Greve de trabalhadores deixa França paralisada

As greves na França contra o projeto de Reforma Trabalhista do governo de Hollande se estenderam a vários setores

Déficit da previdência social é farsa!

Com argumentos incontestáveis, Denise Gentil destroça os mitos oficiais que encobrem a realidade da Previdência Social no Brasil

Sindicalistas de todo o país aderem à Unidade Popular

Em um ato público realizado em Maceió, Alagoas, sindicalistas de vários estados aderiram ao Partido Unidade Popular pelo Socialismo

PL\4330 volta à pauta no Congresso Nacional

O movimento sindical deve colocar a luta contra o PL 4330 como uma batalha de vida ou morte para a classe trabalhadora.

Apesar de comum, assédio sexual no trabalho é pouco denunciado no Brasil

Vergonha, medo e dificuldade de provar a agressão levam as vítimas a preferir o silêncio.


domingo, 27 de janeiro de 2019

Nota do MLC: Privatização Mata! Reestatização da Vale Já!


Mais de 400 pessoas desaparecidas por responsbilidade da Vale
    
   Após três anos da Samarco, mineradora controlada pela Vale e BHP Billinton, cometer o maior crime ambiental do planeta e sair impune, a história se repete em Minas Gerais. O rompimento da barragem de rejeitos no Córrego do Feijão em Brumadinho/MG deixou mais de 400 pessoas desaparecidas e até o momento, 40 mortos. Além disso provocou a contaminação do meio ambiente, como a contaminação do Rio Paraopeba entre outros danos irreversíveis.
    A responsabilidade disso é da empresa Vale, que desde a privatização em 1997, ficou de posse do Banco Bradesco entre outros acionistas,e passou a ter como objetivo o aumento do lucro acima de qualquer coisa, inclusive da vida humana e do meio ambiente.
    O fato é que a exploração minerária é estrutural na economia brasileira. As mineradoras comandam governos, parlamentares, prefeituras e a seu bel prazer conseguem os licenciamentos para atuar. Um exemplo foi a conquista dos donos da Vale de aumentar em 88% a capacidade da Barragem Córrego do Feijão no final de 2018. Pouco depois, acontece esta tragédia que entendemos como assassinatos.
    Destacamos também as centenas de trabalhadores da empresa que perderam sua vida ao vender sua força de trabalho. Saíram de casa para colocar comida na mesa de suas famílias e não voltarão mais. Este é também um dos maiores acidentes de trabalho do mundo. A responsabilidade é do patrão!
    Por isso, nós do Movimento Luta de Classes - MLC, exigimos a prisão dos donos da Vale e a responsabilização dos acionistas por mais um crime praticado pela mineradora.
    Defendemos a reestatização da empresa, pois está claro que a gestão privada se mostrou incompetente e não podemos deixar que mais pessoas morram!
    Cobramos também um efetiva fiscalização do governo de Minas Gerais e do governo Federal!
    Solidariedade a todos os familiares das vítimas!
    Nenhum minuto de silêncio! Uma vida inteira de luta por justiça!

Movimento Luta de Classes - MLC

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Trabalhadores da MGS garantem seus empregos! Suspensa a Privatização da UAI Praça Sete!


Trabalhadores em ato na Praça Sete
    Os trabalhadores e trabalhadoras da MGS lotados na Unidade de Atendimento Integrada da Praça Sete arrancaram uma grande vitória. Garantiram seu emprego e voltaram a trabalhar na unidade. Organizados pela Associação Sindical dos Empregados Públicos Estaduais da MGS – ASSEPEMGS e pelo Movimento Luta de Classes – MLC, os trabalhadores realizaram duas passeatas pelas ruas de Belo Horizonte, fizeram uma visita à Cidade Administrativa e à Unidade Barro Preto, que ficou sobrecarregada com o fechamento da Praça Sete, além disso ainda foram na posse do governador Zema, tudo isso para reinvindicar o direito de trabalhar.

 Ato na Cidade Adminsitrativa
Organizando os atos na Praça Sete
       O processo de Parceria Público Privada nas UAIs estava posta como fato dado aos 453 trabalhadores da MGS, e a demissão parecia ser uma consequência inevitável. No entanto, a luta e a mobilização da categoria foram determinantes para mudar a situação. A principal reivindicação era a da realocação para outra frente de trabalho da MGS. O movimento de luta entendeu que para conquistarmos essa reivindicação precisariamos de ter mais de tempo, pois estavamos em meio a transição de governo. A dispensa dos trabalhadores da MGS chegaram no dia 26 de Dezembro. Este foi o primeiro dia de luta, com assembleia, passeatas e palavras de ordem para conquistar a realocação. Em assembleia no dia 31 de Dezembro, deflagramos a greve da categoria, o que garantiu o emprego de todos, pois com isso não poderiam ser demitidos. A próxima assembleia ocorrerreu no dia 4 de Janeiro, após a reunião com a Secretaria de Planejamento e Gestão do governo Zema, a empresa MGS, com a mediação do Ministério Público do Trabalho.
Passeata no centro de BH
    A luta pelo emprego foi de grande repercussão em toda a cidade, com isso fizemos uma grande pressão ao governo liberal e privatista de Romeu Zema e conquistamos a suspensão do processo de privatização da Unidade da Praça Sete, ainda que por tempo indeterminado.
    A volta ao trabalho ocorreu com normalidade, mais ainda é necessário ficarmos alertas com  esta situação. Uma outra importante conquista foi a construção de um canal de diálogo dos trabalhadores com a MGS e com o Governo estadual.  
     Esta experiência de luta nos ensina que devemos lutar mesmo quando parece que tudo está perdido, mesmo quando alguns dos companheiros de trabalho ao nosso lado, já na acreditam na resistência como caminho para a vitória. O fato é que quando se luta com afinco e união, se conquista. Estamos enfrentando momentos de intenso ataque aos direitos da classe trabalhadora, onde o futuro nos se apresenta como incerto, e o alto custo dos produtos básico já superou a muito tempo nossos salários, mais ainda sim a única resposta possível é a luta.

Renato Campos Amaral
Assessor da ASSEPEMGS e Coordenação do MLC

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Privatização ameaça 453 trabalhadores da MGS de demissão


      
       O Governo de Minas Gerais na gestão de Antônio Anastasia (PSDB) criou em 2013, um programa de Parceria Público Privada nas Unidades de Atendimento Integradas (UAI) do estado. Naquele período eram 21 unidades de atentimento públicas espaladas pelo estado. A partir de 2016 o governo de Fernando Pimentel (PT) prosseguiu com o acordo e realizou as primeiras privatizações das UAI’s. As primeiras a serem privatizadas foram as unidades da região do Barreiro e região de Venda Nova, em Belo Horizonte. Neste momento a Associação dos Empregados Públicos Estaduais da MGS – ASSEPEMGS e o Movimento Luta de Classes conseguiu pressionar o estado e a Empresa MGS para realocar os funcionários e evitar a demissão. Esta foi uma grande vitória naquele ano, fruto de muita luta e resistência dos empregados públicos da MGS.Posteriormente o governo realizou a ofensiva da privatização nas UAIs do interior, como Curvelo, São Sebastião do Paraíso e São João Del Rey.       
    Neste Programa de PPP realizado por Anastasia, foi feito um cronograma de PPP, onde as unidades forma divididas em três fases. A UAI Praça Sete está na terceira e ultima fase. Este cronograma prevê que a Empresa Privada que irá gerir a unidade deve realizar uma série de contra partidas ao estado. Um exemplo é a melhoria do prédio, compra de novos maquinários e modernização do serviço. No entanto nada disso está sendo feito. O cronograma prevê a implementação da Parceria Público Privada em 19 meses. Mas por algum motivo, o governo de Minas Gerais, com a assinatura do Secretário de Planejamento e Gestão Helvécio Magalhães acelerou o processo em três meses. Resultado disso é a ameaça de demissão em massa de 453 pessoas em Minas Gerais.
           Diante dessa situação. A ASSEPEMGS e o MLC organizaram os trabalhadores para lutar e não aceitar este destino. No dia 26 de Dezembro, foi  organizada uma assembleia onde deliberaram por pressionar a empresa e participar da Audiência no Ministério Público do Trabalho. Em passeata pelas principais avenidas e ruas da cidade, os trabalhadores da MGS divulgaram sua luta para a grande população. Representantes dos trabalhadores e da Associação Sindical  foram recebidos pela presidência da empresa e ainda participaram da reunião junto à procuradora chefe do Ministério Público do Trabalho. Nesta reunião, ficou ecidido que o processo de privatização seria suspenso por 60 dias para averiguação dos trâmites do cronograma, neste meio tempo é possível conquistar a realocação dos funcionários para outras frentes de trabalho de responsabilidade da MGS. Posterior à reunião, em assembleia da categoria, ficou definido a deflagração da greve até o dia 4 de Janeiro, onde será realizada uma nova assembleia.
         Outra questão é que o próximo governador Romeu Zema (Novo) disse em reunião com empresário do setor de asseio e conservação, que a primeira empresa a ser privatizada é a Minas Gerais Administração e Serviços. Para Geraldo Neres, presidente da Associação Sindical dos Empregados Públicos da MGS, será um ano de muito enfrentamento e luta. “Será necessário unir a classe trabalhadora de Minas Gerais, principalmente de empresas públicas e servidores estaduais, para enfrentar os ataques do próximo governo, estamos só começando”, afirma Geraldo.
        Enquanto isso, segue a batalha contra a demissão em massa realizada pelo atual governo. OS trabalhadores e trabalhadoras da MGS estão organizados para pressionar e lutar até o fim para garantia de seus empregos.

Renato Campos Amaral
Assessor da ASSEPEMGS

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

No primeiro dia de mandato Bolsonaro reduz salário mínimo e passa demarcação de terras indígenas para latifundiários


Quadrilha de militares, vendedores da fé e banqueiros tomam posse em Brasília
          No primeiro dia de mandato como presidente da República, o milionário Jair Bolsonaro (PSL) reduziu o salário mínimo para R$ 998,00. São oito reais a menos que o govermo de Michel Temer tinha aprovado. Também em seu primeiro dia de mantado, o capitão passou a responsabilidade da demarcação de terras indígenas para o Ministério da Agricultura, satisfazendo o desejo dos latifundiários que apoiaram Bolsonaro nas eleições, os mesmos que assassinam trabalhadores sem terra e os povos originários. Assim, o novo governo deixa claro quem será o grande inimigo de seu governo, o povo brasileiro.
       Entre dicursos reacionários, ignorantes e fascistas, os membros do governo tomaram posse como quem combaterá a liberdade de pensamento, a organização sindical e dos demais movimentos sociais. Também ficou evidente o alinhamento ideológico de extrema direita que o novo governo seguirá internacionalemente. O governo de Jair Bolsonaro promete fazer com que o Brasil reforce os laços de subserviência com os EUA, além de se aproximar ideologicamente de Israel, Hungria, Chile e Paraguai, todos governados por fascistas e liberais. Ou seja, a ideologia que Bolsonaro é contra são as de esquerda, pois as de direita em seu governo vão de vento em poupa!
       Outras indicações que ficaram mais claras é que para o parlamento pouca coisa mudará. O governo que mudaria tudo apoia a mesma proposta de Reforma da Previdência de Temer e dos banqueiros, além de apoiar o mesmo presidente da câmara de antes, Rodrigo Maia (DEM). Assim, tudo na mesma.
       O que de fato mudará é a repressão aos que pensam diferentes, sobre tudo os socialistas. O medo que o governo Bolsonaro do socialismo é exatamente o medo das elites, dos ultra ricos, de perderem seus privilégios. Mas a luta está só começando, a resistência às idéias fascistas floresce dia pós dia. E como dizia Che Guevara, “não se pode deter a primavera”.

Renato Campos
Movimento Luta de Classes