Greve de trabalhadores deixa França paralisada

As greves na França contra o projeto de Reforma Trabalhista do governo de Hollande se estenderam a vários setores

Déficit da previdência social é farsa!

Com argumentos incontestáveis, Denise Gentil destroça os mitos oficiais que encobrem a realidade da Previdência Social no Brasil

Sindicalistas de todo o país aderem à Unidade Popular

Em um ato público realizado em Maceió, Alagoas, sindicalistas de vários estados aderiram ao Partido Unidade Popular pelo Socialismo

PL\4330 volta à pauta no Congresso Nacional

O movimento sindical deve colocar a luta contra o PL 4330 como uma batalha de vida ou morte para a classe trabalhadora.

Apesar de comum, assédio sexual no trabalho é pouco denunciado no Brasil

Vergonha, medo e dificuldade de provar a agressão levam as vítimas a preferir o silêncio.


sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Cresce a campanha salarial do Teleatendimento


            Segue crescendo a disposição de luta das trabalhadoras em teleatendimento no Rio de Janeiro. Dessa vez foram as companheiras do site Mackenzie da Contax que no dia 26/11 pararam as atividades exigindo que a empresa comece imediatamente a negociação da pauta salarial da categoria.
            Portadora do título de maior empresa do setor no Brasil e de 4ª maior no mundo, explorando mais de 108mil trabalhadoras e trabalhadores, ela lucrou R$46,8 milhões apenas de janeiro a setembro de 2014. Ainda assim, a Contax é a única empresa que se recusava a negociar a pauta apresentada pela categoria:

Principais itens:
Piso salarial de R$ 1.099,00;
Vale refeição / Alimentação de R$11 para jornada de 6h;
Vale refeição / Alimentação de R$22 para jornada de 8h;
Redução de jornada de 220 para 200 horas;
Pausa 10 a cada 50 minutos trabalhados;
Fim do prazo de 72 horas corridas para entrega de atestado médico;
Redução dos descontos de VA/VR e VT;
Fim das metas abusivas.

            Além da pauta foram levantadas várias barbaridades cometidas pela gestão da empresa:
            Carteiras assinadas com cargo diferente do exercido, para não serem enquadradas na lei do piso regional do Rio de Janeiro (R$1000,49);
            Bebedouros sem limpeza adequada, as trabalhadoras afirmam que alguns tem até baratas;
            A empresa não paga o valor integral das passagens, utilizando o saldo do mês anterior e mesmo assim realizando o desconto de 6% no contracheque;
            Falta de transparência nos critérios para remuneração variável (importante complemento, diante dos baixos salários recebidos);
            A empresa dificulta a entrega de atestados médicos, e permite que mães levem os filhos apenas uma vez ao medico a cada seis meses;
            Controle do tempo necessário para ir ao banheiro, em certos casos impedindo até gestantes do acesso ao sanitário, mediante ameaças de perder a Variável;
            Mudança de horário de trabalho caso a trabalhadora não cumpra as metas determinadas pelos supervisores; Entre outras denúncias.

            A paralisação começou cedo com o turno das 6h e teve forte adesão em todos os produtos que funcionam no site (Bradesco, Aprisionamento, Santander, Velox e Fixo, GFE e SOC). Muitos colegas do turno da tarde chegaram mais cedo para ajudar na mobilização de uma pequena parte que ainda está iludida com as promessas dos supervisores. Por volta das 10h a rua Alexandre Mackenzie estava completamente lotada com mais de 1200 trabalhadores pulando e cantando palavras de ordem exaltando a combatividade e a alegria de lutar contra a opressão patronal: “você aí logado, também é explorado!”, “Vem, vem, vem pra luta vem!”, “Supervisor, preste atenção, estou na luta pra garantir seu ganha-pão!”, “Senzala moderna!”, entre outras.

            Por volta das 10:30, a Contax sinalizou com a aceitação das condições exigidas pelo movimento conduzido pelo Sinttel-Rio, de negociar a pauta de reivindicações e não punir (sancionar, advertir, aplicar feedBack, mudar horário, cortar RV, suspender ou demitir) as trabalhadoras, foi eleita uma comissão de nove representantes dos diversos produtos e desta discussão foi acordado que o abono das horas paradas será discutido na primeira reunião entre a direção da empresa e a comissão de trabalhadores com o Sinttel-Rio sobre a pauta da campanha salarial.

            Para o coordenador do Movimento Luta de Classes e membro da executiva do Sinttel-Rio, Rêneo: “Vencemos mais uma batalha histórica. Depois do processo de privatização das telecomunicações a rua Alexandre Mackenzie no Rio de Janeiro, não havia testemunhado tanta combatividade em defesa dos direitos dos trabalhadores. Dobramos a Contax e ela terá que negociar com os trabalhadores. A luta em Niterói no dia 4 e esta em Mackenzie dia 26 se completam, e servirá de combustível para fomentar paralisações em vários outros sites, inclusive de outras empresas como Atento e preparar as condições de construir uma greve geral deste setor. Parabéns companheiras, estamos no caminho certo!”

            Se você trabalha no Rio de Janeiro, construa você também o Movimento Luta de Classes no seu Site! Crie um grupo no aplicativo whatsapp e adicione o companheiro Rêneo 21980691992.



Vamos à luta!


 


quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Trabalhadores param e Contax se compromete a negociar


Trabalhadores da Contax Niterói
            No momento há duas negociações simultâneas que objetivam uma convenção nacional para que as empresas não façam uso de diferença salarial e de benefícios para tornarem mais “competitivas no mercado”. Outra é estadual, para tratar de características regionais que, caso não conste na convenção coletiva, poderá servir de escape para os patrões aumentarem ainda mais a exploração.
            Diante da recusa da Contax em participar das negociações do acordo coletivo 2015, a comissão nacional de negociação da FENATTEL deliberou o 4 de novembro como Dia D dos trabalhadores em teleatendimento, com ações direcionadas a mobilizar os sites da Contax em todo o Brasil.
            No Rio de Janeiro, o Site Niterói teve suas atividades paralisadas com a mobilização de cerca de mil trabalhadores. O protesto contou com o apoio fundamental do Movimento Luta de Classes (MLC) e por trabalhadores do turno da tarde que chegaram mais cedo para ajudar a esclarecer aos desavisados sobre o motivo da luta. O pessoal do Site, em Niterói provou o que todo trabalhador de teleatendimento já sabe: a situação está insustentável, e aderiu sem medo à paralisação. A alegria e a criatividade dos trabalhadores deram o tom do protesto. Eles improvisaram com músicas irreverentes e ao mesmo tempo combativas como: "haahaaaaaa... Eu vou falar, Contax não vou logar em tuuu..., Cheguei na empresa na maior empolgação, vi trabalhador unido contra o bolso do patrão!
            Acuada, a empresa se utilizou das velhas práticas de intimidar a categoria com terrorismo psicológico através de mensagens ameaçadoras no Zap e SMS. Alguns supervisores foram até a rua tentar pegar os trabalhadores pelo braço. Mas foi inútil. A resposta dos manifestantes foi uníssono: "E, fora! Fora! Fora!" Houve até quem jogasse álcool do alto do prédio sob os trabalhadores. Um absurdo! Como de praxe, durante o ato que durou toda manhã foram feitas inúmeras denúncias de abusos contra os trabalhadores por parte da supervisão e coordenação de vários setores.

Rêneo Augusto, Diretor do Sinttel-RJ e militante do MLC

VENCEMOS A PRIMEIRA BATALHA

            Pressionada, a Contax não teve saída e se comprometeu a ir à reunião em São Paulo para discutir a sua participação nas negociações do nosso acordo coletivo para 2015. Esse foi o mote principal do Dia nacional de luta dos teleoperadores. No entanto, não podíamos simplesmente voltar ao trabalho sem discutir com a gestão do Site, as condições para proteger a categoria de possíveis sanções e perseguições.
            Com tanto descaso e desrespeito no site parte dos trabalhadores queriam manter a paralisação por 24h. Após três rodadas de negociação e com a presença de uma comissão de trabalhadores, foi aprovado ao meio dia, pela maioria dos presentes um acordo junto à gerência do Site que veta qualquer tipo de sanção disciplinar a quem participou da paralisação. Os trabalhadores terão até 90 dias para pagarem as horas paradas e caso não paguem, terão o desconto respectivo em folha.
OS PRINCIPAIS ITENS DA CAMPANHA SÃO:
Pausa dez a cada 50 minutos trabalhados;
Ticket de R$11 para jornada de 6:20h e R$22 para jornada de 8h;
Redução da jornada de 220h para 200h;
Piso salarial de R$1099;

Redução dos descontos de VA/VR e no VT.