terça-feira, 17 de março de 2015

Sindicalistas de todo Brasil aderem à Unidade Popular em Alagoas


Em um ato público, realizado na manhã da última sexta (13), no Teatro Linda Mascarenhas em Maceió, Alagoas, cerca de 100 sindicalistas de vários estados do Brasil aderiram ao Partido Unidade Popular pelo Socialismo – UP. A nova organização é uma ferramenta para avançar a luta da classe trabalhadora pelo socialismo.

Esteban Crescente, membro da Executiva Nacional Provisória da UP, declarou que a adesão dos companheiros e das companheiras do Movimento Luta de Classes e demais sindicalistas é fundamental para implementar o projeto histórico da classe trabalhadora.

“A UP ela existe porque ela tem um projeto claro para a sociedade, ela existe para defender a bandeira do socialismo. Não se defende a bandeira do socialismo sem ter uma forte base na classe trabalhadora. Sem os trabalhadores não vai haver a construção desse projeto e nem da UP”, disse Esteban, que é servidor da UFRJ.

Esteban Crescente, membro da Executiva Nacional Provisória da UP

A mesa foi composta por representantes de sindicatos classistas e de luta, como o dos Professores do Rio Grande do Sul (CPERS), o dos Urbanitários da Paraíba (STIUP), o dos trabalhadores da construção civil de Caruaru, o dos jornalistas da Paraíba, o dos trabalhadores em telecomunicação do Rio de Janeiro (Sinttel) e o dos trabalhadores em informática e processamento de dados de MG (Sindados-MG), entre outros.

Para Wilton Maia, presidente do Sindicato dos Urbanitários da Paraíba, “a UP vem para ocupar o espaço dos que abandonaram as lutas populares, abriram espaço para fazer concessões profundas para o capital e para a corrupção. A UP deve ser construída por todos aqueles que discordam de tudo isso que está aí, unindo vários militantes sérios que estão desiludidos, e pela maioria da classe trabalhadora e popular desse país. Nós temos um partido para avançar a luta dos que mais sofrem”.

Wilton Maia, presidente do Sindicato dos Urbanitários da Paraíba

A crítica ao atual governo e à direita não passaram em branco na atividade. Camila Áurea, representante da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Telecomunicações e Pesquisa – FITRATELP, afirmou que a classe trabalhadora já não mais se engana com a falácia do governo e que sente na pele as medidas desse ajuste fiscal, mas que é preciso construir uma saída de esquerda para a crise.

“Não podemos permitir que essa crise do governo caia na mão da direita e aprofunde ainda mais as condições de vida do povo brasileiro, avançando a terceirização do trabalho e reduzindo direitos. O país precisa enfrentar os ricos e monopólios que são os responsáveis pela exploração do povo”, denunciou Camila.

Indira Xavier, do Movimento de Mulheres Olga Benário, também aderiu à UP

O representante da Executiva da UP fez um chamado para todos se dedicarem à luta pela construção da nova organização. “Aqueles que estão vendo nossa mensagem sintam-se à vontade para aderir a uma opção que não abandonou o projeto da classe trabalhadora, construído na história da luta de classe. Não interessa às elites que tenhamos o nosso partido. Por isso, temos que seguir o exemplo da classe trabalhadora e trabalhar duro para coletar assinaturas em cada manifestação, em cada ato e nos bairros populares, porque é aí que queremos construir a nossa organização”, concluiu Esteban.

Ésio Melo, do Jornal A Verdade

2 comentários:

Mais um partido político. Será mais um PT.

Será mais uma versão mais nova do PT (Partido da Trapaça).

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