quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Servidores do CEFET-MG aprovam indicativo de Greve


Foto: CUT-MG
A base do SINDIFES no CEFET-MG aprovou o Indicativo de Greve para o dia 22 de agosto na manhã desta terça-feira, dia 9 de agosto, durante a Assembleia no auditório do Campus I, em Belo Horizonte. O movimento paredista é uma tentativa de barrar os ataques contra o Serviço Público, à Educação e à Saúde feitos por meio da PL 257/16, da PEC 241/16 e de outras ações do governo interino.

Cerca de 80 Técnico-Administrativos em Educação da instituição estiveram presentes, tendo inclusive participação de algumas unidades do interior. A assembleia também aprovou a adesão a Paralisação Nacional em Defesa da Educação no dia 11 de agosto e a paralisação e participação da Plenária Sindical no dia 16 de agosto, a partir das 9h na Assembleia Legislativa.

Para aprovar o indicativo de Greve a Categoria avaliou que o serviço público vive um dos piores cenários nas últimas décadas, se equiparando ao período do governo de Fernando Henrique Cardoso, quando parte do trabalhadores recebiam o equivalente a um (1) salário mínimo. De acordo com o coordenador geral do SINDIFES, Mário Sérgio, o que a PL 257/16 e a PEC 241/16 pretendem é acabar com o serviço público. “Entrei um mês antes do Fernando Henrique assumir a presidência, recebia complemento salarial, pois era proibido pagar menos que o salário mínimo. Nestes 10 anos, tivemos apenas um concurso público no CEFET-MG e vivemos sem aumento de salários”, relembrou.

Cristina del Papa, coordenadora geral do SINDIFES, explicou que o PL 257/16 apesar de tratar das dívidas públicas dos estados e municípios tem quase 200 emendas e é um aprofundamento do ajuste fiscal, congelando o Estado por um longo período. “Se o PL 257/16 é ruim, a PEC 241/16 é dez vezes mais perversa. Ela atinge diretamente a esfera federal e prevê congelamento de verbas, inclusive salários, por até 20 anos. Também permite os cortes de incentivos e gratificações, além de demissões para se alcançar as metas orçamentárias, que serão cada vez menores e mais difíceis de bater”, afirma ela.

Outro ataque ao serviço público é a desvinculação das receita da união (DRU), com esta medida, o governo deixa de ter um orçamento mínimo para a Educação e a Saúde, por exemplo, e passa a investir o valor que o presidente achar ideal. Ou seja, se já existe uma tentativa em reduzir os orçamentos, a desvinculação irá ampliar, drasticamente, a possibilidade desta redução.

Após a avaliação da conjuntura foi votado sem votos contrários a adesão, a Paralisação Nacional em Defesa da Educação no dia 11 de Agosto e a aprovação do Indicativo de Greve para o dia 22 de Agosto.

Fonte:http://sindifes.org.br

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