Greve de trabalhadores deixa França paralisada

As greves na França contra o projeto de Reforma Trabalhista do governo de Hollande se estenderam a vários setores

Déficit da previdência social é farsa!

Com argumentos incontestáveis, Denise Gentil destroça os mitos oficiais que encobrem a realidade da Previdência Social no Brasil

Sindicalistas de todo o país aderem à Unidade Popular

Em um ato público realizado em Maceió, Alagoas, sindicalistas de vários estados aderiram ao Partido Unidade Popular pelo Socialismo

PL\4330 volta à pauta no Congresso Nacional

O movimento sindical deve colocar a luta contra o PL 4330 como uma batalha de vida ou morte para a classe trabalhadora.

Apesar de comum, assédio sexual no trabalho é pouco denunciado no Brasil

Vergonha, medo e dificuldade de provar a agressão levam as vítimas a preferir o silêncio.


sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Relatório do Dieese aponta crescimento histórico de greves no país


Greve dos Garis do Rio de Janeiro em 2014, acumulo de lutas no ano anterior
 
O ano de 2013 teve o maior número de greves, com aumento de 134% em relação a 2012. Naquele ano, no mês de abril, mais de 20 mil trabalhadores ocuparam a Esplanada dos Ministérios contra a retirada de direitos, em uma das várias manifestações que marcaram o período

O Departamento de Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou na última semana (16) um balanço das greves de 2013, com base nos dados do Sistema de Acompanhamento de Greves (SAG). De acordo com o levantamento, de 2012 para 2013 houve um aumento de 134% das greves no país, com 2050 paralisações no total. Em 2012, foram 877 greves.

O ano de 2013, que foi o maior número de toda a série histórica – registrada desde 1978, tem como um dos destaques as mobilizações nas empresas estatais, com crescimento expressivo de 372%. Neste setor, foram 29 greves em 2012 enquanto no ano seguinte foram 137.

A pesquisa apresentou dados da esfera pública e privada, além das ações conjuntas entre estes dois setores. No setor privado, foram 464 greves ocorridas em 2012 e 1106 no ano de 2013. As campanhas conjuntas tiveram um aumento de 266,7%. O funcionalismo público realizou 381 greves em 2012 e 796 em 2013, um aumento de 109%.

 Vale destacar o número de horas paradas, que é o maior desde o ano de 1990. Foram 111.342 horas paradas em 2013, considerando um importante avanço nas estatais, que tiveram aumento de 184% de horas paradas de 2012 para 2013.

“Em 2012 já tinham começado a aumentar o número das greves. Foi o ano em que os servidores federais, por exemplo, tiveram uma greve muito forte, inclusive com a participação os docentes das Instituições Federais de Ensino. Mas em 2013 já começamos a sentir os efeitos da crise. Esse foi o ano em ocorreu as manifestações espontâneas da Jornada de Junho, que são expressão do início do esgotamento do modelo econômico, que só aumentou com a crise”, avaliou Paulo Rizzo, presidente do ANDES-SN.

Duração

De acordo com o estudo, em 2012, ocorreram 646 greves deflagradas por tempo indeterminado, enquanto em 2013 os trabalhadores se colocaram mais combativos e fizeram o número subir para 1322. As greves de advertência aumentaram de 24% para 35% nestes dois anos e as de um dia foram mais frequentes no setor de serviços.Além do aumento das greves por categoria, paralisações no âmbito empresa/unidade cresceram de 503, em 2012, para 1289 em 2013.

Motivações das greves e resultados

A pesquisa avaliou as reivindicações dos movimentos, categorizando como greves propositivas – por novas conquistas ou ampliação das conquistas – e defensivas – em defesa de condições mínimas de trabalho, saúde, segurança ou como denúncia de descumprimento de acordos. Uma característica importante na avaliação deste período é que as mobilizações de caráter propositivo teve queda de 64% para 57%, enquanto as defensivas tiveram um aumento de 67% para 75%. No setor de serviços privados, em 2013, o pagamento de salário atrasados abrangeu 37% das reivindicações dos trabalhadores.

Greve dos metroviários de São Paulo em 2014

Em 2013, 80% das paralisações avaliadas (47% do total delas) tiveram algum êxito no atendimento de suas reivindicações. Na indústria privada, a maioria dos movimentos (56%) foi deflagrada por metalúrgicos, seguido por trabalhadores da construção (23%), químicos (7%) e do setor de alimentação (6%).

Esse resultado revela a grave e crescente precarização nas condições de trabalho e nos direitos mais básicos durante o período analisado. O Dieese descreve a avaliação como um “desbordamento” com a ação mais comum de categorias que habitualmente se mobilizam influenciando também segmentos menos organizados. Confira aqui o levantamento.

Para o presidente do ANDES-SN, o aumento de greves defensivas reflete a ampliação dos ataques dos governos e patrões. “Já estavam evidentes e começavam a serem sentidos os efeitos da crise financeira e da política de retirada de direitos dos trabalhadores”, comentou.

Paulo Rizzo ressaltou ainda a necessidade de intensificar a mobilização e resistência para 2016. “Ao que tudo indica, o próximo ano será um período de muitas ameaças aos direitos dos trabalhadores, em função da agenda política e econômica do país, que, mesmo numa situação de crise política, aponta para um período de lutas e resistências”, completou.

Fonte: http://www.andes.org.br/andes/print-ultimas-noticias.andes?id=7913

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Não ao Impeachment! Ocupar as ruas contra o Ajuste Fiscal e avançar nos direitos da classe trabalhadora


Como se não bastasse todos os ataques à classe trabalhadora promovida pelo então Presidente da Câmara dos Deputados, o corrupto Eduardo Cunha, agora numa clara manobra para manter seu mandato, abre o processo de impeachment.
    O que está em jogo não é a defesa dos interesses da classe trabalhadora, longe disso, o que Eduardo Cunha quer é a garantia da entrega das riquezas nacionais nas mãos das grande empresas, dos banqueiros, dos patrões. Durante todo seu mandato, o então presidente da câmara se mostrou um verdadeiro capacho das vontades das elites. Por isso garantiu tapete vermelho para o presidente da Fiesp e repressão aos trabalhadores na votação do PL 4330, projeto que reduz salário dos trabalhadores, legaliza e aumenta o número de acidente de trabalho e de mortes entre os terceirizados. Hoje em nosso país, de cada 10 mortes em locais de trabalho, 8 são terceirizados. Quem defende esse projeto é contra os trabalhadores e trabalhadoras brasileiros.
    Por isso o impeachment aprofunda os ataques a nossa classe. Um governo presidido por Michel Temer, que foi presidente da Câmara dos Deputados, quando FHC era presidente, e garantiu a votação dos interesses daquele governo, ira aprofundar a retirada de direitos conquistados com anos de lutas. O PMDB, partido que mais recebeu dinheiro das mineradoras e empreiteiras, governando com o apoio do PSDB, partido que começou o ano de 2015 batendo em professores no Paraná e termina batendo em estudantes em São Paulo, não pode solucionar a crise diária que vivem aqueles que mais trabalham.Por trás do impeachment, estão fascistas, torturadores da ditadura e superexploradores que querem nosso sangue para lucrar mais.
    Assim, a classe trabalhadora brasileira tem um desafio, ampliar as lutas, as paralisações, as greves e as manifestações. É fato que a politica do atual governo tem sido de repassar para os trabalhadores a crise que a burguesia produziu. Neste ano foram mais de 800 mil desempregados, medidas como a 664 e 665 que reduziu o acesso ao seguro desemprego entre outros direitos. Isso é o resultado do Ajuste Fiscal do banqueiro Levy, que tem a benção da presidente Dilma. Lutar para mudar essa realidade é nossa tarefa, não nos iludamos com o engodo o impeachment.
    Devemos ocupar as ruas contra o ajuste fiscal, contra a política econômica que piora a vida do nosso povo, não devemos pagar pela crise! E ocupar as ruas pela garantia de nossos direitos! Quem melhor defende os direitos dos trabalhadores são os próprios trabalhadores!

Demissão imediata de Joaquim Levy
Auditoria Cidadã da Dívida Pública Já!
Redução da Jornada de trabalho, sem redução de salário!
Fim da terceirização!
Não ao Impeachment!

Movimento Luta de Classes - MLC