terça-feira, 17 de março de 2015

Ato em BH destacou defesa de direitos e necessidade de ampliar unidade popular


Dia 13 de março foi marcado por uma grande manifestação que reuniu pelo menos 5.000 pessoas na região central de Belo Horizonte. O ato convocado pela CUT, CTB, MST, entre outras entidades, apresentou como pauta a necesssidade de uma reforma política, o fim das Medidas Provisórias 664 e 665 – que retiram importantes direitos dos trabalhadores, a defesa da Petrobrás. Também foram alvo dos manifestantes o combate à corrupção e a defesa da democracia, numa clara referência aos setores de direita que defendem o Impeachment da presidente Dilma Roussef.

As manifestações começaram desde cedo, quando um grupo de trabalhadores petroleiros, em conjunto com integrantes do Movimentos dos Atigindos por Barragens (MAB) promoveram ato em frente à Refinaria Gabriel Passos (Regap) da Petrobrás, na cidadede Betim, região metropolitana de Belo Horizonte.

Às 16 horas, a Praça Afonso Arinos, em frente à Faculdade de Direito da UFMG, foi sendo ocupada por manifestantes que seguiram em passeata até a Praça Sete. O ato mesclou momentos de defesa aberta do governo Dilma e de combatividade, com palavras de ordem e canções de protestos, destacando a pauta apresentada pelos sindicatos e movimentos sociais.

Durante a manifestação a presidente da CUT, Beatriz Cerqueira, cobrou dos parlamentares da base do governo presentes “que tenham compromisso e não votem em favor da retirada de direitos dos trabalhadores”. Além disse, Beatriz foi enfática ao falar a todos os que ocupam cargos públicos nos governos federal e estadual, numa referência direta ao governo de Minas Gerais (hoje governado por Fernando Pimentel, do Partido dos Trabalhadores), para que não percam os rumos nem adotem políticas contrárias aos interesses populares. Entre as dezenas de lideranças que se pronunciaram esteviram Leonardo Pericles, que falou em nome da Unidade Popular pelo Socialismo (UP). Leonardo destacou a importãncia de se fazer mudanças estruturais no pais, como a Reforma Agrária, suspensão do pagamento da dívida, prisão para empresas corruptoras e políticos corruptos, a reestatização de todas empresas estatais privatizadas, a Petrobrás 100% pública, entre outras medidas necessárias para o avanço econômico do Brasil. Já Mariana Ferreira, da AMES-BH, falou que o governo federal não deve retirar recursos da educação para financiar banqueiros e exigiu a cadeia para todos os que cometeram crimes durante a ditadura militar.

Para grande parte dos presentes na manifestação é preciso manter as mobilizações de rua e reforçar a construção uma unidade de forças populares mais à esquerda, consequente e combativa em defesa do Brasil, das liberdades democráticas e dos direitos.

Fernando Alves, Minas Gerais

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