Greve de trabalhadores deixa França paralisada

As greves na França contra o projeto de Reforma Trabalhista do governo de Hollande se estenderam a vários setores

Déficit da previdência social é farsa!

Com argumentos incontestáveis, Denise Gentil destroça os mitos oficiais que encobrem a realidade da Previdência Social no Brasil

Sindicalistas de todo o país aderem à Unidade Popular

Em um ato público realizado em Maceió, Alagoas, sindicalistas de vários estados aderiram ao Partido Unidade Popular pelo Socialismo

PL\4330 volta à pauta no Congresso Nacional

O movimento sindical deve colocar a luta contra o PL 4330 como uma batalha de vida ou morte para a classe trabalhadora.

Apesar de comum, assédio sexual no trabalho é pouco denunciado no Brasil

Vergonha, medo e dificuldade de provar a agressão levam as vítimas a preferir o silêncio.


terça-feira, 21 de maio de 2019

As Veias Abertas da América Latina - Primeiro Capítulo






    
Como preparação para o XII Encontro Latino Americano e Caribenho dos Sindicalistas - ELACS, o Movimento Luta de Classes publica o Primeiro capítulo da obra Veias Abertas da América Latina, de Eduardo Galeano. Confira esta obra que apresenta de modo poético e realista a situação de nossa região dilapidada pela colonização e pelo imperialismo.


         CENTO E VINTE MILHÕES DE CRIANÇAS NO CENTRO DA TORMENTA Há dois lados na divisão internacional do trabalho: um em que alguns países especializam-se em ganhar, e outro em que se especializaram em perder. Nossa comarca do mundo, que hoje chamamos de América Latina, foi precoce: especializou-se em perder desde os remotos tempos em que os europeus do Renascimento se abalançaram pelo mar e fincaram os dentes em sua garganta. Passaram os séculos, e a América Latina aperfeiçoou suas funções. Este já não é o reino das maravilhas, onde a realidade derrotava a fábula e a imaginação era humilhada pelos troféus das conquistas, as jazidas de ouro e as montanhas de prata. Mas a região continua trabalhando como um serviçal. Continua existindo a serviço de necessidades alheias, como fonte e reserva de petróleo e ferro, cobre e carne, frutas e café, matérias-primas e alimentos, destinados aos países ricos que ganham, consumindo-os, muito mais do que a América Latina ganha produzindo-os. São muito mais altos os impostos que cobram os compradores do que os preços que recebem os vendedores; e no final das contas, como declarou em julho de 1968 Covey T. Oliver, coordenador da Aliança para o Progresso, “falar de preços justos, atualmente, é um conceito medieval. Estamos em plena época da livre comercialização...” Quanto mais liberdade se outorga aos negócios, mais cárceres se torna necessário construir para aqueles que sofrem com os negócios. Nossos sistemas de inquisidores e carrascos não só funcionam para o mercado externo dominante; proporcionam também caudalosos mananciais de lucros que fluem dos empréstimos e inversões estrangeiras nos mercados internos dominados. “Ouve-se falar de concessões feitas pela América Latina ao capital estrangeiro, mas não de concessões feitas pelos Estados Unidos ao capital de outros países... É que nós não fazemos concessões”, advertia, lá por 1913, o presidente norte-ameiricano Woodrow Wilson, Ele estava certo: “Um país - dizia - é possuído e dominado pelo capital que nele se tenha investido.” E tinha razão. Na caminhada, até perdemos o direito de chamarmo-nos americanos, ainda que os haitianos e os cubanos já aparecessem na História como povos novos, um século antes de os peregrinos do Mayflower se estabelecerem nas costas de Plymouth. Agora, a América é, para o mundo, nada mais do que os Estados Unidos: nós habitamos, no máximo, numa sub-América, numa América de segunda classe, de nebulosa identificação. É a América Latina, a região das veias abertas. Desde o descobrimento até nossos dias, tudo se transformou em capital europeu ou, mais tarde, norte-americano, e como tal tem-se acumulado e se acumula até hoje nos distantes centros de poder.Tudo: a terra, seus frutos e suas profundezas, ricas em minerais, os homens e sua capacidade de trabalho e de consumo, os recursos naturais e os recursos humanos. O modo de produção e a estrutura de classes de cada lugar têm sido sucessivamente determinados, de fora, por sua incorporação à engrenagem universal do capitalismo. A cada um dá-se uma função, sempre em benefício do desenvolvimento da metrópole estrangeira do momento, e a cadeia das dependências sucessivas torna-se infinita, tendo muito mais de dois elos, e por certo também incluindo, dentro da América Latina, a opressão dos países pequenos por seus vizinhos maiores e, dentro das fronteiras de cada país, a exploração que as grandes cidades e os portos exercem sobre suas fontes internas de víveres e mão-de-obra. (Há quatro séculos, já existiam dezesseis das vinte cidades latino-americanas mais populosas da atualidade.) Para os que concebem a História como uma disputa, o atraso e a miséria da América Latina são o resultado de seu fracasso. Perdemos; outros ganharam. Mas acontece que aqueles que ganharam, ganharam graças ao que nós perdemos: a história do subdesenvolvimento da América Latina integra, como já se disse, a história do desenvolvimento do capitalismo mundial. Nossa derrota esteve sempre implícita na vitória alheia, nossa riqueza gerou 6 sempre a nossa pobreza para alimentar a prosperidade dos outros: os impérios e seus agentes nativos. Na alquimia colonial e neo-colonial, o ouro se transforma em sucata e os alimentos se convertem em veneno. Potosí, Zacatecas e Ouro Preto caíram de ponta do cimo dos esplendores dos metais preciosos no fundo buraco dos filões vazios, e a ruína foi o destino do pampa chileno do salitre e da selva amazônica da borracha; o nordeste açucareiro do Brasil, as matas argentinas de quebrachos ou alguns povoados petrolíferos de Maracaibo têm dolorosas razões para crer na mortalidade das fortunas que a natureza outorga e o imperialismo usurpa. A chuva que irriga os centros do poder imperialista afoga os vastos subúrbios do sistema. Do mesmo modo, e simetricamente, o bem-estar de nossas classes dominantes - dominantes para dentro, dominadas de fora - é a maldição de nossas multidões, condenadas a uma vida de bestas de carga. A brecha se amplia. Em meados do século passado, o nível de vida dos países ricos do mundo excedia em 50% o nível dos países pobres. O desenvolvimento desenvolve a desigualdade: Richard Nixon anunciou, em abril de 1969, em seu discurso perante a OEA, que no fim do século XX a renda percapita nos Estados Unidos será quinze vezes mais alta do que esta mesma renda na América Latina. A força do conjunto do sistema imperialista descansa na necessária desigualdade das partes que o formam, e esta desigualdade assume magnitudes cada vez mais dramáticas. Os países opressores tornam-se cada vez mais ricos em termos absolutos, porém muito mais em termos relativos, pelo dinamismo da disparidade crescente. O capitalismo central pode dar-se ao luxo de criar e acreditar em seus próprios mitos de opulência, mas os mitos não são comíveis, e os países pobres que constituem o vasto capitalismo periférico o sabem muito bem. A renda média de um cidadão norte-americano é sete vezes maior que a de um latino-americano, e aumenta num ritmo dez vezes mais intenso. E as médias enganam, pelos insondáveis abismos que se abrem, ao sul do rio Bravo, entre os muitos pobres e os poucos ricos da região. No topo, com efeito, seis milhões de latino-americanos açambarcam, segundo as Nações Unidas, a mesma renda que 140 milhões de pessoas situadas na base de pirâmide social. Há 60 milhões de camponeses, cuja fortuna ascende a 25 centavos de dólares por dia; no outro extremo, os proxenetas da desgraça dão-se ao luxo de acumular cinco milhões de dólares em suas contas privadas na Suíça ou nos Estados Unidos, e malbaratam na ostentação e luxo estéril - ofensa e desafio - e em inversões improdutivas, que constituem nada menos do que a metade da inversão total, os capitais que América Latina poderia destinar à reposição, ampliação e criação de fontes de produção e de trabalho. Incorporadas desde sempre à constelação do poder imperialista, nossas classes dominantes não têm o menor interesse em averiguar se o patriotismo poderia ser mais rentável do que a traição ou se a mendicância é a única forma possível de política internacional. Hipoteca-se a soberania porque “não há outro caminho”; os álibis da oligarquia confundem interessadamente a impotência de uma classe social com o presumível vazio de destino de cada nação. Josué de Castro declara: “Eu, que recebi um prêmio internacional da paz, penso que, infelizmente, não há outra solução que a violência para América Latina.” Cento e vinte milhões de crianças se agitam no centro desta tormenta. A população da América Latina cresce como nenhuma outra; em meio século triplicou com sobras. Em cada minuto morre uma criança de doença ou de fome, mas no ano 2000 haverá 650 milhões de latino-americanos, e a metade terá menos de 15 anos de idade: uma bomba de tempo. Entre os 280 milhões de latino-americanos há, atualmente, cinqüenta milhões de desempregados ou subempregados e cerca de cem milhões de analfabetos; a metade dos latino-americanos vive apinhada em moradias insalubres. Os três maiores mercados da América Latina - Argentina, Brasil e México - não chegam a igualar, somados, a capacidade de consumo da França ou da Alemanha Ocidental, mesmo que a população reunida de nossos três grandes exceda de muito a de qualquer país europeu. A América Latina produz, hoje em dia, em relação a sua população, menos alimentos do que antes da última guerra 7 mundial, e suas exportações percapita diminuíram três vezes, a preços constantes, desde a véspera da crise de 1929. O sistema é muito racional do ponto de vista de seus donos estrangeiros e de nossa burguesia de intermediários, que vendeu a alma ao Diabo por um preço que teria envergonhado Fausto. Mas o sistema é tão irracional para com todos os demais que, quanto mais se desenvolve, mais se tornam agudos seus desequilíbrios e tensões, suas fortes contradições. Até a industrialização dependente e tardia, que comodamente coexiste com o latifúndio e as estruturas da desigualdade, contribui para semear o desemprego ao invés de tentar resolvê-lo; estende-se a pobreza e concentra-se a riqueza, que conta com imensas legiões de braços cruzados, que se multiplicam sem descanso. Novas fábricas se instalam nos pólos privilegiados de desenvolvimento - São Paulo, Buenos Aires, a cidade do México -, porém reduz-se cada vez mais o número da mão-de-obra exigido. O sistema não previu esta pequena chateação: o que sobra é gente. E gente se reproduz. Faz-se o amor com entusiasmo e sem precauções. Cada vez mais, fica gente à beira do caminho, sem trabalho no campo, onde o latifúndio reina com suas gigantescas terras ociosas, e sem trabalho na cidade, onde reinam as máquinas: o sistema vomita homens. As missões norte-americanas esterilizam maciçamente mulheres e semeiam pílulas, diafragmas, DIUs, preservativos e almanaques marcados, mas colhem crianças; obstinadamente, as crianças latino-am 8 e duas vezes mais elevada ao fim de 60 anos”,
 assegura um dos documentos do organismo. Tornou-se célebre a frase de Lyndon Johnson: “Cinco dólares investidos contra o crescimento da população são mais eficazes do que cem dólares investidos no desenvolvimento econômico.” Dwight Eisenhower prognosticou que, se os habitantes da Terra continuassem multiplicando-se no mesmo ritmo, não só se intensificaria o perigo de uma revolução, mas também se produziria “uma degradação do nível de vida de todos os povos, o nosso inclusive”. Os Estados Unidos não sofrem, dentro de suas fronteiras, o problema da explosão demográfica, mas se preocupam, como ninguém, em difundir e impor, nos quatros pontos cardiais, a planificação familiar. Não somente o governo; também Rockefeller e a Fundação Ford sofrem pesadelos com milhões de crianças que avançam, como lagostas, partindo dos horizontes do Terceiro Mundo. Platão e Aristóteles haviam-se ocupado do tema antes de Malthus e McNamara; contudo, em nossos tempos, toda esta ofensiva universal cumpre uma função bem definida: propõe-se justificar a desigual distribuição de renda entre os países e entre as classes sociais, convencer aos pobres que a pobreza é o resultado dos filhos que não se evitam e pôr um dique ao avanço da fúria das massas em movimento e em rebelião. Os dispositivos intra-uterinos competem com as bombas e as metralhadoras, no Sudeste asiático, no esforço para deter o crescimento da população do Vietnã. Na América Latina é mais higiênico e eficaz matar os guerrilheiros nos úteros do que nas serras ou nas ruas. Diversas missões norte-americanas esterilizaram milhares de mulheres na Amazônia, apesar de ser esta a zona habitável mais deserta do planeta. Na maior parte dos países latino-americanos não sobra gente: ao contrário, falta.  O Brasil tem 38 vezes menos habitantes por quilometro quadrado do que a Bélgica; Paraguai, 49 vezes menos do que a Inglaterra; Peru, 32 vezes menos do que o Japão. Haiti e El Salvador, formigueiros humanos da América Latina, têm uma densidade populacional menor do que a Itália. Os pretextos invocados ofendem a inteligência; as intenções reais inflamam a indignação. Afinal, não menos da metade dos territórios da Bolívia, Brasil, Chile, Equador,Paraguai e Venezuela está habitada por ninguém. Nenhuma população latino-americana cresce menos do que a do Uruguai, país de velhos; entretanto nenhuma outra nação tem sido tão castigada, por uma crise que parece arrastá-la aos últimos círculos dos infernos. O Uruguai está vazio e seus campos férteis poderiam dar de comer a uma população infinitamente maior do que a que hoje sofre, sobre seu solo, tantas penúrias. Há mais de um século, um chanceler da Guatemala tinha sentenciado profeticamente: “Seria curioso que do seio dos Estados Unidos, de onde nos vem o mal, nascesse também o remédio.” Morta e enterrada a Aliança para o Progresso, o Império propõe agora, com mais pânico do que generosidade, resolver os problemas da América Latina, eliminando de antemão os latino-americanos. Em Washington, já há motivos para suspeitar que os povos pobres não preferem ser pobres. Mas não se pode querer o fim sem querer os meios: aqueles que negam a libertação da América Latina, negam também nosso único renascimento possível, e de passagem absolvem as estruturas vigentes. Os jovens multiplicam-se, levantam-se, escutam: o que lhes oferece a voz do sistema? O sistema fala uma linguagem surrealista: propõe evitar os nascimentos nestas terras vazias; diz que faltam capitais em países onde estes sobram, mas são desperdiçados; chama de ajuda a ortopedia deformante dos empréstimos e à drenagem de riquezas que os investimentos estrangeiros provocam; convoca os latifundiários a realizarem a reforma agrária, e a oligarquia para pôr em prática a justiça social. A luta de classes não existe - decreta-se -, mais que por culpa dos agentes forâneos que a fomentam; em troca existem as classes sociais, e se chama a opressão de umas por outras de estilo ocidental de vida.
Eduardo Galeano em um Café Brasileiro no Uruguai

             As expedições criminosas dos marines têm por objetivo restabelecer a ordem e a paz social, e as ditaduras fiéis a W ashington fundam nos cárceres o estado de direito, proíbem as greves e aniquilam os 9 sindicatos para proteger a liberdade de trabalho. Tudo nos é proibido, a não ser cruzarmos os braços? A pobreza não está escrita nos astros; o subdesenvolvimento não é fruto de um obscuro desígnio de Deus. As classes dominantes põem as barbas de molho, e ao mesmo tempo anunciam o inferno para todos. De certo modo, a direita tem razão quando se identifica com a tranqüilidade e a ordem; é a ordem, de fato, da cotidiana humilhação das maiorias, mas ordem em última análise; a tranqüilidade de que a injustiça continue sendo injusta e a fome faminta. Se o futuro se transforma numa caixa de surpresas, o conservador grita, com toda razão: “Traíram-me.” E os ideólogos da impotência, os escravos, que olham a si mesmos com os olhos do dono, não demoram a escutar seus clamores. A águia de bronze do Maine, derrubada no dia da vitória da revolução cubana, jaz agora abandonada, com as asas quebradas sob o portal do bairro velho de La Habana. A partir de Cuba, outros países iniciaram, por vias distintas e com meios distintos, a experiência da mudança: a perpetuação da ordem atual das coisas é a perpetuação do crime. Recuperar os bens que sempre foram usurpados, eqüivale a recuperar o destino. Os fantasmas de todas as revoluções estranguladas ou traídas, ao longo da torturada história latino-americana, emergem nas novas experiências, assim como os tempos presentes, pressentidos e engendrados pelas contradições do passado. A história é um profeta com o olhar voltado para trás: pelo que foi e contra o que foi, anuncia o que será. Por isso, neste livro, que quer oferecer uma história da pilhagem e ao mesmo tempo contar como funcionam os mecanismos atuais de espoliação, aparecem os conquistadores nas caraveIas e, próximo, os tecnocratas nos jatos; Hernán Cortês e os fuzileiros navais; os corregedores do reino e as missões do Fundo Monetário Internacional; os dividendos dos traficantes de escravos e os lucros da General Motors. Também os heróis derrotados e as revoluções de nossos dias, as infâmias e as esperanças mortas e ressuscitadas: os sacrifícios fecundos. Quando Alexander von Humboldt investigou os costumes dos antigos habitantes indígenas do planalto de Bogotá, soube que os índios chamavam de quihica as vítimas das cerimônias rituais. Quihica significava porta., a morte de cada eleito abria um novo ciclo de cento e oitenta e cinco luas.

Galeano, Eduardo. Veias Abertas da América Latina, Capítulo 01.

Corte de 90% nas normas de Segurança do Trabalho


Rogério Marinho foi o interlocutor dos cortes
O Secretário da Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, confirmou na segunda-feira (13) uma política de redução de normas da segurança do trabalho, cerca de 90% das normas atuais serão revistas, o que, inevitavelmente, resultará em mais acidentes e mortes nas fábricas e demais empresas de todo o país.

 Em um vídeo publicado em sua rede social, o Secretário da Previdência e Trabalho do Ministério da Economia e Deputado federal Rogério Marinho (PSDB) anunciou uma nova política do governo Bolsonaro de uma revisão completa de algumas normas de segurança do trabalho.

Sob o argumento da “simplificação e modernidade”, segundo ele, 9 das 37 normas de segurança do trabalho serão revistas, impactando “desde padarias até os fornos siderúrgicos” e que, por sua abrangência, terá impactos diretos na produtividade das empresas.

Rogério Marinho, para não mostrar sua verdadeira face assassina, diz que o governo está fazendo as alterações das NRs (Normas Regulamentadoras) “com muito cuidado para evitar, inclusive, que isso impacte de forma negativa a saúde e segurança dos trabalhadores.” Porém, logo depois, adiciona que a primeira NR a ser revista é a número 12, que atinge a segurança no trabalho em máquinas e equipamentos; acusando o alto custo para os empresários instalarem máquinas e que a segurança dos trabalhadores custa “quase o dobro do seu custo de transação”, o que, segundo ele, encarece e “dificulta a competitividade” no país.

Esse é o segmento do projeto de Jair Bolsonaro em cortar 90% das normas de saúde e segurança do trabalho. E, com isso, estão sendo revisadas as seguintes NRs:

    NR 01: Segurança e medicina do trabalho;
    NR 02: Inspeção prévia;
    NR 03: Embargo e interdição que caracterize risco ao trabalhador;
    NR 09: Prevenção de Riscos Ambientais;
    NR 15: Atividades e Operações Insalubres;
    NR 17: Ergonomia no Ambiente de Trabalho;
    NR 24: Condições Sanitárias e Conforto no Local de Trabalho;
    NR 28: Fiscalização e Penalidade.

Para o metroviário paulista e membro da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA – Metrô) Ricardo Senese, essa medida representa “um ataque brutal aos trabalhadores. Além da exploração de nosso trabalho que gera super lucros para os capitalistas agora eles e seus consórcios querem maximizar suas riquezas nos matando também ao exercemos nosso trabalho”. Tudo em nome de uma suposta “competitividade” que desmorona diante dos mínimos direitos de vida dos trabalhadores; se essa competitividade se choca frontalmente com os interesses dos trabalhadores, então isso representa que esse não é o regime no qual devemos viver.

A resposta dos trabalhadores deve ser ampla, o dia 14 de junho é o dia de reforçar a luta contra a também criminosa e brutal Reforma da Previdência, garantir nosso direito à aposentadoria, mas também garantir a segurança dos trabalhadores nas empresas. Devemos ser intransigentes com o governo fascista para, assim, garantir que a classe operária sobreviva.

fonte: http://averdade.org.br/2019/05/corte-de-90-nas-normas-de-seguranca-do-trabalho/

Todos à luta contra a Reforma da Previdência! Não iremos trabalhar até morrer!



A Reforma da Previdência de Jair Bolsonaro (PSL) é mais um ataque direto aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A proposta encaminhada para o Congresso Nacional, com promessas de passar a toque de caixa, traz mudanças que o governo golpista de Temer tentou aprovar, sendo derrotado pela Greve Geral de 28 abril de 2017. Caso a proposta seja aprovada, os trabalhadores brasileiros não conseguirão se aposentar!

Apesar de Bolsonaro e seus filhos terem criticado a proposta de Temer, há menos de dois anos, agora tudo mudou. O governo dos banqueiros e dos generais reafirmou seu compromisso em tirar direitos dos trabalhadores e, num claro ato de hipocrisia, agora defende a contribuição à Previdência por 40 anos para que os trabalhadores possam se aposentar com salário integral. E mais: acaba com a aposentadoria por tempo de contribuição, impondo uma idade mínima para se aposentar de 62 anos para mulheres e de 65 anos para homens.

Lembrando que outros direitos, como salário maternidade e auxílio-doença, também estão ameaçados.

O que, de fato, este governo defende é o fim da Previdência Social, criando o sistema de capitalização, exatamente como a Ditadura Militar chilena fez. Por esta lógica, os trabalhadores contribuirão com 10% do seu salário para um fundo individual gerenciado pelos bancos. Toda a contribuição ficará sobre a responsabilidade do trabalhador, acabando com a contribuição patronal para a Previdência. Quando atingir as condições exigidas para se aposentar, o trabalhador receberá o que “investiu”.

O resultado é que no Chile, onde isso já é praticado, a maioria dos trabalhadores recebe apenas 70% do salário mínimo. Se no Brasil fosse assim hoje, o aposentado receberia R$ 698,00 por mês! Como comprar os remédios? Comprar comida? Pagar o aluguel? Pagar as contas? Pois é isso que nos acontecerá se a proposta de Bolsonaro e dos banqueiros for aprovada!

Além disso, a Medida Provisória 871/19 já dificulta o acesso à aposentadoria aos trabalhadores rurais, dificulta o acesso à pensão por morte e ao BPC (Benefício de Prestação Continuada), entre outras medidas. O que o governo quer fazer é entregar a Previdência pública para os bancos privados. Isso é tirar dos pobres e dar aos ricos. Não podemos aceitar!

Em 2017, 40 milhões de trabalhadores e trabalhadoras foram às ruas para derrotar a Reforma da Previdência na maior Greve Geral da história de nosso país. Isso precisa se repetir. O dia 22 de março é a primeira grande mobilização nacional para barrar este absurdo e é necessário paralisar os trabalhos e ocupar as ruas para protestar contra mais essa retirada de direitos.

Participe das mobilizações de 22 de março. Vamos construir uma nova Greve Geral para derrotar a Reforma da Previdência dos banqueiros!

Brasil, 21 de março de 2019

Unidade Popular (UP)

domingo, 27 de janeiro de 2019

Nota do MLC: Privatização Mata! Reestatização da Vale Já!


Mais de 400 pessoas desaparecidas por responsbilidade da Vale
    
   Após três anos da Samarco, mineradora controlada pela Vale e BHP Billinton, cometer o maior crime ambiental do planeta e sair impune, a história se repete em Minas Gerais. O rompimento da barragem de rejeitos no Córrego do Feijão em Brumadinho/MG deixou mais de 400 pessoas desaparecidas e até o momento, 40 mortos. Além disso provocou a contaminação do meio ambiente, como a contaminação do Rio Paraopeba entre outros danos irreversíveis.
    A responsabilidade disso é da empresa Vale, que desde a privatização em 1997, ficou de posse do Banco Bradesco entre outros acionistas,e passou a ter como objetivo o aumento do lucro acima de qualquer coisa, inclusive da vida humana e do meio ambiente.
    O fato é que a exploração minerária é estrutural na economia brasileira. As mineradoras comandam governos, parlamentares, prefeituras e a seu bel prazer conseguem os licenciamentos para atuar. Um exemplo foi a conquista dos donos da Vale de aumentar em 88% a capacidade da Barragem Córrego do Feijão no final de 2018. Pouco depois, acontece esta tragédia que entendemos como assassinatos.
    Destacamos também as centenas de trabalhadores da empresa que perderam sua vida ao vender sua força de trabalho. Saíram de casa para colocar comida na mesa de suas famílias e não voltarão mais. Este é também um dos maiores acidentes de trabalho do mundo. A responsabilidade é do patrão!
    Por isso, nós do Movimento Luta de Classes - MLC, exigimos a prisão dos donos da Vale e a responsabilização dos acionistas por mais um crime praticado pela mineradora.
    Defendemos a reestatização da empresa, pois está claro que a gestão privada se mostrou incompetente e não podemos deixar que mais pessoas morram!
    Cobramos também um efetiva fiscalização do governo de Minas Gerais e do governo Federal!
    Solidariedade a todos os familiares das vítimas!
    Nenhum minuto de silêncio! Uma vida inteira de luta por justiça!

Movimento Luta de Classes - MLC

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Trabalhadores da MGS garantem seus empregos! Suspensa a Privatização da UAI Praça Sete!


Trabalhadores em ato na Praça Sete
    Os trabalhadores e trabalhadoras da MGS lotados na Unidade de Atendimento Integrada da Praça Sete arrancaram uma grande vitória. Garantiram seu emprego e voltaram a trabalhar na unidade. Organizados pela Associação Sindical dos Empregados Públicos Estaduais da MGS – ASSEPEMGS e pelo Movimento Luta de Classes – MLC, os trabalhadores realizaram duas passeatas pelas ruas de Belo Horizonte, fizeram uma visita à Cidade Administrativa e à Unidade Barro Preto, que ficou sobrecarregada com o fechamento da Praça Sete, além disso ainda foram na posse do governador Zema, tudo isso para reinvindicar o direito de trabalhar.

 Ato na Cidade Adminsitrativa
Organizando os atos na Praça Sete
       O processo de Parceria Público Privada nas UAIs estava posta como fato dado aos 453 trabalhadores da MGS, e a demissão parecia ser uma consequência inevitável. No entanto, a luta e a mobilização da categoria foram determinantes para mudar a situação. A principal reivindicação era a da realocação para outra frente de trabalho da MGS. O movimento de luta entendeu que para conquistarmos essa reivindicação precisariamos de ter mais de tempo, pois estavamos em meio a transição de governo. A dispensa dos trabalhadores da MGS chegaram no dia 26 de Dezembro. Este foi o primeiro dia de luta, com assembleia, passeatas e palavras de ordem para conquistar a realocação. Em assembleia no dia 31 de Dezembro, deflagramos a greve da categoria, o que garantiu o emprego de todos, pois com isso não poderiam ser demitidos. A próxima assembleia ocorrerreu no dia 4 de Janeiro, após a reunião com a Secretaria de Planejamento e Gestão do governo Zema, a empresa MGS, com a mediação do Ministério Público do Trabalho.
Passeata no centro de BH
    A luta pelo emprego foi de grande repercussão em toda a cidade, com isso fizemos uma grande pressão ao governo liberal e privatista de Romeu Zema e conquistamos a suspensão do processo de privatização da Unidade da Praça Sete, ainda que por tempo indeterminado.
    A volta ao trabalho ocorreu com normalidade, mais ainda é necessário ficarmos alertas com  esta situação. Uma outra importante conquista foi a construção de um canal de diálogo dos trabalhadores com a MGS e com o Governo estadual.  
     Esta experiência de luta nos ensina que devemos lutar mesmo quando parece que tudo está perdido, mesmo quando alguns dos companheiros de trabalho ao nosso lado, já na acreditam na resistência como caminho para a vitória. O fato é que quando se luta com afinco e união, se conquista. Estamos enfrentando momentos de intenso ataque aos direitos da classe trabalhadora, onde o futuro nos se apresenta como incerto, e o alto custo dos produtos básico já superou a muito tempo nossos salários, mais ainda sim a única resposta possível é a luta.

Renato Campos Amaral
Assessor da ASSEPEMGS e Coordenação do MLC

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Privatização ameaça 453 trabalhadores da MGS de demissão


      
       O Governo de Minas Gerais na gestão de Antônio Anastasia (PSDB) criou em 2013, um programa de Parceria Público Privada nas Unidades de Atendimento Integradas (UAI) do estado. Naquele período eram 21 unidades de atentimento públicas espaladas pelo estado. A partir de 2016 o governo de Fernando Pimentel (PT) prosseguiu com o acordo e realizou as primeiras privatizações das UAI’s. As primeiras a serem privatizadas foram as unidades da região do Barreiro e região de Venda Nova, em Belo Horizonte. Neste momento a Associação dos Empregados Públicos Estaduais da MGS – ASSEPEMGS e o Movimento Luta de Classes conseguiu pressionar o estado e a Empresa MGS para realocar os funcionários e evitar a demissão. Esta foi uma grande vitória naquele ano, fruto de muita luta e resistência dos empregados públicos da MGS.Posteriormente o governo realizou a ofensiva da privatização nas UAIs do interior, como Curvelo, São Sebastião do Paraíso e São João Del Rey.       
    Neste Programa de PPP realizado por Anastasia, foi feito um cronograma de PPP, onde as unidades forma divididas em três fases. A UAI Praça Sete está na terceira e ultima fase. Este cronograma prevê que a Empresa Privada que irá gerir a unidade deve realizar uma série de contra partidas ao estado. Um exemplo é a melhoria do prédio, compra de novos maquinários e modernização do serviço. No entanto nada disso está sendo feito. O cronograma prevê a implementação da Parceria Público Privada em 19 meses. Mas por algum motivo, o governo de Minas Gerais, com a assinatura do Secretário de Planejamento e Gestão Helvécio Magalhães acelerou o processo em três meses. Resultado disso é a ameaça de demissão em massa de 453 pessoas em Minas Gerais.
           Diante dessa situação. A ASSEPEMGS e o MLC organizaram os trabalhadores para lutar e não aceitar este destino. No dia 26 de Dezembro, foi  organizada uma assembleia onde deliberaram por pressionar a empresa e participar da Audiência no Ministério Público do Trabalho. Em passeata pelas principais avenidas e ruas da cidade, os trabalhadores da MGS divulgaram sua luta para a grande população. Representantes dos trabalhadores e da Associação Sindical  foram recebidos pela presidência da empresa e ainda participaram da reunião junto à procuradora chefe do Ministério Público do Trabalho. Nesta reunião, ficou ecidido que o processo de privatização seria suspenso por 60 dias para averiguação dos trâmites do cronograma, neste meio tempo é possível conquistar a realocação dos funcionários para outras frentes de trabalho de responsabilidade da MGS. Posterior à reunião, em assembleia da categoria, ficou definido a deflagração da greve até o dia 4 de Janeiro, onde será realizada uma nova assembleia.
         Outra questão é que o próximo governador Romeu Zema (Novo) disse em reunião com empresário do setor de asseio e conservação, que a primeira empresa a ser privatizada é a Minas Gerais Administração e Serviços. Para Geraldo Neres, presidente da Associação Sindical dos Empregados Públicos da MGS, será um ano de muito enfrentamento e luta. “Será necessário unir a classe trabalhadora de Minas Gerais, principalmente de empresas públicas e servidores estaduais, para enfrentar os ataques do próximo governo, estamos só começando”, afirma Geraldo.
        Enquanto isso, segue a batalha contra a demissão em massa realizada pelo atual governo. OS trabalhadores e trabalhadoras da MGS estão organizados para pressionar e lutar até o fim para garantia de seus empregos.

Renato Campos Amaral
Assessor da ASSEPEMGS

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

No primeiro dia de mandato Bolsonaro reduz salário mínimo e passa demarcação de terras indígenas para latifundiários


Quadrilha de militares, vendedores da fé e banqueiros tomam posse em Brasília
          No primeiro dia de mandato como presidente da República, o milionário Jair Bolsonaro (PSL) reduziu o salário mínimo para R$ 998,00. São oito reais a menos que o govermo de Michel Temer tinha aprovado. Também em seu primeiro dia de mantado, o capitão passou a responsabilidade da demarcação de terras indígenas para o Ministério da Agricultura, satisfazendo o desejo dos latifundiários que apoiaram Bolsonaro nas eleições, os mesmos que assassinam trabalhadores sem terra e os povos originários. Assim, o novo governo deixa claro quem será o grande inimigo de seu governo, o povo brasileiro.
       Entre dicursos reacionários, ignorantes e fascistas, os membros do governo tomaram posse como quem combaterá a liberdade de pensamento, a organização sindical e dos demais movimentos sociais. Também ficou evidente o alinhamento ideológico de extrema direita que o novo governo seguirá internacionalemente. O governo de Jair Bolsonaro promete fazer com que o Brasil reforce os laços de subserviência com os EUA, além de se aproximar ideologicamente de Israel, Hungria, Chile e Paraguai, todos governados por fascistas e liberais. Ou seja, a ideologia que Bolsonaro é contra são as de esquerda, pois as de direita em seu governo vão de vento em poupa!
       Outras indicações que ficaram mais claras é que para o parlamento pouca coisa mudará. O governo que mudaria tudo apoia a mesma proposta de Reforma da Previdência de Temer e dos banqueiros, além de apoiar o mesmo presidente da câmara de antes, Rodrigo Maia (DEM). Assim, tudo na mesma.
       O que de fato mudará é a repressão aos que pensam diferentes, sobre tudo os socialistas. O medo que o governo Bolsonaro do socialismo é exatamente o medo das elites, dos ultra ricos, de perderem seus privilégios. Mas a luta está só começando, a resistência às idéias fascistas floresce dia pós dia. E como dizia Che Guevara, “não se pode deter a primavera”.

Renato Campos
Movimento Luta de Classes