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Déficit da previdência social é farsa!

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Sindicalistas de todo o país aderem à Unidade Popular

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PL\4330 volta à pauta no Congresso Nacional

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Apesar de comum, assédio sexual no trabalho é pouco denunciado no Brasil

Vergonha, medo e dificuldade de provar a agressão levam as vítimas a preferir o silêncio.


domingo, 1 de setembro de 2019

ROUBO NO METRÔ: CONSÓRCIOS CAPITALISTAS IMPEDEM MELHORIAS NO TRANSPORTE PÚBLICO




Veio à tona mais um esquema de corrupção envolvendo o Metrô de São Paulo. O ex-gerente de contratos e compras da empresa, Sérgio Corrêa Brasil, relatou a procuradores da operação Lava-Jato uma série de episódios de favorecimento de empreiteiras, distribuição de propinas e financiamento de campanhas eleitorais através da manipulação de licitações das linhas 2 – Verde, 5 – Lilás e 6 – Laranja.

As empresas envolvidas no esquema já são grandes conhecidas em negociatas: Odebrecht, Camargo Côrrea  e  Andrade Gutierrez. Segundo o ex-funcionário do Metrô, o arranjo se deu por mais de dez anos, durante as gestões tucanas no governo de SP. Para manter contratos com essas empresas por tanto tempo, o Metrô não realizava novas licitações para a continuação das obras previstas. Devido aos interesses das construtoras, fazia parte do esquema atrasar obras e torná-las ainda mais caras. O governo de SP chegou a desistir do projeto de ampliação da  Linha 2 – Verde até São Caetano só porque isso exigiria uma nova licitação e prejudicaria as mesmas empreiteiras que haviam fechado contrato com o estado na década de 1990.

Além do ex-diretor do Metrô, os partidos golpistas PSDB, PTB, PPS (Cidadania) e PFL (DEM) também recebiam parte da propina. O trato com deputados estaduais se deu para que a Alesp não questionasse sobre os referidos contratos. Entre os envolvidos, estava o então deputado estadual Rodrigo Garcia (DEM), hoje vice-governador de SP. Outros milhões das propinas foram para a empresa GW Comunicação, responsável por campanhas de José Serra e Geraldo Alckmin entre 2002 e 2012. Tal esquema contava até com o Tribunal de Contas do Estado.

O governo de São Paulo reduziu drasticamente os investimentos no Metrô nos últimos anos, passando de R$ 4 bilhões aplicados em 2014 para apenas R$ 1,4 bilhão investidos em 2017. O diretor-presidente do Metrô Silvani Alves Pereira, em entrevista ao Valor, afirmou que há anos a companhia opera com resultados negativos, apontando concessões de todas as estações da Linha 2 –Verde e a estação do Brás como caminho para diminuir prejuízos.

Há muito tempo, nós que defendemos transporte público, gratuito e de qualidade temos dito: quem impede a melhoria do transporte público são grandes construtoras que perseguem lucros a qualquer custo. Os esquemas de corrupção no Metrô revelados nos últimos anos comprovam isso. Os governos tucanos fazem parte de tamanho ataque ao patrimônio do povo. São empresas e seus governos lacaios os culpados pela lotação no metrô, pelo trabalhador não ter direito ao menos de ser transportado com dignidade, mesmo pagando R$ 4,30 pela passagem, valor absurdo para um assalariado. Por isso, precisamos dar o recado: tirem as mãos do Metrô! Defender o transporte público e uma gestão voltada para os interesses do povo é tarefa de todos e é imprescindível para conquistar a qualidade que o povo trabalhador merece.

UP nos Trilhos
São Paulo