sexta-feira, 6 de junho de 2014

Cerca de 1800 funcionários da Cagepa cruzam os braços na Paraíba


Cerca de 1800 funcionários da Cagepa cruzaram os braços na manhã desta sexta-feira (06), em todo o Estado da Paraíba, exceto João Pessoa. A paralisação de advertência, que se inicia hoje e segue até a próxima segunda-feira (09), ocorre pela falta de avanço nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2014/2016 com a direção da empresa.

Em Campina Grande, no R2 da empresa no Centro, a atividade de paralisação teve início nas primeiras horas da manhã e contou com mobilização nas portas da empresa com utilização de carro de som, faixas, bandeiras e discursos de lideranças do sindicato, o movimento começou às 07:00h e permanece durante todo o de hoje.

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas da Paraíba (Stiupb) já participou de três mesas redondas com a direção da Cagepa, na sede do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em Campina Grande, e rejeitou todas as contrapropostas oferecidas pela empresa. Na reunião da última segunda-feira (02), a Cagepa ofereceu 5% de reajuste salarial e aumento de 5% no Ticket Alimentação, mas em contrapartida anunciou que o reajuste do plano de saúde este ano será de 8,5%, sendo que a empresa só arcará com 3,5% desse valor. A contraproposta foi prontamente rejeitada pelo Stiupb.

Inicialmente, o Stiupb e os trabalhadores reivindicavam reajuste salarial de 15% e aumento de 27% no Ticket Alimentação, mas em uma reunião na tarde de ontem (05) com o presidente da Cagepa, Deusdete Queiroga, a categoria mudou a proposta e, agora, propõe um reajuste salarial de 5%, abono de R$ 300 mensais no salário, aumento de 5% no ticket e que a Cagepa arque com a totalidade do reajuste do plano de saúde. Porém, a reunião acabou sem avanços.

“Não houve avanços nas negociações, esperávamos que ele apresentasse uma proposta melhor do que a da última segunda-feira, isso não ocorreu, então, nossa categoria está unida e paralisada em busca de um reajuste digno. Vamos à luta, porque só conquista quem luta!”, afirmou Wilton Maia Velez.

Com a paralisação, a partir de hoje, todos os setores da empresa estão parados (leitura, corte, instalação, atendimento e inspeção), exceto a distribuição de água.

Uma nova mesa redonda com a direção da empresa foi marcada para a próxima segunda, às 15h30, na sede do MTE. A categoria espera que a direção da Cagepa melhore as propostas apresentadas até o momento, para evitar greve por tempo indeterminado a partir de segunda-feira.

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