quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Não ao Impeachment! Ocupar as ruas contra o Ajuste Fiscal e avançar nos direitos da classe trabalhadora


Como se não bastasse todos os ataques à classe trabalhadora promovida pelo então Presidente da Câmara dos Deputados, o corrupto Eduardo Cunha, agora numa clara manobra para manter seu mandato, abre o processo de impeachment.
    O que está em jogo não é a defesa dos interesses da classe trabalhadora, longe disso, o que Eduardo Cunha quer é a garantia da entrega das riquezas nacionais nas mãos das grande empresas, dos banqueiros, dos patrões. Durante todo seu mandato, o então presidente da câmara se mostrou um verdadeiro capacho das vontades das elites. Por isso garantiu tapete vermelho para o presidente da Fiesp e repressão aos trabalhadores na votação do PL 4330, projeto que reduz salário dos trabalhadores, legaliza e aumenta o número de acidente de trabalho e de mortes entre os terceirizados. Hoje em nosso país, de cada 10 mortes em locais de trabalho, 8 são terceirizados. Quem defende esse projeto é contra os trabalhadores e trabalhadoras brasileiros.
    Por isso o impeachment aprofunda os ataques a nossa classe. Um governo presidido por Michel Temer, que foi presidente da Câmara dos Deputados, quando FHC era presidente, e garantiu a votação dos interesses daquele governo, ira aprofundar a retirada de direitos conquistados com anos de lutas. O PMDB, partido que mais recebeu dinheiro das mineradoras e empreiteiras, governando com o apoio do PSDB, partido que começou o ano de 2015 batendo em professores no Paraná e termina batendo em estudantes em São Paulo, não pode solucionar a crise diária que vivem aqueles que mais trabalham.Por trás do impeachment, estão fascistas, torturadores da ditadura e superexploradores que querem nosso sangue para lucrar mais.
    Assim, a classe trabalhadora brasileira tem um desafio, ampliar as lutas, as paralisações, as greves e as manifestações. É fato que a politica do atual governo tem sido de repassar para os trabalhadores a crise que a burguesia produziu. Neste ano foram mais de 800 mil desempregados, medidas como a 664 e 665 que reduziu o acesso ao seguro desemprego entre outros direitos. Isso é o resultado do Ajuste Fiscal do banqueiro Levy, que tem a benção da presidente Dilma. Lutar para mudar essa realidade é nossa tarefa, não nos iludamos com o engodo o impeachment.
    Devemos ocupar as ruas contra o ajuste fiscal, contra a política econômica que piora a vida do nosso povo, não devemos pagar pela crise! E ocupar as ruas pela garantia de nossos direitos! Quem melhor defende os direitos dos trabalhadores são os próprios trabalhadores!

Demissão imediata de Joaquim Levy
Auditoria Cidadã da Dívida Pública Já!
Redução da Jornada de trabalho, sem redução de salário!
Fim da terceirização!
Não ao Impeachment!

Movimento Luta de Classes - MLC

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