Greve de trabalhadores deixa França paralisada

As greves na França contra o projeto de Reforma Trabalhista do governo de Hollande se estenderam a vários setores

Déficit da previdência social é farsa!

Com argumentos incontestáveis, Denise Gentil destroça os mitos oficiais que encobrem a realidade da Previdência Social no Brasil

Sindicalistas de todo o país aderem à Unidade Popular

Em um ato público realizado em Maceió, Alagoas, sindicalistas de vários estados aderiram ao Partido Unidade Popular pelo Socialismo

PL\4330 volta à pauta no Congresso Nacional

O movimento sindical deve colocar a luta contra o PL 4330 como uma batalha de vida ou morte para a classe trabalhadora.

Apesar de comum, assédio sexual no trabalho é pouco denunciado no Brasil

Vergonha, medo e dificuldade de provar a agressão levam as vítimas a preferir o silêncio.


quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Fora Temer ocupa as ruas de Natal


       No dia 16 de agosto cerca de mil pessoas ocuparam as ruas de Natal para dizer não à política antipopular do governo golpista de Michel Temer. O ato foi convocado pelas centrais sindicais e aqui no RN foi organizado pela CUT, CSP-Conlutas, Intersindical, CTB e pelo MLB.

     Às oito horas da manhã trabalhadores, sindicalistas, estudantes e militantes do MLB já estavam em frente ao hospital Walfredo Gurgel que vive uma crise crônica fruto do descaso dos governos. Diversas categorias estavam presentes. Trabalhadores da saúde, da educação, servidores estaduais e federais, petroleiros, etc. Também teve destaque a participação de operadores de telemarketing que, mesmo sem apoio do seu sindicato tem organizado a luta contra os abusos dos patrões e fizeram uma participação organizada no ato.
O ato seguiu em passeata até ao Centro Administrativo do Estado onde as centrais sindicais e os partidos PSTU, PSOL, UP, denunciaram os ataques do governo golpista contra a classe trabalhadora e o descaso do governo estadual com o povo norte-riograndense.
FORA TEMER!
 
 
Movimento Luta de Classes - RN

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Unidade marca ato das Centrais Sindicais - Preparar a Greve Geral!


Ato no Rio de Janeiro

        Na última terça feira, dia 16 de Agosto, as Centrais Sindicais realizaram um grande ato de unidade contra a retirada de direitos trabalhistas promovida pelo governo ilegítimo de Michel Temer. Vários sindicatos, associações de classe e demais movimentos sociais, ocuparam as ruas e avenidas das principais cidades brasileiras com o objetivo de denunciar todas as medidas que fazem, as condições dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil retrocederem em mais de um século.
          Vários sãos os ataques que a Confederação Nacional das Indústrias, a Federação das Industrias de São Paulo, a Federação dos Banqueiros e o Congresso Nacional estão armando contra a nossa classe. Um deles, o Projeto de Lei 257, foi aprovado na Câmara dos Deputados na última semana, projeto este que, renegocia as dívidas dos estados e municípios retirando do bolso dos servidores, pois congela seus salários durante anos, e ainda proíbe a realização de quaisquer concursos públicos , Outro projeto ainda pior está para ser votado, a PEC 241, que congela o salário dos servidores em vinte anos.  A privatização de empresas públicas é também prioridade neste governo golpista.
       

Ato em Belo Horizonte
   São muitos os ataques, e se baseiam em flexibilizar as leis trabalhistas para aumentar a jornada de trabalho (a proposta da CNI é de 80 Horas), reduzir salários, reduzir o horários de almoço entre outros absurdos. Além do mais, a proposta prioriza o negociado sobre o legislado, onde as negociações coletivas poderão ser abaixo da CLT, abaixo da lei, e ainda individualizando a negociação, acabando com os sindicatos e aumentando a exploração das categorias laborais.
           Por tudo isso, este ato assume uma enorme importância, pois coloca em debate a urgente necessidade de construir uma forte Greve Geral, que paute os direitos da classe trabalhadora e caminhe no objetivo  de forma concreta, e com isso arrancarmos das mãos dos governos comprometidos com os patrões a melhores condições de trabalho e mais direitos. Para desenvolvermos essa luta é fundamental o debate nas bases sindicais, informar sobre os inúmeros ataques que a burguesia planeja contra nós, e nos organizarmos para barrar este retrocesso. 

Renato Amaral
Movimento Luta de Classes



         

GREVE DOS PROFESSORES NO CEARÁ CHEGA AO FIM APÓS GOLPE DA DIREÇÃO DO SINDICATO.




             Assembleia dos professores ocorreu no dia 09 de Agosto no Ginásio Paulo Sarasate, Fortaleza-CE, mais de 2000 professores participaram, apesar das dificuldades para acessar as imediações do local por conta da falta de crachá que identifica os professores filiados ao sindicato APEOC (Associação dos Professores de Estabelecimentos Oficiais Ceará). Após a defesa da proposta de suspenção da greve realizada por dois professores e da defesa da proposta de continuação da greve feita também por dois professores; no momento da votação ficou claro para os professores presentes que a proposta a favor da continuação da greve havia sido vitoriosa, menos para o presidente do sindicato APEOC: Anízio Melo e direção do sindicato, que através do contraste visual, ou seja, com maioria visível dos votos a favor da continuação da greve; afirmou que a proposta de suspenção teria sido a favorita. O golpe gerou uma revolta nos professores presente na assembleia, o que levou alguns, impedir a saída da direção do sindicato do ginásio; todavia os seguranças contratados pela APEOC agrediram os professores que protestavam contra o golpe com murros e empurrões; a direção sindical conseguiu fugir do local.

            A greve dos docentes no Ceará foi deflagrada no dia 20 de abril em assembleia no ginásio Parangaba, Fortaleza-CE, com adesão da maioria dos professores. Mais de 60 escolas estaduais foram ocupadas pelos estudantes. A greve dos professores foi motivada por corte no orçamento na Educação feita pelo Governo Camilo Santana (PT), retirada de direitos trabalhistas; o não cumprimento da data-base de reajuste salarial da categoria, de 1º de janeiro, os docentes reivindicava reajuste de 12,67%.

            A greve durou 107 dias, apesar da reivindicação de reajuste salarial não ter sido atendida pelo Governo Camilo, os professores obtiveram algumas conquistas; como melhorias no processo jurídico de contratação dos professores temporários; repasse de 32 milhões para reformas das escolas estaduais, aumento Irrisório no valor da regência de classe para todos os níveis da carreira para efetivos ativos e aposentados; reajuste de 5% na remuneração dos professores temporários.

            Sabemos que desde 2015 o Brasil enfrenta uma crise econômica e uma das formas dos governos capitalistas para superar as crises é através do aumento da exploração dos trabalhadores, por este motivo os trabalhadores da educação estão sofrendo várias perdas de direitos trabalhistas e diminuição dos salários. Evidentemente, este caminho feito pelos governos para superar as crises econômicas, na medida em que se aprofunda a exploração da classe operária; só agrava a contradição fundamental do capitalismo, isto é, a contradição entre a burguesia e os trabalhadores e coloca perante a classe operária necessidade de lutar para pôr fim a esse sofrimento.

Movimento Luta de Classes

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Servidores do CEFET-MG aprovam indicativo de Greve


Foto: CUT-MG
A base do SINDIFES no CEFET-MG aprovou o Indicativo de Greve para o dia 22 de agosto na manhã desta terça-feira, dia 9 de agosto, durante a Assembleia no auditório do Campus I, em Belo Horizonte. O movimento paredista é uma tentativa de barrar os ataques contra o Serviço Público, à Educação e à Saúde feitos por meio da PL 257/16, da PEC 241/16 e de outras ações do governo interino.

Cerca de 80 Técnico-Administrativos em Educação da instituição estiveram presentes, tendo inclusive participação de algumas unidades do interior. A assembleia também aprovou a adesão a Paralisação Nacional em Defesa da Educação no dia 11 de agosto e a paralisação e participação da Plenária Sindical no dia 16 de agosto, a partir das 9h na Assembleia Legislativa.

Para aprovar o indicativo de Greve a Categoria avaliou que o serviço público vive um dos piores cenários nas últimas décadas, se equiparando ao período do governo de Fernando Henrique Cardoso, quando parte do trabalhadores recebiam o equivalente a um (1) salário mínimo. De acordo com o coordenador geral do SINDIFES, Mário Sérgio, o que a PL 257/16 e a PEC 241/16 pretendem é acabar com o serviço público. “Entrei um mês antes do Fernando Henrique assumir a presidência, recebia complemento salarial, pois era proibido pagar menos que o salário mínimo. Nestes 10 anos, tivemos apenas um concurso público no CEFET-MG e vivemos sem aumento de salários”, relembrou.

Cristina del Papa, coordenadora geral do SINDIFES, explicou que o PL 257/16 apesar de tratar das dívidas públicas dos estados e municípios tem quase 200 emendas e é um aprofundamento do ajuste fiscal, congelando o Estado por um longo período. “Se o PL 257/16 é ruim, a PEC 241/16 é dez vezes mais perversa. Ela atinge diretamente a esfera federal e prevê congelamento de verbas, inclusive salários, por até 20 anos. Também permite os cortes de incentivos e gratificações, além de demissões para se alcançar as metas orçamentárias, que serão cada vez menores e mais difíceis de bater”, afirma ela.

Outro ataque ao serviço público é a desvinculação das receita da união (DRU), com esta medida, o governo deixa de ter um orçamento mínimo para a Educação e a Saúde, por exemplo, e passa a investir o valor que o presidente achar ideal. Ou seja, se já existe uma tentativa em reduzir os orçamentos, a desvinculação irá ampliar, drasticamente, a possibilidade desta redução.

Após a avaliação da conjuntura foi votado sem votos contrários a adesão, a Paralisação Nacional em Defesa da Educação no dia 11 de Agosto e a aprovação do Indicativo de Greve para o dia 22 de Agosto.

Fonte:http://sindifes.org.br

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Câmara Federal quer aprovar hoje PLP 257 e destruir direitos dos servidores públicos


Temer e Rodrigo Maia, aliados para retirar direitos dos trabalhadores
A mobilização contra retrocessos na Câmara Federal tomam mais fôlego agora, depois do recesso legislativo de julho. Na retomada do trabalho legislativo, deverá ser votado o Projeto de Lei Complementar (PLP) 257/16, que trata da renegociação das dívidas dos estados e do ajuste fiscal aplicado aos servidores públicos. Entre as várias medidas que atacam o funcionalismo previstas, está a impossibilidade de governadores concederem reajustes salariais no prazo mínimo de dois anos. A matéria conta com regime de urgência constitucional e trancará a pauta do plenário dentro de 45 dias se não for votada antes.
Centrais sindicais, Confederações e Federações como a CUT, Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro) e Sindicato dos Trabalhadores em Escolas Públicas do Distrito Federal (SAE-DF) entre outras entidades participam das mobilizações que estão acompanhando o processo de votação e tentando entrar na Câmara, apesar do novo presidente, o Deputado do DEM Rodrigo Maia, utilizar da polícia legislativa contra os trabalhadores, como fazia Eduardo Cunha.
Embora o PL 4.567, que trata da privatização da exploração de petróleo na camada pré-sal, não conste até o momento da pauta da Câmara, ele pode ser votado na primeira semana de trabalho do parlamento, uma vez que seu regime de urgência foi aprovado concomitantemente ao do PLP 257, na última semana antes do recesso parlamentar.

Os participantes dos coletivos e departamentos da CNTE, que estão em Brasília desde o dia 1 de agosto, além dos membros do Conselho Nacional de Entidades, também são convocados a permanecer alertas para participarem das mobilizações contra esses projetos. Professores e orientadores educacionais devem ficar atentos a uma possível convocação do Sinpro para defesa dos interesses da categoria.
Servidores na mira do PLP 257


Será apresentado nesta segunda-feira um substitutivo ao texto do PLP 257, que poderá receber emendas de plenário. O PLP não foi votado nesta segunda-feira devido à falta de quórum, mas já foi à votação hoje pela manhã. Os representantes dos trabalhadores destacam que é importante lembrar que o projeto que trata da renegociação das dívidas dos estados e do Distrito Federal com a União propõe mudanças na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), fixando limites para os gastos públicos e determinando a redução das despesas, especialmente as despesas com pessoal. Para os trabalhadores, alguns pontos da proposta que dão a dimensão das ameaças do projeto são: congelar aumentos ou ajustes de remuneração; suspender admissão ou contratação de pessoal inclusive nas empresas estatais; reduzir em 10% as despesas com cargos de livre provimento; contabilizar as despesas com terceirização de mão de obra e outras formas de contratação nas despesas de pessoal; transferir bens e participações acionárias dos estados para a União, que fará a alienação ou privatização.
'Boas intenções'

Entre outros ataques aos direitos do funcionalismo público, o PLP 257 prevê a suspensão de concursos públicos, congelamento de salários, não pagamento de progressões e outras vantagens (como gratificações).

As entidaes permanecem na porta da Câmara tentando participar da apreciação do projeto. Ontem foram reprimidas com spray de pimenta, mostrando a truculencia da presidência da Câmara dos Deputados.

Renato Amaral
Movimento Luta de Classes

Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br





segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Não encontrarão aqui nenhum descanso na luta por um piso salarial nacional decente!


 "Operadores de Telemarketing do Nordeste dizem FORA TEMER  e declaram: À tentativa dos patrões de transferir as operações de outras regiões do país sob o pretexto preconceituoso de pagar salários menores na nossa Região Nordeste, respondemos que não encontrarão aqui nenhum descanso na luta por um piso salarial nacional decente para todos os trabalhadores da nossa categoria no Brasil."

 Reunidos em Recife, trabalhadoras e trabalhadores de telemarketing/teleatendimento, categoria do ramo de telecomunicações, declaramos nosso repúdio ao ataque promovido pelas classes dominantes contra o voto de cinquenta e quatro milhões de brasileiros para impor um governo ilegítimo do PMDB em aliança com o PSDB, DEM, PP, PPS e PSB.
                Durante os governos anteriores, já havíamos nos levantado contra o ajuste fiscal que retirava dinheiro das áreas sociais para enriquecer os empresários e banqueiros, entretanto, não resta dúvida que um governo de Michel Temer e dos partidos da direita com sua atrasada proposta enganosa denominada de "ponte para o futuro" é muito pior para os trabalhadores, tem aumentado os casos de corrupção e denúncias contra os seus ministros e só beneficiará os ricos. Assim o demonstra ao ter entregado para dois dos maiores banqueiros do nosso país a chave dos cofres públicos nos Ministérios da Fazenda (Henrique Meirelles) e do Banco Central (Ilan Goldfajn), além de querer impor uma reforma da previdência que retira conquistas históricas da classe trabalhadora. A verdade é que além de aumentar a corrupção, como ficou comprovado nas demissões de três ministros em menos de cem dias, querem transformar o Brasil numa República de banqueiros, privatizar o pré-sal e as empresas estatais, diminuir os investimentos em saúde e educação, acabar com o SUS e continuar pagando a dívida pública para enriquecer os bancos.
                Somamo-nos, assim, à palavra de ordem dos movimentos populares, da Frente Brasil Popular e da Frente Povo Sem Medo de "FORA TEMER", e não temos dúvida que somente com a mobilização popular podemos barrar o processo de impedimento e que só com o socialismo é que poderemos retirar dos patrões o poder econômico que lhes permite explorar os trabalhadores, submeter os governos e corromper as pessoas.
                 Compreendemos que a luta entre a classe trabalhadora e a classe patronal tem dado a tônica, tanto do processo de impeachment, quanto dos problemas enfrentados pela nossa categoria nos locais de trabalho. Da mesma maneira, as questões econômicas colocam diante de nós ataques, como a tentativa de pagar pela nossa jornada o equivalente ao pagamento proporcional à jornada de oito horas, a descrição da função de diferentes maneiras para burlar as conquistas obtidas pela categoria, irregularidades no pagamento de tíquetes e de remuneração variável. A esses ataques responderemos com lutas e mobilizações.
                A partir deste encontro, vamos fortalecer a luta contra o assédio moral, contra as manifestações de violência sexista contra as mulheres, vamos combater com determinação o desrespeito à dignidade do segmento LGBT e lutar pelo respeito ao nome social, uso do banheiro conforme a identidade de gênero e por auxílio maternidade/paternidade para adoção nos casos de casais homoafetivos. Nos empenharemos em combater o assédio moral e nos comprometemos em lutar pela efetivação das conquistas estabelecidas na NR-17, contra os ataques que os patrões tentam promover.
                À tentativa dos patrões de transferir as operações de outras regiões do país sob o pretexto preconceituoso de pagar salários menores na nossa Região Nordeste, respondemos que não encontrarão aqui nenhum descanso na luta por um piso salarial nacional decente para todos os trabalhadores da nossa categoria no Brasil.
                Denunciamos a perseguição aos dirigentes sindicais e às lideranças com demissões que desrespeitam a estabilidade provisória prevista na lei e nos solidarizamos com todos os companheiros vítimas desses ataques.         
Concluímos nosso encontro, portanto, reafirmando a importância de fortalecer os instrumentos de organização dos trabalhadores, como as Cipas e principalmente os sindicatos, na luta para que sejam entidades representativas, democráticas e sejam organizados conforme a decisão dos próprios trabalhadores e não por imposição.
                Reconhecemos o esforço das delegações representativas de todos os estados do Nordeste e dos estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais convidados, bem como do empenho dos companheiros do Sintelmarketing/PE para sediar nosso encontro, o que fizeram com empenho e êxito; e o fundamental papel desempenhado pela Fitratelp para a realização dessa atividade, parte integrante do esforço desprendido pela federação no sentido de se consolidar como instrumento estratégico na organização dos trabalhadores do ramo de telecomunicações e da categoria de telemarketing/teleatendimento.

  Recife - PE, 31 de julho de 2016