quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Greve Geral no Equador foi um grande Êxito



Nelson Erazo, presidente da Frente Popular do Equador, qualificou como um êxito as ações realizadas em nível nacional na Greve Geral desde a madrugada do dia 13 de agosto.

Para Erazo, foi uma grande derrota da “revolução cidadã”, do governo e do correísmo em geral, pois suas políticas não beneficiaram em nada o setor indígena, camponês e, menos ainda, os trabalhadores.

Até o meio dia, as províncias amazônicas de Orellana, Pastaza e Morona estavam com suas rodovias fechadas. Nesta última, membros das comunidades Shuar e Achuar e a população mestiça se mobilizaram no centro da cidade de Macas, capital da província de Morona Santiago. A rodovia Limón-San Juan-Bosco foi completamente paralizada.

Na região da Serra, as províncias de Loja, Tungurahua, Cotopaxi, Pichincha e Imbabura se encontram igualmente paralisadas em suas vias de acesso. Às 12h30, a  prefeita de Ibarra, Hilda Herrera, informou que o rodoanel da Madre se encontrava fechado, enquanto na rodovia Panamericana, militantes da Juventude Revolucionária do Equador estão presentes no fechamento das vias e  uma marcha de trabalhadores e camponeses avança para Cayambe, entre Imbabura e Pichincha.

Em Quito, os trabalhadores da saúde estão participando da Greve. Dezenas de médicos e enfermeiras do Hospital Metropolitano se concentram em frente a casa de saúde para manifestar seu protesto ao Código Integral Penal. Em outro setor da capital, a ponte Guayasamin foi bloqueada.

A coordendora unitára dos trabalhadores informou em um boletim que a entrada da cidade de Cotacachi e a via para Peguche (Ibarra) foram bloqueadas por mais de 500 manifestantes pertencentes a organizações sociais e populares dessas localidades. Apesar da ameaças de repressão da polícia, os manifestantes se mantiveram firmes no bloqueio.

Na região de Chasqui, a polícia usou bombas de gás para dispersar os manifestantes que bloqueavam a via contra as ordens do ministro José Serranon.

En Santa Isabel, na província de Azuay, a via de acesso ao cantão foi paralizada.

Na Costa, foi registrado o fechamento de vias em Esmeraldas, o ingresso da Refinaria de Esmeraldas. Em Guayaquil vários pontos registraram manifestações, inclusive no centro e na Universidade Estatal.

Durante a tarde, mais de 100 mil pessoas marcharam em Quito no encerramento da greve geral. Abaixo temos um vídeo com uma tomada aérea da marcha:

Fonte: averdade.org.br

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