Greve de trabalhadores deixa França paralisada

As greves na França contra o projeto de Reforma Trabalhista do governo de Hollande se estenderam a vários setores

Déficit da previdência social é farsa!

Com argumentos incontestáveis, Denise Gentil destroça os mitos oficiais que encobrem a realidade da Previdência Social no Brasil

Sindicalistas de todo o país aderem à Unidade Popular

Em um ato público realizado em Maceió, Alagoas, sindicalistas de vários estados aderiram ao Partido Unidade Popular pelo Socialismo

PL\4330 volta à pauta no Congresso Nacional

O movimento sindical deve colocar a luta contra o PL 4330 como uma batalha de vida ou morte para a classe trabalhadora.

Apesar de comum, assédio sexual no trabalho é pouco denunciado no Brasil

Vergonha, medo e dificuldade de provar a agressão levam as vítimas a preferir o silêncio.


sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Relatório do Dieese aponta crescimento histórico de greves no país


Greve dos Garis do Rio de Janeiro em 2014, acumulo de lutas no ano anterior
 
O ano de 2013 teve o maior número de greves, com aumento de 134% em relação a 2012. Naquele ano, no mês de abril, mais de 20 mil trabalhadores ocuparam a Esplanada dos Ministérios contra a retirada de direitos, em uma das várias manifestações que marcaram o período

O Departamento de Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou na última semana (16) um balanço das greves de 2013, com base nos dados do Sistema de Acompanhamento de Greves (SAG). De acordo com o levantamento, de 2012 para 2013 houve um aumento de 134% das greves no país, com 2050 paralisações no total. Em 2012, foram 877 greves.

O ano de 2013, que foi o maior número de toda a série histórica – registrada desde 1978, tem como um dos destaques as mobilizações nas empresas estatais, com crescimento expressivo de 372%. Neste setor, foram 29 greves em 2012 enquanto no ano seguinte foram 137.

A pesquisa apresentou dados da esfera pública e privada, além das ações conjuntas entre estes dois setores. No setor privado, foram 464 greves ocorridas em 2012 e 1106 no ano de 2013. As campanhas conjuntas tiveram um aumento de 266,7%. O funcionalismo público realizou 381 greves em 2012 e 796 em 2013, um aumento de 109%.

 Vale destacar o número de horas paradas, que é o maior desde o ano de 1990. Foram 111.342 horas paradas em 2013, considerando um importante avanço nas estatais, que tiveram aumento de 184% de horas paradas de 2012 para 2013.

“Em 2012 já tinham começado a aumentar o número das greves. Foi o ano em que os servidores federais, por exemplo, tiveram uma greve muito forte, inclusive com a participação os docentes das Instituições Federais de Ensino. Mas em 2013 já começamos a sentir os efeitos da crise. Esse foi o ano em ocorreu as manifestações espontâneas da Jornada de Junho, que são expressão do início do esgotamento do modelo econômico, que só aumentou com a crise”, avaliou Paulo Rizzo, presidente do ANDES-SN.

Duração

De acordo com o estudo, em 2012, ocorreram 646 greves deflagradas por tempo indeterminado, enquanto em 2013 os trabalhadores se colocaram mais combativos e fizeram o número subir para 1322. As greves de advertência aumentaram de 24% para 35% nestes dois anos e as de um dia foram mais frequentes no setor de serviços.Além do aumento das greves por categoria, paralisações no âmbito empresa/unidade cresceram de 503, em 2012, para 1289 em 2013.

Motivações das greves e resultados

A pesquisa avaliou as reivindicações dos movimentos, categorizando como greves propositivas – por novas conquistas ou ampliação das conquistas – e defensivas – em defesa de condições mínimas de trabalho, saúde, segurança ou como denúncia de descumprimento de acordos. Uma característica importante na avaliação deste período é que as mobilizações de caráter propositivo teve queda de 64% para 57%, enquanto as defensivas tiveram um aumento de 67% para 75%. No setor de serviços privados, em 2013, o pagamento de salário atrasados abrangeu 37% das reivindicações dos trabalhadores.

Greve dos metroviários de São Paulo em 2014

Em 2013, 80% das paralisações avaliadas (47% do total delas) tiveram algum êxito no atendimento de suas reivindicações. Na indústria privada, a maioria dos movimentos (56%) foi deflagrada por metalúrgicos, seguido por trabalhadores da construção (23%), químicos (7%) e do setor de alimentação (6%).

Esse resultado revela a grave e crescente precarização nas condições de trabalho e nos direitos mais básicos durante o período analisado. O Dieese descreve a avaliação como um “desbordamento” com a ação mais comum de categorias que habitualmente se mobilizam influenciando também segmentos menos organizados. Confira aqui o levantamento.

Para o presidente do ANDES-SN, o aumento de greves defensivas reflete a ampliação dos ataques dos governos e patrões. “Já estavam evidentes e começavam a serem sentidos os efeitos da crise financeira e da política de retirada de direitos dos trabalhadores”, comentou.

Paulo Rizzo ressaltou ainda a necessidade de intensificar a mobilização e resistência para 2016. “Ao que tudo indica, o próximo ano será um período de muitas ameaças aos direitos dos trabalhadores, em função da agenda política e econômica do país, que, mesmo numa situação de crise política, aponta para um período de lutas e resistências”, completou.

Fonte: http://www.andes.org.br/andes/print-ultimas-noticias.andes?id=7913

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Não ao Impeachment! Ocupar as ruas contra o Ajuste Fiscal e avançar nos direitos da classe trabalhadora


Como se não bastasse todos os ataques à classe trabalhadora promovida pelo então Presidente da Câmara dos Deputados, o corrupto Eduardo Cunha, agora numa clara manobra para manter seu mandato, abre o processo de impeachment.
    O que está em jogo não é a defesa dos interesses da classe trabalhadora, longe disso, o que Eduardo Cunha quer é a garantia da entrega das riquezas nacionais nas mãos das grande empresas, dos banqueiros, dos patrões. Durante todo seu mandato, o então presidente da câmara se mostrou um verdadeiro capacho das vontades das elites. Por isso garantiu tapete vermelho para o presidente da Fiesp e repressão aos trabalhadores na votação do PL 4330, projeto que reduz salário dos trabalhadores, legaliza e aumenta o número de acidente de trabalho e de mortes entre os terceirizados. Hoje em nosso país, de cada 10 mortes em locais de trabalho, 8 são terceirizados. Quem defende esse projeto é contra os trabalhadores e trabalhadoras brasileiros.
    Por isso o impeachment aprofunda os ataques a nossa classe. Um governo presidido por Michel Temer, que foi presidente da Câmara dos Deputados, quando FHC era presidente, e garantiu a votação dos interesses daquele governo, ira aprofundar a retirada de direitos conquistados com anos de lutas. O PMDB, partido que mais recebeu dinheiro das mineradoras e empreiteiras, governando com o apoio do PSDB, partido que começou o ano de 2015 batendo em professores no Paraná e termina batendo em estudantes em São Paulo, não pode solucionar a crise diária que vivem aqueles que mais trabalham.Por trás do impeachment, estão fascistas, torturadores da ditadura e superexploradores que querem nosso sangue para lucrar mais.
    Assim, a classe trabalhadora brasileira tem um desafio, ampliar as lutas, as paralisações, as greves e as manifestações. É fato que a politica do atual governo tem sido de repassar para os trabalhadores a crise que a burguesia produziu. Neste ano foram mais de 800 mil desempregados, medidas como a 664 e 665 que reduziu o acesso ao seguro desemprego entre outros direitos. Isso é o resultado do Ajuste Fiscal do banqueiro Levy, que tem a benção da presidente Dilma. Lutar para mudar essa realidade é nossa tarefa, não nos iludamos com o engodo o impeachment.
    Devemos ocupar as ruas contra o ajuste fiscal, contra a política econômica que piora a vida do nosso povo, não devemos pagar pela crise! E ocupar as ruas pela garantia de nossos direitos! Quem melhor defende os direitos dos trabalhadores são os próprios trabalhadores!

Demissão imediata de Joaquim Levy
Auditoria Cidadã da Dívida Pública Já!
Redução da Jornada de trabalho, sem redução de salário!
Fim da terceirização!
Não ao Impeachment!

Movimento Luta de Classes - MLC

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Eletricitários da CEMIG entram em Greve!


Eletricitários em passeata em Belo Horizonte - fonte O Tempo
Os eletricitários da Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG) saíram em passeata pelo centro de Belo Horizonte, na manhã desta qurta-feira (25) para marcar o início da greve da categoria. A concentração aconteceu em todas as bases operacionais do Estado. Trabalhadores de Betim, Igarapé, Ouro Preto, Itabirito, cerca de 2.000, se encontraram em frente à sede da empresa, no bairro Santo Agostinho, região Centro-Sul de Belo Horizonte, e depois seguiram a pé até a praça da Estação.
De acordo com o Sindieletro, os eletricitários reivindicam aumento real de 6% pela produtividade de 2014 e 4,87% pela produtividade de 2015, contratação imediata de 1.500 eletricistas na Cemig, aprovados no último concurso público, e assinatura de Acordo de Primarização (fim das terceirizações das atividades-fim), conforme compromisso do governador Fernando Pimentel, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) com distribuição linear e garantia de emprego, entre outras.
A Cemig apresentou contraproposta de reposição das perdas em 10,3%, o que é apenas a inflação.  Mas ainda com corte de 60% na Participação nos Lucros e Resultados, redução de até 80% do capital do Seguro de Vida Coletivo, não cumprimento do Plano de Cargos e Carreiras e ainda condicionou o acordo à retirada de ações trabalhistas, ou seja, intransigente na decisão de retirar direito dos eletricitários e eletricitárias.
 Um encontro de funcionários está previsto para a manhã desta quinta-feira (26), em frente à sede empresa.
Cemig
Por meio de nota, a Cemig comunicou que tem se esforçado em negociar com os trabalhadores e para assegurar a sustentabilidade e o futuro da empresa. Leia:
“A Cemig tem negociado de forma franca e permanente com todos os sindicatos que representam os empregados da empresa. De março a novembro deste ano já se realizaram dezenas de reuniões, abordando diferentes temas, tais como Saúde e Segurança no Trabalho, remuneração e benefícios, plano de previdência, participação em lucros e resultados. Quanto ao item econômico da pauta, a Cemig propôs reajuste de 10,30%, assegurando assim o poder de compra dos salários e a manutenção dos empregos na empresa.
A Cemig possui um valor de remuneração comparável às melhores empresas do setor elétrico nacional e um conjunto expressivo de benefícios (saúde, seguro, aposentadoria, pensão, ticket alimentação ou refeição). Além da recomposição dos salários, a Cemig propôs o pagamento de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) que, embora, inferior aos valores nos anos anteriores, ainda assim é superior à praticada pelo mercado.
Nas reuniões a Cemig e os sindicatos, a empresa tem mostrado aos representantes dos trabalhadores o grande esforço que vem sendo feito para assegurar a sustentabilidade e o futuro da empresa.
Diante desse esforço conjunto, a diretoria da Cemig reitera seu compromisso com o futuro da Empresa e de seus empregados, a manutenção do poder de compra dos salários e a manutenção dos empregos e dos benefícios, e continua mantendo a mesa permanente de negociação e o espaço democrático de decisões negociadas com os sindicatos.”
    A “cara de pau” não tem limite, o lucro líquido da Cemig foi de R$ 3,136 bilhões, batendo um dos maiores lucros do setor elétrico brasileiro. Como se não bastasse o chororô patronal, o governo de Minas descumpre mais uma promessa de campanha, a primarização dos serviços da empresa. A CEMIG amarga o péssimo dado de que a cada 45 dias morre um trabalhador da empresa, todos estes terceirizados de empresas como Celt, Encel que não preparam os trabalhadores para o fisco de sua função.
    A greve começa com forte adesão! Os eletricitários desafiam os ataques da empresa e o governo de Minas.

Movimento Luta de Classes 
Fonte: O Tempo

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

ELACS: Sindicalistas da América Latina discutem a crise do capitalismo



Entre os dias 30 de outubro e o dia 1 de novembro, trabalhadores da América Latina e do Caribe, transformaram a Colônia de Férias do Sinttel-Rio em Miguel Pereira, em uma grande plenária. Representantes da Argentina, Equador, Peru México, Republica Dominicana, Colômbia e Brasil discutiram o tema "A crise do capitalismo e os direitos dos trabalhadores" no 10º Encontro Latino Americano e Caribenho de Sindicalistas.

Na sexta-feira, 30, a mesa de abertura foi composta por dirigentes sindicais dos diversos países, do coordenador geral do Sinttel-Rio, Luis Antônio, e do presidente da CUT-RJ, Marcelinho. Todos ressaltaram a importância de encontro como estes para que a classe esteja cada vez mais unida para que as estratégias de luta estejam alinhadas e levando ao principal objetivo que é melhoria das condições de trabalho. Para uma ampla discussão, foram montados grupos de trabalho com os seguintes temas: Fundo de Pensão e Previdência, Saúde e Segurança do Trabalho e Educação.

No segundo dia, o encontro começou com relatos das delegações internacionais sobre os problemas que enfrentam em seus países em relação aos governos, aos patrões e à sociedade. Travando lutas entre os trabalhadores do campo, enfrentando também os latifundiários, que em sua maioria compõe os governos. Os participantes concluíram que as dificuldades enfrentadas no Peru, não são diferentes das brigas e reivindicações no Brasil e demais países. E nem mesmo a categoria influencia, pois os trabalhadores do campo, os metroviários, os professores, os trabalhadores da saúde, os estudantes e petroleiros buscam o fortalecimento de suas organizações para que conquistem cada vez mais. Imbuídos por esse clima de identificação, os participantes se dividiu novamente em  grupo de trabalham que exploraram os tópicos: Precarização e terceirização; situação da mulher trabalhadora e criminalização do movimento sindical.

O último dia do encontro foi marcado pela apresentação de representantes dos seis grupos citados anteriormente e informes. E um dos principais foi a eleição da Colômbia como sede do 11º ELACS, em 2017. Também foi elaborada a carta final que estreita os laços entre as delegações participantes para o fortalecimento da luta sindical.

O próximo ELACS será na Colômbia em 2017
O ELACS

Iniciado em 1988, na República Dominicana, o Encontro Latino Americano e  Caribenho de Sindicalistas é um espaço de reflexão e de luta por uma sociedade mais justa, para fortalecer os sindicatos e os interesses dos trabalhadores.

Para os trabalhadores que promovem o sindicalismo classista, baseado em princípios revolucionários, no âmbito das negociações nas mais diversas conjunturas, foi uma clara necessidade criar uma instância de discussão para a  classe trabalhadora em nível continental; que faz com que seja possível discutir os problemas, dificuldades e ao mesmo tempo as tarefas que os trabalhadores têm de enfrentar as políticas neoliberalistas em cada um dos países que emana o imperialismo e aplicado por diferentes governos burgueses, causando a miséria e a pobreza a que foi submetida a classe trabalhadora e as pessoas na América e no mundo.

Sinttel-RJ e MLC

sábado, 26 de setembro de 2015

LUTAR NÃO É CRIME! LIBERDADE IMEDIATA PARA JOUBERT!



 Nesta sexta-feira, dia 25 de setembro, o companheiro Joubert Fernando, trabalhador da CEMIG, diretor do Sindeletro-MG e integrante do Movimento Luta de Classes (MLC) foi preso arbitrariamente por apoiar e lutar incondicionalmente ao lado centenas de famílias de ocupações rurais e urbanas na cidade de Nova Lima e região.

A ação da Policia Civil de Minas Gerais é mais um ato de abuso e desrespeito aos cidadãos mineiros e uma criminalização aos militantes e lutadorxs sociais. Tampouco é um ato isolado da repressão. Apesar de grande mobilização e apoio às lutas sociais em Minas Gerais, a repressão continua tal como acontecia nos governos tucanos.

A prisão do companheiro Joubert é uma arbitrariedade, um ato de truculência e desrespeito, principalmente, quando em Minas Gerais o Estado e seu aparato repressivo é permissivo com traficantes do colarinho branco, é conivente com empresários corruptos e políticos desonestos, e defende os representantes das classes dominantes, de empresários da especulação imobiliária e dos latifundiários.

Nova Lima é uma cidade dominada por coronéis e poderosas empresas de mineração. Há alguns anos Joubert tem colocado sua experiência de sindicalista para auxiliar e fortalecer o trabalho do MLB na região, apoiando a luta de centenas de famílias pobres a conquistarem sua moradia digna, enfrentando despejos e injustiças.

Abaixo à repressão!
Solidariedade a todos os lutadores e lutadoras sociais!

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Sindicatos enfrentam burocracia do Ministério do Trabalho


Cartaz de Getúlio Vargas
Para fundar sindicatos verdadeiramente combativos e comprometidos com os trabalhadores, na maioria das vezes, temos que enfrentar direções sindicais descomprometidas com os interesses da categoria e que, não raro, formam verdadeiras milícias para ameaçar e agredir os trabalhadores que denunciam a sua traição. Temos ainda que enfrentar a perseguição patronal que demite quem se organiza para lutar por direitos e por melhores salários.

Um caso emblemático é o do Sindlimp-PE, que, há 13 anos, aguarda o registro do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). “Nosso sindicato foi fundado em março de 2002. Eu sempre acreditei na luta. Os pelegos do antigo sindicato sempre fechavam com os patrões sem sequer ouvir a opinião da gente, que é trabalhador. Foi por isso que fundamos um sindicato. Com o Sindlimp, a gente fez greves, enfrentou os patrões e até o batalhão de choque, quando fizemos piquete na porta da garagem. Eu mesmo fui demitido duas vezes por causa da luta e voltei porque o sindicato ganhou na Justiça pra que eu voltasse”, declarou José Augusto, vice-presidente do Sindlimp-PE, que, até hoje, aguarda a conclusão do processo de registro sindical.

Mas o Sindlimp-PE não é o único: segundo o MTE, cerca de quatro mil pedidos de registros sindicais estavam pendentes de avaliação junto ao órgão em 27 de fevereiro de 2014, data da divulgação do último balanço oficial. Diante de tantos processos pendentes, a Secretaria de Relações do Trabalho (SRT) deflagrou, à época, um mutirão que reuniu funcionários deslocados de outras funções para dar conta dos processos. A SRT é o órgão ministerial responsável pelos processos de registro e alterações estatutárias de sindicatos, federações, confederações e centrais sindicais, além de aferir o índice de representatividade das centrais sindicais anualmente, com base no número de sindicatos filiados a cada central. Atualmente o cargo é ocupado pelo ex-secretário de Relações de Trabalho da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Manoel Messias Nascimento Melo, na função desde 22 de junho de 2012.

Com a nomeação de Messias para o cargo e a deflagração do mutirão, um enorme número de trabalhadores tinha esperança que finalmente fossem desengavetados os registros de seus sindicatos, a maioria sem um motivo justo e que sequer haviam sido avaliados. E a esperança tinha um motivo: tendo origem na CUT, central sindical que, entre suas bandeiras históricas, defende, desde a fundação, a liberdade de organização sindical, esperava-se que o novo secretário inaugurasse na SRT num novo momento, após as graves denúncias de escândalo envolvendo a venda de registros, que transformaram a secretaria num verdadeiro balcão de negócios durante as gestões anteriores.

Na sua defesa de liberdade sindical, a CUT reivindica a adesão do Brasil à Convenção 87 da Organização Internacional do Trabalho (OIT),  aprovada na Conferência Internacional do Trabalho, em 1948. “As regras da Convenção 87 destinam-se às relações entre o Estado e as entidades sindicais na medida em que afasta toda e qualquer possibilidade de ingerência e controle das atividades sindicais”, explica Pedro Armengol, diretor da CUT (Fonte: http://cut.org.br/noticias/liberdade-e-organizacao-sindical-em-debate-7535/).

Contrariando as expectativas, 944 pedidos, ou seja, 72,6% dos processos avaliados tiveram seus registros negados. A SRT julgou ainda que 818 sindicatos se encontravam com registros irregulares. Como se não bastasse, 671 entidades sindicais tiveram seus registros suspensos ou cancelados. O motivo: “inconsistência nos dados”. Até fevereiro de 2014, período em que se encerrou a campanha, 1.300 processos foram apreciados, ou seja, 32,5% do total acumulado e foram concedidos apenas 249 novos registros (19,1% do total de pedidos analisados).

Para tornar o jogo ainda mais duro, foram baixadas sete portarias e ordens de serviço estabelecendo regras mais rígidas para concessão do registro sindical, aplicando-se, inclusive, retroativamente aos processos em trâmite.

Até o presente, pouca coisa mudou: 7.544 processos de fundação de entidades continuam se acumulando no âmbito da SRT, submetidos à apreciação de um Messias muito diferente daquele dos tempos da CUT, para o qual a liberdade de organização sindical era um princípio básico.

Um pouco de história


Em 1939, o então presidente da República Getúlio Vargas promulgou o Decreto-Lei 1.402, a chamada Lei Sindical, a qual estabeleceu um controle dos sindicatos sob as ordens do Ministério do Trabalho, da Indústria e do Comércio, criado em 1931 com o Decreto nº 19.770, de 19 de março. A partir de então, ficou estabelecida a exigência de autorização do Ministério do Trabalho para o funcionamento de entidades sindicais, bem como as principais características da estrutura sindical brasileira que persistem até hoje: unicidade sindical, imposto sindical, Justiça do Trabalho e sindicatos como órgãos de colaboração do Estado. Desde então, a organização sindical no país obedece a moldes rígidos e inflexíveis.

O objetivo de Vargas era controlar as demandas do operariado industrial, que crescia em número e em nível de consciência, passando a desempenhar um importante papel na luta pela transformação da sociedade, influenciados pelas transformações ocorridas com a revolução socialista da Rússia, em 1917, e pelo crescimento da influência dos comunistas no movimento sindical brasileiro.

Vale lembrar que a Lei Sindical de Getúlio, que parece nortear atualmente a ação do atual secretário de Relações do Trabalho, foi editada durante o chamado Estado Novo (nome dado ao regime que se instalou no Brasil a partir de um golpe político de Getúlio Vargas, em 10 de novembro de 1937, inaugurando um dos períodos mais autoritários da história do país). Esse intervencionismo estatal na organização dos trabalhadores, além de restringir a liberdade de organização sindical e pretender transformar os sindicatos em associações detentoras de obrigações públicas, impõe um monopólio representativo a partir da SRT, sem levar em conta os interesses dos próprios trabalhadores.

Com a garantia da contribuição compulsória e a permanência indeterminada no cargo, os trabalhadores, além de explorados pelo capitalismo, ficam submetidos a direções sindicais inúteis para a luta, com sua capacidade de reação limitada, uma vez que não podem se utilizar do seu principal instrumento para lutar em defesa dos seus interesses econômicos frente à exploração patronal, que é o sindicato.

O sindicato é dos trabalhadores e não do Estado


A busca pelo reconhecimento estatal e as limitações impostas pela ausência do registro não devem impedir a atuação classista dos trabalhadores cujos sindicatos se encontram em processo de organização. Para suprir as dificuldades impostas pela ausência de registro, devemos utilizar todos os meios possíveis de serem colocados a serviço dos interesses de classe dos trabalhadores e que não exigem o registro oficial para serem transformados em instrumentos de luta, como as Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPAs), as assembleias da categoria, as campanhas salariais e as centrais de denúncia do Ministério Público do Trabalho e do MTE, da seguindo o exemplo do trabalho desenvolvido nas oposições sindicais.

Ao mesmo passo que denunciamos a arbitrariedade da SRT e exigimos o pleno reconhecimento das novas entidades sindicais classistas e combativas, devemos concentrar esforços para que nossos sindicatos em construção, em primeiro lugar, organizem as lutas por condições dignas de trabalho e por melhores salários e, aliado ao processo de formação política, transformem-se em verdadeiras escolas de união e de socialismo, como devem ser todos os sindicatos, reconhecidos ou não pelo Estado e pelos seus órgãos.

Thiago Santos, presidente do Sintelmarketing-PE

terça-feira, 1 de setembro de 2015

ELACS: Vamos Avançar a unidade dos trabalhadores (as) na América Latina!



Estamos na semana da realização do 10 Encontro Latino Americano e Caribenho de Sindicalistas - ELACS, que acontecerá no município de Miguel Pereira no estado do Rio de Janeiro. Centenas de trabalhadores e trabalhadoras participarão deste importante encontro para debatermos os ataques constantes dos patrões contra a organização dos trabalhadores. Avançar nessa organização e lutar por direitos com a perspectivas de uma sociedade sem exploração, são estas as questões que serão colocadas no evento, junto a temas candentes do movimento sindical internacional.

O Jornal A Verdade entrevistou José Fabián Villavicencio Cañar, presidente da União Geral dos Trabalhadores do Equador (UGTE) desde de dezembro de 2013, quando a entidade realizou seu 10º congresso. A UGTE integra hoje a Frente Unitária de Trabalhadores (FUT), a Coordenação de Centrais Sindicais Andinas, assim como o Conselho Consultivo Laboral Andino da Organização Internacional do Trabalho. Villavicencio é trabalhador da Universidade Técnica de Cotopaxi e falou o 10º Encontro Latino-Americano e Caribenho de Sindicalistas (Elacs), que ocorrerá pela primeira vez no Brasil entre os dias 30 de outubro e 01 de novembro, no Rio de Janeiro.

A Verdade – Como surgiu o Elacs?

José Villavicencio – O Elacs surgiu da necessidade de unificar posições frente à ofensiva comum do imperialismo nesta região e tem ajudado no intercâmbio de experiências, a estimular o impulso de organização dos sindicalistas classistas e revolucionários em diferentes instâncias, de acordo com a realidade de cada país. A UGTE participou de todos os encontros realizados com o compromisso de unificar as posições dos sindicalistas classistas e revolucionários da região, posições que nem sempre coincidem com as das grandes centrais sindicais internacionais.

Qual é sua expectativa para esta primeira edição no Brasil?

Pessoalmente participei do oitavo e do nono encontros e tenho uma grande expectativa frente a esta décima edição. Estes encontros internacionais nos permitem debater diferentes temas econômicos, políticos e sociais em nível internacional e conhecer a realidade de cada país presente. Espero ratificar uma política unitária, internacionalista, em defesa dos trabalhadores e dos povos para enfrentar as políticas antioperárias que estão sendo aplicadas, pelos distintos governos. No Equador diferentes organizações estão interessadas e discutindo sua participação no evento.

No Brasil vivemos um processo avançado de precarização das relações de trabalho. Isto também acontece no Equador?

No nosso país depois das diferentes lutas dos trabalhadores e da UGTE contra a terceirização e as políticas de precarização laboral por muitos anos, no 2008 logramos a aprovação de um Mandato Constituinte que estabeleceu: “se elimina e proíbe a terceirização e intermediação laboral e qualquer forma de precarização das relações de trabalho nas atividades as quais se dedique a empresa ou empregador. A relação laboral será direta e bilateral entre trabalhadores e empregador”. Entretanto, atualmente, as políticas do correísmo retomaram a terceirização e a precarização laboral, com a externalização laboral, em que o governo, por meio do Ministério do Trabalho, legalizou a precarização com o nome de serviços complementares, presentes nas atividades de segurança, limpeza e alimentação no setor público. De outra parte, no setor privado, a precarização laboral se expressa na vigência de contratos de trabalho ocasionais, eventuais, contratos agrícolas por dias, a prova que não duram além de seis meses, onde não se garante estabilidade permanente para todos os trabalhadores. Também se flexibilizaram as jornadas de trabalho, criando-se modalidades que eliminaram o descanso semanal obrigatório.

Quais ações concretas de unidade os trabalhadores da América Latina e Caribe podem organizar para enfrentar os desafios de momento?

A unidade foi a ferramenta fundamental do movimento sindical e social em nosso país para enfrentar o governo da mal chamada revolução cidadã, convertendo-se no eixo fundamental trabalhadores, indígenas, camponeses, estudantes, professores, donas de casa e diferentes setores sociais e populares que se somaram ao descontentamento com as políticas que nos afetam.

Com esta experiência cremos que é possível estabelecer a unidade, não só local, mas também em nível de América Latina e Caribe, que nos permita promover mais as posições do sindicalismo classista e revolucionário e orientar as lutas para enfrentar as políticas do capitalismo e da burguesia de maneira consolidada, aplicando o internacionalismo proletário.

Nos espera uma tarefa fundamental no 10º Elacs que é contribuir para o fortalecimento da unidade dos trabalhadores latino-americanos.





Fonte: Jornal A Verdade


quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Greve Geral no Equador foi um grande Êxito



Nelson Erazo, presidente da Frente Popular do Equador, qualificou como um êxito as ações realizadas em nível nacional na Greve Geral desde a madrugada do dia 13 de agosto.

Para Erazo, foi uma grande derrota da “revolução cidadã”, do governo e do correísmo em geral, pois suas políticas não beneficiaram em nada o setor indígena, camponês e, menos ainda, os trabalhadores.

Até o meio dia, as províncias amazônicas de Orellana, Pastaza e Morona estavam com suas rodovias fechadas. Nesta última, membros das comunidades Shuar e Achuar e a população mestiça se mobilizaram no centro da cidade de Macas, capital da província de Morona Santiago. A rodovia Limón-San Juan-Bosco foi completamente paralizada.

Na região da Serra, as províncias de Loja, Tungurahua, Cotopaxi, Pichincha e Imbabura se encontram igualmente paralisadas em suas vias de acesso. Às 12h30, a  prefeita de Ibarra, Hilda Herrera, informou que o rodoanel da Madre se encontrava fechado, enquanto na rodovia Panamericana, militantes da Juventude Revolucionária do Equador estão presentes no fechamento das vias e  uma marcha de trabalhadores e camponeses avança para Cayambe, entre Imbabura e Pichincha.

Em Quito, os trabalhadores da saúde estão participando da Greve. Dezenas de médicos e enfermeiras do Hospital Metropolitano se concentram em frente a casa de saúde para manifestar seu protesto ao Código Integral Penal. Em outro setor da capital, a ponte Guayasamin foi bloqueada.

A coordendora unitára dos trabalhadores informou em um boletim que a entrada da cidade de Cotacachi e a via para Peguche (Ibarra) foram bloqueadas por mais de 500 manifestantes pertencentes a organizações sociais e populares dessas localidades. Apesar da ameaças de repressão da polícia, os manifestantes se mantiveram firmes no bloqueio.

Na região de Chasqui, a polícia usou bombas de gás para dispersar os manifestantes que bloqueavam a via contra as ordens do ministro José Serranon.

En Santa Isabel, na província de Azuay, a via de acesso ao cantão foi paralizada.

Na Costa, foi registrado o fechamento de vias em Esmeraldas, o ingresso da Refinaria de Esmeraldas. Em Guayaquil vários pontos registraram manifestações, inclusive no centro e na Universidade Estatal.

Durante a tarde, mais de 100 mil pessoas marcharam em Quito no encerramento da greve geral. Abaixo temos um vídeo com uma tomada aérea da marcha:

Fonte: averdade.org.br

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Contra demissões a resposta é greve!



Metalurgicos aprovam greve em São José dos Campos
Cerca de 5.200 funcionários da fábrica da montadora General Motors em São José dos Campos iniciaram greve por tempo indeterminado após demissão de funcionários anunciada no fim de semana, informou nesta segunda-feira o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região.

A greve foi decidida em assembleia nesta segunda-feira. Uma nova assembleia está agendada para a manhã de terça-feira, de acordo com a assessoria de imprensa do sindicato. O objetivo é obter a reversão das demissões e a abertura de negociações entre sindicato e montadora.

Ainda não há informações sobre o número de funcionários demitidos. Consultada, a GM disse lamentar a decisão de convocar greve e reafirmou "sua disposição para o diálogo construtivo no sentido de encontrar alternativas para manter a unidade competitiva em um contexto de grande transformação no mercado brasileiro".

Segundo a empresa, os desligamentos têm como objetivo "adequar o quadro da empresa à atual realidade do mercado, visando resgatar a competitividade e viabilidade do negócio". "A paralisação da operação da fábrica só contribui para agravar a séria crise que afeta hoje a GM e a indústria automotiva", disse a nota. Assim a GM repassa aos trabalhadores o ônus da crise, coisa que não ocorreu quando a economia estava em desenvolvimento com a redução de impostos que o governo concedeu.

Segundo o sindicato, os trabalhadores da unidade de São José dos Campos reuniram-se em assembleia no domingo, após diversos deles saberem que estavam demitidos por telegrama.terem recebido telegramas em suas casas com o aviso de que estavam demitidos.

Os cortes em São José dos Campos acontecem um mês depois de a montadora ter demitido cerca de 500 trabalhadores na fábrica de São Caetano do Sul, disse o sindicato.

A entidade também informou que nessa segunda-feira retornam ao trabalho 750 trabalhadores que estavam em lay-off, resultado de uma mobilização ocorrida em fevereiro, quando a GM havia indicado a intenção de realizar 798 demissões.

Neste segundo semestre iniciam as campanhas salarias dos metalúrgicos, muita luta vem por aí!

Movimento Luta de Classes
Fonte: Site UOL

sábado, 11 de julho de 2015

Mais uma do ajuste fiscal: Governo autoriza redução de salário e de jornada


Como parte do ajuste fiscal e com a suposta tentativa de evitar demissões, governo federal fez mais uma medida que retira direitos da classe trabalhadora. O chamado Programa de Proteção ao Emprego (PPE), autoriza aos patrões reduzirem a jornada de trabalho e os salários em no máximo 30%, o governo federal utilizará o recurso do FAT, Fundo de Amparo ao Trabalhador, para arcar com metade deste corte, ou seja, se uma trabalhadora tiver 30% do seu salário cortado pelo patrão, o FAT cubrirá 15%, os outros 15% serão cortados no bolso da trabalhadora.

O fato é que esta medida é para salvar as empresas, como está colocado nas palavras de Miguel Rossetto, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, “ O programa é destinado a proteger empresas de setores atingidos por uma crise de produção e de vendas”. E não os trabalhadores, que veram seu poder de compra cair ainda mais.

O resultado prático desta medida é dar autoridade de lei as já ruins propostas que o patronato está fazendo nos acordos coletivos deste ano. A USIMINAS, por exemplo, propôs ao sindicato dos Metalúrgicos de Ipatinga, Minas Gerais, reduzir a jornada e reduzir os salários, para manter os empregos, esta proposta já é feita por várias outras empresas da indústria metalúrgica. Em Ipatinga e em todo país,os trabalhadores tem se organizado e resistido para não perder direitos já conquistados. A Vallourec, antiga Mannesmam, demitiu 160 trabalhadores da noite para o dia, antes de iniciar a campanha salarial dos metalúrgicos da grande Belo Horizonte, já tentando colocar os trabalhadores na defensiva antes da abertura das negociações. Em São Paulo, os trabalhadores da Mercedes entraram em greve para garantir direitos, como fizeram os trabalhadores da GM no início do ano, greve para manter os empregos. A mesma crise ocorre da indústria da construção, onde vários operários estão sendo demitidos e não há oferta de emprego. Com isso, nas negociações coletivas ocorrerão demissões e jogarão os sindicatos na defensiva lutando para que a empresa reduza os salários. Não podemos deixar que isso aconteça!

Estas demissões no setor de transformação são para garantir os lucros dos diretores e acionistas das empresas, que já tiveram um longo auxílio da redução do IPI  (Imposto de Produto Industrializado) onde houve um aumento significativo no consumo de automóveis, aumentando os lucros. Agora estas demissões fazem os trabalhadores e trabalhadoras a pagarem pela crise.


Não tem conciliação!

    No entanto, o real problema é a produção anárquica, sem controle, que os capitalistas fazem para gerar lucros, e geram também crises de superprodução. Os pátios das montadoras estão abarrotados pois a classe trabalhadora, maioria esmagadora da população, não tem dinheiro para consumir. Então, não há conciliação que funcione, não é possível fazer uma política que seja “bom para todo mundo”. Só é possível haver uma opção, ou se defende a classe trabalhadora ou se defende os capitalistas. Como é sabido, se pudessem, os patrões não pagariam um centavo para os funcionários,extraindo de nós apenas a geração de seus lucros. Por isso, o Movimento Luta de Classes luta por uma sociedade sem a exploração de nossa classe por um bando de magnatas, uma sociedade sem patrões, uma sociedade socialista.

Renato Amaral
Coordenação Nacional do MLC

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Confira o relatório da reunião da Fasubra com o MEC


Servidores federais ocupam as ruas de Brasília por negociação
MEC inicia apresentando pontos que concordavam com a proposta de alteração da Lei apresentada pela FASUBRA  que são: disciplinas isoladas de especialização, mestrado e doutorado, não concordando com o acréscimo que a Fasubra apresentou de inclusão da graduação. O Secretário da SESu ao final concordou com a inclusão.
Quanto  Racionalização o MEC disse que não havia acordo com o Planejamento. Argumentamos que se a alegação é de que a lei não permite, propomos a alteração do artigo 18 do PCCTAE. Nossa argumentação é baseada na CF que diz que a organização dos cargos deve ser de mesma natureza e que a LDB diz que temos duas modalidades de ensino: o básico e o superior. Argumentamos, ainda, que é necessário o MEC ser protagonista e avançar neste tema sob pena de continuar sendo ilegal os concursos realizados pelas IFES que não obedece ao que consta nas descrições dos cargos que são de 1987. Além do mais o desvio de função é ilegal. Dissemos ainda que não existem cargos extintos nas IFES uma vez que o PCCTAE recepcionou todos os 397 cargos constantes no PUCRCE que haviam sido extintos em 1996. O final, o secretário diz que vai conversar com Sergio Mendonça sobre a racionalização e nos dará resposta até dia 17.
O secretário disse que abrirá o sistema de cadastro das IFES para que as mesmas façam sua adesão ao Plano Nacional de Desenvolvimento Profissional que deverá entrar em vigor no ano que vem.
Quanto ao dimensionamento, o MEC apresentará sua proposta no dia 16 próximo, na linha de esclarecer as questões apresentadas pela Fasubra.
Quanto a Portaria de Afastamento para qualificação, o secretário concordou em dar os encaminhamentos e apresentar na próxima reunião.
Quanto a democratização, houve acordo na eleição direta e paritária como é feito hoje em sua maioria, concordou com lista uninominal e que o processo se encerre na própria instituição. Se comprometeu também em chamar uma reunião com a Andifes para debater as outras  questões da democratização, como 70x 30.
Quanto aos turnos contínuos ficou acertado que o MEC irá elaborar um documento aos reitores dizendo que a sua implantação não interfere na distribuição de vagas para as IFES. Portanto, cada instituição tem autonomia para isso.
O secretário se comprometeu em procurar o Planejamento para discutir as propostas que dão repercussão financeira, se comprometendo, ainda, que na próxima reunião será também com o planejamento.
  Já estava acertado a extensão do artigo 30 da lei 12. 772 aos companheiros em estágio probatório, (afastamento para pós-graduação).
Estava acertado também a reabertura do prazo para adesão ao PCCTAE.

terça-feira, 30 de junho de 2015

Empreiteiro diz que pagou para evitar greves


Em matéria publicada hoje, dia 30 de junho, no jornal Folha de São Paulo, o delator da operação Lava-Jato, Ricardo Pessoa, dono a UTC, revela que pagou proprina ao deputado Paulinho da Força para evitar greves em suas obras.O atual presidente do Solidariedade, e um dos principais defensores da lei da terceirização, junto com Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias de São Paulo, teria recebido a proprina para evitar greve na construção civil. A denúncia se extende ao deputado  Luiz Sérgio (PT/RJ), ex-prefeito do município de Angra dos Reis, onde há obras da UTC relacionada a Usina de Angra 3.
Em 2011, os trabalhadores da construção civil fizeram uma onda de greves nas obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) como Jirau e Santo Antônio, que assustou os empreiteiros, mostrando a força da classe trabalhadora organizada. O intuito era de evitar a luta dos trabalhadores por melhores salários e garantir seus lucros, ou seja, mesmo objetivo que fazem os já milhonários empreiteiros desviarem recursos, enjetarem dinheiro em seus representantes no parlamento para garantirem ainda mais suas fortunas.

Confira a matéria completa no site

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2015/06/1649504-empreiteiro-ricardo-pessoa-diz-que-pagou-para-evitar-greves.shtml

Empresas roubam e trabalhadores são demitidos


A Operação Lava Jato, realizada pela Polícia Federal (PF), desmontou um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou cerca de R$ 10 bilhões de recursos da Petrobras. Segundo a PF e o Ministério Público Federal (MPF), estão envolvidos no esquema partidos políticos como PP, PMDB, PSDB, PSB, PT, PTB e SD, e grandes empreiteiras, como OAS, Camargo Correa, Mendes Jr., Galvão Engenharia e Engevix, todas envolvidas no processo de pagamento de propina e desvio de dinheiro. O reflexo desse desvio recai sobre as costas dos trabalhadores, que pagam com seu emprego a insaciável sede por dinheiro dos empresários e seus partidos burgueses.

No final do mês de maio, a Companhia Integrada Têxtil de Pernambuco (Citepe), subsidiária da Petrobras no Estado, apresentou um balanço financeiro do empreendimento, revelando prejuízos bilionários em 2014. De acordo com os dados apresentados à imprensa, a Citepe teve um prejuízo de R$ 2,6 bilhões, 1.132% maior do que o apresentado em 2013. Segundo a companhia, a Operação Lava Jato é uma das responsáveis pelos números negativos.

Produção aumenta, mas trabalhadores são demitidos


Para se livrar da crise, a Citepe apresentou, no mês passado, um Plano de Incentivo à Demissão Voluntária (PIDV), como única solução para sair do vermelho e dar continuidade ao projeto da companhia. O programa pretende demitir 2/3 dos trabalhadores da operação e manutenção como forma de diminuir os custos operacionais. A companhia deixou claro que, “caso não atinja a meta de demitir os 2/3 dos funcionários pelo PIDV, vai demitir os trabalhadores até chegar à metade do quadro operacional”. Atualmente, todos os trabalhadores da companhia são oriundos de concurso público e regidos pela CLT. Apesar dos números negativos apresentados, a realidade é bem diferente. Os próprios dados apresentados pela companhia, apesar de incompletos, mostram um crescimento significativo do processo produtivo realizado pelos trabalhadores. Vejamos: a receita bruta da companhia teve um crescimento de 210% em relação a 2013, enquanto a receita operacional líquida subiu 212%. A partida da unidade PET, em 2014, gerou sozinha uma receita líquida de R$ 98 milhões. O setor têxtil gerou receita líquida de R$ 145 milhões, ou seja, 107% em relação ao ano anterior, e o setor têxtil teve um aumento de 141% em toneladas de fios produzidos.

Portanto, os trabalhadores da operação/manutenção só fizeram os números operacionais da companhia crescer. E tem mais: a Citepe tem um contrato com a Odebrech para a construção da obra, que fala sobre penalidades financeiras no atraso das obras e sobre o teto financeiro da obra. Nenhum desses itens está sendo colocado em prática: a obra mais que dobrou de custo (os R$ 4 bilhões orçados inicialmente agora passam dos R$ 9 bilhões).

A Petrobras deve exigir o ressarcimento de todos os valores roubados pelas empreiteiras e garantir os empregos desses trabalhadores, para que quase 200 famílias não fiquem desamparadas.

 Rodrigo Rafael, presidente do Sindtêxtil-Ipojuca

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Metroviários de BH deflagam estado de greve



Metroviários de Belo Horizonte decidiram ontem, terça feira, deflagar o estado de greve, como forma de pressionar a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) a dar uma resposta decente aos trabalhadores e trabalhadoras do setor. Haverá outra assembleia no dia 2 de julho para definir se entrará em greve.
Atualmente, a proposta da CBTU é oferecer um aumento de 5%, ou seja, abaixo da inflação do período que chega à 8,6%. Assim a proposta é perda de valor de compra. Como se não bastasse houve rescentemente um aumento no custo do plano de saúde, reduzindo ainda mais os ganhos econômicos dos trabalhadores.
A Categoria metroviária de Belo Horizonte, tem se tornado vanguarda nas lutas da pautas trabalhistas no estado. Demonstrou força em ter sido a única categoria que paralisou em 100% suas atividades no dia 29 de Maio, quando centrais sindicais e movimentos convocaram a paralisação nacional. Outra importante ação foi o envio de dezenas de metroviários e metroviárias a Brasília, para entregar cartas aos senadores para vetarem a lei da terceirização, que ainda está tramitando.
Além disso enfrentam a todo instante as ameaças de privatização do metrô e seu repasse ao estado. Com a estadualização o goveno de Minas Gerais e prefeituras da Região Metropolitana de Belo Horizonte, fariam um projeto de ampliação na forma de parceria público privada (PPP), o que aumentariam os custos da passagens e reduziria os direitos dos trabalhadores, como forma de gerar lucros aos magnatas do transporte. No entanto, esta proposta ainda está no campo das ameaças, segue a luta do sindicatos e de movimentos sociais por um transporte público e a baixos custos à população.
Com a deflagração do estado de greve,a categoria se mostra, mais uma vez, preparada e disposta à luta.


Movimento Luta de Classes - MG

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Trabalhadores e trabalhadoras da MGS de Lavras e Pouso Alegre estão em greve em MG


Os trabalhadores e trabalhadoras da Minas Gerais Administração e Serviço (MGS), lotados nas Unidades de Atendimento Integradas (UAIs), na região do Sul de Minas nas cidades de Pouso Alegre e Lavras, estão realizando a maior greve da história desta rescente categoria. Hoje é o quadragésimo dia de greve, com uma queda de braço contra os patrões que a todo instante tentão desqualificar a luta.
    A greve causa grande impacto na região, já que as UAI's são responsáveis pela emissão de documentos como carteira de trabalho, carteira de identidade, certidão de nascimento e de até liberar o seguro desemprego. Num momento de crise como estamos vivendo, apenas nas primeiras semanas de greve mais de 500 trabalhadores do município de Lavras estavam a espera de dar entrada no seguro desemprego.
    Nesta segunda feira, dia 8 de junho foi realizada mais uma audiência no Ministério Público do Trabalho de Varginha, entre os  representantes do SEAC, sindicato patronal, e do Sineth São Lourenço e Região, com a participação de um diretor da ASSEPEMGS e dos delegados sindicais de Lavras e Pouso Alegre. Mais uma vez ficou comprovado o descaso com que  os  patrões tratam a  luta. O representante do SEAC, após chegar atrasado, teve o absurdo de dizer que não conhecia a proposta feita pelo trabalhadores! Isto depois de quatro semanas de greve. É evidente, que a tentativa da patronal é desgastar os lutadores e lutadoras que estão superando enormes dificuldades para orgnizar a greve. Marcou uma nova audiência para o dia 17 de junho, onde será apresentada a proposta da empresa.
    A greve é o momento de dizer aos patrões quem realmente coordena os serviços da empresa, os trabalhadores e as trabalhadoras, e por isso devem ser remunerados dignamente. Fazer uma greve   não é fácil, encontramos pressão dos patrões, familiares e até de colegas de trabalho, no entanto é o mais correto a se fazer quando nosso direitos estão sendo desrespeitados, quando nosso salário não nos proporciona uma vida digna. Sendo assim devemos arracar das mãos dos patrões melhores salários e melhores condições de trabalho.
    A  greve dos trabalhadores e trabalhadoras das UAIs Pouso Alegre e Lavras continua na perspectiva de pressionar o sindicato patronal e a MGS a fechar um melhor acordo para com os trabalhadores do sul de Minas, mas sobretudo, na necessidade de organizarmos mais os trabalhadores e trabalhadoras da MGS para se preparar para novos desafios e novas lutas.

Assoicaçãodos Empregados Públicos Estaduais da MGS - ASSEPEMGS

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Todos à paralisação nacional no dia 29 de Maio!


Centrais sindicais convocaram os sindicatos e categorias para realizarem a paralisação nacional rumo a greve geral no dia 29 de Maio. Esta paralisação é muito importante para lutarmos contra os ataques que os patrões nos fazem com o PL da terceirização. Como sabemos, este projeto de lei regulamenta a exploração e a retirada de direitos que a terceirização exerce em toda classe trabalhadora brasileira.
A terceirização reduzirá em no mínimo 25% os salários no país, havendo demissão em massa e recontratação pela empresas terceirizadas. Como se não bastasse o projeto empobrecer os trabalhadores e trabalhadoras brasileiras, ainda aumentará o número de mortes no local de trabalho, pois hoje, a cada 5 acidentes fatais, 4 são de terceirizados. Para piorar a maioria de trabalhos considerados análogos a escravidão, foram identificados em empresas terceirizadas. E como os ataques são muitos, estão sobre nossas costas o peso das medidas provisórias 664 e 665 que restringem nossos direitos. O ajuste fiscal significa arrocho de direitos trabalhistas, isso não podemos aceitar.
Não nos resta outra opção a não ser paralisar o trabalho e ocupar às ruas na sexta feira,dia 29 de maio, para exigirmos o retirada deste projeto que não oferece nada de bom para a maioria do povo brasileiro, e tudo de bom para um punhadinho de magnadas que se organizam na Confederação Nacional da Industria, Federação dos Banqueiros e Fiesp, além de exigirmos que os patrões paguem pela crise, taxando as grandes fortunas! Apenas uma paralisação nacional pode derrubar esse ataque e construir uma greve geral.
Por isso o Movimento Luta de Classes, MLC, conclama os trabalhadores e as trabalhadoras do Brasil a aderirem à paralisação contra o projeto de lei da terceirização, parar tudo dia 29 e mostrar aos patrões quem verdadeiramente produz as riquezas nesse país.

Renato Amaral
Coordenação Nacional do MLC

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Esta crise não é nossa!


O congresso nacional aprovou na última quarta feira, dia 13 de maio, a medida provisória 664, que restringe direitos da classe trabalhadora nos direitos previdenciários. Esta medida faz parte do ajuste fiscal, que prevê corte de direitos trabalhistas e previdenciários, e garantia de recursos para o pagamento da dívida pública e juros aos banqueiros.
    A medida contém restrições como a terceirização do governo para que a empresa faça a perícia médica do trabalhador e da trabalhadora, ficando por parte do patrão a avaliação se o empregado pode ou não ser licenciado pelo INSS. Ao mesmo tempo, a única cláusula que onerava  as empresas não passou, que era a de que os patrões pagassem por 30 dias de salário do trabalhador e não 15 dias como é a situação atual, passou 15 dias. Somando tudo isso ao projeto de lei da terceirização, fica claro a quem o congresso é sensivel.
    É inegável que vivemos um grave momento de crise econômica do sistema capitalista, presenciamos um aumento significativo da inflação, do desemprego e recessão. Apenas nos primeiros três meses do ano foram 810 mil desempregados em Minas Gerais, estado brasileiro onde houve maior quantidade de demissões no período, cidades inteiras sofrem com isso. Em Itabirito, município localizado na região dos Inconfidentes em Minas Gerais, próximo à Ouro Preto, é evidente a crise na indústria, com fechamentos de fábrica e demissões no setor da mineração, principal atividade econômica da região.
    No entanto a saída para este momento não é o arrocho salarial, nem retirada de direitos dos trabalhadaores, nem aumento de juros, pois isso promove o empobecimento da população de um lado e garantia de lucros do outro. Um exemplo concreto são os exorbitantes lucros dos bancos nunca antes atingidos.Os bancos tiveram um aumento nos lucros de 25% a mais comparado ao ano anterior, só o banco Itaú-Unibanco lucrou 30% a mais, superando a média. Apenas no primeiro triênio de 2015, o Itaú-Unibanco atingiu a cifra de R$ 5,73 milhões, o Bradesco com R$ 4,24 milhões e o Santander R$ 684 milhões, ou seja lucro de um ano e empobrecimento do outro.
    Neste sentido é atual as bandeiras históricas da classe trabalhadora como a redução da jornada de trabalho, sem redução de salário, medida mais acertada para combater o desemprego, pois cria postos de trabalho. Outra medida seria taxar as grandes fortunas, retirando de quem mais têm.
    Devemos por tanto participar ativamente da greve geral marcada para o dia 29 de Maio, levando as bandeiras da classe trabalhadora para às ruas, lutando contra o ajuste fiscal que joga sobre as nossas costas a crise dos capitalistas.

Renato Amaral
Movimento Luta de Classes

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Trabalhadores e trabalhadoras em Educação conquistam vitórias em Minas



          Os trabalhadores e trabalhadoras em educação do estado de Minas Gerais conquistaram avanços nas negociações para o pagamento do Piso Nacional neste ano. Após vários anos de muita pressão,com paralisações, passeatas, lutas históricas como a de 2011, com 120 dias de greve, e muita disposição, a categoria, organizada pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação,Sind-Ute, se mobilizou novamente este ano, para arrancar das mãos do novo governo o cumprimento das promessas do pagamento do piso nacional entre outras reivindicações.
          Em assembleia realizada ontem, a categoria aprovou a proposta de incorporar ao salário o abono que será pago pelo governo no valor de 190 reais, reajustando anualmente no mesmo valor do piso nacional. Desta forma, até 2017, toda a categoria da educação em Minas, hoje são de aproximadamente 240 mil profissionais, receberá o piso. Além disso, a categoria conseguiu o reconhecimento por parte do governo de que o piso deve ser para a jornada atual, que é de 24 horas, e não a de 40 horas semanais, propagada pelo governo anterior do PSDB. Outra importante vitória foi o fim do subsídio como forma de pagamento. Esta forma acabou com a carreira no estado, por exemplo, um educador que iniciou ontem na categoria estadual recebia o mesmo salário, que um educador que está há 20 anos na categoria. Com o fim desta forma de remuneração, volta-se a debater a construção das carreiras estaduais. Além disso outra conquista importante foi o fim da diferença de remuneração do servidor da ativa para o aposentado, que agora, seguirá com os aumentos na mesma percentagem.
Mesmo com estas conquistas a luta continua com outras paralisações ao longo do ano, para cobrar o cumprimento deste acordo.

Para a Coordenadora do Sind-Ute MG, Beatriz Cerqueira, esta é uma conquista para recuperar a educação no estado," Esta é a primeira vez, desde que assumi a coordenação do Sind-Ute que participamos de uma mesa de negociação, no governo anterior do PSDB não havia este espaço, mas vamos continuar mobilizados para exigir o cumprimento deste acordo, nós já passamos por isso, temos documentos da gestão anterior dizendo que pagariam o piso e isso não foi feito", afirmou Beatriz. A categoria ainda realizou um ato de apoio aos professores do estado do Paraná, e se solidarizou com os professores em greve no estado do Pará, São Paulo e Sergipe. Segue a mobilização para garantir estas conquistas.

Movimento Luta de Classes - MG

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Participação do MLC no XXII Confasubra


Finalizamos hoje o XXII CONFASUBRA. Nossa avaliação é que foi um Congresso pautado principalmente pela disputa da direção da Federação entre os dois campos que hoje estão na direção da FASUBRA, esvaziando completamente o debate das demandas da categoria e priorizando a disputa de forças em detrimento aos apelos contra a terceirização, a precarização das condições de trabalho dos TAE’s, a construção da greve nas bases e a pauta de reivindicações da categoria.

Não obstante a representatividade do Congresso, com mais de 1300 delegados eleitos pelas bases, não houve a efetiva participação dos mesmos na construção do debate, com menos de 4% dos delegados tendo oportunidade de falar em plenária. Os grupos que hoje dirigem e que agora se candidatam, para continuar dirigindo a nossa entidade, priorizaram debater recursos de credenciamento do que os ataques que somos vítimas e nosso plano de lutas. Todas as propostas aprovadas pelos GTs foram fruto de apenas 2h de debate em grupos enquanto o que predominou foram os ataques e provocações entre os grupos. Vale destacar que quase todas as propostas foram consensuais o que torna mais evidente que essa “disputa” não tem relação com o que se defende e sim com o interesse de “tomar” a entidade.

Congresso eleitoral e congresso político: frágil dicotomia

Toda instância organizativa dos trabalhadores é de caráter político. O que determina a qualidade dos debates é a organização do congresso, que deve ser planejado para uma forte participação da categoria. Cabe a comissão organizadora, de forma objetiva, primar pela sua tarefa de organizar o Congresso de forma a garantir que os objetivos, quer seja eleitoral, político ou ambos, sejam cumpridos em sua totalidade, resolvendo as questões burocráticas.

Uma nova gestão proporcional e os desafios da FEDERAÇÃO!

O maior desafio das forças políticas que estarão na direção da entidade é a compreensão da dinâmica operacional da FASUBRA. Isso vai exigir que as composições pós-resultado eleitoral continuem. Desejamos que a federação não sucumba às disputas internas, que dificultam a construção de uma greve verdadeiramente unificada, tanto externamente ( conjunto do SPF’S), quanto internamente (conjuntos dos grupos que compõem a direção proporcional da federação). Essa unidade para criação de um planejamento de gestão e de luta é perfeitamente viável.

CONTATO: LUTADECLASSES.ORG / MLCNAFASUBRA@GMAIL.COM / 04121980669818

Movimento Luta de Classes, Luiz Aldo (UFMG), Elizete (UFU), Eliedir Trigueiro(UFC), Maria do Carmo (UFC), Renato Brandão (UFC), Luis Gonzaga (UFC), Priscilla Santos (UTFPR).

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Não tem descanso! Mais um ataque contra a classe trabalhadora













Mais um ataque contra os direitos dos trabalhadores será votado nesta semana na câmara federal. Depois do Projeto de Lei 4330, aprovado no dia 22 de abril e encaminhado ao senado, as medidas provisórias 664 e 665, que interferem diretamente no seguro desemprego, na pensão por morte entre outros direitos, é uma das prioridades para ser encaminhada a votação.
As medidas provisórias fazem parte do ajuste fiscal proposto pelo governo.O objetivo é garantir o superávit primário, dinheiro utilizado para pagar juros da dívida pública aos banqueiros, quem paga por isso serão os trabalhadores e trabalhadoras brasileiros, que terão direitos retirados. Assim o governo aponta mais uma vez contra o direito dos trabalhadores.
Além de dificultar a retirada por parte do trabalhador do seguro desemprego, e reduzir os valores da pensão por mortes e acidentes de trabalho, a medida provisória 664 contém outro absurdo, o de que o médico da empresa será responsável pela perícia,definindo se o trabalhador e trabalhadora poderá ou não adquirir a licença no INSS, ao invés de ser um médico do proṕrio instituto. O resultado disso será o aumento da exploração por parte dos patrões, que garantirão seus lucros desconsiderando a saúde de seus funcionários. Além, é claro, de "maquiar" os dados de afastamento por motivo de saúde laboral. Há uma grande pressão por parte do governo para serem aprovadas essas medidas. Como disse o articulador político do governo Michel Temer, "Com o ajuste os cortes serão menores, sem ele os cortes serão muito maiores". Assim mais uma vez é a cabeça dos trabalhadores e trabalhadoras que se cortam com a crise econômica.
A classe trabalhadora brasileira deve se posicionar contrária às medidas provisórias 664 e 665, que faz parte do ajuste fiscal. A saída para esta crise deve ser a taxação das grandes fortunas e a auditória da dívida pública. Para que isso seja feito a classe trabalhadora deve ir às ruas e participar da Greve Geral proposta para o dia 29 de maio, só com a luta os trabalhadores garantirão seus direitos.

Renato Amaral
Movimento Luta de Classes

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Técnicos administrativos do IFRN estão em luta





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Os técnicos administrativos do IFRN no Campus Parnamirim, iniciaram um processo de mobilização como forma de protestos que culminou em greve. As mobilizações iniciaram devido a um posicionamento inflexível da reitoria com relação às férias do Instituto Federal do Rio Grande Norte.
Depois de ter sido criada uma comissão para produzir um relatório, que mostrasse a economia dos gastos do Instituto com a redução do horário de funcionamento para 6h diárias no período de férias, o relatório foi submetido a aprovação do Conselho Superior – Cosup, sendo aprovado o mérito no conselho, inclusive com parecer favorável do auditor, restando apenas a apresentação ao Tribunal de Contas da União – TCU.
No entanto depois de alguns meses de protelação na resposta, a decisão tomada foi, de não reduzir o funcionamento dos Campi, com o argumento de que iria ferir a legislação, pelo fato de serem estabelecidas 40 horas semanais na jornada de trabalho.
Após os Técnicos Administrativos terem sua jornada de trabalho aumentada no ano de 2013 e de ter visto a suspensão do funcionamento no período da copa do mundo, viu-se que, tratava-se de uma questão política, por ser um ato discricionário do reitor, a redução do horário de funcionamento dos Campi.
A resposta da categoria foi pronta: paralisação de três dias e deflagração de greve, agora não mais, só pela regulamentação do funcionamento dos Campi no período do recesso, mais também pela redução da jornada de trabalho, para voltar a ser 6 horas corridas novamente.
Mesmo sendo no recesso docente, houve vários companheiros professores que estão apoiando a greve. Isso mostra de forma clara o descontentamento das categorias técnicos e docentes no IFRN e que estão dispostos a lutarem pelos seus direitos.
Francisco Dias é técnico administrativo do IFRN e coordenador do Movimento Luta de Classes

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Barrar a destruição dos direitos dos trabalhadores e reforçar a luta para acabar com a exploração do homem pelo homem


Proletários e trabalhadores, povos oprimidos de todos os países!

Neste 1º de Maio – dia internacional da solidariedade e da luta dos operários de todos os países – nos encontramos sob uma crescente ofensiva imperialista.
Durante os últimos anos da crise econômica, que levaram à ruína grandes massas de trabalhadores, os governos burgueses e as instituições do grande capital prometeram uma recuperação econômica que traria emprego, prosperidade e uma melhor qualidade de vida. Mas o sofrimento dos trabalhadores e dos povos continuou. As medidas adotadas pelos governos para sair da crise impuseram novos sacrifícios.
Nas fábricas, a exploração assume proporções insuportáveis, enquanto o desemprego continua flagelando os operários e jovens. Mais de 200 milhões de desempregados em todo mundo procuram um trabalho que o capitalismo não é capaz de lhe dar.
Os camponeses pobres, os pescadores, os pequenos artesãos e comerciantes, os aposentados adoecem sob o jugo do capitalismo. Uma insuportável carga de impostos recai sobre os ombros da gente pobre.
Nos últimos anos, a classe dominante exaltou sua “democracia” e sua “liberdade”. Mas há muito tempo esta classe só produz reação e opressão às massas, que agora se espalha por todo mundo.
Para piorar, a burguesia estabelece governos conservadores, prepotentes e autoritários. Pisoteiam violentamente os direitos democráticos dos trabalhadores, reforçam a criminalização e repressão aos protestos sociais como método de governo. Os direitos de greve e de organização são limitados e até negados para ilegalizar as lutas da classe operária.
Os patrões e seus governos atacam os sindicatos operários com o objetivo de liquidar os contratos coletivos e aprovar leis como a terceirização para aumentar seus lucros.
Ao mesmo tempo, difundem a xenofobia e o racismo, impõem leis e políticas de segurança contra os imigrantes, convertidos no bode expiatório desta situação.
O imperialismo se reafirma como a reação em todos os âmbitos, assim como com a intensificação da opressão social e nacional. A democracia burguesa se desagrega e assume o rosto feroz de ditadura aberta dos monopólios e do capital financeiro.
Só entendendo e organizando a resistência das amplas massas da classe operária em uma frente única será possível derrotar a ofensiva capitalista, impedir a destruição dos direitos dos trabalhadores e reforçar a luta para acabar com a exploração do homem pelo homem.
A crescente desigualdade do desenvolvimento econômico, a implacável concorrência pelos mercados e as fontes de matérias primas, o controle das esferas de influência, o desejo de descarregar sobre os rivais as conseqüências da crise, fazem com que as contradições entre os bandidos imperialistas e capitalistas se agravem dia após dia.
Aumenta a exploração e as guerras no mundo
Os governos das potências imperialistas e suas instituições supranacionais (ONU, FMI, UE, etc.), seguem falando de paz. Mas nunca no mundo, desde a 2ª Guerra Mundial, houve tantas guerras reacionárias e corrida armamentista. As conseqüências estão nos conflitos armados, no intervencionismo e na ingerência imperialista na África, no Oriente Médio, na Ásia, na Europa Oriental, na América Latina.
Os EUA ainda são a potência imperialista dominante e querem manter sob seu controle a supremacia sobre outras potências. China, Rússia, Alemanha e outros países imperialistas e capitalistas suportam cada vez menos o domínio norte-americano, visam quebrar o regime do dólar e a afirmar seus interesses. A França defende com as armas suas zonas de influência.
Na luta pelo domínio os bandidos imperialistas instigam o nacionalismo, apoiam e financiam grupos religiosos fundamentalistas para preparar as condições de novas intervenções militares, de desmembrar países soberanos e de golpear as lutas populares e nacionais progressistas. O peso das contradições imperialistas cai sistematicamente sobre os povos e nações oprimidos, como no caso dos povos palestino e curdo, que, apesar dos brutais ataques que padecem, continuam corajosamente sua luta pelo direito à autodeterminação.
Neste 1º de Maio, assim como no 70° Aniversário da derrota do nazi-fascismo pelo heroico Exército Vermelho da União Soviética, organizemos grandes demonstrações contra os perigos de guerra imperialista!
Só com a unidade e a solidariedade internacional dos trabalhadores poderemos deter a política de guerra e agressiva do imperialismo, o saque dos recursos naturais, a corrida armamentista, o sangrento terrorismo reacionário e imperialista, e abrir caminho para o socialismo e para uma política de paz e de solidariedade entre os povos.
Proletários e trabalhadores, povos oprimidos de todos os países!
Apesar do feroz ataque dos capitalistas, das políticas reacionárias e dos ventos de guerra, crescem as mobilizações e as lutas dos trabalhadores que já não querem retroceder nem pagar a crise e a "recuperação" dos exploradores.
A classe operária retorna com força ao campo de batalha.  Da Índia a Turquia, do Brasil a China, da Grécia a Polônia, da Austrália ao Canadá, do México aos Estados Unidos, novamente se levanta o protesto contra o regime da exploração, contra o desemprego e a miséria.
Milhões de operários e de trabalhadores vão à greve e reclamam pão e trabalho. Pedem respeito aos contratos coletivos e aos sindicatos, rechaçam as leis e projetos que minam seus direitos e garantias sociais, dizem basta aos sacrifícios, às demissões e à escravidão assalariada.
Milhões de camponeses pobres, de pequenos produtores e empregados públicos se levantam contra a piora das condições de trabalho e de vida, dos cortes aos serviços sociais, para pôr fim à opressão dos monopólios sobre a imensa maioria da sociedade.
Os jovens e os estudantes são ativos na luta pelo trabalho, em defesa da educação pública, contra os programas neoliberais dos governantes burgueses e das instituições da oligarquia financeira.
As mulheres trabalhadoras estão à frente da resistência contra o retrocesso social, o aguçamento da opressão e da exploração, da política belicista e das ameaças ao ecossistema.
Viva a luta dos trabalhadores!
Neste 1º de Maio, renovemos as forças revolucionárias da classe operária e dos outros setores dos trabalhadores, reforcemos a unidade de luta dos explorados e dos oprimidos contra a ofensiva capitalista, as medidas reacionárias e os perigos da guerra imperialista!
Enquanto as lutas operárias e populares tomam força e se radicalizam, os chefes revisionistas, socialdemocratas e oportunistas levam adiante sua política de colaboração de classe. Falam de "reformas", mas para ajudar o capitalismo e preservar as bases da atual sociedade.
Mas, a despeito da propaganda da burguesia e seus lacaios, os fatos demonstram que o capitalismo é incapaz de eliminar o desemprego, a pobreza, o fascismo e as guerras. É incapaz de assegurar à esmagadora maioria de mulheres e homens, aos jovens, uma vida digna, um futuro de paz e desenvolvimento social.
Portanto, o sistema capitalista-imperialista deve ser demolido pela luta revolucionária do proletariado e dos povos e deve ser substituído por uma ordem social e econômica mais elevada: o socialismo, primeira etapa da sociedade comunista.
A história demonstra que sem autênticos partidos marxista-leninistas que dirijam o proletariado na luta pelo poder, sem combater o oportunismo, não se pode derrubar o imperialismo e conduzir até o fim a batalha pela libertação social e nacional, não se pode abolir a propriedade privada capitalista e construir uma economia socialista planificada.
Neste 1º de Maio, chamamos à unidade dos comunistas e dos lhes operários avançados sob as bandeiras do marxismo-leninismo e do internacionalismo proletário, para construir fortes Partidos e organizações comunistas onde não existam, desenvolver os existentes e fortalecer a unidade internacional do proletariado revolucionário.

Viva o 1º de Maio, dia internacional de solidariedade e luta dos proletários de todo o mundo!
Viva o 70° Aniversário da vitória sobre o nazifascismo!
Trabalhadoras e trabalhadores, povos oprimidos de todos os países, unamo-nos!

Movimento Luta de Classes (MLC)
Partido Comunista Revolucionário (PCR)


quarta-feira, 15 de abril de 2015

Trabalhadores contra o PL 4330: nada pode parecer impossível de mudar!



Nos últimos dias 7 e 8 de abril deste ano, acompanhamos a votação de um projeto de lei que prometia inaugurar uma onda de retrocessos nas pautas trabalhistas e dos direitos humanos no Brasil. Um congresso nacional majoritariamente contra os trabalhadores e sem nenhum pudor de atropelar direitos do povo brasileiro conquistados há mais de 70 anos. Na semana seguinte seriam votados os destaques, as emendas, o que poderia piorar o projeto uma vez que não havia perspectiva alguma de recuo por parte dos saqueadores de direitos.

Mas começaram a recuar! Na votação de hoje algo inesperado aconteceu. Ainda é cedo pra se falar em vitória dos trabalhadores, pois essa só será concluída quando o PL 4330 for enterrado de vez! Entretanto, ao se excluir primeiramente a emenda que ampliava a terceirização das “atividades na administração pública direta, fundos especiais, autarquias e fundações públicas”, um sinal de positivo acendeu aos trabalhadores. Logo depois, foi votado e aprovado o destaque que “exclui das regras da terceirização as empresas públicas e sociedades de economia mista, inclusive suas subsidiárias e controladas”. Muita coisa ainda pode acontecer, mas ao que tudo indica as regras da terceirização inscritas no PL4330 se limitarão tão somente às empresas do setor privado. Isso significa que os empregos via concurso público, grande alvo do projeto, ganham sobrevida e mais: a terceirização nos casos não previstos nas regras passa a ser atividade ilegal, já que o tema estará regulamentado!

Muitos dirão que o resultado disso foi fruto de negociatas internas; outros dirão que estão cedendo agora para atropelar mais à frente com outras pautas, como as privatizações; outros dirão ainda que isso é para frear as mobilizações e que daqui a pouco esses destaques retornam a pauta. Tudo isso pode ser verdade. O que não pode ser negado pela realidade dos fatos é que os trabalhadores acordaram e o congresso percebeu. Mal começaram os rufares dos tambores e a laia dos lacaios entregaram os anéis! É hora dos trabalhadores mostrarem força e virarem a mesa! É hora da “volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar”!

Encerro este texto nos primeiros minutos do dia 15/04/15. Será um dia de luta, como muitos que já fizemos ao longo desses anos de sonhos! Não sabemos quantos irão marchar junto a nós e carregamos essa angústia até estarmos de fato em marcha. Não sabemos como será a recepção dos que não se prepararam para essa luta e estão ali nas ruas, ou aqueles que, atônitos, nos vêm sem entender direito o que fazemos ali. Para esse dia 15, como para o dia 07, ou como vários outros tantos dias que lutamos, podemos apontar pelo menos três certezas: a de que estamos no caminho dos justos por um mundo melhor; a de que a luta sempre vale a pena; e por fim, a certeza de que nada pode parecer impossível de mudar!

Jobert Fernando de Paula
Diretor do Sindieletro-MG
Movimento Luta de Classes