quinta-feira, 23 de junho de 2016

Interessa ao patrão uma legião de desempregados?


São mais de 11 milhões de desempregados no Brasil
Sim, e precisamente com essa pergunta Marx observou que há, no capitalismo, uma “lei dos salários”, isto é, uma norma que é a seguinte: O sistema capitalista necessita de que haja constantemente um exército de desempregados, de forma que os patrões possam usar os trabalhadores sem emprego para pressionar pelo rebaixamento dos salários de quem está empregado.
“Aceite o salário que te pago caso contrário alguém lá fora pega o seu lugar e ainda aceitam salário menor”. Esse “alguém lá fora” vem justamente daquela multidão de trabalhadores desempregados, nas periferias das cidades, no campo ou as próprias mulheres dos trabalhadores, todos em uma posição mais frágil, mais carente ou mais defensiva ao ponto de aceitarem substituir o trabalhador demitido inclusive por um salário menor do que ele ganhava. O chamado terceirizado, o precarizado, vem a ser justamente isso: a massa de trabalhadores que o sistema lança no desemprego absoluto e na carência profunda.
Atualmente sentimos na pele esse desemprego e essa série de ameaças seguidas de assédio moral dentro das empresas, com baixos salários e cargas horárias extenuantes e para piorar a democracia foi ferida com um golpe político tramado por velhos lobos da política do PMDB apoiado pela oposição (lê-se PSDB, DEM, etc), propondo mudanças profundas na constituição de 1988 em um projeto chamado “ponte para o futuro” que impõe severas restrições e ajustes aos direitos sociais e trabalhistas, ou seja, trata-se de uma tragédia anunciada para um povo que sonha viver um dia num país desenvolvido com inclusão e justiça social.
Como podemos ver, uma grande tormenta continua a se desenhar sobre a cabeça do povo brasileiro. O enredo já estava todo desenhado: o PMDB saiu do governo, se aliou à oposição em nome da farsa de formar a "grande maioria política em defesa do futuro da nação" e executaram o golpe contra a presidenta Dilma.Agora enterram as investigações pelo fim da corrupção e implantam no Brasil, a política neoliberal mais agressiva e nociva possível contra a classe trabalhadora.
Mas essa situação pode ser revertida com a força política da classe trabalhadora. Os trabalhadores organizados, por fábrica, por sindicato combativo, podem impor aumentos salariais e até a escala móvel de horas de trabalho, isto é, ganhando o mesmo salário trabalharem menos horas para que todos tenham emprego. E com isso, desmascarar as verdadeiras intenções dos magnatas que assumiram o governo golpista
Nós não podemos ficar parados, e sim enfrentar este governo golpista e ilegítimo. Os trabalhadores e trabalhadoras estão se levantando em todo o país, para dizer  basta a todos ataques à nossa classe.O caminho é debater a política de nossa classe em cada entidade sindical e com isso, encher as ruas de classe trabalhadora para barrar os ataques, derrotar o retrocesso e avançar nos nossos direitos.

Felipe Roberto
Movimento Luta de Classes
Minas Gerais

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