sexta-feira, 8 de maio de 2015

Participação do MLC no XXII Confasubra


Finalizamos hoje o XXII CONFASUBRA. Nossa avaliação é que foi um Congresso pautado principalmente pela disputa da direção da Federação entre os dois campos que hoje estão na direção da FASUBRA, esvaziando completamente o debate das demandas da categoria e priorizando a disputa de forças em detrimento aos apelos contra a terceirização, a precarização das condições de trabalho dos TAE’s, a construção da greve nas bases e a pauta de reivindicações da categoria.

Não obstante a representatividade do Congresso, com mais de 1300 delegados eleitos pelas bases, não houve a efetiva participação dos mesmos na construção do debate, com menos de 4% dos delegados tendo oportunidade de falar em plenária. Os grupos que hoje dirigem e que agora se candidatam, para continuar dirigindo a nossa entidade, priorizaram debater recursos de credenciamento do que os ataques que somos vítimas e nosso plano de lutas. Todas as propostas aprovadas pelos GTs foram fruto de apenas 2h de debate em grupos enquanto o que predominou foram os ataques e provocações entre os grupos. Vale destacar que quase todas as propostas foram consensuais o que torna mais evidente que essa “disputa” não tem relação com o que se defende e sim com o interesse de “tomar” a entidade.

Congresso eleitoral e congresso político: frágil dicotomia

Toda instância organizativa dos trabalhadores é de caráter político. O que determina a qualidade dos debates é a organização do congresso, que deve ser planejado para uma forte participação da categoria. Cabe a comissão organizadora, de forma objetiva, primar pela sua tarefa de organizar o Congresso de forma a garantir que os objetivos, quer seja eleitoral, político ou ambos, sejam cumpridos em sua totalidade, resolvendo as questões burocráticas.

Uma nova gestão proporcional e os desafios da FEDERAÇÃO!

O maior desafio das forças políticas que estarão na direção da entidade é a compreensão da dinâmica operacional da FASUBRA. Isso vai exigir que as composições pós-resultado eleitoral continuem. Desejamos que a federação não sucumba às disputas internas, que dificultam a construção de uma greve verdadeiramente unificada, tanto externamente ( conjunto do SPF’S), quanto internamente (conjuntos dos grupos que compõem a direção proporcional da federação). Essa unidade para criação de um planejamento de gestão e de luta é perfeitamente viável.

CONTATO: LUTADECLASSES.ORG / MLCNAFASUBRA@GMAIL.COM / 04121980669818

Movimento Luta de Classes, Luiz Aldo (UFMG), Elizete (UFU), Eliedir Trigueiro(UFC), Maria do Carmo (UFC), Renato Brandão (UFC), Luis Gonzaga (UFC), Priscilla Santos (UTFPR).

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