Greve de trabalhadores deixa França paralisada

As greves na França contra o projeto de Reforma Trabalhista do governo de Hollande se estenderam a vários setores

Déficit da previdência social é farsa!

Com argumentos incontestáveis, Denise Gentil destroça os mitos oficiais que encobrem a realidade da Previdência Social no Brasil

Sindicalistas de todo o país aderem à Unidade Popular

Em um ato público realizado em Maceió, Alagoas, sindicalistas de vários estados aderiram ao Partido Unidade Popular pelo Socialismo

PL\4330 volta à pauta no Congresso Nacional

O movimento sindical deve colocar a luta contra o PL 4330 como uma batalha de vida ou morte para a classe trabalhadora.

Apesar de comum, assédio sexual no trabalho é pouco denunciado no Brasil

Vergonha, medo e dificuldade de provar a agressão levam as vítimas a preferir o silêncio.


quarta-feira, 27 de maio de 2015

Todos à paralisação nacional no dia 29 de Maio!


Centrais sindicais convocaram os sindicatos e categorias para realizarem a paralisação nacional rumo a greve geral no dia 29 de Maio. Esta paralisação é muito importante para lutarmos contra os ataques que os patrões nos fazem com o PL da terceirização. Como sabemos, este projeto de lei regulamenta a exploração e a retirada de direitos que a terceirização exerce em toda classe trabalhadora brasileira.
A terceirização reduzirá em no mínimo 25% os salários no país, havendo demissão em massa e recontratação pela empresas terceirizadas. Como se não bastasse o projeto empobrecer os trabalhadores e trabalhadoras brasileiras, ainda aumentará o número de mortes no local de trabalho, pois hoje, a cada 5 acidentes fatais, 4 são de terceirizados. Para piorar a maioria de trabalhos considerados análogos a escravidão, foram identificados em empresas terceirizadas. E como os ataques são muitos, estão sobre nossas costas o peso das medidas provisórias 664 e 665 que restringem nossos direitos. O ajuste fiscal significa arrocho de direitos trabalhistas, isso não podemos aceitar.
Não nos resta outra opção a não ser paralisar o trabalho e ocupar às ruas na sexta feira,dia 29 de maio, para exigirmos o retirada deste projeto que não oferece nada de bom para a maioria do povo brasileiro, e tudo de bom para um punhadinho de magnadas que se organizam na Confederação Nacional da Industria, Federação dos Banqueiros e Fiesp, além de exigirmos que os patrões paguem pela crise, taxando as grandes fortunas! Apenas uma paralisação nacional pode derrubar esse ataque e construir uma greve geral.
Por isso o Movimento Luta de Classes, MLC, conclama os trabalhadores e as trabalhadoras do Brasil a aderirem à paralisação contra o projeto de lei da terceirização, parar tudo dia 29 e mostrar aos patrões quem verdadeiramente produz as riquezas nesse país.

Renato Amaral
Coordenação Nacional do MLC

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Esta crise não é nossa!


O congresso nacional aprovou na última quarta feira, dia 13 de maio, a medida provisória 664, que restringe direitos da classe trabalhadora nos direitos previdenciários. Esta medida faz parte do ajuste fiscal, que prevê corte de direitos trabalhistas e previdenciários, e garantia de recursos para o pagamento da dívida pública e juros aos banqueiros.
    A medida contém restrições como a terceirização do governo para que a empresa faça a perícia médica do trabalhador e da trabalhadora, ficando por parte do patrão a avaliação se o empregado pode ou não ser licenciado pelo INSS. Ao mesmo tempo, a única cláusula que onerava  as empresas não passou, que era a de que os patrões pagassem por 30 dias de salário do trabalhador e não 15 dias como é a situação atual, passou 15 dias. Somando tudo isso ao projeto de lei da terceirização, fica claro a quem o congresso é sensivel.
    É inegável que vivemos um grave momento de crise econômica do sistema capitalista, presenciamos um aumento significativo da inflação, do desemprego e recessão. Apenas nos primeiros três meses do ano foram 810 mil desempregados em Minas Gerais, estado brasileiro onde houve maior quantidade de demissões no período, cidades inteiras sofrem com isso. Em Itabirito, município localizado na região dos Inconfidentes em Minas Gerais, próximo à Ouro Preto, é evidente a crise na indústria, com fechamentos de fábrica e demissões no setor da mineração, principal atividade econômica da região.
    No entanto a saída para este momento não é o arrocho salarial, nem retirada de direitos dos trabalhadaores, nem aumento de juros, pois isso promove o empobecimento da população de um lado e garantia de lucros do outro. Um exemplo concreto são os exorbitantes lucros dos bancos nunca antes atingidos.Os bancos tiveram um aumento nos lucros de 25% a mais comparado ao ano anterior, só o banco Itaú-Unibanco lucrou 30% a mais, superando a média. Apenas no primeiro triênio de 2015, o Itaú-Unibanco atingiu a cifra de R$ 5,73 milhões, o Bradesco com R$ 4,24 milhões e o Santander R$ 684 milhões, ou seja lucro de um ano e empobrecimento do outro.
    Neste sentido é atual as bandeiras históricas da classe trabalhadora como a redução da jornada de trabalho, sem redução de salário, medida mais acertada para combater o desemprego, pois cria postos de trabalho. Outra medida seria taxar as grandes fortunas, retirando de quem mais têm.
    Devemos por tanto participar ativamente da greve geral marcada para o dia 29 de Maio, levando as bandeiras da classe trabalhadora para às ruas, lutando contra o ajuste fiscal que joga sobre as nossas costas a crise dos capitalistas.

Renato Amaral
Movimento Luta de Classes

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Trabalhadores e trabalhadoras em Educação conquistam vitórias em Minas



          Os trabalhadores e trabalhadoras em educação do estado de Minas Gerais conquistaram avanços nas negociações para o pagamento do Piso Nacional neste ano. Após vários anos de muita pressão,com paralisações, passeatas, lutas históricas como a de 2011, com 120 dias de greve, e muita disposição, a categoria, organizada pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação,Sind-Ute, se mobilizou novamente este ano, para arrancar das mãos do novo governo o cumprimento das promessas do pagamento do piso nacional entre outras reivindicações.
          Em assembleia realizada ontem, a categoria aprovou a proposta de incorporar ao salário o abono que será pago pelo governo no valor de 190 reais, reajustando anualmente no mesmo valor do piso nacional. Desta forma, até 2017, toda a categoria da educação em Minas, hoje são de aproximadamente 240 mil profissionais, receberá o piso. Além disso, a categoria conseguiu o reconhecimento por parte do governo de que o piso deve ser para a jornada atual, que é de 24 horas, e não a de 40 horas semanais, propagada pelo governo anterior do PSDB. Outra importante vitória foi o fim do subsídio como forma de pagamento. Esta forma acabou com a carreira no estado, por exemplo, um educador que iniciou ontem na categoria estadual recebia o mesmo salário, que um educador que está há 20 anos na categoria. Com o fim desta forma de remuneração, volta-se a debater a construção das carreiras estaduais. Além disso outra conquista importante foi o fim da diferença de remuneração do servidor da ativa para o aposentado, que agora, seguirá com os aumentos na mesma percentagem.
Mesmo com estas conquistas a luta continua com outras paralisações ao longo do ano, para cobrar o cumprimento deste acordo.

Para a Coordenadora do Sind-Ute MG, Beatriz Cerqueira, esta é uma conquista para recuperar a educação no estado," Esta é a primeira vez, desde que assumi a coordenação do Sind-Ute que participamos de uma mesa de negociação, no governo anterior do PSDB não havia este espaço, mas vamos continuar mobilizados para exigir o cumprimento deste acordo, nós já passamos por isso, temos documentos da gestão anterior dizendo que pagariam o piso e isso não foi feito", afirmou Beatriz. A categoria ainda realizou um ato de apoio aos professores do estado do Paraná, e se solidarizou com os professores em greve no estado do Pará, São Paulo e Sergipe. Segue a mobilização para garantir estas conquistas.

Movimento Luta de Classes - MG

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Participação do MLC no XXII Confasubra


Finalizamos hoje o XXII CONFASUBRA. Nossa avaliação é que foi um Congresso pautado principalmente pela disputa da direção da Federação entre os dois campos que hoje estão na direção da FASUBRA, esvaziando completamente o debate das demandas da categoria e priorizando a disputa de forças em detrimento aos apelos contra a terceirização, a precarização das condições de trabalho dos TAE’s, a construção da greve nas bases e a pauta de reivindicações da categoria.

Não obstante a representatividade do Congresso, com mais de 1300 delegados eleitos pelas bases, não houve a efetiva participação dos mesmos na construção do debate, com menos de 4% dos delegados tendo oportunidade de falar em plenária. Os grupos que hoje dirigem e que agora se candidatam, para continuar dirigindo a nossa entidade, priorizaram debater recursos de credenciamento do que os ataques que somos vítimas e nosso plano de lutas. Todas as propostas aprovadas pelos GTs foram fruto de apenas 2h de debate em grupos enquanto o que predominou foram os ataques e provocações entre os grupos. Vale destacar que quase todas as propostas foram consensuais o que torna mais evidente que essa “disputa” não tem relação com o que se defende e sim com o interesse de “tomar” a entidade.

Congresso eleitoral e congresso político: frágil dicotomia

Toda instância organizativa dos trabalhadores é de caráter político. O que determina a qualidade dos debates é a organização do congresso, que deve ser planejado para uma forte participação da categoria. Cabe a comissão organizadora, de forma objetiva, primar pela sua tarefa de organizar o Congresso de forma a garantir que os objetivos, quer seja eleitoral, político ou ambos, sejam cumpridos em sua totalidade, resolvendo as questões burocráticas.

Uma nova gestão proporcional e os desafios da FEDERAÇÃO!

O maior desafio das forças políticas que estarão na direção da entidade é a compreensão da dinâmica operacional da FASUBRA. Isso vai exigir que as composições pós-resultado eleitoral continuem. Desejamos que a federação não sucumba às disputas internas, que dificultam a construção de uma greve verdadeiramente unificada, tanto externamente ( conjunto do SPF’S), quanto internamente (conjuntos dos grupos que compõem a direção proporcional da federação). Essa unidade para criação de um planejamento de gestão e de luta é perfeitamente viável.

CONTATO: LUTADECLASSES.ORG / MLCNAFASUBRA@GMAIL.COM / 04121980669818

Movimento Luta de Classes, Luiz Aldo (UFMG), Elizete (UFU), Eliedir Trigueiro(UFC), Maria do Carmo (UFC), Renato Brandão (UFC), Luis Gonzaga (UFC), Priscilla Santos (UTFPR).

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Não tem descanso! Mais um ataque contra a classe trabalhadora













Mais um ataque contra os direitos dos trabalhadores será votado nesta semana na câmara federal. Depois do Projeto de Lei 4330, aprovado no dia 22 de abril e encaminhado ao senado, as medidas provisórias 664 e 665, que interferem diretamente no seguro desemprego, na pensão por morte entre outros direitos, é uma das prioridades para ser encaminhada a votação.
As medidas provisórias fazem parte do ajuste fiscal proposto pelo governo.O objetivo é garantir o superávit primário, dinheiro utilizado para pagar juros da dívida pública aos banqueiros, quem paga por isso serão os trabalhadores e trabalhadoras brasileiros, que terão direitos retirados. Assim o governo aponta mais uma vez contra o direito dos trabalhadores.
Além de dificultar a retirada por parte do trabalhador do seguro desemprego, e reduzir os valores da pensão por mortes e acidentes de trabalho, a medida provisória 664 contém outro absurdo, o de que o médico da empresa será responsável pela perícia,definindo se o trabalhador e trabalhadora poderá ou não adquirir a licença no INSS, ao invés de ser um médico do proṕrio instituto. O resultado disso será o aumento da exploração por parte dos patrões, que garantirão seus lucros desconsiderando a saúde de seus funcionários. Além, é claro, de "maquiar" os dados de afastamento por motivo de saúde laboral. Há uma grande pressão por parte do governo para serem aprovadas essas medidas. Como disse o articulador político do governo Michel Temer, "Com o ajuste os cortes serão menores, sem ele os cortes serão muito maiores". Assim mais uma vez é a cabeça dos trabalhadores e trabalhadoras que se cortam com a crise econômica.
A classe trabalhadora brasileira deve se posicionar contrária às medidas provisórias 664 e 665, que faz parte do ajuste fiscal. A saída para esta crise deve ser a taxação das grandes fortunas e a auditória da dívida pública. Para que isso seja feito a classe trabalhadora deve ir às ruas e participar da Greve Geral proposta para o dia 29 de maio, só com a luta os trabalhadores garantirão seus direitos.

Renato Amaral
Movimento Luta de Classes

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Técnicos administrativos do IFRN estão em luta





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Os técnicos administrativos do IFRN no Campus Parnamirim, iniciaram um processo de mobilização como forma de protestos que culminou em greve. As mobilizações iniciaram devido a um posicionamento inflexível da reitoria com relação às férias do Instituto Federal do Rio Grande Norte.
Depois de ter sido criada uma comissão para produzir um relatório, que mostrasse a economia dos gastos do Instituto com a redução do horário de funcionamento para 6h diárias no período de férias, o relatório foi submetido a aprovação do Conselho Superior – Cosup, sendo aprovado o mérito no conselho, inclusive com parecer favorável do auditor, restando apenas a apresentação ao Tribunal de Contas da União – TCU.
No entanto depois de alguns meses de protelação na resposta, a decisão tomada foi, de não reduzir o funcionamento dos Campi, com o argumento de que iria ferir a legislação, pelo fato de serem estabelecidas 40 horas semanais na jornada de trabalho.
Após os Técnicos Administrativos terem sua jornada de trabalho aumentada no ano de 2013 e de ter visto a suspensão do funcionamento no período da copa do mundo, viu-se que, tratava-se de uma questão política, por ser um ato discricionário do reitor, a redução do horário de funcionamento dos Campi.
A resposta da categoria foi pronta: paralisação de três dias e deflagração de greve, agora não mais, só pela regulamentação do funcionamento dos Campi no período do recesso, mais também pela redução da jornada de trabalho, para voltar a ser 6 horas corridas novamente.
Mesmo sendo no recesso docente, houve vários companheiros professores que estão apoiando a greve. Isso mostra de forma clara o descontentamento das categorias técnicos e docentes no IFRN e que estão dispostos a lutarem pelos seus direitos.
Francisco Dias é técnico administrativo do IFRN e coordenador do Movimento Luta de Classes