quinta-feira, 16 de março de 2017

Classe Trabalhadora nas ruas repudia reformas de Temer e dos banqueiros


Neste dia 15 de março, o povo brasileiro foi às ruas de todo o país e demonstrou todo seu repúdio às reformas de Temer, dos banqueiros e dos patrões. A intenção da burguesia e seus representantes era aprovar o fim do direito à aposentadoria e um retrocesso de 80 anos nas leis trabalhistas, mas a classe trabalhadora e a juventude provaram que estão mobilizados e podem barrar esses ataques.

Estima-se que mais de um milhão de brasileiros participaram dos protestos desta quarta-feira nos 26 estados e no Distrito Federal, num total de mais de 150 cidades. Em São Paulo foram mais de 250 mil na Avenida Paulista. Os metroviárias, que paralisaram as atividades desde a zero hora, foram aplaudidos pela população paulistana em várias estações. Rodoviários também paralisaram. Para Ricardo Senese, da Ação Metroviária/MLC, “isso é um reflexo do sentimento de união e solidariedade que toma a classe trabalhadora nesses momentos de crise e de retirada de direitos”.

No Rio de Janeiro, foram mais de 100 mil manifestantes pelas principais ruas do centro. “Estamos aqui contra a reforma trabalhista e da Previdência, dizendo que quem tem que pagar a conta da crise são as elites, os ricos. Tem que taxar as grandes fortunas e parar de pagar a dívida pública aos banqueiros”, afirmou Esteban Crescente, da Unidade Popular e do Sintufrj.

Em Belo Horizonte, capital mineira, os manifestantes se concentram nas Praças da Estação, Sete e Afonso Arinos. Quando o ato se unificou, no percurso até a Assembleia Legislativa de Minas Gerais, somava cerca de 200 mil pessoas. Para Leonardo Péricles, presidente nacional da UP e militante do Movimento de Luta nos Bairros (MLB), “está provado que é possível derrotar a reforma da Previdência, especialmente se a classe trabalhadora construir a greve geral, seguindo o exemplo do movimento dos trabalhadores em educação, que comparecem em massa ao ato de BH e iniciaram a greve do setor neste dia 15”.

Ato em BH tinha cerca de 200 mil pessoas
Ato em Recife
Em Natal-RN, o MLB mobilizou as famílias da periferia com quatro ônibus e se somou com mais cinco mil pessoas, saindo do bairro do Alecrim até a Praça Kennedy.

Em Teresina-PI, o ato se concentrou na Praça Rio Branco, em frente ao INSS, e seguiu pelas principais avenidas da cidade até a Praça da Liberdade, com cerca de mil pessoas.

Em João Pessoa-PB, cerca de três mil pessoas agitaram o Parque da Lagoa no percurso entre os prédios da Dataprev e do INSS Central, denunciando a reforma da Previdência e distribuindo panfletos para a população que se encontrava nas paradas de ônibus.

“Trata-se de um pacote neoliberal de Temer para atender exclusivamente os interesses dos banqueiros, dos capitalistas, e jogar o povo brasileiro na miséria”, afirmou o professor Magno Francisco, militante do Movimento Luta de Classes (MLC), no carro de som durante a passeata em Maceió-AL.

Em Pernambuco, às 06h00, o MLB fechou a BR-101 em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana de Recife. Na capital pernambucana, houve panfletagens e paralisações em diversos setores, incluindo o call center da Contax, em Santo Amaro. À tarde, cerca de 35 mil pessoas participaram do ato unificado, que saiu da Praça Oswaldo Cruz em direção ao prédio da Previdência Social, na Av. Dantas Barreto. Houve ainda atos em Garanhuns, Afogados da Ingazeira, Petrolina.

Rafael Freire, jornalista

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