Greve de trabalhadores deixa França paralisada

As greves na França contra o projeto de Reforma Trabalhista do governo de Hollande se estenderam a vários setores

Déficit da previdência social é farsa!

Com argumentos incontestáveis, Denise Gentil destroça os mitos oficiais que encobrem a realidade da Previdência Social no Brasil

Sindicalistas de todo o país aderem à Unidade Popular

Em um ato público realizado em Maceió, Alagoas, sindicalistas de vários estados aderiram ao Partido Unidade Popular pelo Socialismo

PL\4330 volta à pauta no Congresso Nacional

O movimento sindical deve colocar a luta contra o PL 4330 como uma batalha de vida ou morte para a classe trabalhadora.

Apesar de comum, assédio sexual no trabalho é pouco denunciado no Brasil

Vergonha, medo e dificuldade de provar a agressão levam as vítimas a preferir o silêncio.


domingo, 22 de junho de 2014

MLC na direção do 39º Núcleo do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do RS


O CPERS/Sindicato (Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul – Sindicato dos Trabalhadores em Educação), ao longo de sua longa e aguerrida história de lutas, tem conquistado vitórias, vencendo com dignidade períodos como o da ditadura militar e, posteriormente, a prática de governos autoritários que desrespeitam a categoria e teimam em não cumprir acordos. Os patrões ignoram a lei federal do piso nacional, estão sempre de plantão para retirar direitos e legitimar o assédio moral das direções autoritárias, dar respaldo à meritocracia e privatização de nossas escolas e, ainda, implantar um ensino politécnico que prejudica a vida de nossos jovens, fazendo deles mão de obra barata para as empresas capitalistas.
Em 2013, o Movimento Luta de Classes (MLC) do Rio Grande do Sul participa pela primeira vez do 8º Congresso do CPERS/Sindicato e apresenta uma tese aos trabalhadores em educação elencando questões da conjuntura nacional e internacional que afetam nossa vida funcional e a prática pedagógica e apresentando propostas para a luta da categoria. Com isto conquistou um grande apoio dos participantes. A luta avançou e o MLC continuou participando de todas as mobilizações, greves e de todas as demandas no chão das escolas.
Este trabalho cotidiano, responsável e tão necessário mediante o desencanto dos educadores em relação à postura do governo e ao desempenho arrogante do burocratismo sindical de algumas forças fez com que o MLC começasse a fazer diferença neste estado.
O MLC participou, nesse ano, nas eleições sindicais de 10 e 11 de junho, compondo a Chapa 3 – Romper as Amarras para Mobilizar o CPERS, ocupando a vice-direção, juntamente com as forças políticas CEDS, Arma da Crítica, Tribuna Classista e Independentes.
O programa da Chapa 3 foi aceito e referendado pela categoria, nos levando à vencer a eleição para o 39° Núcleo com 39,10% dos votos. Nossa luta foi reconhecida e agora vamos colocar em prática nosso programa, reaproximando os trabalhadores em educação do sindicato através dos representantes de escolas, promover formação sindical, continuar com a publicação de livros e ficar em contato permanente com nossos colegas ouvindo, planejando e incentivando a importância de sermos sindicalizados para travar a luta cotidiana.
O CPERS/Sindicato só será realmente forte e combativo com a participação massiva da classe trabalhadora e com a credibilidade das direções em cada um dos 42 núcleos espalhados pelo Rio Grande do Sul.
Os desafios são muitos, mas sabemos que esta tarefa pertence a nós, comunistas, com a garra de organizar, conscientizar e fortalecer os trabalhadores dirigindo os sindicatos com a mesma convicção das palavras de Marx: “os sindicatos devem ser escolas de socialismo”.
Dedicamos esta vitória a todas as mulheres e homens do PCR. A luta continua!!!! Viva o MLC!!!! Salve o Socialismo!!!
Fátima Magalhães, Porto Alegre

domingo, 15 de junho de 2014

Nota em apoio à histórica greve dos metroviários de São Paulo!



            A greve dos Metroviários de São Paulo é uma expressão da luta dos trabalhadores no Brasil, principalmente neste momento que vivemos um acirramento da luta de classes. Desde Junho do ano passado, quando a juventude ocupou as ruas do Brasil, uma rebelião popular vem se acumulando na consciência dos trabalhadores de nosso país. Um exemplo foi a greve dos operários de uma empreiteira em Ipatinga que, sem sindicato, arrancou importantes vitórias depois de 26 dias de greve.
            Em fevereiro deste ano, os Garis fizeram uma greve em meio ao carnaval carioca, pintando as ruas do Rio de Janeiro de laranja, enfrentando governos, a grande mídia e preconceitos. Seguiram seus exemplos os Garis do ABC Paulista e Belo Horizonte, rodoviários do Rio de Janeiro, de São Paulo, do Rio Grande do Sul e Maranhão, professores de Belo Horizonte, e do estado do Rio de Janeiro, entre outras inúmeras greves de norte à sul do Brasil.
            Agora, a greve dos metroviários de São Paulo demonstra que a classe trabalhadora deve estar unida para enfrentar a arrogância dos patrões e dos governos. O governador fascista Geraldo Alckmin, judicializa a luta dos metroviários, manda a polícia bater em trabalhador, ataca o direito constitucional de greve! Esses são ataques a toda a classe trabalhadora!
            A verdade é que o PSDB de Geraldo Alckimn odeia os trabalhadores, se pudesse  nos escravizaria! Utiliza o metrô em esquemas de corrupção e carteis, não se importando com a necessidade da populção. Por isso apoiamos a greve dos metroviários de São Paulo, que enfrentam de cabeça erguida essa truculência do governo paulista.
            Os milhares de trabalhadores representados pelas entidades que assinam esta nota exigem a imediata reintegração dos 42 metroviários demitidos! Que Geraldo Alckimn desça do salto e negocie com a categoria!

Readmisão Imediata dos metroviários de São Paulo já!

Movimento Luta de Classes – MLC/Brasil

quarta-feira, 11 de junho de 2014

NOTA DO MOVIMENTO LUTA DE CLASSES EM APOIO A GREVE DOS TÉCNICOS ADMINISTRATIVOS DAS UNIVERSIDADES


GREVE DOS SERVIDORES TÉCNICOS-ADMINISTRATIVOS:
FORTALECER A LUTA POR UM SERVIÇO PÚBLICO DE QUALIDADE!

Estamos há cerca de oitenta dias construindo um importante e combativo movimento GREVISTA em todo o país. Na busca do cumprimento dos acordos estabelecidos na greve de 2012, da definição da data-base para os servidores públicos e contra a privatização da saúde presente na EBSERH, as assembleias de trabalhadores têm, de norte a sul, dado um recado claro da disposição de participação e luta dos trabalhadores em defesa de um serviço público de qualidade.
Vale lembra que durante todo o ano de 2013, em diversas reuniões dos grupos de trabalho para acompanhar as conquistas do ano anterior, o governo ignorou solenemente as reivindicações dos servidores. A FASUBRA e os seus sindicatos filiados não tiverem, portanto, outra alternativa que não o de deflagrar GREVE no dia 17 de março.
Mas por que o governo não prioriza a educação e os serviços públicos?
De acordo com a auditoria cidadã da dívida, para o ano de 2014 nada menos que 42,42% do orçamento da União será destinado ao famigerado pagamento da dívida pública, mantendo os lucros dos banqueiros e grandes especuladores nacionais e internacionais. Já para a educação apenas 3,44%, para a saúde 3,91% e ciência e tecnologia a generosa parcela de 0,37%.
Quer dizer, a tão famosa carga tributária que é cobrada essencialmente dos trabalhadores (basta ver que as grandes empresas estão entre os maiores devedores e beneficiários de isenções milionárias), é destinado não para benefício da população, e sim para manter os já gigantescos lucros da especulação financeira. É possível, portanto, reduzir impostos e ampliar os investimentos públicos.
Essa situação tem motivado diversas categorias a debater e questionar a política adotada pelo governo, e nos últimos anos praticamente todos os setores dos SPF´s convocaram marchas, mobilizações e até mesmo GREVES para exigir valorização dos servidores, planos de carreiras e reajustes salariais.
Qual o rumo dessa GREVE?
Nossa categoria nunca se furtou da luta, e a FASUBRA tem sido uma das federações e sindicatos nacionais que mais promoveu campanhas e enfrentamentos nesse período, e acertadamente temos construído ao longo de toda essa GREVE ocupações de reitorias, manifestações de rua, atos e ocupação do MPOG e no Congresso Nacional dando visibilidade e consequência as pautas de reivindicações construídas em todo o movimento.
Estamos chegando num momento crítico para o movimento, pois o governo tem apresentado a intransigência e a falta de diálogo como ferramentas para tentar desgastar a GREVE e a nossa luta. É importante que o movimento não se furte de promover uma análise sobre os rumos que devemos tomar nessas próximas semanas.
Muitos têm tentado colocar a Copa da FIFA e seus absurdos gastos, como o elemento motivador e impulsionador do movimento. É inegável o crescente número de GREVES de diversas categorias, o sentimento de indignação de considerável parte da população com essa destinação de dinheiro público para a chamada política de “megaeventos”, mas a verdade de nossa categoria não pode ser esquecida ou ter suas pautas secundarizadas nesse período.
Precisamos reafirmar o que nos motiva, e o que nos trouxe até aqui: a defesa dos interesses da categoria, o cumprimento dos acordos da GREVE de 2012, a redução da jornada de trabalho para 30 horas, a definição da data-base dos servidores públicos, e a defesa de uma saúde pública de qualidade, contrária a lógica privatista expressa com a EBSERH.
É falso também o argumento de que essa GREVE tem, ou deva ter por motivo de desgastar o governo por conta das eleições que se aproximam em outubro. Qualquer resultado quanto a esse possível “desgaste” é fruto unicamente da postura arrogante e autoritária tomada por parte do governo na condução das negociações com o movimento e a FASUBRA.
Para nós do Movimento Luta de Classes é preciso aumentar a pressão, combinando a tática de ocupações e atos dentro das universidades com a de evidenciar na opinião pública a necessidade do governo negociar imediatamente com os servidores. A palavra de ordem “NEGOCIA DILMA” deve se fazer presente em todo o país para buscarmos conquistar nossos direitos.
Só conquista quem luta!
Fortalecer a greve com mais unidade e participação!
NEGOCIA DILMA!
Brasília, 07 de junho de 2014



MOVIMENTO LUTA DE CLASSES

segunda-feira, 9 de junho de 2014

"Metrô e judiciário cometem ilegalidade na greve"


                          
 “Tem-se assistido nos últimos meses, em âmbito nacional, um ataque generalizado contra as greves, fundado no argumento do respeito à legalidade. Mas, o que tem havido, juridicamente falando, é a negação do direito de greve”. É dessa forma que começa um texto assinado por Jorge Luiz Souto Maior, juiz, professor de Direito do Trabalho na USP, palestrante e conferencista.

No texto, Souto Maior analisa a greve dos metroviários e as irregularidades cometidas pelo Metrô e pelo Judiciário. A primeira delas foi a de que “diante do anúncio da greve, deflagrada com respeito aos termos da legalidade estrita, ou seja, por meio do sindicato, mediante assembleia e comunicação prévia, de 72 horas, o Metrô,em vez de iniciar negociação, como determina a lei, se socorreu da via judicial, por meio de ação cautelar, para impedir a ocorrência da greve”.

Souto Maior aponta aí um ato antissindical, o que é proibido pela Convenção 98 da OIT. O texto merece atenção porque mostra outras irregularidades cometidas contra a greve dos metroviários.

Texto extraido de http://www.viomundo.com.br

domingo, 8 de junho de 2014

Metroviários de São Paulo: A greve continua!


Em assembleia lotada e combativa, os metroviários de São Paulo decidiram continuar a greve e enfrentar o governo truculento de Geraldo Alckmim. Aos gritos de "Não tem arrego!", e com massiva votação os trabalhadores seguiram o exemplo dos Garis e rodoviários do Rio de Janeiro, professores municipais de Belo Horizonte, rodoviários de Porto Alegre entre ou outras tantas lutas dos trabalhadores do Brasil.
Os metroviários enfrentam ainda a decisão do TRT paulista, que foi de defender a mesma proposta de negociação do governo, além de multar o sindicato em 100 mil reais por dia e a partir de amanhã, em 500 mil reais e descontar os dias parados.
A judicialização desta luta por parte do governo, e essa decisão, evidenciam o ataque ao direito de greve dos trabalhadores. São patrões e alguns juizes querendo retirar um direito elementar no processo da luta de classes.
Assim, na semana que tem início a copa do mundo da Fifa, a capital que sediará a abertura permanecerá com greve no transporte público mais importante para a cidade.


Movimento Luta de Classes - 
São Paulo

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Cerca de 1800 funcionários da Cagepa cruzam os braços na Paraíba


Cerca de 1800 funcionários da Cagepa cruzaram os braços na manhã desta sexta-feira (06), em todo o Estado da Paraíba, exceto João Pessoa. A paralisação de advertência, que se inicia hoje e segue até a próxima segunda-feira (09), ocorre pela falta de avanço nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2014/2016 com a direção da empresa.

Em Campina Grande, no R2 da empresa no Centro, a atividade de paralisação teve início nas primeiras horas da manhã e contou com mobilização nas portas da empresa com utilização de carro de som, faixas, bandeiras e discursos de lideranças do sindicato, o movimento começou às 07:00h e permanece durante todo o de hoje.

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas da Paraíba (Stiupb) já participou de três mesas redondas com a direção da Cagepa, na sede do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em Campina Grande, e rejeitou todas as contrapropostas oferecidas pela empresa. Na reunião da última segunda-feira (02), a Cagepa ofereceu 5% de reajuste salarial e aumento de 5% no Ticket Alimentação, mas em contrapartida anunciou que o reajuste do plano de saúde este ano será de 8,5%, sendo que a empresa só arcará com 3,5% desse valor. A contraproposta foi prontamente rejeitada pelo Stiupb.

Inicialmente, o Stiupb e os trabalhadores reivindicavam reajuste salarial de 15% e aumento de 27% no Ticket Alimentação, mas em uma reunião na tarde de ontem (05) com o presidente da Cagepa, Deusdete Queiroga, a categoria mudou a proposta e, agora, propõe um reajuste salarial de 5%, abono de R$ 300 mensais no salário, aumento de 5% no ticket e que a Cagepa arque com a totalidade do reajuste do plano de saúde. Porém, a reunião acabou sem avanços.

“Não houve avanços nas negociações, esperávamos que ele apresentasse uma proposta melhor do que a da última segunda-feira, isso não ocorreu, então, nossa categoria está unida e paralisada em busca de um reajuste digno. Vamos à luta, porque só conquista quem luta!”, afirmou Wilton Maia Velez.

Com a paralisação, a partir de hoje, todos os setores da empresa estão parados (leitura, corte, instalação, atendimento e inspeção), exceto a distribuição de água.

Uma nova mesa redonda com a direção da empresa foi marcada para a próxima segunda, às 15h30, na sede do MTE. A categoria espera que a direção da Cagepa melhore as propostas apresentadas até o momento, para evitar greve por tempo indeterminado a partir de segunda-feira.