sexta-feira, 28 de março de 2014

Professores concursados de Alagoas lutam por nomeação



Os candidatos aprovados no último concurso da Educação do Estado de Alagoas, ocorrido no ano passado, estão revoltados. A causa da indignação dos professores aprovados é que não estão sendo convocados para os cargos. Um “apitaço” dos professores não convocados aconteceu na manhã desta quinta-feira (27) em frente ao Palácio República dos Palmares, sede do Governo de Alagoas, no Centro de Maceió, cobrando nomeação de todos os aprovados.


O professor Magno Francisco da Silva participou do protesto e se mostrou insatisfeito com o ensino público estadual. Segundo o professor, o concurso oferecia 1800 vagas, sendo aprovados mais de 2000 candidatos, o que significa um cadastro de reserva. “A situação da educação pública em Alagoas é caótica. Lutar para que os professores sejam convocados é a luta para que a educação seja de maior qualidade no Estado, principalmente para a população de baixa renda”, disse o professor à reportagem do Tribuna Hoje. O protesto recebeu o apoio do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal).

Magno Francisco expressou a desigualdade que existe entre professores e monitores no Estado. “O número de monitores é de 60% em cada escola estadual. Existe carência de professores. Em 2005, ano que aconteceu o penúltimo concurso da educação do Estado, ainda existe profissionais que não foram chamados”, afirmou Magno. O professor completa a fala sobre o assunto dizendo que nessa quarta-feira (26) foram nomeados cerca de 220 monitores que foram aprovados em um concurso de títulos. “Ao invés de chamar professores, veja que contradição, chamaram monitores”, desabafou Magno.

Cerca de 150 profissionais da educação se aglomeraram em frente ao Palácio República dos Palmares na manhã desta quinta-feira. Os professores cobravam uma reunião com o governador Teotonio Vilela para resolver a situação.

Reunião

Estiveram presentes na reunião representando o Governo do Estado o governador Teotonio Vilela Filho e o secretário da Gestão Pública, Alexandre Lages. As categorias presentes (Sinteal, Sintagro, Sindprev, Sindpol, Sinduneal e Sintuneal) reivindicaram aumento salarial, enquanto os aprovados no concurso argumentaram pela convocação dos mesmos.

Alexandre Lages afirmou que “serão convocados apenas 1730 nesse primeiro momento, pois é o que temos de carência sabida até agora”. O número de carência ainda não é oficial e a Secretaria de Estado da Gestão Pública (Segesp) irá fornecer este número em tempo hábil.

Os manifestantes se reunirão nesta sexta-feira (28) no Sindipetro, no bairro do Centro, onde irão redigir uma ação de impedimento da nomeação de monitores que foi divulgada no site da Segesp na quarta-feira (26). Caso a ação seja mantida, um ato será organizado para a entrega da ação ao Ministério Público.
Além disso, um documento será redigido pela categoria e levado na Segesp. O secretário deve assinar este documento comprometendo o governo a fazer a convocação e nomeação dos aprovados de acordo com o número real de carência. Um possível ato na porta da secretaria ainda será decidido em reunião.

Publicado no portal Tribuna Hoje             

0 comentários:

Postar um comentário