quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Aprovada a PEC 241/55 no primeiro turno no Senado - Mas a luta continua!



Bombas de gás e efeito moral foram usadas contra manifestante
Mesmo com o luto de três dias decretados pós queda do avião da Associação Chapecoense de Futebol,mesmo com a intensa luta dos estudantes, trabalhadores em educação entre outras categorias contra a aprovação da PEC 241/55, o Senado aprovou em primeiro turno esse ataque de 20 anos à população brasileira.
Ontem, data da votação milhares de pessoas foram à Brasília, ocupando a esplanada dos Ministérios como forma de pressionar os senadores e mostrar a indignação da classe trabalhadora contra esse Novo Regime Fiscal, que congelará durante 20 anos o orçamento para saúde, educação, moradia, transporte entre outros gastos públicos. Essa é a decisão do governo de banqueiros, que golpearam o país no ultimos meses. Os banqueiros preferem garantir o exorbitante pagamento dos juros e amortizações da dívida pública, que hoje são 42,43% do orçamento brasileiro, ou seja esse é o maior gasto público que não será congelado, mas sim garantido. Até por que, os credores dessa dívida são os mesmos banqueiros que estão no governo brasileiro, como o acionaista do BancoItaú Ilan Goldfajn, hoje presidente do Banco Central.
Companheiros do MLC e da UP participaram do ato

    O que se viu em Brasília ontem foi, além de um ataque orçamentário à população, um ataque violento por parte da polícia contra os manifestantes. Foram utilizados sprays de pimenta, bombas de gás lacrimogênio, balas de borracha, agressões físicas e muita repressão.
O caráter do golpe é justamente o da repressão das liberdades, onde fazer manifestação é tratado único e exclusivamente como caso de polícia, é o que acontece de forma clara pós temer na presidência.
Em seu primeiro turno no senado, os votos foram de 61 votos a favor da PEC e 14 votos contra. O segundo turno está marcado para dia 13 de Dezembro, data que marcará 48 anos da promulgação do Ato Institucional n 5, o AI 5. Mais manifestações estão marcadas em todo o país, a luta continua contra a PEC 241/55, e pelos direitos do povo pobre e da classe trabalhadora.

Movimento Luta de Classes

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