Greve de trabalhadores deixa França paralisada

As greves na França contra o projeto de Reforma Trabalhista do governo de Hollande se estenderam a vários setores

Déficit da previdência social é farsa!

Com argumentos incontestáveis, Denise Gentil destroça os mitos oficiais que encobrem a realidade da Previdência Social no Brasil

Sindicalistas de todo o país aderem à Unidade Popular

Em um ato público realizado em Maceió, Alagoas, sindicalistas de vários estados aderiram ao Partido Unidade Popular pelo Socialismo

PL\4330 volta à pauta no Congresso Nacional

O movimento sindical deve colocar a luta contra o PL 4330 como uma batalha de vida ou morte para a classe trabalhadora.

Apesar de comum, assédio sexual no trabalho é pouco denunciado no Brasil

Vergonha, medo e dificuldade de provar a agressão levam as vítimas a preferir o silêncio.


quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Eletricitários da CEMIG entram em Greve!


Eletricitários em passeata em Belo Horizonte - fonte O Tempo
Os eletricitários da Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG) saíram em passeata pelo centro de Belo Horizonte, na manhã desta qurta-feira (25) para marcar o início da greve da categoria. A concentração aconteceu em todas as bases operacionais do Estado. Trabalhadores de Betim, Igarapé, Ouro Preto, Itabirito, cerca de 2.000, se encontraram em frente à sede da empresa, no bairro Santo Agostinho, região Centro-Sul de Belo Horizonte, e depois seguiram a pé até a praça da Estação.
De acordo com o Sindieletro, os eletricitários reivindicam aumento real de 6% pela produtividade de 2014 e 4,87% pela produtividade de 2015, contratação imediata de 1.500 eletricistas na Cemig, aprovados no último concurso público, e assinatura de Acordo de Primarização (fim das terceirizações das atividades-fim), conforme compromisso do governador Fernando Pimentel, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) com distribuição linear e garantia de emprego, entre outras.
A Cemig apresentou contraproposta de reposição das perdas em 10,3%, o que é apenas a inflação.  Mas ainda com corte de 60% na Participação nos Lucros e Resultados, redução de até 80% do capital do Seguro de Vida Coletivo, não cumprimento do Plano de Cargos e Carreiras e ainda condicionou o acordo à retirada de ações trabalhistas, ou seja, intransigente na decisão de retirar direito dos eletricitários e eletricitárias.
 Um encontro de funcionários está previsto para a manhã desta quinta-feira (26), em frente à sede empresa.
Cemig
Por meio de nota, a Cemig comunicou que tem se esforçado em negociar com os trabalhadores e para assegurar a sustentabilidade e o futuro da empresa. Leia:
“A Cemig tem negociado de forma franca e permanente com todos os sindicatos que representam os empregados da empresa. De março a novembro deste ano já se realizaram dezenas de reuniões, abordando diferentes temas, tais como Saúde e Segurança no Trabalho, remuneração e benefícios, plano de previdência, participação em lucros e resultados. Quanto ao item econômico da pauta, a Cemig propôs reajuste de 10,30%, assegurando assim o poder de compra dos salários e a manutenção dos empregos na empresa.
A Cemig possui um valor de remuneração comparável às melhores empresas do setor elétrico nacional e um conjunto expressivo de benefícios (saúde, seguro, aposentadoria, pensão, ticket alimentação ou refeição). Além da recomposição dos salários, a Cemig propôs o pagamento de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) que, embora, inferior aos valores nos anos anteriores, ainda assim é superior à praticada pelo mercado.
Nas reuniões a Cemig e os sindicatos, a empresa tem mostrado aos representantes dos trabalhadores o grande esforço que vem sendo feito para assegurar a sustentabilidade e o futuro da empresa.
Diante desse esforço conjunto, a diretoria da Cemig reitera seu compromisso com o futuro da Empresa e de seus empregados, a manutenção do poder de compra dos salários e a manutenção dos empregos e dos benefícios, e continua mantendo a mesa permanente de negociação e o espaço democrático de decisões negociadas com os sindicatos.”
    A “cara de pau” não tem limite, o lucro líquido da Cemig foi de R$ 3,136 bilhões, batendo um dos maiores lucros do setor elétrico brasileiro. Como se não bastasse o chororô patronal, o governo de Minas descumpre mais uma promessa de campanha, a primarização dos serviços da empresa. A CEMIG amarga o péssimo dado de que a cada 45 dias morre um trabalhador da empresa, todos estes terceirizados de empresas como Celt, Encel que não preparam os trabalhadores para o fisco de sua função.
    A greve começa com forte adesão! Os eletricitários desafiam os ataques da empresa e o governo de Minas.

Movimento Luta de Classes 
Fonte: O Tempo

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

ELACS: Sindicalistas da América Latina discutem a crise do capitalismo



Entre os dias 30 de outubro e o dia 1 de novembro, trabalhadores da América Latina e do Caribe, transformaram a Colônia de Férias do Sinttel-Rio em Miguel Pereira, em uma grande plenária. Representantes da Argentina, Equador, Peru México, Republica Dominicana, Colômbia e Brasil discutiram o tema "A crise do capitalismo e os direitos dos trabalhadores" no 10º Encontro Latino Americano e Caribenho de Sindicalistas.

Na sexta-feira, 30, a mesa de abertura foi composta por dirigentes sindicais dos diversos países, do coordenador geral do Sinttel-Rio, Luis Antônio, e do presidente da CUT-RJ, Marcelinho. Todos ressaltaram a importância de encontro como estes para que a classe esteja cada vez mais unida para que as estratégias de luta estejam alinhadas e levando ao principal objetivo que é melhoria das condições de trabalho. Para uma ampla discussão, foram montados grupos de trabalho com os seguintes temas: Fundo de Pensão e Previdência, Saúde e Segurança do Trabalho e Educação.

No segundo dia, o encontro começou com relatos das delegações internacionais sobre os problemas que enfrentam em seus países em relação aos governos, aos patrões e à sociedade. Travando lutas entre os trabalhadores do campo, enfrentando também os latifundiários, que em sua maioria compõe os governos. Os participantes concluíram que as dificuldades enfrentadas no Peru, não são diferentes das brigas e reivindicações no Brasil e demais países. E nem mesmo a categoria influencia, pois os trabalhadores do campo, os metroviários, os professores, os trabalhadores da saúde, os estudantes e petroleiros buscam o fortalecimento de suas organizações para que conquistem cada vez mais. Imbuídos por esse clima de identificação, os participantes se dividiu novamente em  grupo de trabalham que exploraram os tópicos: Precarização e terceirização; situação da mulher trabalhadora e criminalização do movimento sindical.

O último dia do encontro foi marcado pela apresentação de representantes dos seis grupos citados anteriormente e informes. E um dos principais foi a eleição da Colômbia como sede do 11º ELACS, em 2017. Também foi elaborada a carta final que estreita os laços entre as delegações participantes para o fortalecimento da luta sindical.

O próximo ELACS será na Colômbia em 2017
O ELACS

Iniciado em 1988, na República Dominicana, o Encontro Latino Americano e  Caribenho de Sindicalistas é um espaço de reflexão e de luta por uma sociedade mais justa, para fortalecer os sindicatos e os interesses dos trabalhadores.

Para os trabalhadores que promovem o sindicalismo classista, baseado em princípios revolucionários, no âmbito das negociações nas mais diversas conjunturas, foi uma clara necessidade criar uma instância de discussão para a  classe trabalhadora em nível continental; que faz com que seja possível discutir os problemas, dificuldades e ao mesmo tempo as tarefas que os trabalhadores têm de enfrentar as políticas neoliberalistas em cada um dos países que emana o imperialismo e aplicado por diferentes governos burgueses, causando a miséria e a pobreza a que foi submetida a classe trabalhadora e as pessoas na América e no mundo.

Sinttel-RJ e MLC