quarta-feira, 6 de maio de 2015

Não tem descanso! Mais um ataque contra a classe trabalhadora













Mais um ataque contra os direitos dos trabalhadores será votado nesta semana na câmara federal. Depois do Projeto de Lei 4330, aprovado no dia 22 de abril e encaminhado ao senado, as medidas provisórias 664 e 665, que interferem diretamente no seguro desemprego, na pensão por morte entre outros direitos, é uma das prioridades para ser encaminhada a votação.
As medidas provisórias fazem parte do ajuste fiscal proposto pelo governo.O objetivo é garantir o superávit primário, dinheiro utilizado para pagar juros da dívida pública aos banqueiros, quem paga por isso serão os trabalhadores e trabalhadoras brasileiros, que terão direitos retirados. Assim o governo aponta mais uma vez contra o direito dos trabalhadores.
Além de dificultar a retirada por parte do trabalhador do seguro desemprego, e reduzir os valores da pensão por mortes e acidentes de trabalho, a medida provisória 664 contém outro absurdo, o de que o médico da empresa será responsável pela perícia,definindo se o trabalhador e trabalhadora poderá ou não adquirir a licença no INSS, ao invés de ser um médico do proṕrio instituto. O resultado disso será o aumento da exploração por parte dos patrões, que garantirão seus lucros desconsiderando a saúde de seus funcionários. Além, é claro, de "maquiar" os dados de afastamento por motivo de saúde laboral. Há uma grande pressão por parte do governo para serem aprovadas essas medidas. Como disse o articulador político do governo Michel Temer, "Com o ajuste os cortes serão menores, sem ele os cortes serão muito maiores". Assim mais uma vez é a cabeça dos trabalhadores e trabalhadoras que se cortam com a crise econômica.
A classe trabalhadora brasileira deve se posicionar contrária às medidas provisórias 664 e 665, que faz parte do ajuste fiscal. A saída para esta crise deve ser a taxação das grandes fortunas e a auditória da dívida pública. Para que isso seja feito a classe trabalhadora deve ir às ruas e participar da Greve Geral proposta para o dia 29 de maio, só com a luta os trabalhadores garantirão seus direitos.

Renato Amaral
Movimento Luta de Classes

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