Greve de trabalhadores deixa França paralisada

As greves na França contra o projeto de Reforma Trabalhista do governo de Hollande se estenderam a vários setores

Déficit da previdência social é farsa!

Com argumentos incontestáveis, Denise Gentil destroça os mitos oficiais que encobrem a realidade da Previdência Social no Brasil

Sindicalistas de todo o país aderem à Unidade Popular

Em um ato público realizado em Maceió, Alagoas, sindicalistas de vários estados aderiram ao Partido Unidade Popular pelo Socialismo

PL\4330 volta à pauta no Congresso Nacional

O movimento sindical deve colocar a luta contra o PL 4330 como uma batalha de vida ou morte para a classe trabalhadora.

Apesar de comum, assédio sexual no trabalho é pouco denunciado no Brasil

Vergonha, medo e dificuldade de provar a agressão levam as vítimas a preferir o silêncio.


quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Paralisação dos trabalhadores da Schin na PB é vitoriosa


Os cerca de 70 empregados da cervejaria Schin, responsáveis pela distribuição da bebida em todo o Litoral paraibano, cruzaram os braços durante toda a última quarta-feira, 6. O protesto foi organizado pelo SINDMAE (Sindicato dos Motoristas e Ajudantes de Entrega) e pelo Movimento Luta de Classes (MLC) contra as demissões em massa e o desrespeito da empresa aos direitos trabalhistas.

A paralisação iniciou às seis da manhã, com os trabalhadores organizando um piquete em frente à empresa. Nenhum caminhão entrou ou saiu da garagem da cervejaria. O clima logo se tornou tenso, com a administração da Schin solicitando a presença da Polícia Militar e utilizando de seguranças armados para intimidar os grevistas.

Mas a categoria manteve-se firme e não recuou. Em assembleia geral, a base aprovou a pauta de reivindicações, que foi entregue à administração da empresa e protocolada na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRT) e ao Ministério Público do Trabalho.

Vendo que não adiantava ameaçar os trabalhadores, sofrendo com um dia inteiro de prejuízo, a direção da Schin resolveu negociar. No dia seguinte convocou a direção do movimento para uma reunião e atendeu a maioria das reivindicações, com exceção das demissões que a empresa alegou está em crise financeira e não ter condição de manter o quadro total de funcionários.

Foi acordado: o abono do dia de paralisação; pagamento em 15 dias do retroativo do vale-alimentação dos motoristas referente à data-base 2013; começar a zerar em 20 dias o banco de horas, concedendo folgas aos trabalhadores que têm horas-extra acumuladas; reconhecimento da liberdade de associação dos trabalhadores, com o desconto da mensalidade sindical em favor do SINDMAE; entre outras reivindicações.

Esta já a segunda paralisação na base do SINDMAE (Sindicato dos Motoristas e Ajudantes de Entrega da Paraíba) em cerca de dois meses. No dia 3 de junho, cerca de 100 funcionários da Refresco Guararapes, empresa responsável pela distribuição da Coca-Cola em todo o Litoral paraibano, iniciaram uma paralisação em repúdio ao acordo rebaixado assinado pelo Sindicato dos Motoristas, que formalmente negocia em nome da categoria, apesar de não possuir um único filiado na base.

Para Marco Antônio, presidente do Sindmae, “mobilizações como estas demonstram que a categoria dos motoristas e ajudantes de entrega não aguenta mais ser explorada pelos patrões com a conivência do Sindicato dos Motoristas. Estamos demonstrando na prática qual é o verdadeiro sindicato da categoria”.
Segundo Radamés Cândido, dirigente do Movimento Luta de Classes, o clima na categoria é de alegria. Após a paralisação todos os trabalhadores se filiaram ao Sindmae.

Clodoaldo Gomes, João Pessoa - PB

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Trabalhadores da Schin fazem paralisação contra demissões


Os cerca de 70 empregados da cervejaria Schin, responsáveis pela distribuição da bebida em todo o Litoral paraibano, cruzaram os braços durante toda a última quarta-feira, 6. O protesto foi organizado pelo SINDMAE (Sindicato dos Motoristas e Ajudantes de Entrega) e pelo Movimento Luta de Classes (MLC) contra as demissões em massa e o desrespeito da empresa aos direitos trabalhistas.

A paralisação iniciou às seis da manhã, com os trabalhadores organizando um piquete em frente à empresa. Nenhum caminhão entrou ou saiu da garagem da cervejaria. O clima logo se tornou tenso, com a administração da Schin solicitando a presença da Polícia Militar e utilizando de seguranças armados para intimidar os grevistas.

Mas a categoria manteve-se firme e não recuou. Em assembleia geral, a base aprovou a pauta de reivindicações, que foi entregue à administração da empresa e protocolada na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRT) e ao Ministério Público do Trabalho.

Vendo que não adiantava ameaçar os trabalhadores, sofrendo com um dia inteiro de prejuízo, a direção da Schin resolveu negociar. No dia seguinte convocou a direção do movimento para uma reunião e atendeu a maioria das reivindicações, com exceção das demissões que a empresa alegou está em crise financeira e não ter condição de manter o quadro total de funcionários.

Foi acordado: o abono do dia de paralisação; pagamento em 15 dias do retroativo do vale-alimentação dos motoristas referente à data-base 2013; começar a zerar em 20 dias o banco de horas, concedendo folgas aos trabalhadores que têm horas-extra acumuladas; reconhecimento da liberdade de associação dos trabalhadores, com o desconto da mensalidade sindical em favor do SINDMAE; entre outras reivindicações.

Esta já a segunda paralisação na base do SINDMAE (Sindicato dos Motoristas e Ajudantes de Entrega da Paraíba) em cerca de dois meses. No dia 3 de junho, cerca de 100 funcionários da Refresco Guararapes, empresa responsável pela distribuição da Coca-Cola em todo o Litoral paraibano, iniciaram uma paralisação em repúdio ao acordo rebaixado assinado pelo Sindicato dos Motoristas, que formalmente negocia em nome da categoria, apesar de não possuir um único filiado na base.

Para Marco Antônio, presidente do Sindmae, “mobilizações como estas demonstram que a categoria dos motoristas e ajudantes de entrega não aguenta mais ser explorada pelos patrões com a conivência do Sindicato dos Motoristas. Estamos demonstrando na prática qual é o verdadeiro sindicato da categoria”.
Segundo Radamés Cândido, dirigente do Movimento Luta de Classes, o clima na categoria é de alegria. Após a paralisação todos os trabalhadores se filiaram ao Sindmae.

Clodoaldo Gomes, João Pessoa - PB

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Urbanitários encerram greve após quase 50 dias de paralisação


Em assembleia realizada na noite da última sexta-feira (1), os trabalhadores da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (CAGEPA) decidiram que irão recorrer ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) da decisão do Tribunal Regional do Trabalho da Paraíba (TRT-PB), que decretou abusiva a greve da categoria. Os trabalhadores, que estavam de braços cruzados desde o dia 16 de junho, decidiram pelo fim da greve nesta assembleia, realizada na sede do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas da Paraíba (Stiupb) em Campina Grande.

Em clima de muita revolta contra a decisão judicial que penalizou o movimento paredista de quase 50 dias, os trabalhadores renovaram seus votos com o Stiupb de se manterem firmes na luta, depositando suas esperanças numa decisão do TST para que possa ser revertido o julgamento do pleno do TRT da Paraíba e, assim, seja discutido o dissídio coletivo da categoria.

Os trabalhadores exigiam 15% de reajuste salarial e 27% no ticket alimentação, além de mudanças e retorno de cláusulas sociais perdidas nos últimos anos no acordo coletivo da categoria.

Entenda o caso

Os trabalhadores da CAGEPA, em greve desde o dia 16 de junho, tiveram o movimento judicializado pela empresa, que conseguiu uma liminar junto ao TRT-PB, restringindo o direito de greve a 50% do efetivo da empresa como divulgado pela versão impressa do jornal A Verdade do mês de julho.

Em audiência com o pleno do TRT no dia 04 de julho, foi sugerido ao movimento um acordo com a empresa que estabelecia algumas mudanças nas cláusulas sociais, não tendo, porém, nenhum avanço quanto às cláusulas econômicas, onde a empresa manteve a sua proposta de reajuste de 6,54% no salário dos trabalhadores. O movimento rejeitou a proposta e, mesmo com uma greve fragilizada por conta da decisão da Justiça para que se mantivesse o efetivo de 50%, decidiu pela sua continuidade, enfrentando, inclusive, a possibilidade de corte de ponto.

Com a decisão final do pleno do TRT do último dia 30 de julho fica a empresa autorizada a realizar o corte de ponto dos grevistas pela CAGEPA. Para o relator do processo de dissídio de greve, desembargador Dr. Leonardo Trajano, a greve não foi aprovada em assembleia convocada para este fim pelo sindicato. O sindicato, no entanto, contesta e irá recorrer ao TST para mostrar que todo o procedimento legal foi tomado para que não houvesse esse tipo de questionamento jurídico.

“A empresa ainda apresentou uma nova proposta de acordo coletivo no dia seguinte ao julgamento de dissídio, alterando novamente algumas cláusulas sociais, mas, no entanto, só serão discutidas após a garantida do abono dos dias parados; foi o entendimento e a decisão da categoria na assembleia que realizamos na última sexta”, afirmou Wilton Maia, presidente do Stiupb.

Por fim, o presidente do Stiupb afirmou que “a lição a tirar dessa greve é que nunca vamos abaixar nossas cabeças para a direção da empresa. Vamos seguir firmes e fortes, pois só conquista quem luta!”, finalizou.

Emerson Lira