Greve de trabalhadores deixa França paralisada

As greves na França contra o projeto de Reforma Trabalhista do governo de Hollande se estenderam a vários setores

Déficit da previdência social é farsa!

Com argumentos incontestáveis, Denise Gentil destroça os mitos oficiais que encobrem a realidade da Previdência Social no Brasil

Sindicalistas de todo o país aderem à Unidade Popular

Em um ato público realizado em Maceió, Alagoas, sindicalistas de vários estados aderiram ao Partido Unidade Popular pelo Socialismo

PL\4330 volta à pauta no Congresso Nacional

O movimento sindical deve colocar a luta contra o PL 4330 como uma batalha de vida ou morte para a classe trabalhadora.

Apesar de comum, assédio sexual no trabalho é pouco denunciado no Brasil

Vergonha, medo e dificuldade de provar a agressão levam as vítimas a preferir o silêncio.


terça-feira, 30 de junho de 2015

Empreiteiro diz que pagou para evitar greves


Em matéria publicada hoje, dia 30 de junho, no jornal Folha de São Paulo, o delator da operação Lava-Jato, Ricardo Pessoa, dono a UTC, revela que pagou proprina ao deputado Paulinho da Força para evitar greves em suas obras.O atual presidente do Solidariedade, e um dos principais defensores da lei da terceirização, junto com Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias de São Paulo, teria recebido a proprina para evitar greve na construção civil. A denúncia se extende ao deputado  Luiz Sérgio (PT/RJ), ex-prefeito do município de Angra dos Reis, onde há obras da UTC relacionada a Usina de Angra 3.
Em 2011, os trabalhadores da construção civil fizeram uma onda de greves nas obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) como Jirau e Santo Antônio, que assustou os empreiteiros, mostrando a força da classe trabalhadora organizada. O intuito era de evitar a luta dos trabalhadores por melhores salários e garantir seus lucros, ou seja, mesmo objetivo que fazem os já milhonários empreiteiros desviarem recursos, enjetarem dinheiro em seus representantes no parlamento para garantirem ainda mais suas fortunas.

Confira a matéria completa no site

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2015/06/1649504-empreiteiro-ricardo-pessoa-diz-que-pagou-para-evitar-greves.shtml

Empresas roubam e trabalhadores são demitidos


A Operação Lava Jato, realizada pela Polícia Federal (PF), desmontou um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou cerca de R$ 10 bilhões de recursos da Petrobras. Segundo a PF e o Ministério Público Federal (MPF), estão envolvidos no esquema partidos políticos como PP, PMDB, PSDB, PSB, PT, PTB e SD, e grandes empreiteiras, como OAS, Camargo Correa, Mendes Jr., Galvão Engenharia e Engevix, todas envolvidas no processo de pagamento de propina e desvio de dinheiro. O reflexo desse desvio recai sobre as costas dos trabalhadores, que pagam com seu emprego a insaciável sede por dinheiro dos empresários e seus partidos burgueses.

No final do mês de maio, a Companhia Integrada Têxtil de Pernambuco (Citepe), subsidiária da Petrobras no Estado, apresentou um balanço financeiro do empreendimento, revelando prejuízos bilionários em 2014. De acordo com os dados apresentados à imprensa, a Citepe teve um prejuízo de R$ 2,6 bilhões, 1.132% maior do que o apresentado em 2013. Segundo a companhia, a Operação Lava Jato é uma das responsáveis pelos números negativos.

Produção aumenta, mas trabalhadores são demitidos


Para se livrar da crise, a Citepe apresentou, no mês passado, um Plano de Incentivo à Demissão Voluntária (PIDV), como única solução para sair do vermelho e dar continuidade ao projeto da companhia. O programa pretende demitir 2/3 dos trabalhadores da operação e manutenção como forma de diminuir os custos operacionais. A companhia deixou claro que, “caso não atinja a meta de demitir os 2/3 dos funcionários pelo PIDV, vai demitir os trabalhadores até chegar à metade do quadro operacional”. Atualmente, todos os trabalhadores da companhia são oriundos de concurso público e regidos pela CLT. Apesar dos números negativos apresentados, a realidade é bem diferente. Os próprios dados apresentados pela companhia, apesar de incompletos, mostram um crescimento significativo do processo produtivo realizado pelos trabalhadores. Vejamos: a receita bruta da companhia teve um crescimento de 210% em relação a 2013, enquanto a receita operacional líquida subiu 212%. A partida da unidade PET, em 2014, gerou sozinha uma receita líquida de R$ 98 milhões. O setor têxtil gerou receita líquida de R$ 145 milhões, ou seja, 107% em relação ao ano anterior, e o setor têxtil teve um aumento de 141% em toneladas de fios produzidos.

Portanto, os trabalhadores da operação/manutenção só fizeram os números operacionais da companhia crescer. E tem mais: a Citepe tem um contrato com a Odebrech para a construção da obra, que fala sobre penalidades financeiras no atraso das obras e sobre o teto financeiro da obra. Nenhum desses itens está sendo colocado em prática: a obra mais que dobrou de custo (os R$ 4 bilhões orçados inicialmente agora passam dos R$ 9 bilhões).

A Petrobras deve exigir o ressarcimento de todos os valores roubados pelas empreiteiras e garantir os empregos desses trabalhadores, para que quase 200 famílias não fiquem desamparadas.

 Rodrigo Rafael, presidente do Sindtêxtil-Ipojuca

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Metroviários de BH deflagam estado de greve



Metroviários de Belo Horizonte decidiram ontem, terça feira, deflagar o estado de greve, como forma de pressionar a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) a dar uma resposta decente aos trabalhadores e trabalhadoras do setor. Haverá outra assembleia no dia 2 de julho para definir se entrará em greve.
Atualmente, a proposta da CBTU é oferecer um aumento de 5%, ou seja, abaixo da inflação do período que chega à 8,6%. Assim a proposta é perda de valor de compra. Como se não bastasse houve rescentemente um aumento no custo do plano de saúde, reduzindo ainda mais os ganhos econômicos dos trabalhadores.
A Categoria metroviária de Belo Horizonte, tem se tornado vanguarda nas lutas da pautas trabalhistas no estado. Demonstrou força em ter sido a única categoria que paralisou em 100% suas atividades no dia 29 de Maio, quando centrais sindicais e movimentos convocaram a paralisação nacional. Outra importante ação foi o envio de dezenas de metroviários e metroviárias a Brasília, para entregar cartas aos senadores para vetarem a lei da terceirização, que ainda está tramitando.
Além disso enfrentam a todo instante as ameaças de privatização do metrô e seu repasse ao estado. Com a estadualização o goveno de Minas Gerais e prefeituras da Região Metropolitana de Belo Horizonte, fariam um projeto de ampliação na forma de parceria público privada (PPP), o que aumentariam os custos da passagens e reduziria os direitos dos trabalhadores, como forma de gerar lucros aos magnatas do transporte. No entanto, esta proposta ainda está no campo das ameaças, segue a luta do sindicatos e de movimentos sociais por um transporte público e a baixos custos à população.
Com a deflagração do estado de greve,a categoria se mostra, mais uma vez, preparada e disposta à luta.


Movimento Luta de Classes - MG

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Trabalhadores e trabalhadoras da MGS de Lavras e Pouso Alegre estão em greve em MG


Os trabalhadores e trabalhadoras da Minas Gerais Administração e Serviço (MGS), lotados nas Unidades de Atendimento Integradas (UAIs), na região do Sul de Minas nas cidades de Pouso Alegre e Lavras, estão realizando a maior greve da história desta rescente categoria. Hoje é o quadragésimo dia de greve, com uma queda de braço contra os patrões que a todo instante tentão desqualificar a luta.
    A greve causa grande impacto na região, já que as UAI's são responsáveis pela emissão de documentos como carteira de trabalho, carteira de identidade, certidão de nascimento e de até liberar o seguro desemprego. Num momento de crise como estamos vivendo, apenas nas primeiras semanas de greve mais de 500 trabalhadores do município de Lavras estavam a espera de dar entrada no seguro desemprego.
    Nesta segunda feira, dia 8 de junho foi realizada mais uma audiência no Ministério Público do Trabalho de Varginha, entre os  representantes do SEAC, sindicato patronal, e do Sineth São Lourenço e Região, com a participação de um diretor da ASSEPEMGS e dos delegados sindicais de Lavras e Pouso Alegre. Mais uma vez ficou comprovado o descaso com que  os  patrões tratam a  luta. O representante do SEAC, após chegar atrasado, teve o absurdo de dizer que não conhecia a proposta feita pelo trabalhadores! Isto depois de quatro semanas de greve. É evidente, que a tentativa da patronal é desgastar os lutadores e lutadoras que estão superando enormes dificuldades para orgnizar a greve. Marcou uma nova audiência para o dia 17 de junho, onde será apresentada a proposta da empresa.
    A greve é o momento de dizer aos patrões quem realmente coordena os serviços da empresa, os trabalhadores e as trabalhadoras, e por isso devem ser remunerados dignamente. Fazer uma greve   não é fácil, encontramos pressão dos patrões, familiares e até de colegas de trabalho, no entanto é o mais correto a se fazer quando nosso direitos estão sendo desrespeitados, quando nosso salário não nos proporciona uma vida digna. Sendo assim devemos arracar das mãos dos patrões melhores salários e melhores condições de trabalho.
    A  greve dos trabalhadores e trabalhadoras das UAIs Pouso Alegre e Lavras continua na perspectiva de pressionar o sindicato patronal e a MGS a fechar um melhor acordo para com os trabalhadores do sul de Minas, mas sobretudo, na necessidade de organizarmos mais os trabalhadores e trabalhadoras da MGS para se preparar para novos desafios e novas lutas.

Assoicaçãodos Empregados Públicos Estaduais da MGS - ASSEPEMGS