta de reivindicações apresentada pelo Sinttel-Rio. O resultado não foi outro, paralisação neles!
O diferencial desta campanha, denominada pelo sindicato de “Ano da Virada” é a mobilização da categoria. Em todos os Call-Center só se fala nisso: “Também queremos parar, chega de exploração!”.
          No site da Atento em Madureira zona norte do Rio, cerca de 800 trabalhadoras e trabalhadores aderiram ao movimento e enquanto aguardavam pelos resultados da negociação realizada pela comissão de trabalhadores e o Sinttel-Rio, decidiram realizar uma passeata pelas ruas do famoso bairro carioca. As palavras de ordem criadas nas paralisações anteriores foram utilizadas e uma animada equipe com a criatividade a mil, tratou de realizar lançamentos: “Ôôôôôôô Eu quero ganhar o salário do Gestor ÔÔ!” dando o tom de alegria e combatividade do ato.
       De volta à porta do site, recebemos o informe de que a empresa havia cedido e a reunião para a negociação da pauta foi marcada para o dia 10 de dezembro. Restava saber sobre as ameaças de sanção que supervisores, coordenadores e gerentes realizaram aos montes durante toda a manhã. A proposta dos trabalhadores era de que além de não sancionar ninguém, as horas paradas deveriam ser abonadas, a empresa se comprometeu a não punir ninguém e que esse abono das horas paradas seria discutido na negociação salarial no dia 10, e que até lá ninguém pagaria as horas. Diante do atendimento das condições reivindicadas pelas trabalhadoras, ás 11:45 a assembleia aprovou por unanimidade a volta ao trabalho.
       Estamos aprendendo muito nesta campanha salarial, muita gente sabe que a empresa está errada, mas não conhece os caminhos para conquistar a melhoria no salário e nas condições de trabalho. A confusão entre paralisação de advertência e greve ainda é muito grande. É preciso ser inteligente e ir pressionando as empresas, ao mesmo tempo nos preparando para a luta. Se os patrões duvidam da nossa força e não aumenta o salário ou se recusa a negociar, nós provamos pra eles a força que temos. Mostramos que quem produz o lucro somos nós que trabalhamos. A lógica se inverte e quem passa a ter medo são eles.
Chega de dizer que é impossível!



      Falaram que o Site Niterói da Contax era cheio de covardes e que uma paralisação geral ali nunca aconteceria, pois bem, está provado o contrário. Ouvimos sobre Mackenzie a mesma avaliação, hoje os pessimistas se escondem ou aderem à luta. Não foi diferente com o Site de Madureira da Atento e não será diferente em nenhum site de teleatendimento no Rio ou no Brasil inteiro. Chega! Vamos à luta! O gigante acordou.
Principais itens:
Piso salarial de R$ 1.099,00;
Vale refeição / Alimentação de R$11 para jornada de 6h;
Vale refeição / Alimentação de R$22 para jornada de 8h;
Redução de jornada de 220 para 200 horas;
Pausa 10 a cada 50 minutos trabalhados;
Fim do prazo de 72 horas corridas para entrega de atestado médico;
Redução dos descontos de VA/VR e VT;
Fim das metas abusivas.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Cresce a campanha salarial do Teleatendimento


            Segue crescendo a disposição de luta das trabalhadoras em teleatendimento no Rio de Janeiro. Dessa vez foram as companheiras do site Mackenzie da Contax que no dia 26/11 pararam as atividades exigindo que a empresa comece imediatamente a negociação da pauta salarial da categoria.
            Portadora do título de maior empresa do setor no Brasil e de 4ª maior no mundo, explorando mais de 108mil trabalhadoras e trabalhadores, ela lucrou R$46,8 milhões apenas de janeiro a setembro de 2014. Ainda assim, a Contax é a única empresa que se recusava a negociar a pauta apresentada pela categoria:

Principais itens:
Piso salarial de R$ 1.099,00;
Vale refeição / Alimentação de R$11 para jornada de 6h;
Vale refeição / Alimentação de R$22 para jornada de 8h;
Redução de jornada de 220 para 200 horas;
Pausa 10 a cada 50 minutos trabalhados;
Fim do prazo de 72 horas corridas para entrega de atestado médico;
Redução dos descontos de VA/VR e VT;
Fim das metas abusivas.

            Além da pauta foram levantadas várias barbaridades cometidas pela gestão da empresa:
            Carteiras assinadas com cargo diferente do exercido, para não serem enquadradas na lei do piso regional do Rio de Janeiro (R$1000,49);
            Bebedouros sem limpeza adequada, as trabalhadoras afirmam que alguns tem até baratas;
            A empresa não paga o valor integral das passagens, utilizando o saldo do mês anterior e mesmo assim realizando o desconto de 6% no contracheque;
            Falta de transparência nos critérios para remuneração variável (importante complemento, diante dos baixos salários recebidos);
            A empresa dificulta a entrega de atestados médicos, e permite que mães levem os filhos apenas uma vez ao medico a cada seis meses;
            Controle do tempo necessário para ir ao banheiro, em certos casos impedindo até gestantes do acesso ao sanitário, mediante ameaças de perder a Variável;
            Mudança de horário de trabalho caso a trabalhadora não cumpra as metas determinadas pelos supervisores; Entre outras denúncias.

            A paralisação começou cedo com o turno das 6h e teve forte adesão em todos os produtos que funcionam no site (Bradesco, Aprisionamento, Santander, Velox e Fixo, GFE e SOC). Muitos colegas do turno da tarde chegaram mais cedo para ajudar na mobilização de uma pequena parte que ainda está iludida com as promessas dos supervisores. Por volta das 10h a rua Alexandre Mackenzie estava completamente lotada com mais de 1200 trabalhadores pulando e cantando palavras de ordem exaltando a combatividade e a alegria de lutar contra a opressão patronal: “você aí logado, também é explorado!”, “Vem, vem, vem pra luta vem!”, “Supervisor, preste atenção, estou na luta pra garantir seu ganha-pão!”, “Senzala moderna!”, entre outras.

            Por volta das 10:30, a Contax sinalizou com a aceitação das condições exigidas pelo movimento conduzido pelo Sinttel-Rio, de negociar a pauta de reivindicações e não punir (sancionar, advertir, aplicar feedBack, mudar horário, cortar RV, suspender ou demitir) as trabalhadoras, foi eleita uma comissão de nove representantes dos diversos produtos e desta discussão foi acordado que o abono das horas paradas será discutido na primeira reunião entre a direção da empresa e a comissão de trabalhadores com o Sinttel-Rio sobre a pauta da campanha salarial.

            Para o coordenador do Movimento Luta de Classes e membro da executiva do Sinttel-Rio, Rêneo: “Vencemos mais uma batalha histórica. Depois do processo de privatização das telecomunicações a rua Alexandre Mackenzie no Rio de Janeiro, não havia testemunhado tanta combatividade em defesa dos direitos dos trabalhadores. Dobramos a Contax e ela terá que negociar com os trabalhadores. A luta em Niterói no dia 4 e esta em Mackenzie dia 26 se completam, e servirá de combustível para fomentar paralisações em vários outros sites, inclusive de outras empresas como Atento e preparar as condições de construir uma greve geral deste setor. Parabéns companheiras, estamos no caminho certo!”

            Se você trabalha no Rio de Janeiro, construa você também o Movimento Luta de Classes no seu Site! Crie um grupo no aplicativo whatsapp e adicione o companheiro Rêneo 21980691992.



Vamos à luta!


 


quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Trabalhadores param e Contax se compromete a negociar


Trabalhadores da Contax Niterói
            No momento há duas negociações simultâneas que objetivam uma convenção nacional para que as empresas não façam uso de diferença salarial e de benefícios para tornarem mais “competitivas no mercado”. Outra é estadual, para tratar de características regionais que, caso não conste na convenção coletiva, poderá servir de escape para os patrões aumentarem ainda mais a exploração.
            Diante da recusa da Contax em participar das negociações do acordo coletivo 2015, a comissão nacional de negociação da FENATTEL deliberou o 4 de novembro como Dia D dos trabalhadores em teleatendimento, com ações direcionadas a mobilizar os sites da Contax em todo o Brasil.
            No Rio de Janeiro, o Site Niterói teve suas atividades paralisadas com a mobilização de cerca de mil trabalhadores. O protesto contou com o apoio fundamental do Movimento Luta de Classes (MLC) e por trabalhadores do turno da tarde que chegaram mais cedo para ajudar a esclarecer aos desavisados sobre o motivo da luta. O pessoal do Site, em Niterói provou o que todo trabalhador de teleatendimento já sabe: a situação está insustentável, e aderiu sem medo à paralisação. A alegria e a criatividade dos trabalhadores deram o tom do protesto. Eles improvisaram com músicas irreverentes e ao mesmo tempo combativas como: "haahaaaaaa... Eu vou falar, Contax não vou logar em tuuu..., Cheguei na empresa na maior empolgação, vi trabalhador unido contra o bolso do patrão!
            Acuada, a empresa se utilizou das velhas práticas de intimidar a categoria com terrorismo psicológico através de mensagens ameaçadoras no Zap e SMS. Alguns supervisores foram até a rua tentar pegar os trabalhadores pelo braço. Mas foi inútil. A resposta dos manifestantes foi uníssono: "E, fora! Fora! Fora!" Houve até quem jogasse álcool do alto do prédio sob os trabalhadores. Um absurdo! Como de praxe, durante o ato que durou toda manhã foram feitas inúmeras denúncias de abusos contra os trabalhadores por parte da supervisão e coordenação de vários setores.

Rêneo Augusto, Diretor do Sinttel-RJ e militante do MLC

VENCEMOS A PRIMEIRA BATALHA

            Pressionada, a Contax não teve saída e se comprometeu a ir à reunião em São Paulo para discutir a sua participação nas negociações do nosso acordo coletivo para 2015. Esse foi o mote principal do Dia nacional de luta dos teleoperadores. No entanto, não podíamos simplesmente voltar ao trabalho sem discutir com a gestão do Site, as condições para proteger a categoria de possíveis sanções e perseguições.
            Com tanto descaso e desrespeito no site parte dos trabalhadores queriam manter a paralisação por 24h. Após três rodadas de negociação e com a presença de uma comissão de trabalhadores, foi aprovado ao meio dia, pela maioria dos presentes um acordo junto à gerência do Site que veta qualquer tipo de sanção disciplinar a quem participou da paralisação. Os trabalhadores terão até 90 dias para pagarem as horas paradas e caso não paguem, terão o desconto respectivo em folha.
OS PRINCIPAIS ITENS DA CAMPANHA SÃO:
Pausa dez a cada 50 minutos trabalhados;
Ticket de R$11 para jornada de 6:20h e R$22 para jornada de 8h;
Redução da jornada de 220h para 200h;
Piso salarial de R$1099;

Redução dos descontos de VA/VR e no VT.


domingo, 19 de outubro de 2014

Aécio atacou trabalhadores e trabalhadoras em Minas. Não queremos isso para o Brasil!



Greve dos Trabalhadores em Educação de 2011
Os trabalhadores e trabalhadoras de Minas Gerais estão cansados de enfrentar os governos de PSDB no nosso estado. Foram 12 anos de ataque à classe trabalhadora com avanço da terceirização, retirada de direitos, e o uso da lei da mordaça à imprensa mineira.
    O Governo do PSDB (Pior Salário Do Brasil) não paga o piso nacional aos professores da rede estadual, acabou com o plano de carreira do magistério, persegue lideranças da categoria, com a intenção de intimidar e fazer calar os professores mineiros. Graças a sua irresponsabilidade e desprezo com a educação, cerca de 100 mil professores estão ameaçados de não ter direito à aposentadoria. Na Cemig, hoje o número de trabalhadores terceirizados é três vezes maior que os dos trabalhadores diretos, gerando trabalho precário e matando 1 trabalhador a cada 45 dias. O governo do PSDB cobra a tarifa de energia mais cara do Brasil e seu único interesse é resguardar os lucros da Andrade Gutierrez e os demais acionistas da empresa.
Trabalhadores da Cemig em Greve -2013
    Na Copasa, empresa que o magnata Bill Gates possui ações, não é diferente. A famigerada PPP – (Parceria Público Privada) está em franco desenvolvimento. Um exemplo é a PPP do Rio Manso, um dos principais reservatórios de água de Minas, responsável pelo abastecimento da região metropolitana e que vai gerar muito lucro para os amigos do Aécio

    Na MGS, Minas Gerais Administração e Serviços, o PSDB ataca fortemente as trabalhadoras e trabalhadores. Foram 300 demissões por mês ao longo de 2013. Isso ocorreu sem respeitar a lei dos empregados públicos que garante a abertura do processo administrativo para demitir, além do direito à ampla defesa aos empregados.
Trabalhadores da MGS em greve - 2013
  Por tudo isso, o Movimento Luta de Classes declara apoio crítico à reeleição de  Dilma Roussef. Sabemos de todas as limitações do atual governo federal, mas a vitória de Aécio Neves é a volta ao poder de tudo que há de mais atrasado na política brasileira. Mudar pra pior, não dá!
A exploração não para por aí. O governo do PSDB trata as lutas dos trabalhadores, trabalhadoras e demais movimentos como caso de polícia. Por isso compraram dois “Caveirões” com o único objetivo de utilizá-los para enfrentar manifestantes, despejar ocupações e assim desrespeitar o direito à manifestação, querendo reviver os períodos mais sombrios da ditadura militar.


    Derrotar o PSDB é nossa tarefa! Devemos trabalhar para nos organizarmos mais, a luta não termina nas urnas. Devemos estar nas ruas defedendo os  interesses da classe trabalhadora.
Pela defesa dos direitos dos trabalhadores e do socialismo!
Só a luta muda a vida! Só conquista quem luta!
Jornal A Verdade
lutadeclassesminas@gmail.com
Renato (31) 9220-8823 – SindMassas - Contagem
Zegarra (31) 9282-7244 SindMetal - Mário Campos e Região
Jobert (31) 8402-6860 Sindieletro-MG
Glauber (31) 7310-6434 Sindados-MG
Geraldo (31) 8874-2989 Associação dos Trabalhadores da MGS




terça-feira, 7 de outubro de 2014

Incêndio e morte na Reman


Na manhã do dia 20 de agosto, faleceu o companheiro Antonio Rafael Santana, 26 anos, vítima de uma explosão ocorrida Refinaria de Manaus (Reman).

A explosão aconteceu às 22h50, quando Rafael fazia uma ronda na Estação de Tratamento de Despejo Industrial, próxima ao sistema de tocha da refinaria. Rafael teve 75% do corpo queimado e, devido ao estado grave de saúde em que se encontrava, não pôde ser transferido para o Hospital da Força Aérea, no Rio de Janeiro. O motivo da explosão foi o vazamento de gás inflamável na área proveniente do sistema de tocha.

Nos últimos quatro anos, os acidentes na Reman provocaram duas mortes e cinco afastamentos. Em dezembro do ano passado, foram três companheiros queimados e, por pouco, uma companheira não perdeu a visão no sistema de soda.

Na Reman os trabalhadores vivem em ambientes que cada vez mais inseguros devido à falta de uma gestão com compromisso na refinaria. Como consequência, ela passa por um momento precário, em que falta manutenção, treinamento para operadores, etc.

Na verdade, o que está acontecendo é a lógica da produção acima de tudo, pondo as vidas em segundo plano. A cada ano, aumenta a quantidade de trabalhadores vítimas de acidentes na Petrobras.

Os petroleiros não irão deixar passar em crime impune. Estamos trabalhando para mudar essa situação e vai ser somente com a unidade de todos os companheiros que iremos reverter. 

Marcus Ribeiro, Manaus

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Paralisação dos trabalhadores da Schin na PB é vitoriosa


Os cerca de 70 empregados da cervejaria Schin, responsáveis pela distribuição da bebida em todo o Litoral paraibano, cruzaram os braços durante toda a última quarta-feira, 6. O protesto foi organizado pelo SINDMAE (Sindicato dos Motoristas e Ajudantes de Entrega) e pelo Movimento Luta de Classes (MLC) contra as demissões em massa e o desrespeito da empresa aos direitos trabalhistas.

A paralisação iniciou às seis da manhã, com os trabalhadores organizando um piquete em frente à empresa. Nenhum caminhão entrou ou saiu da garagem da cervejaria. O clima logo se tornou tenso, com a administração da Schin solicitando a presença da Polícia Militar e utilizando de seguranças armados para intimidar os grevistas.

Mas a categoria manteve-se firme e não recuou. Em assembleia geral, a base aprovou a pauta de reivindicações, que foi entregue à administração da empresa e protocolada na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRT) e ao Ministério Público do Trabalho.

Vendo que não adiantava ameaçar os trabalhadores, sofrendo com um dia inteiro de prejuízo, a direção da Schin resolveu negociar. No dia seguinte convocou a direção do movimento para uma reunião e atendeu a maioria das reivindicações, com exceção das demissões que a empresa alegou está em crise financeira e não ter condição de manter o quadro total de funcionários.

Foi acordado: o abono do dia de paralisação; pagamento em 15 dias do retroativo do vale-alimentação dos motoristas referente à data-base 2013; começar a zerar em 20 dias o banco de horas, concedendo folgas aos trabalhadores que têm horas-extra acumuladas; reconhecimento da liberdade de associação dos trabalhadores, com o desconto da mensalidade sindical em favor do SINDMAE; entre outras reivindicações.

Esta já a segunda paralisação na base do SINDMAE (Sindicato dos Motoristas e Ajudantes de Entrega da Paraíba) em cerca de dois meses. No dia 3 de junho, cerca de 100 funcionários da Refresco Guararapes, empresa responsável pela distribuição da Coca-Cola em todo o Litoral paraibano, iniciaram uma paralisação em repúdio ao acordo rebaixado assinado pelo Sindicato dos Motoristas, que formalmente negocia em nome da categoria, apesar de não possuir um único filiado na base.

Para Marco Antônio, presidente do Sindmae, “mobilizações como estas demonstram que a categoria dos motoristas e ajudantes de entrega não aguenta mais ser explorada pelos patrões com a conivência do Sindicato dos Motoristas. Estamos demonstrando na prática qual é o verdadeiro sindicato da categoria”.
Segundo Radamés Cândido, dirigente do Movimento Luta de Classes, o clima na categoria é de alegria. Após a paralisação todos os trabalhadores se filiaram ao Sindmae.

Clodoaldo Gomes, João Pessoa - PB

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Trabalhadores da Schin fazem paralisação contra demissões


Os cerca de 70 empregados da cervejaria Schin, responsáveis pela distribuição da bebida em todo o Litoral paraibano, cruzaram os braços durante toda a última quarta-feira, 6. O protesto foi organizado pelo SINDMAE (Sindicato dos Motoristas e Ajudantes de Entrega) e pelo Movimento Luta de Classes (MLC) contra as demissões em massa e o desrespeito da empresa aos direitos trabalhistas.

A paralisação iniciou às seis da manhã, com os trabalhadores organizando um piquete em frente à empresa. Nenhum caminhão entrou ou saiu da garagem da cervejaria. O clima logo se tornou tenso, com a administração da Schin solicitando a presença da Polícia Militar e utilizando de seguranças armados para intimidar os grevistas.

Mas a categoria manteve-se firme e não recuou. Em assembleia geral, a base aprovou a pauta de reivindicações, que foi entregue à administração da empresa e protocolada na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRT) e ao Ministério Público do Trabalho.

Vendo que não adiantava ameaçar os trabalhadores, sofrendo com um dia inteiro de prejuízo, a direção da Schin resolveu negociar. No dia seguinte convocou a direção do movimento para uma reunião e atendeu a maioria das reivindicações, com exceção das demissões que a empresa alegou está em crise financeira e não ter condição de manter o quadro total de funcionários.

Foi acordado: o abono do dia de paralisação; pagamento em 15 dias do retroativo do vale-alimentação dos motoristas referente à data-base 2013; começar a zerar em 20 dias o banco de horas, concedendo folgas aos trabalhadores que têm horas-extra acumuladas; reconhecimento da liberdade de associação dos trabalhadores, com o desconto da mensalidade sindical em favor do SINDMAE; entre outras reivindicações.

Esta já a segunda paralisação na base do SINDMAE (Sindicato dos Motoristas e Ajudantes de Entrega da Paraíba) em cerca de dois meses. No dia 3 de junho, cerca de 100 funcionários da Refresco Guararapes, empresa responsável pela distribuição da Coca-Cola em todo o Litoral paraibano, iniciaram uma paralisação em repúdio ao acordo rebaixado assinado pelo Sindicato dos Motoristas, que formalmente negocia em nome da categoria, apesar de não possuir um único filiado na base.

Para Marco Antônio, presidente do Sindmae, “mobilizações como estas demonstram que a categoria dos motoristas e ajudantes de entrega não aguenta mais ser explorada pelos patrões com a conivência do Sindicato dos Motoristas. Estamos demonstrando na prática qual é o verdadeiro sindicato da categoria”.
Segundo Radamés Cândido, dirigente do Movimento Luta de Classes, o clima na categoria é de alegria. Após a paralisação todos os trabalhadores se filiaram ao Sindmae.

Clodoaldo Gomes, João Pessoa - PB

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Urbanitários encerram greve após quase 50 dias de paralisação


Em assembleia realizada na noite da última sexta-feira (1), os trabalhadores da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (CAGEPA) decidiram que irão recorrer ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) da decisão do Tribunal Regional do Trabalho da Paraíba (TRT-PB), que decretou abusiva a greve da categoria. Os trabalhadores, que estavam de braços cruzados desde o dia 16 de junho, decidiram pelo fim da greve nesta assembleia, realizada na sede do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas da Paraíba (Stiupb) em Campina Grande.

Em clima de muita revolta contra a decisão judicial que penalizou o movimento paredista de quase 50 dias, os trabalhadores renovaram seus votos com o Stiupb de se manterem firmes na luta, depositando suas esperanças numa decisão do TST para que possa ser revertido o julgamento do pleno do TRT da Paraíba e, assim, seja discutido o dissídio coletivo da categoria.

Os trabalhadores exigiam 15% de reajuste salarial e 27% no ticket alimentação, além de mudanças e retorno de cláusulas sociais perdidas nos últimos anos no acordo coletivo da categoria.

Entenda o caso

Os trabalhadores da CAGEPA, em greve desde o dia 16 de junho, tiveram o movimento judicializado pela empresa, que conseguiu uma liminar junto ao TRT-PB, restringindo o direito de greve a 50% do efetivo da empresa como divulgado pela versão impressa do jornal A Verdade do mês de julho.

Em audiência com o pleno do TRT no dia 04 de julho, foi sugerido ao movimento um acordo com a empresa que estabelecia algumas mudanças nas cláusulas sociais, não tendo, porém, nenhum avanço quanto às cláusulas econômicas, onde a empresa manteve a sua proposta de reajuste de 6,54% no salário dos trabalhadores. O movimento rejeitou a proposta e, mesmo com uma greve fragilizada por conta da decisão da Justiça para que se mantivesse o efetivo de 50%, decidiu pela sua continuidade, enfrentando, inclusive, a possibilidade de corte de ponto.

Com a decisão final do pleno do TRT do último dia 30 de julho fica a empresa autorizada a realizar o corte de ponto dos grevistas pela CAGEPA. Para o relator do processo de dissídio de greve, desembargador Dr. Leonardo Trajano, a greve não foi aprovada em assembleia convocada para este fim pelo sindicato. O sindicato, no entanto, contesta e irá recorrer ao TST para mostrar que todo o procedimento legal foi tomado para que não houvesse esse tipo de questionamento jurídico.

“A empresa ainda apresentou uma nova proposta de acordo coletivo no dia seguinte ao julgamento de dissídio, alterando novamente algumas cláusulas sociais, mas, no entanto, só serão discutidas após a garantida do abono dos dias parados; foi o entendimento e a decisão da categoria na assembleia que realizamos na última sexta”, afirmou Wilton Maia, presidente do Stiupb.

Por fim, o presidente do Stiupb afirmou que “a lição a tirar dessa greve é que nunca vamos abaixar nossas cabeças para a direção da empresa. Vamos seguir firmes e fortes, pois só conquista quem luta!”, finalizou.

Emerson Lira

domingo, 22 de junho de 2014

MLC na direção do 39º Núcleo do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do RS


O CPERS/Sindicato (Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul – Sindicato dos Trabalhadores em Educação), ao longo de sua longa e aguerrida história de lutas, tem conquistado vitórias, vencendo com dignidade períodos como o da ditadura militar e, posteriormente, a prática de governos autoritários que desrespeitam a categoria e teimam em não cumprir acordos. Os patrões ignoram a lei federal do piso nacional, estão sempre de plantão para retirar direitos e legitimar o assédio moral das direções autoritárias, dar respaldo à meritocracia e privatização de nossas escolas e, ainda, implantar um ensino politécnico que prejudica a vida de nossos jovens, fazendo deles mão de obra barata para as empresas capitalistas.
Em 2013, o Movimento Luta de Classes (MLC) do Rio Grande do Sul participa pela primeira vez do 8º Congresso do CPERS/Sindicato e apresenta uma tese aos trabalhadores em educação elencando questões da conjuntura nacional e internacional que afetam nossa vida funcional e a prática pedagógica e apresentando propostas para a luta da categoria. Com isto conquistou um grande apoio dos participantes. A luta avançou e o MLC continuou participando de todas as mobilizações, greves e de todas as demandas no chão das escolas.
Este trabalho cotidiano, responsável e tão necessário mediante o desencanto dos educadores em relação à postura do governo e ao desempenho arrogante do burocratismo sindical de algumas forças fez com que o MLC começasse a fazer diferença neste estado.
O MLC participou, nesse ano, nas eleições sindicais de 10 e 11 de junho, compondo a Chapa 3 – Romper as Amarras para Mobilizar o CPERS, ocupando a vice-direção, juntamente com as forças políticas CEDS, Arma da Crítica, Tribuna Classista e Independentes.
O programa da Chapa 3 foi aceito e referendado pela categoria, nos levando à vencer a eleição para o 39° Núcleo com 39,10% dos votos. Nossa luta foi reconhecida e agora vamos colocar em prática nosso programa, reaproximando os trabalhadores em educação do sindicato através dos representantes de escolas, promover formação sindical, continuar com a publicação de livros e ficar em contato permanente com nossos colegas ouvindo, planejando e incentivando a importância de sermos sindicalizados para travar a luta cotidiana.
O CPERS/Sindicato só será realmente forte e combativo com a participação massiva da classe trabalhadora e com a credibilidade das direções em cada um dos 42 núcleos espalhados pelo Rio Grande do Sul.
Os desafios são muitos, mas sabemos que esta tarefa pertence a nós, comunistas, com a garra de organizar, conscientizar e fortalecer os trabalhadores dirigindo os sindicatos com a mesma convicção das palavras de Marx: “os sindicatos devem ser escolas de socialismo”.
Dedicamos esta vitória a todas as mulheres e homens do PCR. A luta continua!!!! Viva o MLC!!!! Salve o Socialismo!!!
Fátima Magalhães, Porto Alegre

domingo, 15 de junho de 2014

Nota em apoio à histórica greve dos metroviários de São Paulo!



            A greve dos Metroviários de São Paulo é uma expressão da luta dos trabalhadores no Brasil, principalmente neste momento que vivemos um acirramento da luta de classes. Desde Junho do ano passado, quando a juventude ocupou as ruas do Brasil, uma rebelião popular vem se acumulando na consciência dos trabalhadores de nosso país. Um exemplo foi a greve dos operários de uma empreiteira em Ipatinga que, sem sindicato, arrancou importantes vitórias depois de 26 dias de greve.
            Em fevereiro deste ano, os Garis fizeram uma greve em meio ao carnaval carioca, pintando as ruas do Rio de Janeiro de laranja, enfrentando governos, a grande mídia e preconceitos. Seguiram seus exemplos os Garis do ABC Paulista e Belo Horizonte, rodoviários do Rio de Janeiro, de São Paulo, do Rio Grande do Sul e Maranhão, professores de Belo Horizonte, e do estado do Rio de Janeiro, entre outras inúmeras greves de norte à sul do Brasil.
            Agora, a greve dos metroviários de São Paulo demonstra que a classe trabalhadora deve estar unida para enfrentar a arrogância dos patrões e dos governos. O governador fascista Geraldo Alckmin, judicializa a luta dos metroviários, manda a polícia bater em trabalhador, ataca o direito constitucional de greve! Esses são ataques a toda a classe trabalhadora!
            A verdade é que o PSDB de Geraldo Alckimn odeia os trabalhadores, se pudesse  nos escravizaria! Utiliza o metrô em esquemas de corrupção e carteis, não se importando com a necessidade da populção. Por isso apoiamos a greve dos metroviários de São Paulo, que enfrentam de cabeça erguida essa truculência do governo paulista.
            Os milhares de trabalhadores representados pelas entidades que assinam esta nota exigem a imediata reintegração dos 42 metroviários demitidos! Que Geraldo Alckimn desça do salto e negocie com a categoria!

Readmisão Imediata dos metroviários de São Paulo já!

Movimento Luta de Classes – MLC/Brasil

quarta-feira, 11 de junho de 2014

NOTA DO MOVIMENTO LUTA DE CLASSES EM APOIO A GREVE DOS TÉCNICOS ADMINISTRATIVOS DAS UNIVERSIDADES


GREVE DOS SERVIDORES TÉCNICOS-ADMINISTRATIVOS:
FORTALECER A LUTA POR UM SERVIÇO PÚBLICO DE QUALIDADE!

Estamos há cerca de oitenta dias construindo um importante e combativo movimento GREVISTA em todo o país. Na busca do cumprimento dos acordos estabelecidos na greve de 2012, da definição da data-base para os servidores públicos e contra a privatização da saúde presente na EBSERH, as assembleias de trabalhadores têm, de norte a sul, dado um recado claro da disposição de participação e luta dos trabalhadores em defesa de um serviço público de qualidade.
Vale lembra que durante todo o ano de 2013, em diversas reuniões dos grupos de trabalho para acompanhar as conquistas do ano anterior, o governo ignorou solenemente as reivindicações dos servidores. A FASUBRA e os seus sindicatos filiados não tiverem, portanto, outra alternativa que não o de deflagrar GREVE no dia 17 de março.
Mas por que o governo não prioriza a educação e os serviços públicos?
De acordo com a auditoria cidadã da dívida, para o ano de 2014 nada menos que 42,42% do orçamento da União será destinado ao famigerado pagamento da dívida pública, mantendo os lucros dos banqueiros e grandes especuladores nacionais e internacionais. Já para a educação apenas 3,44%, para a saúde 3,91% e ciência e tecnologia a generosa parcela de 0,37%.
Quer dizer, a tão famosa carga tributária que é cobrada essencialmente dos trabalhadores (basta ver que as grandes empresas estão entre os maiores devedores e beneficiários de isenções milionárias), é destinado não para benefício da população, e sim para manter os já gigantescos lucros da especulação financeira. É possível, portanto, reduzir impostos e ampliar os investimentos públicos.
Essa situação tem motivado diversas categorias a debater e questionar a política adotada pelo governo, e nos últimos anos praticamente todos os setores dos SPF´s convocaram marchas, mobilizações e até mesmo GREVES para exigir valorização dos servidores, planos de carreiras e reajustes salariais.
Qual o rumo dessa GREVE?
Nossa categoria nunca se furtou da luta, e a FASUBRA tem sido uma das federações e sindicatos nacionais que mais promoveu campanhas e enfrentamentos nesse período, e acertadamente temos construído ao longo de toda essa GREVE ocupações de reitorias, manifestações de rua, atos e ocupação do MPOG e no Congresso Nacional dando visibilidade e consequência as pautas de reivindicações construídas em todo o movimento.
Estamos chegando num momento crítico para o movimento, pois o governo tem apresentado a intransigência e a falta de diálogo como ferramentas para tentar desgastar a GREVE e a nossa luta. É importante que o movimento não se furte de promover uma análise sobre os rumos que devemos tomar nessas próximas semanas.
Muitos têm tentado colocar a Copa da FIFA e seus absurdos gastos, como o elemento motivador e impulsionador do movimento. É inegável o crescente número de GREVES de diversas categorias, o sentimento de indignação de considerável parte da população com essa destinação de dinheiro público para a chamada política de “megaeventos”, mas a verdade de nossa categoria não pode ser esquecida ou ter suas pautas secundarizadas nesse período.
Precisamos reafirmar o que nos motiva, e o que nos trouxe até aqui: a defesa dos interesses da categoria, o cumprimento dos acordos da GREVE de 2012, a redução da jornada de trabalho para 30 horas, a definição da data-base dos servidores públicos, e a defesa de uma saúde pública de qualidade, contrária a lógica privatista expressa com a EBSERH.
É falso também o argumento de que essa GREVE tem, ou deva ter por motivo de desgastar o governo por conta das eleições que se aproximam em outubro. Qualquer resultado quanto a esse possível “desgaste” é fruto unicamente da postura arrogante e autoritária tomada por parte do governo na condução das negociações com o movimento e a FASUBRA.
Para nós do Movimento Luta de Classes é preciso aumentar a pressão, combinando a tática de ocupações e atos dentro das universidades com a de evidenciar na opinião pública a necessidade do governo negociar imediatamente com os servidores. A palavra de ordem “NEGOCIA DILMA” deve se fazer presente em todo o país para buscarmos conquistar nossos direitos.
Só conquista quem luta!
Fortalecer a greve com mais unidade e participação!
NEGOCIA DILMA!
Brasília, 07 de junho de 2014



MOVIMENTO LUTA DE CLASSES

segunda-feira, 9 de junho de 2014

"Metrô e judiciário cometem ilegalidade na greve"


                          
 “Tem-se assistido nos últimos meses, em âmbito nacional, um ataque generalizado contra as greves, fundado no argumento do respeito à legalidade. Mas, o que tem havido, juridicamente falando, é a negação do direito de greve”. É dessa forma que começa um texto assinado por Jorge Luiz Souto Maior, juiz, professor de Direito do Trabalho na USP, palestrante e conferencista.

No texto, Souto Maior analisa a greve dos metroviários e as irregularidades cometidas pelo Metrô e pelo Judiciário. A primeira delas foi a de que “diante do anúncio da greve, deflagrada com respeito aos termos da legalidade estrita, ou seja, por meio do sindicato, mediante assembleia e comunicação prévia, de 72 horas, o Metrô,em vez de iniciar negociação, como determina a lei, se socorreu da via judicial, por meio de ação cautelar, para impedir a ocorrência da greve”.

Souto Maior aponta aí um ato antissindical, o que é proibido pela Convenção 98 da OIT. O texto merece atenção porque mostra outras irregularidades cometidas contra a greve dos metroviários.

Texto extraido de http://www.viomundo.com.br

domingo, 8 de junho de 2014

Metroviários de São Paulo: A greve continua!


Em assembleia lotada e combativa, os metroviários de São Paulo decidiram continuar a greve e enfrentar o governo truculento de Geraldo Alckmim. Aos gritos de "Não tem arrego!", e com massiva votação os trabalhadores seguiram o exemplo dos Garis e rodoviários do Rio de Janeiro, professores municipais de Belo Horizonte, rodoviários de Porto Alegre entre ou outras tantas lutas dos trabalhadores do Brasil.
Os metroviários enfrentam ainda a decisão do TRT paulista, que foi de defender a mesma proposta de negociação do governo, além de multar o sindicato em 100 mil reais por dia e a partir de amanhã, em 500 mil reais e descontar os dias parados.
A judicialização desta luta por parte do governo, e essa decisão, evidenciam o ataque ao direito de greve dos trabalhadores. São patrões e alguns juizes querendo retirar um direito elementar no processo da luta de classes.
Assim, na semana que tem início a copa do mundo da Fifa, a capital que sediará a abertura permanecerá com greve no transporte público mais importante para a cidade.


Movimento Luta de Classes - 
São Paulo

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Cerca de 1800 funcionários da Cagepa cruzam os braços na Paraíba


Cerca de 1800 funcionários da Cagepa cruzaram os braços na manhã desta sexta-feira (06), em todo o Estado da Paraíba, exceto João Pessoa. A paralisação de advertência, que se inicia hoje e segue até a próxima segunda-feira (09), ocorre pela falta de avanço nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2014/2016 com a direção da empresa.

Em Campina Grande, no R2 da empresa no Centro, a atividade de paralisação teve início nas primeiras horas da manhã e contou com mobilização nas portas da empresa com utilização de carro de som, faixas, bandeiras e discursos de lideranças do sindicato, o movimento começou às 07:00h e permanece durante todo o de hoje.

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas da Paraíba (Stiupb) já participou de três mesas redondas com a direção da Cagepa, na sede do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em Campina Grande, e rejeitou todas as contrapropostas oferecidas pela empresa. Na reunião da última segunda-feira (02), a Cagepa ofereceu 5% de reajuste salarial e aumento de 5% no Ticket Alimentação, mas em contrapartida anunciou que o reajuste do plano de saúde este ano será de 8,5%, sendo que a empresa só arcará com 3,5% desse valor. A contraproposta foi prontamente rejeitada pelo Stiupb.

Inicialmente, o Stiupb e os trabalhadores reivindicavam reajuste salarial de 15% e aumento de 27% no Ticket Alimentação, mas em uma reunião na tarde de ontem (05) com o presidente da Cagepa, Deusdete Queiroga, a categoria mudou a proposta e, agora, propõe um reajuste salarial de 5%, abono de R$ 300 mensais no salário, aumento de 5% no ticket e que a Cagepa arque com a totalidade do reajuste do plano de saúde. Porém, a reunião acabou sem avanços.

“Não houve avanços nas negociações, esperávamos que ele apresentasse uma proposta melhor do que a da última segunda-feira, isso não ocorreu, então, nossa categoria está unida e paralisada em busca de um reajuste digno. Vamos à luta, porque só conquista quem luta!”, afirmou Wilton Maia Velez.

Com a paralisação, a partir de hoje, todos os setores da empresa estão parados (leitura, corte, instalação, atendimento e inspeção), exceto a distribuição de água.

Uma nova mesa redonda com a direção da empresa foi marcada para a próxima segunda, às 15h30, na sede do MTE. A categoria espera que a direção da Cagepa melhore as propostas apresentadas até o momento, para evitar greve por tempo indeterminado a partir de segunda-feira.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Viva o 1º de Maio! Viva a luta dos trabalhadores!



Declaração da Conferência de Partidos e Organizações Marxista-Leninistas (CIPOML)

No século 21, o mundo segue dividido. A contradição entre trabalho e capital, em todos os terrenos, é a divisão que reflete, de um lado, esse antagonismo entre o trabalho e uma socialização crescente da produção, e, de outro lado, o caráter capitalista da apropriação que se concentra cada vez mais nas mãos de poucas pessoas.

Surgiram forças científicas e industriais inimagináveis até cinquenta anos atrás; a produção se mecanizou de forma extraordinária, a tecnologia, a comunicação e os computadores se espalham amplamente na utilização social e individual. Contudo, cada coisa implica seu contrário, a desesperança provocada pelo capitalismo alcança níveis gravíssimos, os sinais de putrefação que evoluem paralelamente se acumulam a um nível que ultrapassa os últimos períodos do Império Bizantino.

Os que produziram a crise mundial do capitalismo, em 2008 – ainda sofrida por muitos países – têm o objetivo de jogar nas costas das amplas massas de explorados as suas consequências.

Estas massas, no entanto, comprovaram que o capitalismo é a organização social caracterizada “pela pobreza na riqueza” e que a crise, quando paga pelas camadas populares, agrava mais as consequências do capitalismo: a mecanização do processo do trabalho, o aumento da exploração, incluindo aí a diminuição do salário real, a explosão da pobreza e da fome, a injustiça e a desigualdade, a mendicância, a droga, a prostituição, etc.

É impossível aceitar, suportar e ignorar esta divisão do mundo e o descontentamento e a crescente exasperação que leva as massas exploradas de vários países a se rebelar. Esta situação é evidente na Grécia, Portugal, Espanha, Tunísia, Egito, Turquia, Brasil… O antagonismo entre capital e trabalho não é a única razão da divisão do mundo. Existe a contradição entre uma minoria de Estados de países capitalistas e imperialistas ricos, e de povos e países atrasados, oprimidos e explorados política, econômica e financeiramente, que são a maioria.

Os grandes Estados imperialistas, que criaram organizações internacionais, como a União Europeia, os Tratados de Livre Comércio, a Otan, que se apresentam como a “comunidade internacional”, saqueiam as riquezas naturais dos povos oprimidos e não toleram a possibilidade de exercerem sua autodeterminação. É o caso da África, sendo devastada, ou da Amazônia, a qual destroem, ou das ocupações no Afeganistão, Iraque, Líbia, Síria…

Outro campo de conflito e de contradições é o que enfrentam os monopólios internacionais e os países imperialistas entre si, expresso principalmente na constituição e reconstituição de blocos econômicos e militares, na instalação de bases militares nos cinco continentes. Na disputa sobre quem vai dominar e saquear certas regiões, os países imperialistas se enfrentam asperamente. Para permanecer com o domínio dessas regiões, incitam as disputas nacionais para obterem o apoio dos povos oprimidos.

Essas lutas internas, provocadas, e que chegam a conflitos militares como vemos na Ucrânia e na Síria, mostram que as confrontações imperialistas se agravam.

Em 1990, os capitalistas e seus corifeus proclamavam “o fim da história”, “a eternidade do capitalismo”, uma “nova ordem mundial” e pregavam uma sociedade próspera, sem crises, pacífica, construída sobre um “capitalismo autorregenerado”, baseada numa “mundialização capitalista” que se construiria “acima das classes e da luta de classes”.

Sem dúvida, não é a prosperidade, mas a miséria que se agrava. Em vez da paz, vemos guerras e golpes de Estado e a perda da credibilidade de várias ditaduras que duraram décadas.

O capitalismo fracassou!

Não, o capitalismo não pode propor a trabalhadores que mal vivem com a força de seu trabalho nas fábricas e nos escritórios, aos desempregados e aos pobres das cidades e do campo, nem um trabalho nem um salário decente, nem a paz e a prosperidade e a segurança no futuro. Para obter tudo isso, os operários e trabalhadores em geral devem rebelar-se e derrotar o poder do capital.

Desde a luta dos escravos contra os senhores da escravidão, em todas as sociedades que foram teatro da luta de classes, a luta se resolveu pela tomada do poder por uma classe de opressores em detrimento de outra. O capitalismo desenvolveu as forças de produção em tal medida que não pode se manter sem cortar ou modificar as relações de propriedade. Além disso, o capitalismo desenvolve continuamente a classe operária, socializando-a cada vez mais. Assim foram criadas as condições sociais nas quais o poder de uma classe explorada pode substituir a da classe exploradora.

Esta evolução histórico-social determina uma missão histórica da classe operária, a de tomar o poder para edificar um período de transição até o socialismo a fim de expropriar os expropriadores, abolir as classes e as relações de exploração das classes.

A classe operária se manifestou contra a tirania capitalista pela primeira vez no século 19, com as rebeliões que tiveram lugar em todo o continente europeu, e a tomada do poder na França, na Comuna de Paris, por um curto período em 1871. Em seguida, foi a derrubada do poder da classe capitalista na Rússia com a Grande Revolução de Outubro de 1917, onde se organizou como classe dominante ao edificar a União Soviética e deu passos de gigantes durante meio século na abolição da exploração do homem pelo homem.

Nós, partidos e organizações marxista-leninistas do mundo, unidos na Conferência Internacional (CIPOML), chamamos por ocasião do 20º aniversário de nossa Organização, a classe operária do mundo, os povos oprimidos, a juventude de todos os países a unir-se frente à burguesia internacional e ao imperialismo, assim como a reforçar a luta de libertação.

O mundo, dividido entre exploradores e explorados; senhores imperialistas e povos oprimidos, está entrando em um novo período de rebeliões e revoluções. O capitalismo, que nada tem a oferecer às massas exploradas, amadureceu como em nenhum outro período da história, o prelúdio do socialismo.

Ao falar de amadurecimento, devemos levar em conta tanto o aspecto quantitativo como o qualitativo da classe operária e dos trabalhadores, que consolidarão mais ainda suas posições ao reforçar suas organizações em todos os países, tomando suas próprias experiências de luta sindical e política, especialmente das lutas massivas em numerosos países.

Mesmo que as revoluções tenham sido manipuladas em países como Tunísia e Egito, o futuro é da classe operária e dos trabalhadores do mundo, que acumulam uma rica experiência para seguir avançando.

Viva o socialismo!

A experiência adquirida pelas ondas revolucionárias e as lutas nacionais e sociais de todos os países do mundo demonstram que podemos avançar até a vitória, e agora com mais força e plenitude. Nossas lutas de libertação nacional e social tomaram formas singulares e seguirão vias diferentes segundo cada país. Terão um caráter internacionalista pelo seu conteúdo, sendo os componentes de um processo único da revolução proletária mundial.

Tudo isso nos exige a responsabilidade de consolidar e reforçar nossa unidade e organização nacional e internacional.

O socialismo vencerá!

Viva o internacionalismo!

Proletários de todos os países e povos oprimidos, uni-vos!

Viva o 20º aniversário da CIPOML!

Partido Comunista Revolucionário (PCR)
1º de Maio de 2014

segunda-feira, 28 de abril de 2014

MLC realiza Seminário sobre saúde do Trabalhador em SP


No dia 27 de Abril, aconteceu na UFABC - Universidade Federal do Grande ABC, em Santo André, o I Seminário de Saúde e Segurança do Trabalhador , promovido pelo Movimento Luta de Classes - MLC em São Paulo. O encontro foi uma parceria com a Pastoral Operária (PO) da região e contou com a participação de trabalhadores de diversas categorias como: Telemarketing, Limpeza urbana, Saúde, além de estudantes da área de segurança.

A exposição foi feita pelo Engenheiro de Segurança do Trabalho, Gilmar Ortiz, Membro da PO que colocou a necessidade dos trabalhadores debaterem o tema e se organizarem para defender uma política de prevenção, já que na maioria dos casos a causa dos acidentes é a sede de lucro dos patrões que querem economizar às custas das vidas das pessoas. Gilmar apresentou ainda dados alarmantes , um deles é que a cada15 segundos um trabalhador morre por acidente ou doença do trabalho no mundo. 

No debate vários trabalhadores se colocaram denúncias de situações no seu local de trabalho e reforçaram a importância da organização dos trabalhadores.

O Seminário foi importante para criar o entendimento de que a discussão da saúde do trabalhador não está  a margem da luta de classes, pelo contrário, só alterando a lógica dominante nas Empresas, que hoje é a de tudo pelo lucro e passando a colocar a vida das pessoas em primeiro lugar, que poderemos ter um ambiente de trabalho realmente seguro. 


quinta-feira, 24 de abril de 2014

Eletricitários fazem paralisação de 2 dias em todo o Brasil



Os trabalhadores das empresas ligadas a Eletrobrás iniciaram hoje (dia 24) uma paralisação de dois dias para exigir da holding o pagamento da PLR 2013.

A Eletrobrás alega que teve um prejuízo líquido no valor de R$ 6,287 bilhões em 2013. Em 2012 a empresa também teve prejuízo calculado em R$ 6,879 bilhões. O Conselho Nacional de Eletricitários argumenta no entanto que os trabalhadores não podem ser penalizados pelas perdas, pois o caixa da estatal estaria sendo prejudicado por decisões do governo e da direção da empresa – como o acordo de indenizações previstas na Medida Provisória (MP) 579, que estabeleceu as regras para a renovação das concessões que vencem entre 2015 e 2017.

“Todo ano os trabalhadores recebiam participação nos lucros, mas esse ano não vai ter. A Eletrobras não deu lucro, mas não é culpa dos trabalhadores. Temos metas a cumprir e entregamos todas essas metas cumpridas”, argumentou Emanuel Mendes Torres, diretor da Associação dos Empregados da Eletrobras (Aeel).
O pagamento de participação nos lucros é referente aos resultados verificados no ano anterior. Embora a estatal já tivesse registrado prejuízo em 2012, os funcionários conseguiram que a Eletrobras pagasse o PLR aos empregados no ano passado com base no princípio de cumprimento de metas.
O diretor da Aeel explicou que o pagamento de participação nos resultados prevê, tradicionalmente, o valor equivalente a duas folhas salariais do grupo para ser dividido entre todos os trabalhadores do Sistema Eletrobras em forma de PLR.
O pagamento do PLR é a única reivindicação dos trabalhadores da estatal este ano, cuja campanha salarial tem como data-base o mês de maio. No ano passado, a categoria fez um acordo para dois anos. Para esse ano, ficou acertado o reajuste salarial de acordo com a inflação do período, medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor, do IBGE).
No próximo dia 30 está marcada uma manifestação em frente a sede da Eletrobrás em Brasília quando a holding estará realizando uma Assembleia Geral Ordinária.


sexta-feira, 11 de abril de 2014

Jornal do MLC-SP






quinta-feira, 10 de abril de 2014

Greve dos Garis do ABC é vitoriosa!




No dia 31 de Março teve início a greve geral dos trabalhadores da Limpeza Urbana das 7 Cidades do ABC paulista. Seguindo o exemplo dos garis do Rio de Janeiro milhares de pais de famílias resolveram não aceitar mais a exploração a que eram submetidos.


No quinto dia de greve, dia 04 de Abril, o sindicato abandonou a greve alegando que era preciso seguir a decisão judicial que apontava para um acordo rebaixado. Indignados, os trabalhadores quiseram continuar a greve e contaram com o apoio do Movimento Luta de Classes - MLC que, junto com a comissão de trabalhadores de cada empresa, mobilizou e fez assembleias em cada empresa, conquistando, já no sábado à noite, uma paralisação de 100% apesar das investidas das empresas e do sindicato pelego. 

No oitavo dia de greve, terceiro sem o Sindicato, os patrões se curvaram e fizeram uma proposta aceita pelo conjunto da categoria que saiu da greve do jeito que entrou, unida.

Essa greve foi muito importante para deixar provado que nós, trabalhadores, quando estamos unidos somos mais fortes que o patrão, e que é possível derrotar sua sede de lucro.

sábado, 5 de abril de 2014

Garis do ABC Paulista entram em Greve por dignidade


Desde segunda-feira, dia 31 de março, os garis da região do grande ABC paulista, iniciaram uma greve por reajuste nos salários e benefícios de 15,39%. Os trabalhadores, sufocados pelos baixos salários e animados pelo exemplo vitorioso da greve dos garis do Rio de Janeiro, em pleno carnaval carioca, decidiram em assembleia geral não aceitar a proposta dos patrões, de 10%, e seguir o caminho da luta. O sindicato da categoria desde o início não queria a greve, mas os trabalhadores passaram por cima da orientação conciliadora da direção.
Depois de uma semana com os serviços paralisados em 6 cidades da região, a greve segue fortalecida e a população de milhões de habitantes sente o peso da importância dos trabalhadores da coleta para a cidade. São toneladas de lixo que se espalham pelas ruas e, mesmo com as tentativas das prefeituras de contratar fura-greves para recolher o lixo, as cidades estão repletas de sujeira e mau cheiro.
 
Na última sexta-feira, após uma reunião no TRT, o sindicato tentou acabar a greve ameaçando os trabalhadores e dizendo que estes teriam que acatar a proposta da justiça, que no fundamental era a mesma dos patrões. Os trabalhadores presentes à assembleia repudiaram a posição do sindicato que se retirou, abandonando os trabalhadores e espalhando o boato nas empresas de que a greve teria acabado.
 Porém, os garis, com o apoio dos companheiros do Movimento Luta de Classes(MLC), aprovaram a continuidade da greve e seguiram para as empresas para avisar aos companheiros que a greve continuava. A adesão segue ainda mais forte, paralisando quase 100% da categoria, que segue firme e bastante unida em sua luta. Além das assembleias nas empresas durante todo o fim de semana, estão previstas uma passeata e manifestações para a segunda-feira.

Movimento Luta de Classes - São Paulo

sexta-feira, 28 de março de 2014

Serão demitidos 98 mil servidores em Minas Gerais


A lei 100/07, de autoria do então governador Aécio Neves (PSDB), efetivou 98 mil trabalhadores que prestavam serviço ao governo estadual sem concurso público. Estes trabalhadores em sua maioria eram designados, temporários com contrato de um ano, e lotados na secretaria estadual de educação. No dia 26 de Março, aconteceu o que mais cedo ou mais tarde aconteceria, o Supremo Tribunal Federal – STF, julgou inconstitucional, demitindo todos os trabalhadores efetivados sete anos após a lei.

O que está por trás dessas demissões e da Lei 100/07 é a precarização do serviço público estadual. A maioria dos servidores na educação em Minas são efetivados pela lei, já que a falta de concurso público fazia com que professores e serventes em geral, tivessem que fazer uma busca todo princípio de ano para garantirem seu emprego, ainda que temporário. Ao invés de fazer concurso e garantir o direito dos trabalhadores, o governo de Aécio Neves preferiu passar por cima da constituição de 1988, enganando os trabalhadores com uma “estabilidade” que nunca existiu de fato.

Agora tem deverá “descascar o abacaxi” é o próximo governador. Em entrevista coletiva, a Secretária de Educação, Maria Lúcia Gazzola, afirmou que os trabalhadores não serão demitidos de imediato, e que serão recontratados como temporários. A categoria inicia sua campanha salarial ainda sem saber como será esta transição que mudará a educação no estado.

Movimento Luta de Classes - MG