sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Resolução do II Encontro de Mulheres Trabalhadoras


     
II Encontro de Mulheres Trabalhadoras em Belo Horizonte
       Às 10 horas do dia 21 de outubro de 2018, na cidade de Belo Horizonte o II Encontro de Mulheres Trabalhadoras, realizado pelo Movimento Luta de Classes e o Movimento de Mulheres Olga Benário em parceria com a Casa de Referência Tina Martins, aprovou a seguinte resolução:

     Toda mulher é trabalhadora. Ela pode trabalhar em casa, ou na rua. Pode estar com sua carteira assinada ou autônoma. Com trabalho formal ou informal. Pode ser concursada ou terceirizada. Pode estar trabalhando, ou se preparando para começar a trabalhar. Ou pode não estar, devido o contexto de alto desemprego no país, mas já trabalhou um dia e ainda trabalhará. Toda mulher é trabalhadora, e é importante reconhecer essa conquista de poder trabalhar, pois ao sair de casa para fazer sua jornada, ela pode conseguir sua independência financeira e social, conhecendo outras pessoas, o que a tira de uma posição dependente do marido e a deixa com opções de vivência fora do lar.
      O crescente aprofundamento da crise e do fascismo no Brasil, afigurado hoje pela candidatura de Jair Bolsonoaro, deverá precarizar cada vez mais a vida das mulheres trabalhadoras, e várias são as evidências deste fenômeno. Com relação à saúde das mulheres foram observadas a falta de instruções adequadas, como o exemplo dos índices de câncer de mama, a falta de atendimento adequado no sistema Unificado de saúde (SUS), intensificado pela aprovação da PEC dos gastos (Emenda Constitucional 95).
Também a situação da mulher no mercado de trabalho é sintomática da relação entre o patriarcado e a condição material das mulheres trabalhadoras. Apesar de mais mulheres estarem ingressando o ensino superior, são as que menos permanecem, além de serem as primeiras a serem demitidas e ultimas a serem admitidas. São as que mais ocupam os postos de trabalhadores terceirizados. Apesar do aumento de mulheres instruídas são as que menos ocupam altos cargos. Mesmo quando ocupam as mesmas funções, recebem os salários mais baixos.


• O trabalho da mulher como forma de sobrevivência:  - Dupla jornada de trabalho, no mercado e ambiente familiar.  - Ambientes insalubres, colocando em risco a saúde da mulher    -  Falta de assistência a mulher para se recolocar no mercado de trabalho durante a maternidade, devido ao período de afastamento quando estas retornam ao mercado desatualizadas
•    Assédio no ambiente de trabalho: - assédio sexual, moral, machismo, questionamentos constantes das capacidades intelectuais da mulher.
•    Apropriação das lutas femininas na publicidade: As marcas dizem estar na luta com as mulheres
•    Necessário o entendimento dos homens sobre a criação dos filhos, a “ajuda” na criação dos filhos, a divisão de tarefas herança da estrutura capitalista patriarcal em que as mulheres têm como função o cuidado do lar e o homem trazer o sustento, governo fascista em
•    O papel social da mulher de cuidadora na sociedade o que é reflete no mercado de trabalho os ensinamentos sociais.
•    Classes sociais e de gênero: A rivalidade de gênero tem sido quebrada  entre as classes é benéfica ao capitalismo que beneficia o crescimento do fascismo, promoção das lutas visando lucro.
•    Muitas mulheres abandonam as lutas para o cuidado do lar.

    O caminho possível para as mulheres trabalhadoras é a busca pela organização e lutas femininas e conquistas ao longo do contexto histórico, dos direitos: A casa Tina Martins buscando assegurar e instruir as mulheres sobre seus direitos; direito ao voto (sufrágio universal); mulheres ocupando mais espaços
Precisamos propor: Mais conselhos de mulheres em que haja organização para mais união feminina e que as mulheres possam continuar e ocupar todos os espaços.

•    Mulheres no sindicato: Espaço machista, minoria feminina.
•    Levar a pauta específica das ocupações de mulheres em situação de violência para os sindicatos dos metroviários e IFes
•    Ver pessoas do metrô ou da UFMG que podem ajudar na reforma da Casa Tina Martins
•    Impulsionar a Vakinha Online da Tina
•    Nota de repúdio às propostas dos candidatos ao governo federal e do Estado
•    Fazer um informativo sobre a legitimidade dos movimentos sociais
•    Criar núcleos de discussões nos espaços de trabalho
•    Construçao de um mutirão para reformas estruturais nos espaços das ocupações
•    Organização das mulheres na reivindicação dos direitos nas lutas.

Belo Horizonte, 21 de outubro de 2018

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