Greve de trabalhadores deixa França paralisada

As greves na França contra o projeto de Reforma Trabalhista do governo de Hollande se estenderam a vários setores

Déficit da previdência social é farsa!

Com argumentos incontestáveis, Denise Gentil destroça os mitos oficiais que encobrem a realidade da Previdência Social no Brasil

Sindicalistas de todo o país aderem à Unidade Popular

Em um ato público realizado em Maceió, Alagoas, sindicalistas de vários estados aderiram ao Partido Unidade Popular pelo Socialismo

PL\4330 volta à pauta no Congresso Nacional

O movimento sindical deve colocar a luta contra o PL 4330 como uma batalha de vida ou morte para a classe trabalhadora.

Apesar de comum, assédio sexual no trabalho é pouco denunciado no Brasil

Vergonha, medo e dificuldade de provar a agressão levam as vítimas a preferir o silêncio.


quarta-feira, 26 de julho de 2017

Governo ataca trabalhadores da única fábrica sob controle operário no Brasil




A Flaskô é uma empresa produtora de bombonas plásticas atuante no ramo de transformação de plástico desde a década de 1980. Sob gestão patronal, a fábrica consolidou-se no ramo químico, mas, nos anos 1990, devido a uma série de problemas, sua administração entrou em processo de falência. Enquanto a gestão patronal vendia as máquinas e não investia mais na fábrica, os operários perceberam que algo de ruim estava por vir.
Neste momento, os trabalhadores começaram a investigar os documentos arquivados e perceberam que uma série de direitos não estavam sendo cumpridos por parte da gestão patronal. FGTS, INSS e salários estavam atrasados e, por mais de 10 anos, os direitos garantidos pela CLT não estavam sendo cumpridos. Descobriram também que o buraco era muito mais embaixo: não apenas as dívidas trabalhistas não estavam sendo cumpridas, mas o pagamento de terceiros também estava atrasado.
Os trabalhadores identificaram dívidas de mais de R$ 150 milhões deixadas pela gestão patronal, dentre elas as dívidas de energia com a CPFL de cerca de R$ 700 mil. Frente a um cenário crítico e delicado tanto para os trabalhadores como para a fábrica, os trabalhadores decidiram se mobilizar para ocupar o território fabril, sob uma organização que visava à garantia social dos direitos e a transformação da propriedade da fábrica em propriedade social.
O momento da ocupação, que ocorreu em 2003, foi uma virada de página na história da fábrica. Os trabalhadores decidiram pelo controle e gestão operária.

Pressão e boicote

Quase 14 anos se passaram desde então. Atualmente, no cenário de crise econômica e recessão que assola o país, a realidade da fábrica não é diferente das demais fábricas e indústrias brasileiras. Um ator expressivo nesse cenário é a CPFL, concessionária de energia elétrica na região.
As negociações com a CPFL começaram em 2008, quando foi feito um acordo de uma dívida da época patronal. Também foi feito outro acordo em relação às dívidas da gestão operária. Entre 2008 e 2016, a Flaskô foi alvo de diversos ataques da CPFL, entre eles ameaça de cortes de energia, tendo em vista as dívidas contraídas. Em outubro de 2016, os trabalhadores da Flaskô fizeram uma manifestação na sede da CPFL contra o corte no fornecimento de energia. Naquele momento, os trabalhadores e o movimento por moradia da Vila Soma se juntaram para protestar contra a represália gerada pela empresa. A partir desta situação, os trabalhadores conseguiram voz para reivindicar um novo acordo que substituiu as duas negociações anteriores e, além disso, sob orientação da CPFL, as contas de cada mês, a partir de agosto de 2016, ficaram em aberto e deveriam ser pagas somente após janeiro de 2017.
Assim, no dia 14 de março foi feita uma reunião com o intuito de se discutir propostas de parcelas que fossem exequíveis e acordadas com a CPFL, enfatizando que a Flaskô sempre quitou os acordos assumidos. É explicado pela CPFL que apesar do débito da Flaskô ser grande, é relativamente pequeno em relação a outras empresas inadimplentes, como, por exemplo, a Mabe, que entrou em processo de falência com dívida que ultrapassa R$ 3,5 milhões, e que mesmo assim a negociação estava ocorrendo. Isso gerou uma expectativa para os trabalhadores de que as negociações seriam retomadas. Assim, foi marcado para o dia 21 de março uma nova reunião, mas que foi cancelada. Na espera de uma contraproposta da CPFL, os trabalhadores aguardavam uma nova agenda de negociação. No entanto, ocorreu o corte de energia alguns dias depois.

Resistência


No dia 30 de março, os trabalhadores da Flaskô foram surpreendidos com a brutal medida da CPFL de cortar o fornecimento de energia sem comunicação prévia e em desconformidade com o teor das negociações que vinham sendo feitas.
Essa ação unilateral e inconsequente poderia ter resultado em uma tragédia, pois a fábrica estava produzindo, com operadores de máquinas realizando seu trabalho, com matéria-prima dentro das máquinas, causando danos ainda a serem calculados.
Na tarde do mesmo dia, receberam por e-mail uma suposta carta da CPFL apresentando que havia recusado a proposta da Flaskô, sem apresentar alternativas e comunicando o corte já depois de o terem realizado.
Então, em uma reunião na CPFL, num verdadeiro clima opressor e hostil, com mais de 20 seguranças particulares contratados para intimidar os trabalhadores, eles foram informados de que aquela era a posição definitiva da CPFL, de que não haveria religação da energia enquanto não houvesse o pagamento do valor integral da dívida (cerca de R$ 1,6 milhão e não dando qualquer alternativa para a Flaskô. Tal ato mostra a arrogância e o elitismo de uma empresa privatizada que detém o monopólio do fornecimento e distribuição de energia na região. Se vangloria como uma empresa de responsabilidade social, mas agride frontalmente uma experiência reconhecida por seu caráter social.
Os trabalhadores em assembleia decidiram se mobilizar e publicaram uma nota fazendo “um apelo para que todos os apoiadores se insiram ainda mais nas campanhas em defesa da Flaskô e que juntos possamos enfrentar mais este golpe contra o conjunto da classe trabalhadora. Viva a luta dos trabalhadores da Flaskô! CPFL, religue a luz e volte às negociações com os trabalhadores!”.
A nota pública na íntegra, dentre outras informações sobre o controle operário e a luta de classes, pode ser acessada pelo site www.fabricasocupadas.org.br.
Alice Oliveira, Aline Romanini e Cícero Hernandez 

fonte: Jornal A Verdade

terça-feira, 11 de julho de 2017

Senado aprova Reforma Trabalhista, agora é aumentar mais ainda as lutas da classe trabalhadora


Para pressionar ocupação do senado, Eunício apagou as luzes
Mesmo com a ocupação de quatro senadoras na mesa da presidência do senado, e o presidente Eunício de Oliveira apagando as luzes. Mesmo com mais de 40 milhões de trabalhadores e trabalhadoras em greve no dia 28 de Abril, e mesmo com mais de 200 mil pessoas em Brasília no dia 24 de Maio, os senadores aprovaram o texto base da Reforma Trabalhista. Agora a noite, aprovam os destaques sobre os pedaços da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT.
Essa votação, cujo placar foi de 50 a favor, 26 contra e 1 abstenção, evidencia mais uma vez o caráter patronal e reacionário do Congresso Nacional. Pouco importam a opinião da classe trabalhadora e de todo o povo brasileiro, pois o dinheiro das propinas que enchem os bolsos e malas de alguns destes senadores, lhes agrada mais.

A burguesia de nosso país está dividida entre nomes como Rodrigo Maia, Henrique Meireles ou João Dória, candidatos à substituir Temer, para darem cabo àquilo que Temer não tem sido capaz de fazê-lo, acabar com nossos direitos e aumentar as regalias deles e de seus alidos patrões e banqueiros. O que os unifica é a aprovação das reformas, que são a pedra de toque de seus interesses.Por isso, a luta contra as reformas deve ser a ordem do dia do movimento sindical brasileiro, derrubando seja quem for para que não se concretizem.

O fato é que as Reformas são decisivas para a continuidade do governo golpista de Michel Temer. A força da pressão da nossa classe fez o governo dos banqueiros tremer e não conseguir encaminhar como queria, a votação das Reformas Trabalhista e da Previdência. 

Em torno desta pauta, milhares de trabalhadores e trabalhadoras cruzaram os braços e realizaram uma das maiores greves da história de nosso país. No entanto, é necessário aumentarmos as lutas, o número de greves, e continuar envergando este governo até quebrá-lo. 

Por tudo isso, é de fundamental importância não negociar migalhas de um ataque sem precendente e sim intensificar as lutas, conscentizando mais os trabalhadores e as trabalhadoras que só por nossas mãos, virá um futuro melhor, mais digno e com direitos de quem produz todas as riquezas que existem. 

Renato Amaral
Movimento Luta de Classes

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Senado aprovou regime de urgência para tramitação da Reforma Trabalhista


Rolo compressor teve a frente Romero Jucá, como tropa de choque do governo

            Sob protestos da oposição, o Senado aprovou nesta terça-feira (4), por 46 votos a 19, um requerimento de de urgência para a tramitação da reforma trabalhista. Com isso, a proposta será incluída na pauta de votações da Casa e poderá ser votada, de acordo com o regimento do Senado, “na segunda sessão deliberativa ordinária subsequente à aprovação do requerimento”.O requerimento de urgência havia sido aprovado, em votação simbólica, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na última quarta-feira (28), data em que o projeto foi aprovado pelo colegiado. O pedido, no entanto, precisava também passar pelo plenário.Governistas queriam votar o projeto já nesta semana, mas não conseguiram fechar um acordo com a oposição para isso. A previsão é que a proposta seja analisada pelo plenário na próxima terça-feira (11).Com a aprovação do requerimento, os aliados do Palácio do Planalto conseguem evitar que o texto volte para nova análise das comissões, caso sejam apresentadas emendas (sugestões de alterações) ao texto, acelerando a tramitação.O governo federal tem pressa na aprovação do projeto, porque acredita que isso pode ser uma sinalização ao mercado de que Temer tem condições de superar as crises política e econômica.Depois da votação do requerimento, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), anunciou um acordo feito com oposicionistas que prevê que as sessões de quarta e quinta (6) serão destinadas, principalmente, ao debate da reforma trabalhista. Eunício disse ainda que, na próxima terça, em sessão que terá início pela manhã, será feito o encaminhamento e a votação do projeto.O líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), apresentou um questionamento em que pedia a suspensão da análise da reforma até que fosse apresentado um estudo de impacto orçamentário da medida. A chamada questão de ordem foi negada por Eunício.

Planalto comemora

Após a aprovação do requerimento, o porta-voz da Presidência, Alexandre Parola, fez um pronunciamento no qual afirmou que a "expressiva margem" a favor da urgência é um sinal do "comprometimento" da base de apoio ao governo com as medidas que estão "modernizando" o Brasil e a economia.
"Os resultados concretos dessas medidas levadas adiante pelo presidente Michel Temer já se fazem sentir no cotidiano das pessoas e nos números da economia brasileira", acrescentou.Em seguida, Parola citou alguns números da economia, como o aumento da produção industrial; o resultado da balança comercial do primeiro semestre (melhor em 29 anos); o crescimento das vendas de automóveis; e queda na inflação e na taxa de juros.

Precatórios

Também sob protesto de senadores da oposição e, inclusive de alguns governistas, o Senado aprovou a urgência para uma proposta que devolve ao governo os chamados precatórios – dívidas do poder público resultantes de condenação judicial definitiva – depositados há mais de dois anos e não sacados pelos beneficiários.O senador Armando Monteiro (PTB-PE) se disse contrário ao pedido de urgência e disse que a proposta é uma medida de “contabilidade criativa” e que “confisca dinheiro privado”.

Guerra fiscal

Os senadores também aprovaram urgência para o projeto que convalida isenções concedidas no âmbito da guerra fiscal entre os estados. O texto deve ser votado no próximo dia 12 de julho.
A proposta propõe uma transição para as isenções fiscais concedidas unilateralmente pelos estados sem o aval do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).

Fonte: G1

sábado, 1 de julho de 2017

Dia 30 de junho! Paralisações e atos em todo o país


       Dia 30 de Junho foi mais um dia de paralisações, atos e passeatas por todo o país. A classe trabalhadora ocupou as ruas e mostrou, mais uma vez, sua força para derrotar as reformas trabalhista e da previdência e o governo golpista e corrupto de Temer e dos banqueiros. Muitas foram as categorias que aderiram ao dia com intensa mobilização. Confira algumas ações que incendiaram nosso país nesta sexta feira.

Militantes do MLC param o transporte na região metropolitana de Belém


    
     O Sindicato dos Rodoviários de Ananindeua e Marituba, região metropolitana de Belém, mobilizou os trabalhadores e aderiu à greve com muita força e combatividade.

Em Manaus, petroleiros aderiram à Greve Geral
         A Federação Única dos Petroleiros (FUP) definiu por iniciar a greve do petroleiros no dia 30 de Junho, em pleno movimento com as demais categorias. Foi assim em Manaus e no Ceará, onde o Movimento Luta de Classes atua com combatividade e ousadia.

No Ceará, os petroleiros em greve ainda se reuniram para debater desafios dos trabalhadores


Trancamentos marcaram atos em várias capitais

Na Rodovia Anchieta, trabalhadores em greve interromperam a via

      Em São Paulo e Rio de Janeiro vias importantes foram bloqueadas. No Rio de Janeiro, mais uma vez os trabalhadores, estudantes e movimentos sociais fecharam a linha vermelha.

Trabalhadores em Call-Center fizeram paralisação na porta das empresas



      Em Belo Horizonte e Goiania, passeatas marcaram o dia 30. Ao som de Fora Temer, Greve Geral, os trabalhadores e trabalhadores exigiram a retira das propostas de ataques aos direitos e a imediata saída de Temer da presidência.


A passeata percorreu as principais ruas e avenidas da capital mineira
      Agora a luta continua, a reforma trabalhista está em tramitação no Senado, e será votada em regime de urgência. É de fundamental importância que a classe trabalhadora continue mobilizada para, mais uma vez ir à Brasília na luta pelos nossos direitos!