quarta-feira, 8 de junho de 2016

Trabalhadores e Trabalhadoras contra demissões na MGS



Trabalhadores do BH Resolve realizaram passeata pelo centro da cidade
Trabalhadores da Empresa Pública Minas Gerais Administração e Serviços - MGS, alocados nos setores BH Resolve e na Farmácia de Minas cruzaram os braços e entraram em greve. Mais uma vez, a diretoria da empresa ataca os direitos dos trabalhadores, reduzindo a remuneração e fazendo demissões, no entanto, ela não faz isso sozinha.
    O BH Resolve é um setor de atendimento da Prefeitura de Belo Horizonte, onde os cidadãos pagam seus impostos municipais, multas de trânsito entre outras atividades importantes. Por dia, a média do número de usuários é de 20 mil pessoas, nele trabalham 153 trabalhadores da MGS, entre  terceirizados e servidores municipais. Mesmo recolhendo todo esse dinheiro, a prefeitura de Belo Horizonte decidiu baratear seu contrato com a MGS. Com o objetivo de repassar aos funcionários os custos dessa redução, a prefeitura e a empresa deram duas alternativas aos trabalhadores, aceitarem a redução do salário e da jornada, aderindo ao Plano de Proteção ao Emprego (PPE) ou aceitar 42 demissões. Entre a chibata e a forca, os trabalhadores decidiram a luta. Não aceitaram essas duas alternativas e entraram em greve. Organizados pela Associação Sindical dos Empregados Públicos da MGS -ASSEPEMGS e pelo Movimento Luta de Classes - MLC, os trabalhadores não deixaram o BH resolver nada e não abriram as portas dois dia seguidos. A prefeitura e a empresa pressionaram os trabalhadores e no terceio dia de greve o setor abriu com 40 funcionários, que foram vítimas de assédio moral por parte dos supervisores e até por parte da população, tendo de trabalhar com a presença extensiva da guarda municipal.
  
    Com a pressão exercida pelos trabalhadores organizados, a MGS terminou por realocar os trabalhadores e trabalhadoras que seriam demitidos em outros órgãos e secretarias, arrancando das mãos da empresa a anulação das demissões. Na Farmácia de Minas os trabalhadores aguardam a decisão judicial sobre a o pagamento do adicional de insalubridade. A greve foi suspensa e adecidiu-se pelo estado de greve. Caso a MGS permaneça irredutível e não haja um política remuneratória que a própria empresa anunciou, a greve poderá ser reiniciada.
Com combatividade e agitação na Porta da Farmácia de Minas
Já na Farmácia de Minas, setor estadual que faz entrega dos remédios à população, o motivo da greve foi o corte do adicional de insalubridade. Segundo a MGS, os trabalhadores que atendem usuários com enfermidades e que por vezes tem contatos com sangue dos pacientes sem nenhuma proteção, não precisam deste adicional, pois não é insalubre. Contra este absurdo a resposta também foi a greve. No caso da Farmácia, como serviço essencial, a greve conta com os 30% da escala mínima.A MGS propos pagar ao setor de atendimento o valor de R$ 200,00 até que a justiça decidisse sobre o mérito, deixando de fora o setor administrativo, que trabalha no mesmo ambiente. Os trabalhadores disseram que só aceitam se todos recebessem, pois não passa de uma tentativa de dividir o movimento grevista.
 Uma questão importante é que desde a atuação do MLC, que fundou a ASSEPEMGS, todas as lutas que organizamos foram pela manutenção de direitos dos trabalhadores, para barrar ataques por parte da empresa e por parte do governo. Mas com isso, aumenta a consciência dos trabalhadores para construirmos uma greve geral na MGS, pela valoriazação do empregado público, pela melhoria das condições de trabalho, por um plano de cargos e salários entre outras importantes reivindicações. Se a situação é grave a resposta é a greve.

Renato Campos Amaral –
Assessor Político da ASSEPEMGS e da Coordenação do Movimento Luta de Classes

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