Greve de trabalhadores deixa França paralisada

As greves na França contra o projeto de Reforma Trabalhista do governo de Hollande se estenderam a vários setores

Déficit da previdência social é farsa!

Com argumentos incontestáveis, Denise Gentil destroça os mitos oficiais que encobrem a realidade da Previdência Social no Brasil

Sindicalistas de todo o país aderem à Unidade Popular

Em um ato público realizado em Maceió, Alagoas, sindicalistas de vários estados aderiram ao Partido Unidade Popular pelo Socialismo

PL\4330 volta à pauta no Congresso Nacional

O movimento sindical deve colocar a luta contra o PL 4330 como uma batalha de vida ou morte para a classe trabalhadora.

Apesar de comum, assédio sexual no trabalho é pouco denunciado no Brasil

Vergonha, medo e dificuldade de provar a agressão levam as vítimas a preferir o silêncio.


quarta-feira, 30 de abril de 2014

Viva o 1º de Maio! Viva a luta dos trabalhadores!



Declaração da Conferência de Partidos e Organizações Marxista-Leninistas (CIPOML)

No século 21, o mundo segue dividido. A contradição entre trabalho e capital, em todos os terrenos, é a divisão que reflete, de um lado, esse antagonismo entre o trabalho e uma socialização crescente da produção, e, de outro lado, o caráter capitalista da apropriação que se concentra cada vez mais nas mãos de poucas pessoas.

Surgiram forças científicas e industriais inimagináveis até cinquenta anos atrás; a produção se mecanizou de forma extraordinária, a tecnologia, a comunicação e os computadores se espalham amplamente na utilização social e individual. Contudo, cada coisa implica seu contrário, a desesperança provocada pelo capitalismo alcança níveis gravíssimos, os sinais de putrefação que evoluem paralelamente se acumulam a um nível que ultrapassa os últimos períodos do Império Bizantino.

Os que produziram a crise mundial do capitalismo, em 2008 – ainda sofrida por muitos países – têm o objetivo de jogar nas costas das amplas massas de explorados as suas consequências.

Estas massas, no entanto, comprovaram que o capitalismo é a organização social caracterizada “pela pobreza na riqueza” e que a crise, quando paga pelas camadas populares, agrava mais as consequências do capitalismo: a mecanização do processo do trabalho, o aumento da exploração, incluindo aí a diminuição do salário real, a explosão da pobreza e da fome, a injustiça e a desigualdade, a mendicância, a droga, a prostituição, etc.

É impossível aceitar, suportar e ignorar esta divisão do mundo e o descontentamento e a crescente exasperação que leva as massas exploradas de vários países a se rebelar. Esta situação é evidente na Grécia, Portugal, Espanha, Tunísia, Egito, Turquia, Brasil… O antagonismo entre capital e trabalho não é a única razão da divisão do mundo. Existe a contradição entre uma minoria de Estados de países capitalistas e imperialistas ricos, e de povos e países atrasados, oprimidos e explorados política, econômica e financeiramente, que são a maioria.

Os grandes Estados imperialistas, que criaram organizações internacionais, como a União Europeia, os Tratados de Livre Comércio, a Otan, que se apresentam como a “comunidade internacional”, saqueiam as riquezas naturais dos povos oprimidos e não toleram a possibilidade de exercerem sua autodeterminação. É o caso da África, sendo devastada, ou da Amazônia, a qual destroem, ou das ocupações no Afeganistão, Iraque, Líbia, Síria…

Outro campo de conflito e de contradições é o que enfrentam os monopólios internacionais e os países imperialistas entre si, expresso principalmente na constituição e reconstituição de blocos econômicos e militares, na instalação de bases militares nos cinco continentes. Na disputa sobre quem vai dominar e saquear certas regiões, os países imperialistas se enfrentam asperamente. Para permanecer com o domínio dessas regiões, incitam as disputas nacionais para obterem o apoio dos povos oprimidos.

Essas lutas internas, provocadas, e que chegam a conflitos militares como vemos na Ucrânia e na Síria, mostram que as confrontações imperialistas se agravam.

Em 1990, os capitalistas e seus corifeus proclamavam “o fim da história”, “a eternidade do capitalismo”, uma “nova ordem mundial” e pregavam uma sociedade próspera, sem crises, pacífica, construída sobre um “capitalismo autorregenerado”, baseada numa “mundialização capitalista” que se construiria “acima das classes e da luta de classes”.

Sem dúvida, não é a prosperidade, mas a miséria que se agrava. Em vez da paz, vemos guerras e golpes de Estado e a perda da credibilidade de várias ditaduras que duraram décadas.

O capitalismo fracassou!

Não, o capitalismo não pode propor a trabalhadores que mal vivem com a força de seu trabalho nas fábricas e nos escritórios, aos desempregados e aos pobres das cidades e do campo, nem um trabalho nem um salário decente, nem a paz e a prosperidade e a segurança no futuro. Para obter tudo isso, os operários e trabalhadores em geral devem rebelar-se e derrotar o poder do capital.

Desde a luta dos escravos contra os senhores da escravidão, em todas as sociedades que foram teatro da luta de classes, a luta se resolveu pela tomada do poder por uma classe de opressores em detrimento de outra. O capitalismo desenvolveu as forças de produção em tal medida que não pode se manter sem cortar ou modificar as relações de propriedade. Além disso, o capitalismo desenvolve continuamente a classe operária, socializando-a cada vez mais. Assim foram criadas as condições sociais nas quais o poder de uma classe explorada pode substituir a da classe exploradora.

Esta evolução histórico-social determina uma missão histórica da classe operária, a de tomar o poder para edificar um período de transição até o socialismo a fim de expropriar os expropriadores, abolir as classes e as relações de exploração das classes.

A classe operária se manifestou contra a tirania capitalista pela primeira vez no século 19, com as rebeliões que tiveram lugar em todo o continente europeu, e a tomada do poder na França, na Comuna de Paris, por um curto período em 1871. Em seguida, foi a derrubada do poder da classe capitalista na Rússia com a Grande Revolução de Outubro de 1917, onde se organizou como classe dominante ao edificar a União Soviética e deu passos de gigantes durante meio século na abolição da exploração do homem pelo homem.

Nós, partidos e organizações marxista-leninistas do mundo, unidos na Conferência Internacional (CIPOML), chamamos por ocasião do 20º aniversário de nossa Organização, a classe operária do mundo, os povos oprimidos, a juventude de todos os países a unir-se frente à burguesia internacional e ao imperialismo, assim como a reforçar a luta de libertação.

O mundo, dividido entre exploradores e explorados; senhores imperialistas e povos oprimidos, está entrando em um novo período de rebeliões e revoluções. O capitalismo, que nada tem a oferecer às massas exploradas, amadureceu como em nenhum outro período da história, o prelúdio do socialismo.

Ao falar de amadurecimento, devemos levar em conta tanto o aspecto quantitativo como o qualitativo da classe operária e dos trabalhadores, que consolidarão mais ainda suas posições ao reforçar suas organizações em todos os países, tomando suas próprias experiências de luta sindical e política, especialmente das lutas massivas em numerosos países.

Mesmo que as revoluções tenham sido manipuladas em países como Tunísia e Egito, o futuro é da classe operária e dos trabalhadores do mundo, que acumulam uma rica experiência para seguir avançando.

Viva o socialismo!

A experiência adquirida pelas ondas revolucionárias e as lutas nacionais e sociais de todos os países do mundo demonstram que podemos avançar até a vitória, e agora com mais força e plenitude. Nossas lutas de libertação nacional e social tomaram formas singulares e seguirão vias diferentes segundo cada país. Terão um caráter internacionalista pelo seu conteúdo, sendo os componentes de um processo único da revolução proletária mundial.

Tudo isso nos exige a responsabilidade de consolidar e reforçar nossa unidade e organização nacional e internacional.

O socialismo vencerá!

Viva o internacionalismo!

Proletários de todos os países e povos oprimidos, uni-vos!

Viva o 20º aniversário da CIPOML!

Partido Comunista Revolucionário (PCR)
1º de Maio de 2014

segunda-feira, 28 de abril de 2014

MLC realiza Seminário sobre saúde do Trabalhador em SP


No dia 27 de Abril, aconteceu na UFABC - Universidade Federal do Grande ABC, em Santo André, o I Seminário de Saúde e Segurança do Trabalhador , promovido pelo Movimento Luta de Classes - MLC em São Paulo. O encontro foi uma parceria com a Pastoral Operária (PO) da região e contou com a participação de trabalhadores de diversas categorias como: Telemarketing, Limpeza urbana, Saúde, além de estudantes da área de segurança.

A exposição foi feita pelo Engenheiro de Segurança do Trabalho, Gilmar Ortiz, Membro da PO que colocou a necessidade dos trabalhadores debaterem o tema e se organizarem para defender uma política de prevenção, já que na maioria dos casos a causa dos acidentes é a sede de lucro dos patrões que querem economizar às custas das vidas das pessoas. Gilmar apresentou ainda dados alarmantes , um deles é que a cada15 segundos um trabalhador morre por acidente ou doença do trabalho no mundo. 

No debate vários trabalhadores se colocaram denúncias de situações no seu local de trabalho e reforçaram a importância da organização dos trabalhadores.

O Seminário foi importante para criar o entendimento de que a discussão da saúde do trabalhador não está  a margem da luta de classes, pelo contrário, só alterando a lógica dominante nas Empresas, que hoje é a de tudo pelo lucro e passando a colocar a vida das pessoas em primeiro lugar, que poderemos ter um ambiente de trabalho realmente seguro. 


quinta-feira, 24 de abril de 2014

Eletricitários fazem paralisação de 2 dias em todo o Brasil



Os trabalhadores das empresas ligadas a Eletrobrás iniciaram hoje (dia 24) uma paralisação de dois dias para exigir da holding o pagamento da PLR 2013.

A Eletrobrás alega que teve um prejuízo líquido no valor de R$ 6,287 bilhões em 2013. Em 2012 a empresa também teve prejuízo calculado em R$ 6,879 bilhões. O Conselho Nacional de Eletricitários argumenta no entanto que os trabalhadores não podem ser penalizados pelas perdas, pois o caixa da estatal estaria sendo prejudicado por decisões do governo e da direção da empresa – como o acordo de indenizações previstas na Medida Provisória (MP) 579, que estabeleceu as regras para a renovação das concessões que vencem entre 2015 e 2017.

“Todo ano os trabalhadores recebiam participação nos lucros, mas esse ano não vai ter. A Eletrobras não deu lucro, mas não é culpa dos trabalhadores. Temos metas a cumprir e entregamos todas essas metas cumpridas”, argumentou Emanuel Mendes Torres, diretor da Associação dos Empregados da Eletrobras (Aeel).
O pagamento de participação nos lucros é referente aos resultados verificados no ano anterior. Embora a estatal já tivesse registrado prejuízo em 2012, os funcionários conseguiram que a Eletrobras pagasse o PLR aos empregados no ano passado com base no princípio de cumprimento de metas.
O diretor da Aeel explicou que o pagamento de participação nos resultados prevê, tradicionalmente, o valor equivalente a duas folhas salariais do grupo para ser dividido entre todos os trabalhadores do Sistema Eletrobras em forma de PLR.
O pagamento do PLR é a única reivindicação dos trabalhadores da estatal este ano, cuja campanha salarial tem como data-base o mês de maio. No ano passado, a categoria fez um acordo para dois anos. Para esse ano, ficou acertado o reajuste salarial de acordo com a inflação do período, medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor, do IBGE).
No próximo dia 30 está marcada uma manifestação em frente a sede da Eletrobrás em Brasília quando a holding estará realizando uma Assembleia Geral Ordinária.


sexta-feira, 11 de abril de 2014

Jornal do MLC-SP






quinta-feira, 10 de abril de 2014

Greve dos Garis do ABC é vitoriosa!




No dia 31 de Março teve início a greve geral dos trabalhadores da Limpeza Urbana das 7 Cidades do ABC paulista. Seguindo o exemplo dos garis do Rio de Janeiro milhares de pais de famílias resolveram não aceitar mais a exploração a que eram submetidos.


No quinto dia de greve, dia 04 de Abril, o sindicato abandonou a greve alegando que era preciso seguir a decisão judicial que apontava para um acordo rebaixado. Indignados, os trabalhadores quiseram continuar a greve e contaram com o apoio do Movimento Luta de Classes - MLC que, junto com a comissão de trabalhadores de cada empresa, mobilizou e fez assembleias em cada empresa, conquistando, já no sábado à noite, uma paralisação de 100% apesar das investidas das empresas e do sindicato pelego. 

No oitavo dia de greve, terceiro sem o Sindicato, os patrões se curvaram e fizeram uma proposta aceita pelo conjunto da categoria que saiu da greve do jeito que entrou, unida.

Essa greve foi muito importante para deixar provado que nós, trabalhadores, quando estamos unidos somos mais fortes que o patrão, e que é possível derrotar sua sede de lucro.

sábado, 5 de abril de 2014

Garis do ABC Paulista entram em Greve por dignidade


Desde segunda-feira, dia 31 de março, os garis da região do grande ABC paulista, iniciaram uma greve por reajuste nos salários e benefícios de 15,39%. Os trabalhadores, sufocados pelos baixos salários e animados pelo exemplo vitorioso da greve dos garis do Rio de Janeiro, em pleno carnaval carioca, decidiram em assembleia geral não aceitar a proposta dos patrões, de 10%, e seguir o caminho da luta. O sindicato da categoria desde o início não queria a greve, mas os trabalhadores passaram por cima da orientação conciliadora da direção.
Depois de uma semana com os serviços paralisados em 6 cidades da região, a greve segue fortalecida e a população de milhões de habitantes sente o peso da importância dos trabalhadores da coleta para a cidade. São toneladas de lixo que se espalham pelas ruas e, mesmo com as tentativas das prefeituras de contratar fura-greves para recolher o lixo, as cidades estão repletas de sujeira e mau cheiro.
 
Na última sexta-feira, após uma reunião no TRT, o sindicato tentou acabar a greve ameaçando os trabalhadores e dizendo que estes teriam que acatar a proposta da justiça, que no fundamental era a mesma dos patrões. Os trabalhadores presentes à assembleia repudiaram a posição do sindicato que se retirou, abandonando os trabalhadores e espalhando o boato nas empresas de que a greve teria acabado.
 Porém, os garis, com o apoio dos companheiros do Movimento Luta de Classes(MLC), aprovaram a continuidade da greve e seguiram para as empresas para avisar aos companheiros que a greve continuava. A adesão segue ainda mais forte, paralisando quase 100% da categoria, que segue firme e bastante unida em sua luta. Além das assembleias nas empresas durante todo o fim de semana, estão previstas uma passeata e manifestações para a segunda-feira.

Movimento Luta de Classes - São Paulo