Greve de trabalhadores deixa França paralisada

As greves na França contra o projeto de Reforma Trabalhista do governo de Hollande se estenderam a vários setores

Déficit da previdência social é farsa!

Com argumentos incontestáveis, Denise Gentil destroça os mitos oficiais que encobrem a realidade da Previdência Social no Brasil

Sindicalistas de todo o país aderem à Unidade Popular

Em um ato público realizado em Maceió, Alagoas, sindicalistas de vários estados aderiram ao Partido Unidade Popular pelo Socialismo

PL\4330 volta à pauta no Congresso Nacional

O movimento sindical deve colocar a luta contra o PL 4330 como uma batalha de vida ou morte para a classe trabalhadora.

Apesar de comum, assédio sexual no trabalho é pouco denunciado no Brasil

Vergonha, medo e dificuldade de provar a agressão levam as vítimas a preferir o silêncio.


segunda-feira, 27 de março de 2017

Dia 31 será mais um dia de Greves e Paralisações em todo país!


Ato dia 15 de Março no Rio de Janeiro
Na noite do último dia 22 de Março, a Câmara Federal aprovou, sem qualquer discussão com a sociedade, o Projeto de Lei 4302, proposto em 1998 pelo governo de Fernando Henrique Cardoso, que legaliza a Terceirização sem Limites. Com a aprovação desta lei, que segue agora para sanção do golpista Michel Temer, todos os funcionários das empresas, fábricas e demais serviços, poderão ser contratados via uma empresa terceirizada.
As consequências para os trabalhadores serão drásticas, pois sabemos que em média, os trabalhadores terceirizados ganham 25% a menos de salário e trabalham três horas a mais que os contratados diretos. Além disso, os terceirizados são as maiores vítimas de acidentes de trabalho. Ou seja, é um projeto que beneficia apenas aos patrões, que terão mão de obra mais barata trabalhando mais e com menos direitos, legalizando assim, a morte dos trabalhadores em pleno serviço.
Mas os ataques não param por aí.  Ainda estar para ser votada a Reforma da Previdência e a Reforma Trabalhista, que terminarão de rasgar a Consolidação das Leis do Trabalho - CLT. O que está em risco é o direito às férias, ao décimo terceiro salário, a licença maternidade, entre outros direitos.
Por tudo isso, nós do Movimento Luta de Classes convocamos a classe trabalhadora de todo país a se mobilizar, a construir a necessária greve geral para derrotar esse avanço patronal contra os nossos direitos.  Reforçamos a urgência da unidade do movimento sindical, e a convocação de uma intensa jornada de paralisações, greves e manifestações de rua para virarmos o jogo ao nosso favor.
Dia 31 de Março é mais um dia em que a classe trabalhadora mostre sua força ocupando as ruas contr os pacotes de Temer.
 
Fora Temer e os Banqueiros!
Construir a Greve Geral

Coordenação Nacional do Movimento Luta de Classes

quinta-feira, 16 de março de 2017

Classe Trabalhadora nas ruas repudia reformas de Temer e dos banqueiros


Neste dia 15 de março, o povo brasileiro foi às ruas de todo o país e demonstrou todo seu repúdio às reformas de Temer, dos banqueiros e dos patrões. A intenção da burguesia e seus representantes era aprovar o fim do direito à aposentadoria e um retrocesso de 80 anos nas leis trabalhistas, mas a classe trabalhadora e a juventude provaram que estão mobilizados e podem barrar esses ataques.

Estima-se que mais de um milhão de brasileiros participaram dos protestos desta quarta-feira nos 26 estados e no Distrito Federal, num total de mais de 150 cidades. Em São Paulo foram mais de 250 mil na Avenida Paulista. Os metroviárias, que paralisaram as atividades desde a zero hora, foram aplaudidos pela população paulistana em várias estações. Rodoviários também paralisaram. Para Ricardo Senese, da Ação Metroviária/MLC, “isso é um reflexo do sentimento de união e solidariedade que toma a classe trabalhadora nesses momentos de crise e de retirada de direitos”.

No Rio de Janeiro, foram mais de 100 mil manifestantes pelas principais ruas do centro. “Estamos aqui contra a reforma trabalhista e da Previdência, dizendo que quem tem que pagar a conta da crise são as elites, os ricos. Tem que taxar as grandes fortunas e parar de pagar a dívida pública aos banqueiros”, afirmou Esteban Crescente, da Unidade Popular e do Sintufrj.

Em Belo Horizonte, capital mineira, os manifestantes se concentram nas Praças da Estação, Sete e Afonso Arinos. Quando o ato se unificou, no percurso até a Assembleia Legislativa de Minas Gerais, somava cerca de 200 mil pessoas. Para Leonardo Péricles, presidente nacional da UP e militante do Movimento de Luta nos Bairros (MLB), “está provado que é possível derrotar a reforma da Previdência, especialmente se a classe trabalhadora construir a greve geral, seguindo o exemplo do movimento dos trabalhadores em educação, que comparecem em massa ao ato de BH e iniciaram a greve do setor neste dia 15”.

Ato em BH tinha cerca de 200 mil pessoas
Ato em Recife
Em Natal-RN, o MLB mobilizou as famílias da periferia com quatro ônibus e se somou com mais cinco mil pessoas, saindo do bairro do Alecrim até a Praça Kennedy.

Em Teresina-PI, o ato se concentrou na Praça Rio Branco, em frente ao INSS, e seguiu pelas principais avenidas da cidade até a Praça da Liberdade, com cerca de mil pessoas.

Em João Pessoa-PB, cerca de três mil pessoas agitaram o Parque da Lagoa no percurso entre os prédios da Dataprev e do INSS Central, denunciando a reforma da Previdência e distribuindo panfletos para a população que se encontrava nas paradas de ônibus.

“Trata-se de um pacote neoliberal de Temer para atender exclusivamente os interesses dos banqueiros, dos capitalistas, e jogar o povo brasileiro na miséria”, afirmou o professor Magno Francisco, militante do Movimento Luta de Classes (MLC), no carro de som durante a passeata em Maceió-AL.

Em Pernambuco, às 06h00, o MLB fechou a BR-101 em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana de Recife. Na capital pernambucana, houve panfletagens e paralisações em diversos setores, incluindo o call center da Contax, em Santo Amaro. À tarde, cerca de 35 mil pessoas participaram do ato unificado, que saiu da Praça Oswaldo Cruz em direção ao prédio da Previdência Social, na Av. Dantas Barreto. Houve ainda atos em Garanhuns, Afogados da Ingazeira, Petrolina.

Rafael Freire, jornalista

Dia 15 de Março a classe trabalhadora foi às ruas em todo o país - Em Minas Gerais foi assim!



 Nesse último dia 15, marcou uma mudança na disputa da classe trabalhadora contra as reforma de Temer e dos banqueiros. Milhares de trabalhadores foram às ruas para protestar contra o Desmonte da Previdência que vem em forma de PEC 287. Proposta esta que amplia o tempo em que seremos obrigados à trabalhar sem o direito à aposentadoria.
    Em várias cidades mineiras aconteceram atos de grande importância para o embate desta luta. Em Belo Horizonte, cerca de 200 mil pessoas ocuparam as principais ruas e avenidas gritando o Fora Temer! E contra as reformas da Previdência e Trabalhistas. Durante todas as falas, foi explicado à população todos os malefícios da reforma da previdência, convocando a população às ruas.
          Em Juiz de Fora o ato concentrou na Avenida Francisco Bernardino, com muitas palavras de ordem e forte presença de juventude.

Ato em Juiz de Fora
         Em Viçosa, o ato se concentrou nas quatro pilastras, na entrada da Universidade Federal de Viçosa, com a presença do Sindicato dos Técnicos Administrativo – ASAV, e da Subsede do SindUte de Viçosa.

Ato em Viçosa
         Em Divinópolis os trabalhadores também foram às ruas com a presença dos servidores municipais entre outras categorias.
Ato em Divinópolis
      Em Jequitinhonha, cidade em pleno Vale do Jequitinhonha, aconteceu uma passeata contra a Reforma da Previdência.

Ato em Jequitinhonha




     Em Uberlândia vários sindicatos mobilizaram suas categorias, e teve forte presença na cidade, em um grande ato.

Ato em Uberlândia

        Atos também aconteceram em Montes Claros, Bambuí, Leopoldina entre outras cidades de Minas Gerais.
        Os atos de ontem demostraram que a classe trabalhadora unida e em luta conseguirão barrar a Reforma da Previdência e a Reforma Trabalhista, que já está em pauta no congresso. Categorias como metroviários, correios, servidores de universidades, educadores das redes municipais, estadual e particular, servidores públicos da administração estadual, auxiliares de escolas particulares, metalúrgicos entre outras importantes categorias, ainda com a presença de ocupações urbanas, movimento estudantil e movimento de mulheres, deram o tom do ato! A Previdência fica e quem sai é o Temer!
       Mais atos estão marcados em todo o país. A luta continua e com muita luta podemos barrar esta Reforma!











quarta-feira, 8 de março de 2017

Alckmin impõe vigilância ao sindicato dos professores na véspera da greve


Imagem do site Naufrago da Utopia

Na reunião de representantes de escola da APEOESP, no dia 06 de março, pela primeira vez, o governo do estado de São Paulo exigiu lista de presença com nome, assinatura, RG e a escola dos participantes da reunião. Só após o envio dessa lista, a liberação do ponto dos representantes no dia da reunião seria confirmada no Diário Oficial.
Devemos lembrar que os representantes são democraticamente eleitos nas escolas, no início do ano letivo, com ata devidamente assinada pelos demais professores onde constam todas as informações necessárias. E o abono do ponto para que os representantes possam participar da reunião sem sofrerem descontos no salário, essencial para a livre organização sindical, sempre foi acordado e confirmado previamente entre APEOESP e Secretaria de Educação.
A decisão às vésperas de uma iminente greve não é surpresa. Há 3 anos os professores da rede estadual de São Paulo estão sem aumento, as reformas da previdência e do ensino médio atacam profundamente a categoria, que no dia 08 de março vota pela primeira greve depois da derrota para o governo em 2015, mesmo depois de realizarem a maior greve da história naquele ano.
A decisão publicada em Diário Oficial e assinada pelo Gabinete do Secretário da Educação (que por sinal é um juiz e não um educador) exigia também a ata da reunião em claro ataque à liberdade sindical.

Ao todo, a rede estadual conta com mais de 5000 escolas. Pelas regras do sindicato, todas elas têm direito a pelo menos um representante. Logo, vigiar todas as 92 subsedes regionais seria um trabalho e tanto para a repressão. Por isso, a exigência da lista além de uma forma de repressão e intimidação, também é uma tentativa de mapear e medir a capilaridade do sindicato e quais as escolas sob maior influência, geralmente associadas a uma maior combatividade e atuação de vanguarda nas lutas pela educação.
A categoria, que não conseguiu articular a greve para 2016, chega em 2017 com novo fôlego após os ataques da Reforma do Ensino Médio que pretende eliminar várias disciplinas e a Reforma da Previdência que acaba com a aposentadoria especial para professores. Também pesam para a decisão pela greve o fechamento de mais de 900 salas somente este ano e os três anos sem reajuste salarial com perdas de mais de 20% para a inflação do período.

Lucas Marcelinho
Professor da Rede Estadual de São Paulo

terça-feira, 7 de março de 2017

Metroviários aprovam paralisação de 24 horas no dia 15, em defesa da aposentadoria!


Fotos de Paulo Iannone

O governo golpista de Temer, não satisfeito em congelar gastos nas áreas de educação, saúde, moradia e demais setores sociais por vinte anos, agora quer aprovar uma emenda na constituição para acabar com o direito de se aposentar.

Nas ruas, a classe trabalhadora tem demonstrado indignação com esse projeto. Para Ricardo Senese, da Ação Metroviária e da Unidade Popular pelo Socialismo, só a luta pode barrar a reforma da previdência: “tenho conversado com muita gente nas coletas pela legalização da UP e nas bases dos metroviários, o que percebo é uma grande indignação com esse governo e essa reforma da previdência. Temos uma chance de transformar essa indignação em luta e vitória se todas as categorias aderirem ao chamado da paralisação nacional no dia 15. Por isso, nós metroviários, acertamos em definir ontem nossa adesão ao movimento nacional do dia 15”.

A luta em defesa da aposentaria está relacionada a outras lutas, em especial a contra a reforma trabalhista, com a qual Temer e o congresso nacional querem rasgar a CLT, aumentar a jornada de trabalho, diminuir ou fatiar as férias em 3 períodos, aumentar o tempo que um funcionário pode ficar com contrato temporário, diminuir intervalo dentro da jornada de trabalho e dar força de lei aos acordos coletivos entre sindicato e empresa.

Este último já é permitido desde que o acordo seja benéfico para os trabalhadores. Agora se trata, na prática, de garantir que acordos que aumentem os lucros dos patrões com a diminuição dos salários sejam efetivados independente do que rege a CLT.

Portanto, a hora é de unidade e luta da classe trabalhadora em todo país para enfrentar o plano dos patrões contra o povo. A burguesia quer preservar suas polpudas margens de lucros, mesmo que para isso milhares de famílias sofram com desemprego e baixos salários com longas jornadas.

Movimento Luta de Classes