quarta-feira, 11 de junho de 2014

NOTA DO MOVIMENTO LUTA DE CLASSES EM APOIO A GREVE DOS TÉCNICOS ADMINISTRATIVOS DAS UNIVERSIDADES


GREVE DOS SERVIDORES TÉCNICOS-ADMINISTRATIVOS:
FORTALECER A LUTA POR UM SERVIÇO PÚBLICO DE QUALIDADE!

Estamos há cerca de oitenta dias construindo um importante e combativo movimento GREVISTA em todo o país. Na busca do cumprimento dos acordos estabelecidos na greve de 2012, da definição da data-base para os servidores públicos e contra a privatização da saúde presente na EBSERH, as assembleias de trabalhadores têm, de norte a sul, dado um recado claro da disposição de participação e luta dos trabalhadores em defesa de um serviço público de qualidade.
Vale lembra que durante todo o ano de 2013, em diversas reuniões dos grupos de trabalho para acompanhar as conquistas do ano anterior, o governo ignorou solenemente as reivindicações dos servidores. A FASUBRA e os seus sindicatos filiados não tiverem, portanto, outra alternativa que não o de deflagrar GREVE no dia 17 de março.
Mas por que o governo não prioriza a educação e os serviços públicos?
De acordo com a auditoria cidadã da dívida, para o ano de 2014 nada menos que 42,42% do orçamento da União será destinado ao famigerado pagamento da dívida pública, mantendo os lucros dos banqueiros e grandes especuladores nacionais e internacionais. Já para a educação apenas 3,44%, para a saúde 3,91% e ciência e tecnologia a generosa parcela de 0,37%.
Quer dizer, a tão famosa carga tributária que é cobrada essencialmente dos trabalhadores (basta ver que as grandes empresas estão entre os maiores devedores e beneficiários de isenções milionárias), é destinado não para benefício da população, e sim para manter os já gigantescos lucros da especulação financeira. É possível, portanto, reduzir impostos e ampliar os investimentos públicos.
Essa situação tem motivado diversas categorias a debater e questionar a política adotada pelo governo, e nos últimos anos praticamente todos os setores dos SPF´s convocaram marchas, mobilizações e até mesmo GREVES para exigir valorização dos servidores, planos de carreiras e reajustes salariais.
Qual o rumo dessa GREVE?
Nossa categoria nunca se furtou da luta, e a FASUBRA tem sido uma das federações e sindicatos nacionais que mais promoveu campanhas e enfrentamentos nesse período, e acertadamente temos construído ao longo de toda essa GREVE ocupações de reitorias, manifestações de rua, atos e ocupação do MPOG e no Congresso Nacional dando visibilidade e consequência as pautas de reivindicações construídas em todo o movimento.
Estamos chegando num momento crítico para o movimento, pois o governo tem apresentado a intransigência e a falta de diálogo como ferramentas para tentar desgastar a GREVE e a nossa luta. É importante que o movimento não se furte de promover uma análise sobre os rumos que devemos tomar nessas próximas semanas.
Muitos têm tentado colocar a Copa da FIFA e seus absurdos gastos, como o elemento motivador e impulsionador do movimento. É inegável o crescente número de GREVES de diversas categorias, o sentimento de indignação de considerável parte da população com essa destinação de dinheiro público para a chamada política de “megaeventos”, mas a verdade de nossa categoria não pode ser esquecida ou ter suas pautas secundarizadas nesse período.
Precisamos reafirmar o que nos motiva, e o que nos trouxe até aqui: a defesa dos interesses da categoria, o cumprimento dos acordos da GREVE de 2012, a redução da jornada de trabalho para 30 horas, a definição da data-base dos servidores públicos, e a defesa de uma saúde pública de qualidade, contrária a lógica privatista expressa com a EBSERH.
É falso também o argumento de que essa GREVE tem, ou deva ter por motivo de desgastar o governo por conta das eleições que se aproximam em outubro. Qualquer resultado quanto a esse possível “desgaste” é fruto unicamente da postura arrogante e autoritária tomada por parte do governo na condução das negociações com o movimento e a FASUBRA.
Para nós do Movimento Luta de Classes é preciso aumentar a pressão, combinando a tática de ocupações e atos dentro das universidades com a de evidenciar na opinião pública a necessidade do governo negociar imediatamente com os servidores. A palavra de ordem “NEGOCIA DILMA” deve se fazer presente em todo o país para buscarmos conquistar nossos direitos.
Só conquista quem luta!
Fortalecer a greve com mais unidade e participação!
NEGOCIA DILMA!
Brasília, 07 de junho de 2014



MOVIMENTO LUTA DE CLASSES

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