quarta-feira, 20 de maio de 2015

Esta crise não é nossa!


O congresso nacional aprovou na última quarta feira, dia 13 de maio, a medida provisória 664, que restringe direitos da classe trabalhadora nos direitos previdenciários. Esta medida faz parte do ajuste fiscal, que prevê corte de direitos trabalhistas e previdenciários, e garantia de recursos para o pagamento da dívida pública e juros aos banqueiros.
    A medida contém restrições como a terceirização do governo para que a empresa faça a perícia médica do trabalhador e da trabalhadora, ficando por parte do patrão a avaliação se o empregado pode ou não ser licenciado pelo INSS. Ao mesmo tempo, a única cláusula que onerava  as empresas não passou, que era a de que os patrões pagassem por 30 dias de salário do trabalhador e não 15 dias como é a situação atual, passou 15 dias. Somando tudo isso ao projeto de lei da terceirização, fica claro a quem o congresso é sensivel.
    É inegável que vivemos um grave momento de crise econômica do sistema capitalista, presenciamos um aumento significativo da inflação, do desemprego e recessão. Apenas nos primeiros três meses do ano foram 810 mil desempregados em Minas Gerais, estado brasileiro onde houve maior quantidade de demissões no período, cidades inteiras sofrem com isso. Em Itabirito, município localizado na região dos Inconfidentes em Minas Gerais, próximo à Ouro Preto, é evidente a crise na indústria, com fechamentos de fábrica e demissões no setor da mineração, principal atividade econômica da região.
    No entanto a saída para este momento não é o arrocho salarial, nem retirada de direitos dos trabalhadaores, nem aumento de juros, pois isso promove o empobecimento da população de um lado e garantia de lucros do outro. Um exemplo concreto são os exorbitantes lucros dos bancos nunca antes atingidos.Os bancos tiveram um aumento nos lucros de 25% a mais comparado ao ano anterior, só o banco Itaú-Unibanco lucrou 30% a mais, superando a média. Apenas no primeiro triênio de 2015, o Itaú-Unibanco atingiu a cifra de R$ 5,73 milhões, o Bradesco com R$ 4,24 milhões e o Santander R$ 684 milhões, ou seja lucro de um ano e empobrecimento do outro.
    Neste sentido é atual as bandeiras históricas da classe trabalhadora como a redução da jornada de trabalho, sem redução de salário, medida mais acertada para combater o desemprego, pois cria postos de trabalho. Outra medida seria taxar as grandes fortunas, retirando de quem mais têm.
    Devemos por tanto participar ativamente da greve geral marcada para o dia 29 de Maio, levando as bandeiras da classe trabalhadora para às ruas, lutando contra o ajuste fiscal que joga sobre as nossas costas a crise dos capitalistas.

Renato Amaral
Movimento Luta de Classes

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