Greve de trabalhadores deixa França paralisada

As greves na França contra o projeto de Reforma Trabalhista do governo de Hollande se estenderam a vários setores

Déficit da previdência social é farsa!

Com argumentos incontestáveis, Denise Gentil destroça os mitos oficiais que encobrem a realidade da Previdência Social no Brasil

Sindicalistas de todo o país aderem à Unidade Popular

Em um ato público realizado em Maceió, Alagoas, sindicalistas de vários estados aderiram ao Partido Unidade Popular pelo Socialismo

PL\4330 volta à pauta no Congresso Nacional

O movimento sindical deve colocar a luta contra o PL 4330 como uma batalha de vida ou morte para a classe trabalhadora.

Apesar de comum, assédio sexual no trabalho é pouco denunciado no Brasil

Vergonha, medo e dificuldade de provar a agressão levam as vítimas a preferir o silêncio.


segunda-feira, 26 de junho de 2017

As mulheres negras e o assédio sexual no trabalho


O assédio sexual no ambiente de trabalho ganhou destaque na mídia em abril depois que a figurinista Susllen Tonani denunciou ter sido vítima do ator José Mayer dentro dos estúdios do Projac, na Rede Globo. Imediatamente uma rede de solidariedade a Susllen foi organizada por mulheres de todo o país, contando, inclusive, com a participação de várias atrizes globais. O ator foi obrigado a pedir desculpas públicas na esperança de salvar sua imagem, mas não convenceu. Foi posto na geladeira pela emissora, a mesma que em suas novelas e programas de TV incentiva de todas as formas a sexualização feminina e reforça o estereótipo do macho conquistador, tantas vezes interpretado nas telas pelo próprio José Mayer.

Na semana seguinte, a revista Veja publicou longa reportagem sobre o tema, estampando em sua capa várias mulheres famosas que denunciaram assédio no trabalho. Porém, havia um pequeno “problema” nessa capa: a maioria das mulheres que apareciam eram brancas e de classe média, ou seja, o inverso das principais vítimas do assédio sexual no ambiente de trabalho, que são as mulheres pobres e negras.

Esse assédio não vira notícia nacional, nem ganha capas de revistas e jornais. Ao contrário, é ocultado pela hipocrisia da mesma classe dominante que promove e pratica o assédio contra essas mulheres.

Todos os dias, nós, mulheres negras, sofremos com assédio nos lares, escritórios, escolas, fábricas, lojas e repartições públicas em que trabalhamos. A mídia criou e mantém nossa imagem como objeto sexual, algo “exótico”, diferente do padrão de beleza europeu.

Há séculos tem sido assim. No Brasil Colônia, as negras eram utilizadas pelos senhores de escravos como objeto sexual, sendo estupradas e violentadas sistematicamente. Muitos senhores obrigavam suas jovens escravas a terem sua primeira relação sexual com eles. Como os negros eram considerados coisas e não pessoas, essas meninas (geralmente abusadas sexualmente pela primeira vez aos 11 ou 12 anos de idade) nunca podiam expressar sua opinião a respeito de nada. Não tinham escolha. Se recusassem seriam espancadas e torturadas, muitas vezes até a morte.

Atualmente, as mulheres negras formam a base da pirâmide social do país, a população mais explorada. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), as mulheres negras recebem apenas 35% do que recebem homens brancos. As negras mais “pobres” recebem um salário 45% inferior ao das brancas, mesmo ocupando cargos iguais. Também somos a maioria nos piores cargos: 71% das mulheres negras estão nas ocupações precárias e informais, contra 54% das mulheres brancas.

Não temos dúvida de que casos de assédio sexual no trabalho devem ser denunciados e combatidos. Porém, denunciar tal violência sem explicar quem são suas principais vítimas é, no mínimo, uma injustiça.

Nesta sociedade que explora e oprime, e que usa gênero, cor da pele e características físicas como motivo para explorar e oprimir ainda mais, devemos ser as primeiras a levantar e lutar. Temos mais motivos que quaisquer outras para nos mobilizarmos e tomarmos a frente na luta contra o racismo, o machismo e a violência.

Lires Kappel, militante do MLB, Rio de Janeiro

quinta-feira, 22 de junho de 2017

OPOSIÇÃO GANHA NA JUSTIÇA E O GOLPE NAS ELEIÇÕES ESTÁ CANCELADO!


  
Oposição se forjou na luta

Vitória da categoria organizada. Vamos lutar pela mudança no SEEPE!
 
        A atual gestão tentou dar um golpe nos enfermeiros forjando uma  suposta eleição para a nova diretoria nos dias 22 e 23 de junho, véspera de São João, sem comissão eleitoral e com número reduzidíssimo de urnas, com apenas a chapa da situação inscrita! Em respeito à um enorme número de enfermeiras e enfermeiros indignados com essa falcatrua, a oposição foi à Justiça e a falsa eleição foi suspensa.
       Os enfermeiros do estado estão há dez anos sem reajustes salariais acima da inflação. Queremos um sindicato que lute pela convocação dos concursados e pela equiparação da gratificação de plantão com os dentistas. O SEEPE tem que sair da paralisia e lutar pelas 30h. O Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos está defasado. Nos municípios, o pagamento no PSF e nos Hospitais tem que ser equiparado! A verdade é que a atual gestão tanto fez que agora está com medo que haja uma chapa de oposição e mais ainda do resultado das urnas!
       Mas ESSE GOLPE NÃO VAI PASSAR! Não é esse o sindicato que queremos! Já bastam as  falcatruas e os escândalos de corrupção que ocorrem no poder Executivo e no Congresso Nacional e os golpes que estamos sendo vítimas com as reformas da previdência eu retira nosso direito à aposentadoria  e a trabalhista que acaba com conquistas históricas como o acesso gratuito à justiça do trabalho, férias de 30 dias e 13º salário. Não queremos no SEEPE uma direção golpista como a do presidente ilegítimo Michel Temer. EXIGIMOS ELEIÇÕES LIMPAS JÁ!
    Junte-se a nós. Vamos dizer NÃO a esse golpe e lutar por eleições democráticas com a inscrição da chapa de oposição para termos um sindicato que defenda a categoria dos enfermeiros!

Movimento Luta de Classes - Pernambuco

terça-feira, 20 de junho de 2017

Nota de Repúdio à prisão de sindicalista!


O Movimento Luta de Classes repudia veementemente a prisão do sindicalista Oton Pereira Neves, secretário-geral do Sindsep-DF que estava em uma manifestação em frente ao Ministério do Meio Ambiente em Brasília. Nessa manhã de terça-feira (20/06), o sindicalista foi preso quando convocava os servidores para assembleia-geral nesta quinta-feira, dia 22 de junho, às 12h30, no Espaço do Servidor, para deliberar sobre a adesão à greve geral do dia 30 de junho. O Movimento Luta de Classes repudia a criminalização do movimento sindical e a ação arbitrária da Policia Militar do governo do Distrito Federal que usou a proibição do uso de carro de som em frente a prédio público para dar voz de prisão ao dirigente sindical. Essa é mais uma demonstração de que precisamos organizar a classe trabalhadora a partir das assembleias de base, discutindo as reformas trabalhista e da previdência e todo o retrocesso que elas significam. Pela greve geral dia 30 de junho

Comissão de Assuntos Sociais rejeita Reforma Trabalhista no Senado


A CAS (Comissão de Assuntos Sociais) do Senado rejeitou no início da tarde desta terça-feira (20) o relatório sobre a reforma trabalhista, de autoria do senador do Ricardo Ferraço (PSDB-ES), por 10 votos contrários ao relatório e 9 a favor. Os senadores oposicionistas comemoram rejeição do texto.

Com a rejeição do relatório, a presidente da comissão, a senadora Marta Suplicy (PMDB-SP), pôs em votação o voto em separado de Paulo Paim, que foi aprovado em votação simbólica. O parecer segue agora para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).

O debate sobre a reforma trabalhista durou cerca de 90 minutos. A discussão sobre os temas foi encerrada pouco depois das 12h10 desta terça-feira (20). Em seguida, líderes de bancadas começaram a encaminhar os destaques ao projeto antes da votação do relatório.

Durante a 1h30 de debate, prevaleceram os discursos dos senadores da oposição. Entre os oradores, apenas o senador Romero Jucá (PMDB-RR) e o próprio relator Ricardo Ferraço (PSDB-ES) defenderam o projeto. Todos os demais demonstraram posição contrária ao tema.

Há 75 destaques ao projeto da reforma trabalhista. Entre eles, há 23 do senador Lindbergh Farias (PT-RJ), 18 de Paulo Paim (PT-RS) e 13 de Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). Há, ainda, duas emendas de bancada do PT e uma do PSB.

É importante salientar que, esta vitória contra a reforma foi possível graças às pressões que a classe trabalhadora tem feito nas ruas de todo o país. Agora, precisamos derrotar de uma vez por todas, esses ataques aos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras, e fortalecendo a Greve Geral do dia 30 de Junho

Fonte R7

terça-feira, 6 de junho de 2017

Centrais Sindicais marcam nova Greve Geral para 30 de Junho!


              As Centrais Sindicais marcaram a data de uma nova Greve Geral para o dia 30 de junho.Com objetivo de preparar esta luta, está marcada também um "Esquenta" da Greve Geral para o dia 20 de Junho, com plenárias, panfletagens e assembleias de categorias laborais em todo o país.De imediato é necessário prepararmos a classe trabalhadora brasileira para, mais uma vez, cruzar os braços contra as Reformas que o corrupto e ilegítimo governo Temer quer aplicar contra nós.
          Neste ano de 2017, a classe trabalhadora entrou em cena, e com  presença em passeatas e manifestações, modificou a correlação de forças na sociedade, e enfraqueceu o governo do golpe. No entanto, é preciso nos organizarmos mais e melhor, realizarmos assembleias e lutas de preparação da classe.
             A Greve Geral do dia 28 de Abril, foi vitoriosa, onde cerca de 40 milhões de trabalhadores e trabalhadoras pararam as atividades para protestar contra os ataques do governo Temer e de seus banqueiros. A Greve foi de grande importância para a desestabilização deste governo, e avançarmos para derrotar aqueles parlamentares que estão a serviço dos banqueiros e demais patrões, fazendo negociatas para aprovarem as reformas guela a baixo de nossa classe. 



            Já o dia 24 de Maio, no Ocupa Brasília, os movimentos sociais, estudantis e de juventude se somaram aos demais trabalhadores. O resultado foi o de 200 mil pessoas ocuparem as largas avenidas da capital do país exigindo a renuncia do presidente corrupto e ilegítimo. Mesmo com a intensa repressão policial, e com o governo lançando mão dos militares, os manifestantes que foram a Brasilia deixaram seu recado, radicalizando a luta e prometendo retorno.
         Agora, precisamos nos organizar mais. É necessário realizarmos mais assembleias e levarmos mais pessoas às ruas, radicalizando nossas lutas e nossas greves. Tudo isso, por que está em jogo o futuro de nossa classe, pois querem acabar com os direitos trabalhistas, os direitos previdenciários e acabar com a justiça do trabalho. Deste parlamento não poderemos esperar nada, a não ser ataques e mais ataques.Somente o aumento e radicalização das nossas lutas darão resposta à esta situação em que atravessamos.

Renato Amaral
Movimento Luta de Classes